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História do Oriente Medieval

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by

Alex Zzz

on 17 November 2016

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Transcript of História do Oriente Medieval

Aspectos preliminares: conceitual
Orientações básicas para estudo do tema

Conceitos:

"oriente"
"medievo" e "medievalidade"
"feudalismo"

Regiões da Ásia

Extremo Oriente
A formação do Império Chinês

Formação política, econômica e social da China Medieval

O Japão medieval

Ásia Central, Sudeste Asiático e Ásia Meridional
Índia medieval e outras sociedades asiáticas

História do Oriente Medieval
História do Oriente Medieval
Aspectos preliminares: conceitual

Mediterrâneo e Médio Oriente

Extremo Oriente

Ásia Central

Ásia Meridional e Sudoeste

Mediterrâneo e Médio Oriente
Formação do Império Bizantino

Política, economia e cultura em Bizâncio

O Islã: formação do Império

Aspectos políticos, econômicos
e sociais do Islã

Ásia Meridional e Sudoeste
Orientações básicas
Conexões com a História do Ocidente Medieval

Pensar nas continuidades e nas rupturas

Refletir sobre periodizações, cortes históricos no tempo e no espaço

Não perder de vista o contexto mais amplo

Não eclipsar a História de outros povos contíguos
O que é Oriente Medieval?
O que é o ORIENTE?

E o MEDIEVAL?
Geralmente a primeira acepção que nos vem à mente é a geográfica, de um lugar, um espaço que reconhecemos como sendo o Oriente

Contraposto ao Ocidente
OCIDENTE
OCIDENTE
ORIENTE
Tomando por base isso, a Austrália é o que?
Porém, muito mais do que apenas a acepção geográfica, ORIENTE possui também uma faceta política, cultural, ideológica

Discutiremos isso ao longo do curso. De toda forma, já é possível adiantar que o Oriente é também uma construção do Ocidente (Edward Said em Orientalismo)
A ideia de ORIENTE funciona no ocidente como uma espécie de espelho

Espelho que reflete o que o OCIDENTE não quer ser (o que não significa que não o seja)

Ou seja, o ORIENTE é também em certa medida uma construção de identidades
Então existe uma série de ideias, imagens, construções, conceitos, etc. que são pensados no ocidente e logo depois lançados como sendo DO ORIENTE, ou como sendo ORIENTAIS

Embora o nosso foco não seja a atualidade, fica mais fácil pensarmos em ideias, imagens, que o ocidente constrói hoje e impõe ao oriente...
ALGUNS EXEMPLOS?
A divisão do mundo em Ocidente e Oriente é conhecida na Europa desde 292 d.C., quando o imperador romano Diocleciano dividiu o Império Romano em duas partes, cada uma administrada por um Augusto e um César (a Tetrarquia), em que a parte oriental se transformou no Império Bizantino

Já Caio Plínio Segundo (também chamado de Plínio, o Velho) referiu-se às gentes do Oriente em sua Naturalis Historia como "os Seres"
Já em se tratando de MEDIEVO, MEDIEVAL, IDADE MÉDIA, etc. a expressão surge já no finalzinho do período, começo da chamada Era Moderna

É fruto dessa necessidade que o ser humano tem de classificar, ordenar, separar para compreender as coisas
As periodizações, essas classificações em eras, idades, períodos, são próprias daqueles que estudam História


Como os historiadores fazem isso?

E para que fazem isso?
Faz-se isso para melhor compreender aquilo que se estuda

Mas não significa que quando ocorre a passagem de um período para outro, ocorre também uma TOTAL RUPTURA

Continuam existindo continuidades, aspectos que se mantém sem grandes mudanças ou transformações
Oriente vem do latín oriens, participio de orīri: significa aparecer, nascer

A direção onde o sol nasce

No ocidente, logo se passou a chamar de "oriente" toda a região da Ásia
Convencionalmente, divide-se o Oriente em três grandes regiões:
Oriente Próximo
,
Oriente Médio
e
Extremo Oriente

A ONU, no entanto, utiliza uma outra forma de divisão político-geográfica da Ásia
A expressão "medieval" ou "média" significa um período médio, um momento que fica entre dois outros momentos

