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Ceticismo de David Hume

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by

Luís Marinho

on 25 February 2016

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Transcript of Ceticismo de David Hume

David Hume
1711-1776
Filósofo
Historiador
Economista
Ensaísta
Origem do Conhecimento:
EMPIRISMO
Possibilidade do Conhecimento:
CETICISMO
Natureza do Conhecimento:
REALISMO
Conteúdo mental
Perceções
Impressões
Ideias
sensações externas
(auditivas, visuais, táteis, olfativas e gustativas)
sentimentos internos
(emoções e desejos)
simples
(memória: ideia de cavalo, de pássaro, etc.)
complexas
(imaginação: ideia de cavalo alado)
Caracterizam-se pela sua força e vivacidade
São cópias das impressões com menos força e vivacidade
Princípio da Cópia
todas as ideias derivam de impressões
argumento: cego de nascença
EC
BIFURCAÇÃO DE HUME
Estrada do Conhecimento
Tipos ou modos de conhecimento
Relações de Ideias
Questões de Facto
Proposições analíticas
o conceito de predicado está contido no conceito do sujeito
a priori
a verdade e falsidade das proposições analíticas podem ser conhecidas
a priori
Necessárias
são sempre verdadeiras em quaisquer circunstâncias. Negá-las implica contradição.
Conhecimento característico da matemática, geometria e lógica
Exemplos:
2 + 2 = 4
Os solteiros não são casados
Proposições sintéticas
o conceito de predicado não está contido no conceito de sujeito
a posteriori
a verdade e a falsidade das proposições sintéticas só podem ser conhecidas através da experiência
Contingentes
Podem ser falsas ou verdadeiras. Negá-las não implica contradição.
Conhecimento característico das ciências
Exemplos:
O calor dilata os corpos
A neve é branca
A coerência dos juízos que se baseiam na relação entre ideias, dado que são raciocínios dedutivos, é avaliada pela simples inspeção do raciocínio. Contudo, uma dedução não produz novo conhecimento.
As questões de facto, por outro lado, exigem o confronto com a realidade sensível. A principal questão de Hume é procurar saber se dessa análise é possível construir-se conhecimento verdadeiro e, desta forma, vencer-se o ceticismo.
O conhecimento das questões de facto depende da causalidade
Como procede a mente ao raciocinar e construir o conhecimento?
A ordem e a regularidade das nossas ideias assentam em princípios que permitem uni-las e associá-las.
Princípios de associação de ideias
Princípio da semelhança
associamos ideias semelhantes
Contiguidade no tempo e no espaço
associamos ideias contíguas (próximas)
Contiguidade no tempo
lua nova
quarto crescente
lua cheia
quarto minguante
Contiguidade no espaço
Em que cidade pensamos quando se fala na torre eiffel?
Princípio da causalidade (causa e efeito)
Qual o efeito do raio?
Causalidade e conexão necessária
A ideia de causalidade coloca um enorme desafio ao empirismo de Hume, pois, visto que a sua negação não resulta em qualquer contradição, não se trata de uma relação de ideias. Mas uma vez que não parece haver nenhuma impressão que lhe corresponda, também não parece tratar-se de uma questão de facto, apoiada pela experiência.
Para dar resposta ao problema levantado pela ideia de causalidade, Hume recorre à experiência mental do
Adão inexperiente
consiste em imaginar alguém que embora seja "dotado da mais forte capacidade e razão natural" ainda não tenha tido qualquer experiência das regularidades do mundo.
Como consequência dessa falta de experiência, por mais dotada que essa pessoa fosse de um ponto de vista racional, seria incapaz de inferir qualquer efeito apenas pela simples ocorrência da sua causa. Se imaginarmos que essa pessoa adquire mais experiência do mundo e das suas regularidades, percebemos que isso bastaria para que se tornasse capaz de fazer tais inferências.
O objetivo dessa experiência mental é mostrar que a ideia de causalidade não se funda na razão, mas sim na experiência da conjunção constante de dois objetos ou acontecimentos.
Conexão necessária
A relação de causa e efeito é geralmente entendida como sendo uma
conexão necessária
. Ou seja, acredita-se que determinado efeito se produzirá necessariamente a partir do momento em que existe determinada causa.
Acontece, no entanto, que não dispomos de qualquer impressão relativa à ideia de conexão necessária entre fenómenos. Ninguém vê ou perceciona uma conexão necessária.
A
B
A única coisa que que percecionamos é que entre dois fenómenos se verifica uma
conjunção constante
: um deles ocorreu sempre a seguir ao outro. Isso leva-nos a concluir que entre eles há uma conexão necessária, o que é um erro, na opinião de Hume.
gravidade
sequência de Fibonacci
O problema da Uniformidade da Natureza
(ou problema da Indução)
Segundo este princípio, causas semelhantes terão efeitos semelhantes ou, dito de outra forma, a natureza irá comportar-se no futuro conforme se tem comportado até hoje.
Hume considera que não há maneira de justificar racionalmente a nossa confiança neste princípio.
Sustenta-se numa inferência indutiva e, como tal, não pode ser dedutivamente demonstrada (uma vez que o seu contrário não implica uma contradição) e não pode ser inferida através da experiência, pois isso conduzir-nos-ia a uma petição de princípio, uma vez que estaríamos a inferir a eficácia da indução a partir dos seus sucessos passados, ou seja, a justificar a nossa confiança na indução por processos indutivos.
