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Processo de conquista da América Espanhola: descobertas, con

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Felipe Deveza

on 27 November 2014

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Processo de conquista da América Espanhola:
descobertas, confrontos, resistências e trocas
Aula:
Professor Felipe Santos Deveza
UERJ - 27/11/2014
Veracruz
O encontro de dois mundos
Os Sete Mitos da Conquista, por Restall:
A grande polêmica sobre o tema:
Como alguns espanhóis venceram "impérios" formados por milhares de pessoas que haviam dominado povos e territórios vastos, como os astecas e incas?
A historiografia da Conquista Espanhola
"O ano de 1492 evoca um poderoso simbolismo (...) simboliza uma mudança transcendental no destino histórico: Para os ameríndios, a destruidora transição da história independente para colonizada, para os ibéricos, o início de um capítulo histórico responsável pela fama e controversia imperiais; para os latino-americanos e a diáspora latina, o doloroso nascimento de novas culturas" (STERN, 2006)
Conquista, invasão, encontro ou descobrimento
A forma com que nos referímos a chegada dos europeus na América é problemática e polêmica
Houve um novo impulso na pesquisa e no debate sobre a "conquista" quando se completaram 500 anos da chegada dos europeus capitaneados por Cristovão Colombo no Caribe
Dois mundos separados por quase 10 mil anos se encontram. A transcendência desse episódio pode ser comparável a chegada de extraterrestres atualmente.
As fontes escritas dos primeiros contatos entre espanhois e americanos, ainda no Caribe têm o problema de serem escritas por espanhois
Representação dos primeiros contatos entre americanos e europeus. Pintura do século XIX, de José Garnelo Alda (1866-1945), feita em 1892 para comemorar o IV Centenário do Descobrimento da América. Museu Naval de Madrid.
Trecho Códice Zouche-Nuttall, mixteco, elaborado em torno do século XIV.
Gravura contemporânea retratando o encontro entre europeus e americanos. Autor desconhecido, s/d.
Gravura contemporânea retratando uma Nau da época de Cristovão Colombo Autor desconhecido, s/d.
O problema das fontes escritas
Representação de Viracocha, a deidade dos Incas. Autor desconhecido, s/d.
México-Tenochtitlan
Representação de Tenochtitlan, Mural de Diego Rivera, Palácio Nacional do México, s/d.
A Conquista do Tawantinsuyu
Francisco Pizarro
Cronologia (PORTUGAL, 2009)
1524-1525
– Primeira viagem de Francisco Pizarro ao Peru: chega ao
Rio San Juan, mas é impossível continuar mais adiante.
1526
– Contrato no Panamá entre Pizarro, Diego de Almagro e
Hernando de Luque para conquistar o Peru.
1527
– Segunda viagem de Pizarro pela costa.
1530
– Pizarro embarca em sua terceira e definitiva viagem.
1530
– Morte do inca Huayna Capac. Começa a guerra civil entre os
seguidores de Huascar e Atahualpa.
1532
– Começa a conquista do Peru por Francisco Pizarro.
1533
– Expedição e tomada de Cuzco.
Execução do inca Atahualpa. Coroação de Tupac Hualpa como sucessor, que morre três meses depois. Manco Inca é coroado em Cuzco.
1535
– Fundação de Lima.
1536
– Rebelião de Manco Inca em Cuzco. Juan Pizarro morre em
Sacsahuamán. A cidade de Lima foi sitiada, de onde saiu uma expedição
de auxílio a Cuzco, comandada por Alonso de Alvarado.
1537
– Almagro toma Cuzco e coroa Paullu Inca.
1545
– O rei nomeia Pedro de la Gasca pacificador do Peru.
1545-1546
– Descobertas minas de prata em Potosí e Zacatecas (Peru e
México, respectivamente).