No caso, um momento que fica entre a Antiguidade e Era Moderna
E falando em períodos, para delimitar esses mesmos períodos, há a necessidade de estabelecer marcos, pontos na história onde termina um período e começa outro

E é aí que surgem problemas e divergências!
Para o início da Idade Média temos vários pontos que já foram utilizados em algum momento por diferentes historiadores:

A inauguração de Constantinopla em 330 d.C.
A divisão definitiva do Império Romano em 395
As invasões maciças bárbaras no século IV e V
A chamada "Grande Invasão" de 406
A queda do Império Romano do Ocidente em 476
A expansão ocidental do Islã no século VI e VII
A destruição da unidade do Mediterrâneo (tese de Pirenne)
A coroação de Carlos Magno em 800
Já para o final da Idade Média, temos menos divergências:

Tomada de Constantinopla pelos Turcos em 1453
Descobrimento da América em 1492
Publicação das 95 Teses de Lutero em 1517
SUGESTÕES
Site com mapas históricos:

Talessman's Atlas of World History
http://www.worldhistorymaps.info/
Atlas Histórico Mundial e Linhas de Tempo

Geacrom: http://geacron.com/
Origens mitológicas
Antiguidade
Elam
Imperial
Império Meda
Aquemênidas
Selêucidas
Partos

>>>
Sassânidas
(224 – 651)
(330 - 1453)
Precendentes
(Império Romano)
Inicial (várias dinastias - anarquia)
Médio (várias dinastias - 4ª Crusada)
Tardio (várias dinastias - Turcos Otomanos)
Lajímidas: 300 – 602

Gasânidas: 220 - 712
Cidade Estado
(Maomé e a Héjira)
Imperial
(Rashidum, Omíadas)
Universalização
(Abássidas)
Descentralização

Era Moderna
(fragmentação e nacionalismos)
Sabeus: 1200 a.C. - 220 d.C.
Himyaritas: 110 a.C. - 525 d.C.
Hadramaut: século VIII a.C. - 300 d.C.
Antigo
(dinastias Shang e Zhou, primavera e outono, Estados combatentes)
Imperial
(201 a.C. - 1911 d.C.)

Vários períodos, várias dinastias
Antigo
(Xiongnu e Xianbei, Khaganatos)
Medieval

(século IX - 1911)
Império Mongol
Khanatos
Antiga
Três Reinos (Silla, Baekje, Goguryeo)
Reinos do Norte-Sul (Silla, Balhae)
Três Reinos tardios

Dinastias unitárias
Goryeo
Joseon
Império da Coréia
Paleolitico
Jōmon
Yayoi
Kofun (250 – 538)
Asuka (538 – 710)
Nara (710 – 794)
Heian (794–1185)
Kamakura (1185–1333)
Restauração Kenmu (1333–1336)
Muromachi (Ashikaga) (1336–1573)
Azuchi–Momoyama (1568–1603)
Edo (Tokugawa) (1603–1868)
Restauração Meiji (1868–1912)
Reino de Funam (68–550)
Reino de Chenla (550–706)
Império Khmer (802–1431)


Champa (192–1832)
Reinos iniciais
Tarumanagara (358 - 669)
Kalingga (500 – 600)
Srivijaya (600 – 1200)

Estados Islâmicos
(1200 - Século XX)
Pré-História
Primeiros Reinos
Anuradhapura (377 a.C. – 1017 d.C.)
Antiga
Máurias
Idade de Ouro

Medieval
Período Clássico
Gurjara-Pratihara
Império Pala
Império Rashtrakuta
Índia islamizada
Mughal
Mesa-redonda
: imagens e representações do "oriente" e de "medieval"

O que são representações?

Como elas funcionam?

