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Crise de 29

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by

Vinicius Cardoso

on 8 September 2014

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Transcript of Crise de 29

Crise de 29 e a transformação brasileira
Crise de 29
Grande produção de café
Não havia crédito para retenção do estoque
O governo já não tinha mais reservas
A queda do preço
internacional do café
foi acelerada pela junção de:

Grande estoque retido;
rápida liquidação das reservas brasileiras;
Precárias perspectivas de financiamento das grandes safras previstas para o futuro
O consumo internacional do café
não sofreu grandes variações por sua demanda ser inelástica. Já a oferta, por outro lado, diminuiu.

Com a fuga de capitais,
o valor da moeda cai.
Alívio na economia cafeeira.
Aumento do volume de café vendido até 1937 com o forçamento do mercado.

A depreciação da moeda
contribuía para
amenizar a baixa de
preço internacional.

Incentivo aos produtores
produzirem mais café.

O excesso de oferta
de café no mercado
diminuía o preço deste,
porém a falência da conversibilidade,
a moeda se depreciava.

Para dar fim ao estoque de
café que causavam excesso e redução dos preços, o governo precisava de dinheiro.

Expansão do crédito

Depreciação da moeda

A queda no preço do café
era maior do que a depreciação da moeda, gerando prejuízo para o cafeicultor.

Abandono das plantações

Equilíbrio entre oferta
e demanda

A destruição do excedente
reduziu a oferta de café, garantindo um equilíbrio entre oferta e demanda e uma diminuição na redução do preço do café.

O preço do café alcançou o seu valor mais baixo em 1932. Entre 1934 e 1937 o preço deste sobe um pouco, mas ficam ainda abaixo do valor pré-crise.

Com o aumento da renda dos
EUA na década de 20, o consumo de café nos EUA se manteve inalterado. Com a crise, houve uma redução do preço do café em 40% e também da renda mundial.

Entre 1934 e 37, o preço se manteve 40% abaixo do normal e a renda se elevou.

Observa-se então que o preço do café condiciona-se fundamentalmente pelo lado da oferta, sendo a demanda um fator secundário.

Ao se manter os níveis de preço do café, se estava também garantindo os empregos da mão de obra da economia exportadora e importadora envolvida.

Mantendo-se a economia
do café
aquecida,movimentava-se também outros setores da economia, garantindo assim o nível de emprego.


O setor exportador atuava com um
efeito multiplicador da
renda nas outras atividades.
Ao receber menos dinheiro nas suas exportações, os produtores de café reduziam as suas compras, o que diminuía também a renda dos produtores internos.

Política Anticíclica
No período de crise,
mesmo com a enorme queda do preço do café, a produção deste se manteve alta. Isto permitiu fatores essenciais para que o nível de renda não reduzisse tanto:

A manutenção do nível de emprego

O funcionamento das diversas áreas
da economia

O que é a Política Anticíclica?

É aquela capaz de criar
condições para que a economia produza efeitos compensatórios diante de desequilíbrios.

Ferramentas para a ação desta política:

Quando a economia está
crescendo muito: retração do
crédito; aumento de impostos
e de juros.
Quando a economia está decrescendo: emissão de moeda; redução de impostos e desvalorização cambial.

O valor do café que era destruído pelo governo era bem menor do que a renda que se criava com a destruição do mesmo.

O nível da renda reduziu cerca de 25%
entre 1929 e 1937.

Foi praticada no Brasil, então,
uma política anticíclica maior
do que a em países
desenvolvidos.
A queda dos preços geraram
um enorme desemprego;

Redução de mais de 50% da renda entre 1929 e 1937.

Investimento líquido x Acumulação de estoques invendáveis

Entre 1929 e 1931, os
investimentos líquidos realizados
no Brasil passaram de 2,3 milhões
de contos de reis para 300 mil contos
de reis. Nesse mesmo ano, porém, havia
cerca de 1 milhão de contos de réis em
café estocado. Esta acumulação gera um
efeito idêntico ao de um investimento
líquido.
Investimento líquido: cria
capacidade produtiva.

Acumulação de estoques invendáveis:
cria demanda efetiva e ocupa capacidade produtiva ociosa.

Recuperação da Economia Brasileira

Inicia-se em 1933.

Resultado de políticas de incentivo do governo (subproduto da defesa dos interesses do setor cafeeiro):

O governo comprava café excedente para depois destruí-lo.
Assim, retornava o equilíbrio entre oferta e demanda do produto;
Aumentava-se o poder de compra
dos produtores;
e a economia interna se
mantinha movimentada.
Balança Comercial:
desequilíbrio evitado com
financiamento externo no
acúmulo de estoque de café.
Se este acúmulo fosse
financiado com expansão do
crédito, haveria déficit
comercial.
Correção do déficit feito
através de política
cambial, depreciação da
moeda interna.
Entre 1929-31:
Cruzeiro depreciado
externamente 50% a
mais que
internamente;
Queda na renda monetária
(entre 20% e 30%);
Preço do importado 33% maior;
Importações 66% menores,
com participação no PIB
de 14% para 8%.
Parte da demanda
reprimida satisfeita com
oferta de bens internos.
Setor de produção interna
mais vantajosa que o
exportador.
Situação nova na economia: setor
de mercado interno
preponderante na formação
de capital.
Redirecionamento de capital, dos
cafezais para indústria voltada
para o mercado interno e novas
áreas agroexportadoras,
como algodão.
Indústria e agricultura
para mercado interno
recuperaram rapidamente
os níveis de produção
pré-crise.
Como parte da produção
interna dependia das
importações, que vinham
sendo dificultado, o primeiro
estágio de crescimento foi
apoiado no maior
aproveitamento
da capacidade
produtiva.
Como consequência à demanda
por bens de capital e taxas
de cambio desfavoráveis à
sua importação, estava
criado um ambiente propício
à indústria de bens de capital no país
(crescimento de 60% entre
1929 e 1931).
Modificações fundamentais na
economia brasileira:
Capacidade de importar durante os
anos 30 não voltou ao nível
anterior a 1929;
Renda das exportações cresceu
em termos reais, mas com
renda inferior;
Aumento do valor total da produção
agrícola, mas com redução do
valor destinado à exportação;
Queda da participação das
exportações como fomentadores
da renda.
Consequência: economia brasileira
se recuperou ainda na década
de trinta por ter agido ativamente
frente intempéries externas.
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