Imagem do "coroamento" de Manco Inca, o 1º dos Incas de Vilcabamba. GUAMÁN POMA DE AYALA, Felipe.
El Primer nueva corónica y buen gobierno
(escrito entre os anos de 1600 e 1615)
Fonte: CUETOS, 1996, p.31 Apud PORTUGAL, 2009, p. 205)
"Na pesquisa da história inca se colocam duas sérias dificuldades. Uma relacionada com o modo andino de recordar e transmitir os acontecimentos; e outro, como critério dos espanhois para interpretar e registrar a informação que eles nos deixaram através das crônicas. A soma de ambas se reflete em toda a informação escrita que nos chega a partir do século XVI" (ROSTOWOROWSKI DE DIEZ, María. História del Tahuantinsuyu, Lima: IEP, 1988, p.13)
PRESCOTT, W.
Historia de la conquista de México
. Escrito em 1843) e a conquista do Peru em 1847
LEON-PORTILLA, Miguel.
La Vision de los Vencidos
. Escrito em 1959.
TODOROV, Tzvetan.
A conquista da América: a questão do outro
. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
RESTALL, Mathew.
Los Siete Mitos de La Conquista Española
, Barcelona: Paidos, 2004.
Marcos da historiografia da Conquista
Cartas de Relacíon, escritas por Hernán Cortes
Historia general de las cosas de la Nueva España, escrito franciscano espanhol Bernardino de Sahagún
«Nueva Corónica i Buen Gobierno» por Felipe Guamán Poma de Ayala
Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo
1º Mito:
Um punhado de aventureiros.
O mito dos homens excepcionais
2º Mito:
Nem soldo, nem obrigação.
O mito do exército do Rei.
3º Mito:
Guerreiros Invisíveis.
O mito do conquistador branco
4º Mito:
Sobre o domínio da Sua Majestade El Rey
. Mito da Completude.
5º Mito:
As palavras perdidas de La Malinche.
O mito da Comunicação e a falha na comunicação.
6º Mito:
O extermínio dos índios.
O mito da devastação indígena
7º Mito:
Macacos e homens.
O Mito da superioridade .

RESTALL, Mathew. Los Siete Mitos de La Conquista Española, Barcelona: Paidos, 2004.
1)
Segunda Carta de Hernán Cortez a Carlos V:
[...]
Estando, mui Católico Senhor, naquele lugar que tinha no campo quando na guerra desta província {Tlaxcala} estava, vieram a mim seis senhores principales vassalos de Muteeçuma {Moctezuma} com até duzentos homens para seu serviço. E me disseram que vinham da parte do dicho Muteeçuma me dizer como ele queria ser vassalo de Vossa Alteza e meu amigo, e que eu visse que era o que queria que ele desse por Vossa Alteza em cada ano de tributo tanto de ouro como de prata e pedras e escravos e roupa de algodão e outras coisas das quais ele tinha, e que tudo o daria com a condição de que eu não fosse a sua terra, e que o fazia porque era muito estéril e faltavam todos os mantimentos, e que lhe pesaria se eu sofresse necessidade e os que comigo estavam. E com eles me enviou até mil pesos de ouro e outras tantas peças de roupa de algodão das que eles vestiam. E estiveram comigo em grande parte da guerra até o fim dela, que viram bem o que os espanhóis podiam e as pazes que com os desta província se fizeram e o oferecimento que ao serviço de Vossa Sacra Magestade os senhores e toda a terra fizeram, de que, segundo pareceu e eles mostravam, não tiveram muito prazer, porque trabalharam por muitas vias e formas de voltar-me contra eles dizendo que não era certo o que me diziam nem verdadeira a amizade que afirmavam, e que o faziam por me garantir de alguma traição. Os desta província, por conseguinte, diziam-me e avisavam muitas vezes que não confiasse naqueles vassalos de Muteeçuma porque eram traidores e suas coisas sempre as faziam à traição e com manhas e com estas haviam subjugado toda a terra, e que me avisavam disso como verdadeiros amigos e como pessoas que os conheciam havia muito tempo. Vista la discordia e desconformidade de uns e de outros, não houve pouco prazer, porque me pareceu contribuir muito a meu propósito e que poderia ter maneira mais ágil de subjugá-los e que se dissesse aquele dito comum de `de monte...`, etc. e ainda lembrei-me de uma autoridade evangélica que disse: `Omne regnum in se ipsum divisum desolavitur` {Todo reino com divisões internas será destruído}. A uns e a outros eu manejava, e a cada um em segredo lhe agradecia o aviso que me dava e lhe dava crédito de mais amizade que ao outro. (p.125)
CORTEZ, Hernán. “Segunda Carta”. In: A conquista do México. Porto
Alegre: L&PM, 1986, p.125

