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DIÁLOGO DE LÉLIA GONZALEZ E CAROLINA MARIA DE JESUS SOBRE A

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Rosalia Lemos

on 30 November 2017

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Transcript of DIÁLOGO DE LÉLIA GONZALEZ E CAROLINA MARIA DE JESUS SOBRE A

DIÁLOGO DE LÉLIA GONZALEZ E CAROLINA MARIA DE JESUS SOBRE A POLÍTICA
Profa. Dra. Rosalia de Oliveira Lemos
Carolina Maria de Jesus
Figura 5. Corrida eleitoral - 2014
AGRADECIMENTOS À ORGANIZAÇÃO DO I SEMINÁRIO DE FILOSIFIA AFRICANA E AFRODIASPÓRICA IFRJ/UERJ
OBJETIVOS
Lélia Gozalez
2. Política
1. O lugar da fala de Carolina Maria de Jesus e de Lélia Gonzalez
3. A presença negra na política
QUEM FOI CAROLINA MARIA DE JESUS?
Escritora, lavradora, catadora de papel, compositora, sambista, poetisa, dramaturga, cantora, atriz circense, raizeira [quem usa raízes em tratamento médico] ( Elena Pajaro Peres, 2017)
A POLÍTICA AOS OLHOS DE CAROLINA DE JESUS
1953 -
Nascimento do terceiro filho, Vera Eunice, após relacionamento com um dono de fábrica e comerciante;
1955 -
Em 15 de julho, inicia os registros, em diário, sobre a vida na favela;
1958 -
Primeiro contato do jornalista Audálio Dantas com Carolina Maria de Jesus, devido à reportagem para Folha da Noite sobre o playground instalado na favela do Canindé;
1959 -
A revista O Cruzeiro, onde Audálio Dantas passara a trabalhar, publica trechos dos diários;
1960 -
Publicação de Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada, em edição de Audálio Dantas, com tiragem inicial de dez mil exemplares.Na noite de autógrafos, foram vendidos 600 exemplares; no primeiro ano, com várias reedições, mais de cem mil exemplares;
1960 -
Sai da favela do Canindé e muda-se inicialmente para os fundos da casa de um amigo, em Osasco. Pouco depois, instala-se na casa que comprara, no Alto de Santana;
1960 -
Homenageada pela Academia Paulista de Letras e pela Academia de Letras da Faculdade de Direito de São Paulo;
1961 -
Viaja à Argentina (onde é agraciada com a "Orden Caballero Del Tornillo"), ao Uruguai e ao Chile. Viaja também para várias regiões do Brasil. Na Feira do Livro do Rio de Janeiro desentende-se com Jorge Amado;
1961 -
Publicação de Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-favelada, com apresentação de Audálio Dantas. Pouca repercussão da obra, que não agradou nem ao público comum, nem aos setores intelectualizados;
1963 -
Pedaços da Fome, romance, é publicado, com apresentação de Eduardo de Oliveira, tendo sido recebido com indiferença pela imprensa;
1964 -
Jornal publica foto em que se registra a autora nas ruas, catando papéis;
1965 -
Provérbios é publicado, com edição da autora, e sem nenhuma repercussão;
1969 -
Muda-se, com os filhos, para o sítio em Parelheiros, bairro na periferia de São Paulo;
1972 -
Anuncia que escreve O Brasil para os Brasileiros, o que é ridicularizado pela imprensa. Posteriormente, parte desse material é editada como Diário de Bitita;
1975 -
Produção, na Alemanha, de O Despertar de um Sonho (sobre a vida de Carolina Maria de Jesus), com direção de Gerson Tavares, cuja exibição é proibida no Brasil;
1976 -
Relançamento, no Brasil, de Quarto de Despejo, pela Ediouro;
1977 -
13 de fevereiro - morte de Carolina Maria de Jesus;
1977 -
A Scappelli Film Company propõe a realização de um filme a partir de Quarto de Despejo, cuja realização, porém, não se efetiva, apesar de ter havido pagamento parcial de direitos autorais;
1991
- Karen Brown faz roteiro Passion Flower: The Story of Carolina Maria de Jesus para um documentário sobre Carolina Maria de Jesus, Los Angeles;