Para que servem?
O objeto da história cultural é, segundo Chartier, “identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma realidade social é construída, pensada, dada a ler”

As representações são entendidas como classificações e divisões que organizam a apreensão do mundo social como categorias de percepção do real

As representações são variáveis segundo as disposições dos grupos ou classes sociais; aspiram à universalidade, mas são sempre determinadas pelos interesses dos grupos que as forjam

O poder e a dominação estão sempre presentes
A partir do medievo, tanto ocidental como oriental, o mundo passa a se tornar algo cada vez mais interconectado

A expansão ultramarina europeia no século XV XVI apenas da uma dimensão ampliada para um processo que ocorria a vários séculos já
Igreja de Santa Sofia
Muralha de Constantinopla
Bizâncio: aspectos preliminares, formação do império, declínio
Divisão do Império Romano

Dinastias e sucessão política
Reconquista do ocidente

O declínio das fronteiras e a guerra contra os Sassânidas, Iconoclastia

Renascença macedônica, Guerras contra árabes e búlgaros, o ápice do Império e sua crise e fragmentação

Restauração comnena, As cruzadas
A queda de Constantinopla
TRAJANO
Máxima extensão do Império Romano
TETRARQUIA DE DIOCLECIANO (SÉCULO III)
TEODÓSIO I foi o último imperador romano a governar oriente e ocidente, até 395
Constantino para resolver o problema logístico do grande império, reconstroi a antiga cidade grega de Bizâncio e a refunda em 330 como Nova Roma (depois da morte dele será chamada Constantinopla em 337)
Em 293, Diocleciano (284–305) criou um novo sistema administrativo, a Tetrarquia

Após a abdicação de Diocleciano e Maximiano (286–308), no entanto, a tetrarquia entrou em colapso, e Constantino (306–337) substituiu-a pelo princípio dinástico de sucessão hereditária
Durante o reinado de Teodósio I (378–395) os templos pagãos do império começaram a ser sistematicamente destruídos e o cristianismo tornou-se a religião oficial do Estado romano

Após a sua morte em 395, o império foi dividido entre seus filhos: a porção ocidental foi mantida por Honório ( 393–423), enquanto a oriental por Arcádio (395–408)
A porção oriental foi poupada das dificuldades enfrentadas pelo Ocidente no século V, em parte devido a uma cultura mais urbana e a mais recursos financeiros que lhe permitiram evitar invasões pagando tributos e contratando mercenários estrangeiros

Teodósio II (408–450) fortaleceu as muralhas de Constantinopla construindo a Muralha de Teodósio (408–413), o que deixou a cidade imune à maior parte dos ataques
A ideia de mudar a capital do império para Bizâncio fundamentava-se na necessidade de criar um novo centro de unidade para o mundo romano

Esse era o ideal que moveu Constantino e depois Justiniano

Em vez de renovar a unidade romana, acabou criando uma nova entidade, o Império Bizantino
Em meados do século V, Constantinopla já surgira como uma grande cidade, em termos de tamanho e influência, provavelmente o mais poderoso centro do mundo romano
Em 480, o imperador Zenão I aboliu a divisão do império, tonando-se imperador único

Inicia-se período de negociações com o recém fundado Reino Ostrogodo

Iniciam-se os primeiros movimentos de recuperação dos territórios ocidentais
Em 527, assumiu o trono imperial
Justiniano
, principal nome da História do Império Bizantino

Em 529, revisou o código legal romano e criou uma nova codificação de leis e extratos de juristas; em 534, o código foi atualizado e, juntamente com as Novelas de Justiniano (decretos promulgados por ele até 534), formou o sistema legal usado durante a maior parte do período bizantino
Com Constantino temos a formação de uma dinastia com vários sucessores que governaram o Império nascente em Bizâncio
>>>
dinastias constantiniana e valentiniana (324-378)

Na sucessão de Valente, assume Teodósio
>>>
dinastia teodosiana (379-457)

Na sucessão de Marciano, assume Leão I
>>>
dinastia leonina (457-518)

Na sucessão de Anastácio, assume Justino I
>>>
dinastia justiniana (518-610)
Neste período temos um prelúdio à formação do Império Bizantino

Temos a
crise do século III
: diminuição da população, escassez de mão de obra (crise econômica), crise política, crise externa, crise religiosa

No oriente, essa escassez não foi tão grande, então temos um desequilibrio entre ocidente e oriente
O ocidente, em sua reação contra as dificuldades econômicas acabou por elevar muito os preços, o que tornou o sistema de escambo necessário para a sobrevivência imperial

Em contraste, o Oriente optou por depender de moedas de ouro, criando um meio mais rentável e confiável de sobrevivência
É o período das reformas administrativas que visam acabar com a crise

