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ALMEIDA GARRETT

Módulo 12 + Viagens na Minha Terra
by

Carol Madruga

on 10 May 2013

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Transcript of ALMEIDA GARRETT

ALMEIDA GARRETT Módulo 15
F2 - Literatura p. 29 - teoria
p. 72 a 74 - exercícios Vida de Garrett - começou a escrever no modelo neoclássico (arcadismo):
tragédias "Mérope" e "Catão";
poemas "Lírica de João Mínimo" e "Retrato de Vênus"
- militou pela Revolução Liberal - foi condenado ao exílio na França e na Inglaterra, onde aprendeu alguns traços românticos:
individualismo melancólico (Byron, Chateaubriand, Lamartine e Vigny)
homem natural (Rousseau)
medievalismo (Walter Scott)
- escreveu "Camões" (1825) e "D.Branca"(1826) na Inglaterra - marcos iniciais do romantismo português
- dedicou-se à vida pública (encarregado da reorganização do teatro nacional, diplomata, deputado e jornalista)
- um dos intelectuais do regime liberal, ao lado de Alexandre Herculano Obras de Garrett POESIA:
- Odes anacreônticas
- Retrato de Vênus
- Lírica de João Mínimo
- Camões
- D. Branca
- Romanceiro
- Flores sem Fruto
- Folhas Caídas PROSA:
- Viagens na Minha Terra

TEATRO:
- Um Auto de Gil Vicente
- D. Filipa de Vilhena
- Alfageme de Santarém
- Frei Luís de Sousa Camões (poema narrativo de Garrett) - narra o processo de composição e a publicação de "Os Lusíadas"
- misto de romantismo e neoclassicismo
- características românticas neste poema:
personagem nacional (nacionalismo, patriotismo)
invocação à saudade (alegoria sem mitologia)
ambiente fúnebre, paisagem noturna
amor como realidade fatalista e irresistível
gosto pelas ruínas, tradições e lendas medievais
herói romântico (incompreendido, individualista, vagabundo e libertário)
saudosismo, patriotismo, amor à Natureza numa paisagem misteriosa
ânsia de liberdade
- características neoclássicas:
divisão tradicional da epopeia clássica
versos decassílabos brancos (sem rima) e sem estrofação regular
algumas alegorias D. Branca (poema narrativo de Garrett) - assunto histórico e nacional: conquista do Algarve
- romance de amor: paixão de D.Branca e do jovem mouro Aben-Afã - presença do idealismo amoroso do romantismo
- Oriana e Mem do Vale - paixões cavaleirescas Folhas Caídas (amor romântico) - poemas inspirados na paixão de Garrett pela Viscondessa da Luz
- intensidade emocional, amor sensual, irresistível, real e vivido. ESTE INFERNO DE AMAR Este inferno de amar - como eu amo!Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?Esta chama que alenta e consome,Que é a vida - e que a vida destrói -Como é que se veio a atear,Quando - ai quando se há de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,A outra vida que dantes viviEra um sonho talvez... - foi um sonho -Em que paz tão serena a dormi!Oh! que doce era aquele sonhar...Quem me veio, ai de mim! despertar?
Só me lembra que um dia formosoEu passei... dava o sol tanta luz!E os meus olhos, que vagos giravam,Em seus olhos ardentes os pus.Que fez ela? eu que fiz? - não no sei;Mas nessa hora a viver comecei... BARCA BELA Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela.
Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
Só de vê-la,
Ó pescador!

