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Observação participante

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by

Rosiléia Almeida

on 28 October 2013

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Transcript of Observação participante

Procedimentos de coleta
Notas descritivas
Notas reflexivas
Observação participante e pesquisa docente
Introdução
Pesquisa com a escola,
e não na escola ou sobre a escola
Características
São recentes os estudos etnográficos que relacionam os processos escolares à desigual distribuição da cultura, do conhecimento e do poder (EZPELETA; ROCKWELL,1989). Entre os trabalhos pioneiros que buscam articular as análises micro e macro do fenômeno educacional está "Aprendendo a ser trabalhador", desenvolvido por Willis (1991) na Inglaterra. Ao estudar a transição da escola para o trabalho, o autor evidenciou que jovens da classe operária se dirigiam ao trabalho manual por uma espécie de auto-condenação, relacionada à cultura contra-escolar. Eles rejeitavam a escola por sentirem que "sabiam mais coisas" que os alunos bem sucedidos na escola e pelo fato de seu saber prático ser desconsiderado na construção de outros tipos de conhecimento.
Modalidades
Relação teoria e prática na pesquisa
Na construção de um objeto de pesquisa deve-se ser "capaz de pôr em jogo ‘coisas teóricas’ muito importantes a respeito de objetos ditos ‘empíricos’ muito precisos, freqüentemente menores na aparência, e até mesmo um pouco irrisórios. [...] de constituir objetos socialmente insignificantes em objetos científicos”
Observações sistemáticas do cotidiano, do aparentemente insignificante. (Pierre Bourdieu, O poder simbólico, 2004)
Análise dos dados
Busca apreender como a realidade cotidiana é vivida e pensada pelos seus próprios participantes, concebidos como uma “comunidade de consciência ampliada” (NELSON; TREICHLER; GROSSBERG, 2001).
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA954AK/pesquisa-educacional-ii
O
princípio ecológico da ação
refere-se ao fato de que “a ação escapa à vontade do ator político para entrar no jogo das inter-retroações, das retroações recíprocas do conjunto da sociedade”. (MORIN, 1996, p. 284), de forma que se deve substituir o programa, que corresponde a uma sequência fixa de atos decididos a priori, por idéias-força que orientam a pesquisa e por cenários de ação, que trabalham com a incerteza e se modificam diante dos imprevistos.
A
pesquisa, numa perspectiva artesanal
, envolve tanto a exploração das possibilidades de atuação nos contextos estudados (SCHNITMAN, 1996) quanto a criatividade na construção de métodos próprios de pesquisa. (BECKER, 1999).
Metáfora do jogo:
Na vida não somos expectadores, mas participantes, pois “nos inserimos em pautas de interação social semelhantes a jogos que não iniciamos” (PEARCE, 1996, p. 177), tendo que regular nossas ações de acordo com o contexto sempre mutante de acontecimentos, ao fluir imprevisível e incerto dos movimentos dos outros participantes.
Tensão entre dois polos
Urgência da realidade, o compromisso de agir dos grupos mobilizados da população.

X

A vontade de conhecer, de superar a visão do senso comum, de interpretar a realidade segundo teorias, modelos explicativos e conhecimento acumulado.

(Michel Thiollent, Metodologia da pesquisa-ação)

Dimensão educativa da pesquisa participante:
Apropriação, por parte dos professores de intrumentos de observação e análise que são do domínio dos pesquisadores educacionais da academia, como por exemplo técnicas de observação e registro do trabalho de sala de aula. Permite captar como uma realidade escolar é socialmente construída por aqueles que ali interagem.
Esta relação entre o desenvolvimento teórico e a aproximação de realidades desconhecidas esteve presente em nosso processo de pesquisa. [...] a reflexão teórica inicial orientou a observação para episódios cotidinos aparentemente inconsequentes, para a realidade não-documentada. Ao mesmo tempo a explicitação e reconstrução das relações peculiares e imprevistas desta realidade possibilitaram a elaboração de categorias e a precisão de conceitos necessários a uma conceituação alternativa da escola. (Ezpeleta e Rockwell, Pesquisa participante, 1989).
A observação participante, como estratégia de coleta de dados privilegiada da pesquisa participantes, requer a seleção intencional do local, dos participantes e dos eventos e
pode ocorrer em uma das seguintes modalidades:

Participante completo: O pesquisador oculta o seu papel. Ele tem uma experiência de primeira mão com os participantes, mas podem ser vistos como invasivos.
O observador como participante: o papel de pesquisador é conhecido. Ele pode registrar informações, mas há limitações no uso das informações.
Observador completo: O pesquisador observa sem participar. Útil na exploração de aspectos que podem ser desconfortáveis para os participantes discutirem. Pode ocorrer dificuldade para estabelecer uma relação de confiança com determinados participantes (ex: crianças)
(Disponível em Creswell, Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto, 2010)


O participante como observador – o papel de observador é secundário ao papel de participante. Aspectos pouco comuns podem surgir durante a observação. Exige habilidades de atenção e observação ao que se está fazendo.

O pesquisador define os dados que pretende registrar e a(s) forma(s) de registro a serem adotados previamente à pesquisa. Uma forma de registro é através de anotações em caderno de campo sobre o comportamento e as atividades dos indivíduos. A observação pode ser livre ou orientada por roteiros estruturados ou semi-estruturados. Pode ser adotado um protocolo observacional, dividindo cada página em sentido longitudinal para separar NOTAS DESCRITIVAS e REFLEXIVAS.
Plano de análise dos dados: visa extrair sentido dos dados de texto ou imagem.

Necessidade de preparar os dados para a análise, permitindo aprofundar a compreensão.

Análise: reflexão contínua sobre os dados - ocorre concomitantemente à coleta de dados, levando à formulação de questões sobre os dados

Análise genérica a partir de temas/perspectivas (pesquisa etnográfica) ou definição de categorias de informações (codificação aberta/emergente) que podem ser posicionadas dentro de um modelo teórico (codificação axial) ou estabelecer uma interconexão desses dois tipos de categorias (codificação seletiva).

Notas descritivas: características dos participantes, reconstrução de diálogo, descrição do local físico, relatos de determinados eventos ou atividades, características do contexto - suportes audiovisuais (fotografias, vídeos, e gravações).

Registro fílmico: permite transformar o professor observado em observador de si próprio (observação diferida e autocomentário), com discussão e formulação conjunta de estratégias junto com seus pares pesquisadores.
Notas reflexivas: pensamentos pessoais do observador – sentimentos, ideias, palpites, impressões, relações entre eventos e destes com o contexto.
Validade

Confiabilidade

Generalidade
(Ezpeleta e Rockwell, Pesquisa participante, 1989).
Indicações de leitura:
LÜDKE, Menda; ANDRÉ, Marli E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.
São Paulo: EPU, 1986.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2004.
EZPELETA, Justa; ROCKWELL, Elsie. Pesquisa participante. 2. ed. São Paulo: Cortez e Autores Associados, 1989.
WILLIS, Paul. Aprendendo a ser trabalhador: escola, resistência e reprodução social. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.
Creswell, John W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed, 2010.
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