Redivisão das províncias e Tetrarquia (com Diocleciano - 284 a 305)

Sucessão hereditária (com Constantino - 307 a 337)
Sob Constantino, o cristianismo não se tornou a religião oficial do Estado, mas gozava da preferência imperial, porque o imperador o apoiou com privilégios generosos

Constantino estabeleceu o princípio de que os imperadores não devem resolver questões de doutrina, mas devem convocar concílios eclesiásticos gerais para esse efeito
Vale relembrar, os dois grandes nomes desse período de transição do Império Romano para sua divisão em "do ocidente" e "do oriente", com o consequente surgimento do Império Bizantino:

Diocleciano (
284 a 305)
Constantino (
307 a 337)
A situação defensiva sob Diocleciano, no entanto, mudou consideravelmente no Oriente

Os persas sassânidas haviam expandido ainda mais as suas fronteiras o que gerou uma ameaça em decorrência da constante busca de novos territórios por parte dos persas

Os chamados povos bárbaros estavam se tornando um problema mais sério ao longo do curso inferior do Danúbio
Com a morte de Teodósio I, em 395, o Império Romano foi dividido em dois impérios independentes, Império Romano do Oriente e Império Romano do Ocidente

Arcádio
assumiu o controle do Império do Oriente
Honório
assumiu o controle da parte Ocidental
No período também temos o problema com os hunos

Embora o império tivesse se comprometido a pagar pesado tributo, estes começaram um conflito com o império

Atravessaram o Cáucaso e começaram a saquear a província sassânida da Mesopotâmia e avançaram sobre o território romano oriental até serem parados em 397
Período de pressões cada vez mais fortes nas fronteiras do império

No Ocidente, as gradativas incursões de povos bárbaros

No Oriente, do Império Sassânida

Além dos Hunos
Guerra bizantino-sassânida de 421—422

Teodósio II, influenciado por sua irmã Pulquéria, aumentou seu interesse no cristianismo

Iniciou guerra com os sassânidas que estavam perseguindo cristãos
305 - final do reinado de Diocleciano
337 - final do reinado de Constantino
Armênia romana
O
Império Sassânida
foi o último dos grandes impérios persas pré-islâmicos

Aquemênidas
(648 a.C. até 330 a.C.)
Selêucidas
(Pérsia helenística, 330 a.C. até 150 a.C.)
Partos
(ou Arsácidas, 150 a.C. até 224 d.C)
Sassânidas
(224 d.C. até 651)

Depois da dissolução do Império Sassânida, temos o domínio e influência islãmica
Em 396
Em 426
Em 450
Períodos de disputas teológicas também (ou cristológicas)

Nestorianismo
: discussão sobre a divindade/humanidade de Cristo

Dois concílios em Éfeso (431 e 450) e da Calcedônia (451)
Em 457
Leão I faz parte de uma série de imperadores fantoche que foram colocados no trono por intermédio do mestre dos soldados (magister militum), Aspar, um alano

Enquanto as fronteiras orientais estavam seguras depois do tratado de Teodósio II com os Sassânidas

As fronteiras ocidentais eram um problema crescente
Com a desintegração do Império Huno dois grupos de góticos sob Teodorico Estrabão e Valamiro instalaram-se nos Bálcãs

Avaros, eslavos e búlgaros começaram a instalar-se em torno do Danúbio

Problemas com as regiões do Cáucaso e da Arábia

Vândalos e o Império do Ocidente ainda traziam problemas para o império bizantino
Em 477
Revolta de Nika
: aconteceu no ano de 532 no Hipódromo de Constantinopla durando cerca de uma semana até que fosse contida pelo Imperador

Ela eclodiu porque houve uma dúvida sobre qual dos cavalos vencera a corrida, "Nika" era o cavalo pelo qual a população torcia, e que chegara quase que empatado com outro concorrente, o do time do Imperador

Consultado para resolver o dilema, Justiniano declarou que o vencedor era o seu cavalo

A plebe, enfurecida, se rebelou e começou uma discussão entre as várias classes sociais
A revolta era iminente, devido a uma série de problemas que se acumulavam

