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Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral

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Miriam Trombetta Franco

on 2 April 2017

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Transcript of Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral

Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral
Enf. Miriam Trombetta Franco
Especialista em UTI, Emergência e Trauma
miriamtrombettafranco@hotmail.com

Infarto é a morte das células por uma isquemia (diminuição da irrigação sanguínea) prolongada. Ocorre em geral por obstrução da artéria por um trombo ou por um êmbolo.
Infarto é a consequência máxima da falta de oxigenação de um órgão ou parte dele.
Os órgãos mais acometidos por esta complicação são o coração e cérebro.
IAM - infarto agudo do miocárdio AVE - Acidente vascular encefálico.
Hábitos de vidas saudáveis, podem evitar estes eventos cardiovasculares.
Existem diversos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento destes eventos.
Fatores de risco modificáveis:
Tabagismo, Colesterol alterado, Hipertensão, Sedentarismo, Sobrepeso ou Obesidade, Diabetes, Alimentação Inadequada
Fatores de risco não modificáveis:
Hereditariedade, Idade e Gênero.
Infarto Agudo do Miocárdio
O IAM ocorre devido a obstrução de uma artéria coronariana (placas ateromatosas, êmbolos, coágulos), podendo causar uma Parada Cardiorespiratória - PCR
O diagnóstico é feito inicialmente por meio de eletrocardiograma.
O tratamento consiste no desentupimento da artéria coronária. Sendo por meio de uma medicação trombolítica, para dissolver o coágulo na artéria, ou por angioplastia coronária, que é fazer a abertura mecânica da artéria por meio do cateterismo cardíaco. Nesse procedimento, um pequeno balão é insuflado no local da obstrução e uma prótese de metal (stent), é implantada para evitar que a artéria se feche novamente.
Grande parte dos ritmos de parada cardíaca no âmbito pré-hospitalar ocorrem em fibrilação ventricular. O sucesso da ressuscitação está intimamente relacionado a uma desfibrilação precoce (choque), idealmente dentro dos primeiros 3 a 5 minutos após o colapso. A cada minuto transcorrido do início do evento arrítmico súbito sem desfibrilação, as chances de sobrevivência diminuem em 7 a 10%. Com as manobras de Reanimação Cardiopúlmonar - RCP, essa redução é mais gradual, entre 3 e 4% por minuto de PCR.
Reanimação Cardiopulmonar – RCP
Segundo as recomendações da American Heart Association, foram feitos refinamentos nas indicações para o reconhecimento de uma PCR e o acionamento do serviço de emergência.
Vítima não responde,
não apresenta respiração ou apresenta gasping
Para profissionais: A respiração deve ser rapidamente verificada como parte da verificação da PCR antes de o profissional de saúde acionar o serviço de emergência/urgência e buscar o DEA/DAE (ou encarregar alguém disso). Então verificar rapidamente o pulso e iniciar a RCP e usar o DEA/DAE.
O DEA - Desfibrilador Externo Automático é um equipamento portátil, capaz de interpretar o ritmo cardíaco, selecionar o nível de energia e carregar automaticamente, cabendo ao operador apenas pressionar o botão de choque, quando indicado. O tempo ideal para aplicação do primeiro choque é de 3 a 5 minutos.
Passos para utilizar o DEA:
1. Ligue o aparelho apertando o botão ON - OFF (alguns aparelhos ligam automaticamente ao abrir a tampa).
2. Conecte as pás (eletrodos) no tórax da vítima, observando o desenho contido nas próprias pás, mostrando o posicionamento correto das mesmas como na figura ao lado.
3. Encaixe o conector das pás (eletrodos) ao aparelho. Em alguns aparelhos, o conector do cabo das pás já está conectado.
Quando o DEA disser "analisando o ritmo cardíaco, não toque no paciente", solicite que todos se afastem e observe se há alguém tocando na vítima, inclusive se houver outro socorrista aplicando RCP
4. Se o choque for indicado, o DEA dirá "choque recomendado, afaste-se do paciente". O socorrista que estiver manuseando o DEA deve solicitar que todos se afastem, observar se realmente não há ninguém (nem ele mesmo) tocando a vítima e, então, pressionar o botão indicado pelo aparelho para aplicar o choque.
5. A RCP deve ser iniciada pelas compressões torácicas, imediatamente após o choque. A cada dois minutos, o DEA analisará o ritmo novamente e poderá indicar outro choque, se necessário. Se não indicar choque, reinicie a RCP imediatamente, caso a vítima não retome a consciência.
6. Mesmo se a vítima retomar a consciência, o aparelho não deve ser desligado e as pás não devem ser removidas ou desconectadas até que o SME assuma o caso.