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
Foge dela
Ó pescador! rima em "ela"
2 versos em redondilha maior
2 versos, sendo um com o refrão
(o vocativo "Ó pescador) - 7 sílabas Frei Luís de Sousa (teatro) - 3 atos em prosa
- representada pela 1a vez em 1843
- publicada em 1844
- casamento de Madalena de Vilhena e Manuel de Sousa Coutinho, na certeza de que D. João de Portugal, marido de Madalena havia desaparecido em Alcácer-Quibir, junto a D.Sebastião. Madalena e Manuel têm uma filha, Maria de Noronha.
- D. João vivo, volta à sua casa disfarçado de romeiro e conta a verdade
- Buscando livrar-se do pecado, Madalena e Manuel decidem entrar para a vida religiosa. Na cerimônia de ordenação, Maria morre na Igreja ao ver seus pais aceitando entrar para o convento. Frei Luís de Sousa é o nome que Manuel escolhe ao entrar para a vida religiosa. VIAGENS NA MINHA TERRA
Almeida Garrett
1846 - ROMANCE HÍBRIDO: misto de jornalismo, literatura de viagens, diário íntimo, prosa de ficção, crônica, epístola...
- baseia-se numa viagem realizada por Garrett em 1843 entre Lisboa e Santarém a convite do político Passos Manuel
- possui 49 capítulos
- peripécias do viajante e suas reflexões sobre diversos assuntos, entre eles o amor e a política
- SANTARÉM: a história de Joaninha e seu primo Carlos (preso ao sentimento de Georgina que fica na Inglaterra).
- Personagens românticas = alegorias de Portugal
- Pano de fundo: visão de Garrett sobre Portugal do século XVIII: embate entre os liberais (D.Pedro) e os conservadores - absolutistas (D.Miguel) VIAGENS NA MINHA TERRA
no vestibular FUVEST- 2013:
Em "Viagens na minha terra", assim como em
a) "Memórias de um sargento de milícias", embora se situem ambas as obras no Romantismo, criticam-se os exageros de idealização e de expressão que ocorrem nessa escola literária.
b) "A cidade e as serras", a preferência pelo mundo rural português tem como contraponto a ojeriza às cidades estrangeiras – Paris, em particular.
c) "Vidas secas", os discursos dos intelectuais são vistos como “a prosa vil da nação”, ao passo que a sabedoria popular “procede da síntese transcendente, superior e inspirada pelas grandes e eternas verdades”.
d) "Memórias póstumas de Brás Cubas", a prática da divagação e da digressão exerce sobre todos os valores uma ação dissolvente, que culmina, em ambos os casos, em puro niilismo.
e) "O cortiço", manifestam-se, respectivamente, tanto o antibrasileirismo do escritor português quanto o antilusitanismo do seu par brasileiro, assim como o absolutismo do primeiro e o liberalismo do segundo. FUVEST - 2013:
Os momentos históricos em que se desenvolvem os enredos de "Viagens na minha terra", "Memórias de um sargento de milícias" e "Memórias póstumas de Brás Cubas" (quanto a este último, em particular no que se refere à primeira juventude do narrador) são, todos, determinados de modo decisivo por um antecedente histórico comum – menos ou mais imediato, conforme o caso. Trata-se da:
a) invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas.
b) turbulência social causada pelas revoltas regenciais.
c) volta de D. Pedro I a Portugal.
d) proclamação da independência do Brasil.
e) antecipação da maioridade de D. Pedro II. Aspectos importantes da obra: ROMANCE HÍBRIDO - jornalismo (relatos velados da guerra entre liberais e monarquistas),
- literatura de viagens (o relato da viagem de Lisboa a Santarém),
- diário íntimo (suas reflexões sobre o ato de escrever, sobre a vida, sobre política e as referências a grandes autores como Goethe, Schiller, Eugênio Sue, Camões, Cervantes...),
- prosa de ficção (história de Carlos e Joaninha),
- crônica (a maneira crítica como conta a história de amor, os personagens que são alegorias de Portugal),
- epístola (a carta de Carlos a Joaninha)... VIAGENS, NO PLURAL - viagem real de Lisboa a Santarém: 78 km, narra as belezas daquela terra
- as digressões são "viagens", o autor perambula pelas suas reflexões sobre o ato de escrever, sobre a vida, sobre a situação política de Portugal, sobre a literatura e seus grandes clássicos e "leis" DIGRESSÕES - À moda de Xavier de Maistre (autor francês), o narrador de Garrett interrompe a obra para fazer suas reflexões ou conversar com o leitor. JOANINHA, A MENINA DOS ROUXINÓIS - decide fazer uma viagem de Lisboa a Santarém, começa numa segunda-feira, 17/09/1843. Junto a ele, alguns companheiros de viagem entre eles o Sr. C. da T.
- a viagem começa num barco a vapor, depois segue-se numa carroça Documentário sobre a obra VIAGENS NA MINHA TERRA Resposta correta:
Em "Viagens na minha terra", assim como em
a) "Memórias de um sargento de milícias", embora se situem ambas as obras no Romantismo, criticam-se os exageros de idealização e de expressão que ocorrem nessa escola literária.
Resposta correta:
Os momentos históricos em que se desenvolvem os enredos de "Viagens na minha terra", "Memórias de um sargento de milícias" e "Memórias póstumas de Brás Cubas" (quanto a este último, em particular no que se refere à primeira juventude do narrador) são, todos, determinados de modo decisivo por um antecedente histórico comum – menos ou mais imediato, conforme o caso. Trata-se da:
a) invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. NARRADOR - símbolo da pureza, da natureza "impoluída", tem lindos olhos verdes (que servem de material a longas reflexões poéticas do narrador e de Carlos, primo da jovem e seu grande amor). Trecho do capítulo V de Garret:

Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião te vou explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura. Já me não importa guardar segredo; depois desta desgraça, não me importa já nada. Saberás, pois, ó leitor, como nós outros fazemos o que te fazemos ler”.