A corrida foi apenas o estopim

Em Bizâncio, existiam organizações esportivas rivais, que defendiam suas cores no hipódromo, onde a rivalidade esportiva refletia divergências sociais, políticas, e religiosas: eram os Verdes, os Azuis, os Brancos e os Vermelhos

Esses grupos haviam se transformado em verdadeiros "partidos políticos"
Os imperadores até então haviam estabelecido uma política de apoios a esses grupos para enfraquecer um ou outro

Justiniano não tinha aderido a isso

Após a vitória, Justiniano abriu caminho para um governo autocrático
O reinado de Justiniano foi caracterizado por uma série de guerras contra os poderes germânicos ocidentais que culminaria na reconquista de vastas porções do então findado Império Romano do Ocidente

Guerra Vândala
: este período de reconquistas se iniciou em 533, quando o general Belisário foi enviado para recuperar a antiga província da África Proconsular dos vândalos, que a controlavam desde 429
Em 534
Guerra Gótica
: na Itália, aproveitando-se do assassinato da rainha Amalasunta por Teodato (534–536), Justiniano lançou duas expedições contra o Reino Ostrogótico, uma na Sicília, sob o comando de Belisário, e outra na Dalmácia, comandada por Mundo

Os bizantinos conquistaram gradualmente os territórios ostrogodos, capturando as cidades de Ravena, Nápoles e Roma
Em 554
Guerra Lázica
: em 541, quando Justiniano estava empenhado em suas campanhas ocidentais, o xá Cosroes I resolveu quebrar a Paz Eterna e declarar guerra

Depois, já com Justino II sucessor de Justiniano, eclode nova guerra entre as duas potências
Ávaros e Eslavos
: novo período de invasões começa a forçar as fronteiras ocidentais e do norte do império com os ávaros

Os eslavos começaram a fazer incursões no Danúbio
Em 570
Em 600
Na sucessão de Focas, assume Heráclio, o Jovem
>>>
dinastia heracliana (610-711)

>>>
dinastia isáurica (711-802)

>>>
dinastia niceforiana (802-813)

>>>
dinastia amoriana (813-866)
>>>
dinastia macedônica (867-1057)

Basilio I é o principal nome, devido à sua bem sucedida política de expansão territorial, que tornou Bizâncio na maior potência europeia da época
>>>
dinastia comnena (1057-1185)

>>>
dinastia Ângelo (1185-1204)

>>>
dinastia paleóloga (1259-1453)
Em 600
No período inicial, o império ainda era conhecido como "Império Romano do Oriente", dominava o Mediterrâneo e se orgulhava de sua próspera civilização urbana da Antiguidade Tardia

Sucessivas invasões destruíram esse cenário e resultaram em grandes perdas territoriais, colapso financeiro e epidemias que esvaziaram as cidades enquanto controvérsias religiosas e revoltas civis enfraqueciam ainda mais o império
No final do período, um estado bem diferente emergiu: Bizâncio medieval, uma sociedade primordialmente agrária e dominada pelos militares ocupados por uma longa disputa com os novos inimigos muçulmanos do Califado

Porém, este novo estado era também muito mais homogêneo e estava agora reduzido às regiões centrais falantes do grego e fervorosamente
calcedonianas
, o que permitiu que o império sobrevivesse à tempestade e entrasse num período de estabilidade sob a dinastia isáurica
CONCÍLIO

É uma reunião de todos os bispos cristãos convocada para discutir e resolver as questões doutrinais ou disciplinares da Igreja Cristã

Devido aos cismas, a aceitação desses concílios varia muito entre as diferentes denominações do cristianismo

Geralmente depois de cada concílio temos um cisma
Entramos um pouco na própria História das religiões abraâmicas, do cristianismo e da Igreja

De forma bem resumida, uma periodização para isso (acompanhando as três principais religiões abraâmicas):

Judaísmo
Cristianismo
Islamismo
Cristianismo primitivo (33-325)
: quando surge como uma obscura seita separada do judaísmo

Em 313, o imperador Constantino fez publicar o Édito de Milão, que instituía a tolerância religiosa no império

Duas fases distintas: o
período apostólico
, quando os primeiros apóstolos estavam vivos e propagaram a fé cristã; o
período pós-apostólico
, quando foi desenvolvida uma das primeiras estruturas episcopais e houve uma intensa perseguição aos cristãos
Constantino I, em 325 ele promulgou o primeiro concílio de Niceia, dando início aos Concílios Ecumênicos

