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Identidade, segundo Bauman

UFAL (24/10/13)
by

Renata Diniz

on 21 May 2015

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Transcript of Identidade, segundo Bauman

Topicalização de "Identidade"
Considerações iniciais
Este livro corresponde a entrevistas feitas a Zygmunt Bauman, concedidas a Benedetto Vecchi, organizando assim o livro intitulado "Identidade";

Partindo da própria experiência de refugiado em outro país, a obra trata não só da
questão da identidade no mundo líquido-moderno
mas também da própria condição do
sujeito contemporâneo
na medida em que desenvolve, de um lado, questões como
deslocamento
,
pertencimento
,
fragmentação
,
subclasse
,
exclusão social
e, de outro, relaciona esses mesmos conceitos aos fenômenos contemporâneos da
globalização
, tais como: internet, celulares, celebridades, solidão e abandono;

Nesta topicalização, nosso objetivo é elencar alguns pontos principais das páginas 15 a 47, inclusive, ressaltando algumas palavras-chave do próprio Bauman (2005) e fazendo relações com seu texto.
Antes das questões (p. 18-19):
“Não me recordo de dar muita atenção à
questão de minha 'identidade'
,
pelo menos do ponto de vista da nacionalidade, antes do brutal despertar de março de 1968, quando o meu polonesismo foi publicamente posto em dúvida”.
“Estar total ou parcialmente '
deslocado'
em toda parte, não estar totalmente em lugar algum (ou seja, sem restrições e embargos, sem que alguns aspectos da pessoa 'se sobressaiam' e sejam vistos por outras como estranhos), pode ser uma experiência desconfortável, por vezes perturbadora”.
"As '
identidades' flutuam no ar
, algumas de nossa própria escolha, mas outras infladas e lançadas pelas pessoas em nossa volta, e é preciso estar em alerta constante para defender as primeiras em relação às últimas”.
2ª questão: "a identidade é um elemento secundário na análise da realidade. Você não concorda? (p. 30)
1ª questão: "a identidade deve ser considerada um objetivo, um propósito, em vez de um fator predefinido. Qual sua opinião?" (p. 21):
Ademais...
"'A ideia de identidade nasceu da
crise do pertencimento
' e do esforço que esta desencadeou no sentido de transpor a brecha entre o 'deve' e o 'é' e erguer a realidade ao nível dos padrões estabelecidos pela ideia - recriar a realidade à semelhança da ideia" (p. 26).
Considerações finais
O nome identidade sempre apareceu no corpo do texto com aspas ou em itálico;
De 14 questões discutidas em toda a obra, apresentamos apenas 3 questões em forma de tópicos;
O conceito de identidade não é um conceito único e fechado nesta obra. Na verdade, tal conceito vai sendo constantemente complementado no decorrer das discussões/questões.
Na era líquido-moderna
"a identidade é um monte de problemas, e não uma campanha de tema único, é um aspecto que compartilho com um número muito maior de pessoas, praticamente com todos os homens e mulheres da nossa era 'líquido-moderna'" (p. 18).
"a
'identidade'
só nos é revelada como algo a ser inventado, e não descoberto; como alvo de um esforço, 'um objetivo'; como uma coisa que ainda
se precisa construir

a partir do zero ou escolher entre alternativas e então lutar por ela e protegê-la lutando ainda mais - mesmo que, para que essa luta seja vitoriosa, a verdade sobre a condição precária e eternamente inconclusa da identidade deva ser, e tenda a ser, suprimida e laboriosamente oculta" (p. 21-22).
Ademais...
"As forças mais determinadas a ocultá-la perderam o interesse, retiraram-se do campo de batalha e estão contentes com a tarefa de encontrar ou construir uma identidade para nós, homens e mulheres, individual ou separadamente, e não conjuntamente. A fragilidade e a condição eternamente provisória da identidade não podem mais ser ocultadas. (...) esse é um fato novo muito recente" (BAUMAN, 2005, p. 22) e a 'identidade' é 'o papo do momento' (BAUMAN, 2005, p.23).
Falando sobre a construção da identidade, citamos o exemplo da propaganda da Johnson & Johnson (2013), publicizada atualmente no Brasil, a qual trata da ressignificação da identidade nacional do brasileiro. Vejamos:
"A
'identidade nacional'
foi desde o início, e continuou sendo por muito tempo, uma noção 'agonística' e um grito de guerra" (p. 27).
"A sabedoria popular foi rápida em perceber os novos requisitos, e prontamente ridicularizou a sabedoria aceita, obviamente incapaz de atendê-los. Em 1994,
um cartaz
espalhado pelas ruas de Berlim (Alemanha)
ridicularizava a

lealdade a estruturas que não eram mais capazes de conter as realidades do mundo
" (p. 33).
Propaganda alemã (p. 33)
Seu Cristo é judeu
Seu carro é japonês
Sua pizza é italiana
Sua democracia, grega
Seu café, brasileiro
Seu feriado, turco
Seus algarismos, arábicos
Suas letras, latinas
Só o seu vizinho é estrangeiro?
Referência
BAUMAN, Zygmunt. Identidade. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
Como encontrar esta apresentação?
http://
prezi
.com/_svaqqjxoofi/
topicalizacao-de-identidade
O cartaz de Berlim traz implícita a pergunta '
quem é você?'
e
a questão da globalização
(p. 34).
"significa que o Estado não tem mais o poder ou o desejo de manter uma união sólida e inabalável com a nação". Flertes extraconjugais e até casos de adultério são ao mesmo tempo inevitáveis e toleráveis" (p. 34).
"Resumindo: 'identificar-se com... significa dar abrigo a um destino desconhecido que não se pode influenciar, muito menos controlar” (p. 36).
"Comunidade guarda-roupa" (p. 37).
3ª questão: "a identidade se apresenta como problema pela primeira vez. O que pensa disso?" (p. 38)
"Permita-me comentar que a
identificação é também
um fator poderoso na
estratificação
"(...). Em um polo, identidades de abrangência planetária; em outro polo, identidades aplicadas e impostas "por outros". Dessa forma, as "identidades que estereotipam, humilham, desumanizam, estigmatizam..." (p. 44).

"A
maioria de nós paira
desconfortavelmente
entre esses dois polos
, sem jamais ter certeza do tempo de duração de nossa liberdade de escolher o que desejamos e rejeitar o que nos desagrada, ou se seremos capazes de manter a posição de que atualmente desfrutamos pelo tempo que julgamos satisfatório e desejável" (p. 44).
As pessoas recentemente denominadas de "subclasse" estão "exiladas nas profundezas além dos limites da sociedade" (p. 45).

"A identidade da subclasse é a 'ausência de identidade', a abolição ou negação da individualidade, do 'rosto' (...). Você é excluído do espaço social em que as identidades são buscadas, escolhidas, construídas, avaliadas, confirmadas ou refutadas" (p. 45-46).

O "lixo humano" tornou-se um fenômeno mundial (p. 47).
O Mundo
Zeca Baleiro

O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo, filé à milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa
O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
Açúcar é doce, o sal é salgado
O mundo - caquinho de vidro -
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que você me trata mal
Se eu te trato bem?
Por que você me faz o mal
Se eu só te faço bem?

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
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