2004 - Em comemoração ao Ano Nacional da Mulher, por iniciativa do Senado, a Coordenação da Mulher da Cidade de São Paulo lança o Calendário "Mulheres que estão no mapa", com homenagem a Carolina Maria de Jesus exposta no mês de novembro;
2004 -
Inauguração da Rua Carolina Maria de Jesus, no bairro de Sapopemba;
2005 -
É inaugurada a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, com acervo inicial de 2000 livros sobre a formação da identidade nacional com a perspectiva da participação do negro, no Museu Afro Brasil/Parque do Ibirapuera.
ca. 1914 -
Nascimento de Carolina Maria de Jesus, em Sacramento, Minas Gerais;
ca. 1923 -
Matrícula de Carolina Maria de Jesus no Colégio Alan Kardec, em Sacramento;
ca. 1924/1927 -
A família e Carolina vivem como lavradores em fazenda em Lageado, Minas Gerais;
1927 -
Carolina Maria de Jesus e família retornam para Sacramento, Minas Gerais;
1930 -
Muda-se, com a família, para Franca, São Paulo, onde trabalha como lavradora em uma fazenda e depois, na cidade, como empregada doméstica;
1937 -
Morre a mãe de Carolina Maria de Jesus que, então, em 31 de janeiro, vai para São Paulo, onde trabalha como faxineira de hotel e empregada doméstica;
1941 -
24 de fevereiro - Publicação da foto de Carolina Maria de Jesus em Folha da Manhã, ao lado do jornalista Willy Aureli;
1941 -
Publicação de poema de Carolina Maria de Jesus em louvor a Getúlio Vargas no jornal Folha da Manhã;
1948 -
Muda para a favela do Canindé;
1948 -
Nascimento do primeiro filho, João, depois do relacionamento com um marinheiro português, que a abandona;
1950 -
Nascimento do segundo filho, José Carlos, após relacionamento com um espanhol;
Ano de 1955
Ano de 1958
JESUS, 1960, p. 25
(JESUS, 1960, p. 09)
(JESUS, 1960, p. 14)
(JESUS, 1960, p. 14)
(JESUS, 1960, p. 15)
(JESUS, 1960, p. 15)
(JESUS, 1960, p. 18)
(JESUS, 1960, p. 20)
(JESUS, 1960, p. 26)
(JESUS, 1960, p. 26)
(JESUS, 1960, p. 27)
(JESUS, 1960, p. 28)
(JESUS, 1960, p. 29)
JESUS, 1960, p. 30
(JESUS, 1960, p. 30)
(JESUS, 1960, p. 34)
(JESUS, 1960, p. 35)
LÉLIA GONZALEZ
Os indicadores sociais colocam em xeque, a todo o momento, o mito da democracia racial, que parece existir como uma entidade mística evocando uma igualdade inatingível, que só se concretiza em crenças e suposições de um povo que se imagina ter como princípios a justiça, seja no âmbito racial, social e da distribuição de riqueza. Entretanto, a percepção da igualdade permanece apenas na esfera do desejo, e não se constitui enquanto realidade.
A origem do temo política está relacionada com tudo o que se refere à cidade e, segundo Bobbio Mateucci & Pasquino (2007, p. 954), o termo perdeu seu significado original, substituído pouco a pouco por outras expressões como "ciência do Estado", "doutrina do Estado", "ciência política", "filosofia política", etc. Com o passar dos tempos foi comumente usada para indicar a atividade ou conjunto de atividades que, de alguma maneira, têm como termo de referência a pólis, ou seja, o Estado.
Para não fugir à regra, o PT na TV não deixou por menos: tratou dos mais graves problemas do País, exceto um, que foi “esquecido”, “tirado da cena”, “invisibilizado”, recalcado. É a isto, justamente, que se chama de “racismo por omissão. E este nada mais do que é um dos aspectos da ideologia do branqueamento, que colonizadamente, nos quer fazer crer que somos um pais racialmente branco e culturalmente ocidental, europocêntrico. Ao lado da noção de “democracia racial”, ela aí está, não só definindo a identidade do negro, como determinando seu lugar na hierarquia social; não só fazendo “a cabeça” das elites ditas pensantes quanto das lideranças políticas que se querem populares, revolucionárias”. (Gonzalez, 2014, p. 85).
OBRIGADA!
rosalia.lemos@ifrj.edu.br
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