Primeiro Concílio de Constantinopla se realizou em 381

Teodósio II proclamou dois Concílios em Éfeso, o I em 431 e o II em 449

Em 451 foi realizado o Concílio de Calcedônia a fim de esclarecer as questões cristológicas em torno do Nestorianismo: natureza de Cristo era dupla (Igrejas não-calcedonianas)
Cristianismo na Antiguidade tardia (313-476)
: estabelecimento da ortodoxia com os vários concílios do período (disputas cristológicas) e constituição da Igreja (com I maiúsculo)

Em 391, Teodósio I (379-395) oficializou o cristianismo nos territórios romanos (Édito de Tessalónica) e perseguiu os dissidentes

Primeiras divisões e cismas: Nestorianismo (Maria mãe de Deus ou Maria mãe de Cristo?) >>> Concílios de Éfeso I e II

Perseguidos vão para o Império Sassânida
Início da Idade Média (476-799)
: início do papado medieval

Período da Iconoclastia Bizantina e da expansão missionária no ocidente

Alta Idade Média (800-1299)
: renascença carolíngea no ocidente

Ordens mendicantes (franciscanos)
1º Niceia I: 325: A heresia de Ário. Redação do símbolo ou credo que se recita na missa.

2º Constantinopla I: 381: A divindade do Espírito Santo.

3º Éfeso: 431: A heresia de Nestório. A maternidade divina de Maria.

4º Calcedónia: 451: Condenação do monofisismo. A existência em Jesus Cristo de duas naturezas completas e perfeitas na unidade da pessoa, que é divina.

5º Constantinopla II: 533: Condenação de documentos nestorianos designados Os Três Capítulos.

6º Constantinopla III: 680-681: Condenação do monotelismo.

7º Niceia II: 787: Legitimidade da veneração de imagens.

ATÉ AQUI, RECONHECIDOS POR OCIDENTE E ORIENTE

Os ortodoxos orientais não-calcedonianos aceitam os três primeiros concílios e a Igreja Assíria do Oriente apenas os dois primeiros
15º Lyon II: 1274: União com a Igreja Grega. Regulamentação do conclave para a eleição papal. Cruzada para libertar Jerusalém.

16º Vienne: 1311-1312: Supressão dos Templários.

17º Constança: 1414-1418: Fim do Grande Cisma do Ocidente. Condenação de Wyclif e de Hus.

18º Concílio de Basileia-Ferrara-Florença: 1431-1432: União com as Igrejas orientais. Reconhecimento no romano pontífice de poderes sobre a Igreja Universal.

19º Latrão V: 1512-1517 Condenação do concílio cismático de Pisa (1511-1512). Reforma da Igreja.

20º Trento: 1545-1563: Reforma geral da Igreja.

21º Vaticano I: 1869-1870: Primado do papa e infalibilidade pontifícia.

22º Vaticano II: 1962-1965: Correção de problemas disciplinares e de índole pastoral. Chamada à renovação dos ritos litúrgicos. Promoção dos estudos bíblicos, decretos pastorais e progresso ecuménico para o diálogo e reconciliação com outras Igrejas Cristãs.
Arianismo
: Condenado no Primeiro Concílio de Niceia (325), negava a consubstancialidade do filho (Cristo) com o Pai (Deus) e como também a doutrina da Trindade católica. Nesta visão monoteísta, Cristo era uma criatura criada como todas as outras

Monofisismo
: Afirma que em Cristo existe uma só natureza: a divina

Nestorianismo
: Afirmava que no "Verbo" (Jesus Cristo, tal como está descrito no evangelho de João 1:1) existiam duas pessoas: a divina (cristo, filho de Deus) e a humana (Jesus, filho de Maria). No madeiro, por outro lado, só havia morrido um humano. Para o catolicismo, em contraste, o Filho era uma só pessoa das três que integram a Trindade. Foi condenada no Concílio de Éfeso (431 EC)
RECONHECIDOS POR IGREJA CATÓLICA ROMANA APENAS:

8º Constantinopla IV: 869-870: Condenação e deposição de Fócio, patriarca de Constantinopla.