Trata-se de um romance, de um drama. Cuidas que vamos estudar a História, a natureza, os monumentos, as pinturas, os sepulcros, os edifícios, as memórias da época? Não seja pateta, senhor leitor, nem cuide que nós o somos. Desenhar caracteres e situações do vivo da natureza colori-los das cores verdadeiras da História… Isso é trabalho difícil longo delicado; exige um estudo, um talento, e sobretudo um tacto!…

Não, senhor, a coisa faz-se muito mais facilmente. Eu lhe explico.
Todo o drama e todo o romance precisa de:
Uma ou duas damas,
Um pai,
Dois ou três filhos de dezenove a trinta anos,
Um criado velho,
Um monstro, encarregado de fazer as maldades,
Vários tratantes, e algumas pessoas capazes para intermédios.

Ora bem; vai-se aos figurinos franceses de Dumas, de Eugénio Sue, de Vítor Hugo, e recorta a gente, de cada um deles, as figuras que precisa, gruda-as sobre uma folha de papel da cor da moda, verde, pardo, azul – como fazem as raparigas inglesas aos seus álbuns e scrap-books; forma com elas os grupos e situações que lhe parece; não importa que sejam mais ou menos disparatados. Depois vai-se às crônicas, tiram-se uns poucos de nomes e palavrões velhos; com os nomes crismam-se os figurões; com os palavrões iluminam-se… (estilo de pintor pinta-monos). – E aqui está como nós fazemos a nossa literatura original. Capítulo LXXI, do "Memórias Póstumas de Brás Cubas", Machado de Assis

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem…

E caem! — Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar… Heis de cair. Questão:
Tanto no texto de Almeida Garrett como no de Machado de Assis, ocorre Metalinguagem, e ambos os autores, além de tecer comentários acerca de literatura, dirigem-se a seus leitores, cada qual pressupondo um tipo de leitor. Comente acerca do tipo de leitor que Garrett e Machado têm em mente quando tecem seus comentários. 5) O leitor pressuposto por Garrett é ingênuo – iludido com os princípios literários da época - o que pode ser percebido em “não seja pateta, senhor leitor”, isso porque esse leitor se engana quanto à originalidade das obras.
Já Machado de Assis trata seu leitor como ávido, que busca chegar logo ao desfecho da narrativa, algo identificado no contexto do Realismo (que buscava a escrita direta, objetiva e científica), o que é visto em “tu amas a narração direta e nutrida”. Personagens CARLOS - alter-ego de Garrett, 15 anos mais velho que Joaninha, depois de formado bacharel em leis decide se juntar aos militantes liberais. Mora na Inglaterra, envolve-se com muitas mulheres, onde se casa com Georgina, uma bela nobre, inglesa, de olhos azuis. Na guerra portuguesa, ao chegar em Santarém tem um encontro romântico com Joaninha, o leitor percebe que os jovens se amam, mas não pode ficar com ela. Se fere na guerra, Georgina o reencontra, abdica do amor a Carlos. A guerra aproxima-se do fim, Carlos, doente, está num hospital e Frei Dinis chega. É revelado o grande segredo: Frei Dinis era seu pai. = alegoria dos portugueses que lutam contra seu próprio pai (Portugal) FRANCISCA JOANA, AVÓ DE JOANINHA E CARLOS - avó de Carlos e Joaninha, perde os filhos e cria os netos sozinha. Fica cega de tanto chorar seus sofrimentos. Tem uma relação estranha e secreta com Frei Dinis, frade franciscano que frequenta a casa (todas as 6as feiras). FREI DINIS, FRANCISCANO QUE DOA SEUS BENS À FAMÍLIA - detestava o despotismo e os liberais, defendia as leis da igreja. Foi militar, formou-se em letras e abandonou tudo o que tinha misteriosamente para ser franciscano. Doa seus bens à Francisca e sua família e visita a casa todas as 6as feiras (interrompe apenas entre a morte dos homens da casa e a morte das mães de Carlos e Joana). Brigava com Carlos por ser o jovem a favor dos liberais. FIM DA HISTÓRIA - CARLOS: se torna barão
- JOANINHA: enlouquece e morre nos braços da avó
- GEORGINA: entra para o convento, se torna abadessa - tinha dinheiro e funda um convento
- AVÓ FRANCISCA: enlouquece, não vê, não ouve, não fala, apenas enrola sua meada
- FREI: vive com Francisca. É ele que dá ao narrador a carta escrita por Carlos a Joaninha e que conta todo o desfecho da história
- NARRADOR: volta para Lisboa
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