Significado da Conquista para a identidade latino-americana
O caso Mexicano
O caso peruano: Polarização entre costa branca e serra indígena
Para a tradição estadunidense: A lenda negra da colonização espanhola.
Monumento em Tlatelolco, DF, México.
Jogo eletrônico "Age of Empires" produzido nos EUA) em que o protagonista de origem inglesa tem que libertar os índios dos colonizadores espanhois
Bibliografia:
BERNAND, Carmen & GRUZINSKI, Serge. “A Conquista do Peru”. In:
História do Novo Mundo. Da descoberta à conquista, uma experiência
européia (1492 - 1550). São Paulo: EDUSP, 1997.
CARDOSO, Ciro Flamarion. América Pré-Colombiana. São Paulo: Brasiliense, 1996.
DEVEZA, Felipe. “O caminho da prata de Potosi até Sevilha (séculos XVI e XVII)”, Navigator, v. 2, nº 4, Rio de Janeiro: SDM, 2006.
ELLIOT, J. H. El Viejo Mundo y el Nuevo: 1492-1650. Madrid: Alianza Editorial, 1997.
FLORES GALINDO, Alberto. Buscando un inca: identidad y utopía en los Andes, México: Grijalbo, 1993.
FLORESCANO, Enrique. El Nuevo Pasado Mexicano, México: Cal y Arena, 2009.
GRUZINSKI, S. “Las repercusiones de la conquista: la experiencia novohispana” In: BERNAND, C. (Comp.) Descubrimiento, conquista y colonización de América a quinientos años. México: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, Fondo de Cultura Económica,1995.
KATZ, Friedrich (Compilador). Revuelta, Rebelión y Revolución - La Lucha Rural en méxico del Siglo XVI al siglo XX, México: Era, 2004.
LEON-PORTILLA, Miguel. “Mesoamérica Antes de 1519” In: BETHELL, Leslie. Historia de América Latina – 1. América Latina Colonial: La América precolombina y la conquista, Barcelona: Editorial Crítica, 1990.
MAGASICH-AIROLA, Jorge. BEER, Jean-Marc de. América Mágica: Quando a Europa da Renascença pensou estar conquistando o Paraíso, São Paulo: Paz e Terra, 2000.
MURRA, John. “Las sociedades andinas antes de 1532” In: BETHELL, Leslie. Historia de América Latina – 1. América Latina Colonial: La América precolombina y la conquista, Barcelona: Editorial Crítica, 1990.
O‟GORMAN, Edmundo. A Invenção da América. Reflexão a
respeito da estrutura histórica do Novo Mundo e do sentido do seu
devir. São Paulo: Edunesp, 1992.
PORTUGAL, Ana Raquel. O ayllu andino nas crônicas quinhentistas: um polígrafo na literatura brasileira do Século XIX (1885-1897), São Paulo: Cultura Acadêmica,2009.
PRESCOTT, W. Historia de la conquista de México. versão digital, Disponível em:
RESTALL, Mathew. Los Siete Mitos de La Conquista Española, Barcelona: Paidos, 2004.
ROMANO, R. Os conquistadores da América. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1972.
ROSTOWOROWSKI DE DIEZ, María. História del Tahuantinsuyu, Lima: IEP, 1988.
ROWE, J. H. “Inca culture at the time of the Spanish conquest” In: STEWARD, J. H. Handbook of South American Indians. New York: Cooper Square, 1963
SANTOS, Eduardo Natalino dos. Deuses do México Indígena: Estudo comparativo entre narrativas espanholas e nativas. São Paulo: Palas Athena, 2002.
SOUSTELLE, Jacques. A vida cotidiana dos Astecas as vésperas da conquista, Belo Horizonte: Itatiaia, 1962.
STERN, Steve. “Paradigmas da Conquista, história, historiografia e política” In: BONILLA, Heraclio. Os conquistados- 1492 e a população indígena das Américas, São Paulo: Hucitec, 2006.
TODOROV, Tzvetan. A conquista da América: a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
VAINFAS, Ronaldo (org.). América em Tempo de Conquista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992

Códice Florentino, História geral das coisas da Nova Espanha de Frei Bernardino de Sahagún
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