9º Latrão I: 1123: A Questão das Investiduras. Independência da Igreja perante o poder temporal.

10º Latrão II: 1139: Fim do cisma do Antipapa Anacleto II.

11º Latrão III: 1179: Normas para a eleição do Papa.

12º Verona 1183: Criação da Inquisição.

13º Latrão IV: 1215: Condenação do catarismo. Definição de transubstanciação. Preceito pascal.

14º Lyon I: 1245: Deposição do Frederico II.
Igreja Ortodoxa: apenas e parcialmente reconhecidos

Constantinopla IV (879–80)

Concílio Quinissexto (692)

Constantinopla V (1341–51)

Sínodo de Jerusalém (1672)
Ortodoxo é aquilo que segue fielmente a regra

Na época de Teodósio, a Igreja Cristã era dividida em cinco patriarcados tradicionais, apostólicos:

Patriarcado de Roma ou do Ocidente
Patriarcado de Constantinopla
Patriarcado de Alexandria
Patriarcado de Antioquia
Patriarca de Jerusalém
Várias foram as causas para a paulatina separação entre as Igrejas do ocidente e do oriente, que chegam o Cisma de 1054

Primeiro veio a quebra da unidade politica

Com a ascensão do Islã, as trocas econômicas e os contatos por via marítima entre o Império Bizantino, de língua grega, e o Ocidente, de língua latina, tornaram-se mais difíceis, e a unidade cultural deixou de existir
Em que pesem diferenças teológicas, organizativas e de espiritualidade não desprezáveis, a Igreja Ortodoxa é, em muitos aspectos, semelhante à Igreja Católica: preserva os sete sacramentos, o respeito a ícones e o uso de vestes litúrgicas nos seus cultos
Na época, o império estava envolvido numa guerra contra o Império Sassânida que lhe custaria todas as províncias orientais

Depois de uma longa e destrutiva disputa, Heráclio conseguiu derrotar os persas e restaurou as fronteiras do império, apenas para perdê-las novamente logo em seguida para a súbita expansão muçulmana
O final do século VII também assistiu aos primeiros conflitos contra os búlgaros e a fundação do estado búlgaro nas regiões antes controladas pelos bizantinos ao sul do Danúbio, uma rivalidade que seria a mais importante na região até o século XI
Em 626
Em 630
Em 640
Em 643
Em 651
Em 711
Os imperadores isáuricos conseguiram defender e consolidar o território do império frente à ameaça do Califado Omíada e seu sucessor, o Califado Abássida depois do massacre inicial durante a expansão muçulmana no século VII

Contudo, eles tiveram menos sucesso na Europa, onde foram derrotados diversas vezes pelo Império Búlgaro, tiveram que ceder o Exarcado de Ravena e perderam toda a influência sobre a Itália e o Papado para o Reino Franco
História do Islã (simplificado)

Maomé (622 a 632)
Califado Rashidun (632 a 661)
Califado Omíada (661 a 750)
Califado Abássida (750 a 1299)

Califado Fatímida (909 a 1171)

Emirado de Córdova (756 a 929)
Califado de Córdova (929 a 1031)
Reinos de Taifas

Califado Idríssida (789 a 985)
Crise religiosa do
Iconoclasma
, uma tentativa de recuperar a graça divina purificando a fé de uma suposta e excessiva adoração aos ícones e que provocou grandes tumultos por todo o império

No final da era isáurica, em 802, os bizantinos continuavam lutando contra árabes e búlgaros para conseguir sobreviver e a situação política havia se complicado sobremaneira pela ressurreição do Império Romano do Ocidente na forma do Império Carolíngio de Carlos Magno
Em 800
Com os Comnenos temos um novo período de renascimento bizantino (Restauração Comnena)

Marcante da dinastia Angelo é a segunda e quarta cruzadas (saque de Constantinopla)

A dinastia dos Palelógos foi a última dinastia bizantina e a que governou pelo maior período (marcado pelo declínio, fragmentação e queda)
Em 900
Em 1000
Em 1100
Em 1200
Em 1300
Em 1210
Em 1250
Em 1300
Em 1350
Em 1370
Em 1400
Em 1400

Quando vocês pensam em "Oriente" ou "Oriental" o que lhe vem a mente?

