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Prefiro Rosas, Meu Amor, à Pátria

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by

João Nunes

on 30 November 2015

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Transcript of Prefiro Rosas, Meu Amor, à Pátria

RICARDO REIS
"Prefiro Rosas, Meu Amor, à Pátria

Prefiro Rosas, Meu Amor, à Pátria
Prefiro Rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que fama e que virtude.

Logo que a vida não me canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a primavera
Aparecem as folhas
E com o outono cessam?

E o resto, as outras cousas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indif'rença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.
Análise do Poema
"Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude"


O "eu" poético recusa o esforço da pátria, da glória e da virtude.
O sujeito poético usa a simbologia das flores.
Diz que prefere uma existência muito breve, mas cheia de sentido do que a Pátria (rosas).
Diz também que prefere o amor da natureza à glória e à virtude (magnólias).
Análise do Poema
"E o resto, as outras cousas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de Indif'rença
E a confiança mole
Na hora fugitiva."

O sujeito poético usa uma interrogação retórica para perguntar ao leitor se alguma coisa que é conquistada durante a vida, se algo fica com ele quando morrer.
Responde à sua própria pergunta, dizendo que as coisas da vida apenas lhe trazem a indiferença enquanto espera sereno, sempre igual, pela morte.
Estrutura Externa
O Poema é constituído por seis tercetos, perfazendo um total de dezoito versos.
Os versos são regulares: o primeiro verso de cada terceto é decassílabico e o segundo e terceiro verso é sempre hexassilábico.
A rima é branca ou solta.
O Poema é dedicado a Lídia, sua namorada.
"Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a primavera
Aparecem as folhas
E com o Outono cessam?"

O "eu" lírico está indiferente à vida, às tribulações, em favor de um "quietismo" assustador mas também mágico e infinito. Para ele, acima do Homem e das suas preocupações, está o Destino.
Explica através da Natureza que tudo acontece mesmo sem as nossas ações porque tudo parte do Destino.


Recursos Expressivos
Prefiro Rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que fama e que virtude.

Logo que
a vida não me canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que
eu fique o mesmo.

Que
importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença
,
Se a aurora raia sempre,

Hipérbato
Anáfora
Antítese
Recursos Expressivos
Se cada ano com a primavera
Aparecem as folhas
E com o outono cessam?

E o resto, as outras cousas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indif'rença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.

Antítese
Interrogação Retórica
Eufemismo
Análise do Poema
"Logo que a vida não me canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo."

O sujeito poético marca indiferença pela vida. Ser alheio, ser estrangeiro é a forma de se proteger da dor mesmo que para isso tenha de se proteger da vida.
Análise do Poema
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