Portador de marca-passo (MP) ou cardioversor-desfibrilador implantável: se estiver na região onde é indicado o local para aplicação das pás, afaste-as, pelo menos, 8cm ou opte por outro posicionamento das pás (anteroposterior, por exemplo), pois, estando muito próximas, pode prejudicar a análise do ritmo pelo DEA.
Tórax molhado: seque por completo o tórax da vítima; se a mesma estiver sobre uma poça d'água não há problema, porém se essa poça d'água também envolver o socorrista, remova a vítima para outro local, o mais rápido possível.
Tem-se dado ênfase permanente em RCP de alta qualidade (com frequência e profundidade de compressão torácicas adequadas, permitindo retorno total do tórax após cada compressão, minimizando interrupções nas compressões e evitando ventilação excessiva).
A sequência recomendada para o socorrista que atua sozinho inicia com as compressões torácicas antes de aplicar ventilações de resgate (C-A-B, em vez de A-B-C). O socorrista atuando sozinho deve iniciar a RCP com 30 compressões, em vez de 2 ventilações, para reduzir a demora na aplicação da primeira compressão.
A frequência de compressão deve ser, no mínimo, de 100/minuto.
A profundidade de compressão, em adultos, deve ser no mínimo de 5cm.
Se a pessoa presente não tiver treinamento em RCP, ela deverá aplicar somente compressões torácicas na vítima adulta, com ênfase em "comprimir forte e rápido" no centro do tórax.
O socorrista deve continuar a RCP somente com as mãos até a chegada e preparação de um DEA/DAE para uso ou até que os profissionais do serviço de emergência assumam o cuidado da vítima.
Se o socorrista leigo treinado puder realizar ventilações de resgate, as compressões e as ventilações devem ser aplicadas na relação de 30 compressões para cada 2 ventilações.
O socorrista deve continuar a RCP até a chegada e preparação de um DEA/DAE para uso ou até que os profissionais do SME assumam o cuidado da vítima.
Motivo: A RCP somente com as mãos (somente compressões) é mais fácil de ser executada por um socorrista não treinado e pode ser prontamente orientada por telefone pelos serviço de emergência.
Para o socorrista leigo treinado e capaz, a recomendação continua sendo a de aplicar compressões e ventilações.
Acidente Vascular Encefálico - AVE
É comprometimento funcional neurológico que se instala quando ocorre um infarto no parênquima encefálico.
Basicamente ocorre o mesmo processo do IAM, porém no cérebro. Uma obstrução arterial compromete a irrigação sanguínea, causando uma área de infarto e consequentemente morte celular, denominado AVC isquêmico.
Ainda pode ocorrer o AVC hemorrágico, onde existe o rompimento de vasos sanguíneos cerebrais.
Uma parada cardíaca prolongada também pode ocasionar um AVC por choque circulatório. Este tipo de acidente vascular cerebral é o mais grave, pois a falta de circulação sanguínea apropriada faz com que todo o cérebro sofra isquemia, e não apenas uma região como nos AVCs causados por trombo ou êmbolo.
Pacientes com parada cardíaca prolongada costumam sofrer danos irreversíveis no cérebro. Três minutos de parada cardíaca, sem atendimento médico, já provocam lesões cerebrais graves. A partir do quinto minuto a chance de morte cerebral é próxima de 100%.
Mesmo quando iniciam-se rapidamente as manobras de ressuscitação (massagem cardíaca) existe um limite de tempo para sobrevivência do cérebro. Poucos são os casos que evoluem bem após mais de 10 minutos de manobras de ressuscitação sem resposta.
O AVC se apresenta de início súbito, em que pode haver paralisação ou dificuldade de movimentação de membro, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual. Pode ainda evoluir com coma e outros sinais.
Podemos usar o mnemônico SAMU para identificar os sinais de AVC:
S - SORRIR - Ao sorrir há desvio de comissura labial;
A - ABRAÇAR - Ao esticar os braços não há simetria;
M - MÚSICA -Quando houver dificuldade de fala.
U - URGÊNCIA – Na presença de um destes sinais providencie socorro especializado imediato.
Dirija-se imediatamente a um serviço hospitalar especializado. Não perca tempo! Cada minuto é importante, pois quanto mais tempo entre o surgimento dos sintomas e o início do tratamento adequado maior a lesão no cérebro.
A falta do sangue, que carrega oxigênio e nutrientes, pode levar à morte neuronal em poucas horas. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e encaminhamento rápido ao hospital são atitudes fundamentais.
Quando não mata, o AVCI deixa sequelas que podem ser leves e passageiras ou graves e incapacitantes. As mais frequentes são paralisias em partes do corpo e problemas de visão, memória e fala.
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