O problema da Uniformidade da Natureza
(ou problema da Indução)
Por isso, o nosso conhecimento acerca dos factos futuros não é um rigoroso conhecimento. Trata-se apenas de suposição ou de probabilidade. Esse conhecimento assenta unicamente numa expectativa.
Apesar de acharmos certo que a um fenómeno
se
sucederá outro, esta certeza apenas tem um fundamento psicológico: o
hábito
ou
costume
. É o
hábito de observar a sucessão de
fenómenos que
nos leva à crença de que
sempre assim sucederá.
Ora, o hábito é um guia
imprescindível da vida
prática, mas não
constitui um princípio racional.
O eu, o mundo e Deus
EU
Ao contrário de Descartes, Hume considera que não se deve recorrer a qualquer tipo de intuição para justificar a existência do eu como substância dotada de realidade permanente.
Só dispomos da intuição de ideias e impressões, e entre elas verifica-se a sucessão e a mutabilidade; nenhuma delas apresenta um carácter de permanência. Sendo assim, a crença na identidade, na unidade e na permanência do eu é apenas um produto da imaginação, não sendo possível afirmar que existe o eu como substância distinta em relação às impressões e às ideias.
O eu, o mundo e Deus
MUNDO
Só podemos considerar real um hipotético mundo exterior se as coisas fossem independentes das nossas impressões (por ex.: se uma flor existir independentemente das impressões que temos dela).
Ora, o problema reside justamente no facto de não termos experiência ou impressão de tal realidade exterior. Só temos acesso às nossas perceções. Logo, afirmar a existência de uma realidade que seja uma causa das nossas impressões e que seja distinta delas e exterior a elas é algo desprovido de sentido. Trata-se de uma crença injustificável. De onde procedem então as impressões? Não sabemos.
São a
coerência
e a
constância
de certas perceções que nos levam a acreditar que há coisas externas, dotada de uma existência contínua e independente.
O eu, o mundo e Deus
DEUS
No que se refere à existência de Deus, reconhecendo que o concebemos como existente também o podemos conceber como não existente, Hume conclui que não existe um ser cuja existência esteja à partida demonstrada. Como tal, o argumento ontológico é desde logo excluído.
Também as provas da existência de Deus baseadas no princípio da causalidade são criticadas por Hume, uma vez que partem das impressões para chegar a Deus, mas Deus não é objeto de qualquer impressão.
A ideia de Deus resulta de uma construção mental em que se elevam sem limite as qualidades da bondade e sabedoria. É uma ideia complexa.
Fundacionalismo de Hume
É um
ceticismo metafísico
pois Hume considera inaceitável a tentativa de explicar fenómenos ultrapassando o âmbito da experiência e da observação.
É um
ceticismo mitigado
ou moderado porque a nossa capacidade cognitiva limita-se ao provável e temos propensão para o erro.
Em que medida, portanto, Hume é um fundacionalista? Justamente porque encontra na experiência o fundamento do conhecimento. A crença básica é a de que se está a ter esta ou aquela experiência. A tais crenças subjazem as impressões dos sentidos. A crença de que se está a ter determinada experiência permite evitar o argumento da regressão infinita.
Contraexemplo do tom azul desconhecido
O próprio David Hume prevê a possibilidade de se encontrar um contraexemplo ao Princípio da Cópia e, embora o desvalorize, a verdade é que a confiança nesse princípio fica abalada.
Esse contraexemplo consiste em imaginar uma situação em que alguém é colocqado perante uma determinada gradação de tons de azul, sendo um dos tons dessa gama propositadamente omitido. O problema surge porque alguém que nunca tenha tido experiência desse particular tom de azul pode, ainda assim, formar uma ideia a seu respeito, mesmo na ausência de uma impressão que lhe corresponda. Ora, isso não seria possível se, de facto, todas as nossas ideias fossem cópias de impressões.
Objeção à imagem da mente como uma tábua rasa
Quando nascemos temos a capacidade de aprender uma Língua, Jerry Fodor (filósofo e cientista cognitivo americano) acredita que
é necessária a existência de um conhecimento linguístico inato
. Se encararmos este conhecimento inato do funcionamento da língua como genuíno conhecimento acerca do mundo, teremos de abandonar a ideia de que, à nascença, a mente é uma tábua rasa (ou folha em branco).
Objeção do homúnculo
Se as nossas mentes não têm acesso ao mundo exterior, mas apenas a uma série de imagens ou representações mentais dos mesmos, é como se fôssemos um
homúnculo
(uma pessoa minúscula) fechado numa espécie de cinema privado no interior da nossa mente, onde nos são apresentadas imagens ou representações dos objetos do mundo exterior.
Mas os problemas levantados a propósito da nossa da nossa relação com o mundo exterior também se aplicam à relação desse homúnculo com as imagens presentes no ecrã do seu cinema mental.
Se a natureza da explicação se mantiver inalterada, acabaremos por supor a existência de outro homúnculo dentro da mente do primeiro, e assim sucessivamente, caindo, numa
regressão infinita de homúnculos
.
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