Para "Oriente Médio"?

"Extremo Oriente"?

E com relação à "Medieval"?
Essas imagens, representações, ideias, etc., são fidedignas?

Representam perfeitamente aquilo que referenciam?

São o quê?
Quando um estrangeiro constrói uma imagem do Brasil, o que vocês acham que ele pensa de maneira mais comum?


Quais representações, imagens e ideias são as mais corriqueiras para se pensar o Brasil?
De um modo geral, todos constroem essas representações e estereotipações, praticamente com tudo (países, regiões, grupos, etc.)

É uma das maneiras que encontramos para controlar, amenizar, suavizar, o sentimento de impotência que temos em relação à diversidade e complexidade do mundo
O problema existe quando passamos a pensar que essas simplificações do mundo são
A VERDADE
sobre o mundo (quando não passam de
DESIDERATAS
)

E isso ocorre muito mais comumente do que tendemos a pensar, nas ideologias, no imaginário social, nas construções teóricas e científicas

O que vocês acham sobre isso?
Onde vocês identificam isso?
Onde vocês identificam isso na sua visão de mundo?

A sua visão de mundo possui essas simplificações?

O que você faz quando identifica elas?
TDE's

O QUE FAZER
? Leitura, pesquisa, produção de texto, postagem e discussão no blog

TEMAS
:

1. Bizâncio
2. Islã
3. China

PRAZO
: até 31 de outubro
Tarefa

Fichamentos (escolher dois textos entre 01 e 06)

Entrega:
25/09

Via Eureka (Pasta da Sala, Pasta Livre, Fichamentos)
Bem básico, compôe-se de:

Primeira parte: principais argumentos e fundamentos

Segunda parte: algo mais pessoal, que lhe chamou a atenção na leitura

O MODELO ESTÁ NA PASTA DO EUREKA
Fortaleza de Yedikule
Tarefa para próxima aula
(trabalho em grupo)

Pesquisar os temas abaixo e preparar discussão para mesa-redonda

Apresentar
o tema de forma bem sucinta e
Debater
os demais temas apresentados
TEMAS:

Movimento iconoclasta
Arte bizantina
A cultura dos eunucos
Família e educação
A vida urbana
A literatura
A filosofia
O direito e a justiça
As ciências
Algumas recomendações iniciais

Cronologia

Contexto geográfico e cultural

Maomé

Islã imperial
Orientações básicas
Conexões com a História do Ocidente Medieval

Pensar nas continuidades e nas rupturas

Refletir sobre periodizações, cortes históricos no tempo e no espaço

Não perder de vista o contexto mais amplo

Não eclipsar a História de outros povos contíguos
Devemos pensar nas diferenças e relações entre:

árabe
muçulmano
islã

Pensar nas relações entre
política, guerra, religião e comércio
Nem todo árabe é muçulmano


Nem todo muçulmano é árabe
O termo árabe se refere a uma
etnia
, ou seja, à etnia árabe, que é caracterizada pela língua árabe

Assim, boa parte dos povos que têm a língua árabe como oficial podem ser chamados de árabes

Exemplo: iraquianos, egípcios, marroquinos, palestinos, sauditas, etc.
Islâmico, assim como muçulmano (são sinônimos), referem-se à
religião

Então é islâmico ou muçulmano aqueles que professa a fé islâmica

Da mesma forma que temos cristãos e judeus, por exemplo
Porque existem árabes que não professam da religião muçulmana

Por exemplo:
Igreja Assíria do Oriente
(cristã, aceita apenas os dois primeiros concílios)

Igrejas orientais ortodoxas
(cristãs, aceitam os 7 primeiros concílios)

Yazidis
(religião sincrética, uma espécie de iazdânismo ligada ao zoroastrismo e a antigas religiões da Mesopotâmia)

Além disso, existem árabes budistas, judeus, bahais, etc.
O mundo muçulmano, principalmente devido a sua expanção, acomodou diversas etniais diferentes da árabe

Apenas 18% dos muçulmanos vivem no mundo árabe

Por exemplo: os persas no Irã, os pachtuns no Afeganistão, albaneses, armênios, somalís, turcos, wolofs e fulanis no Senegal, os bengalis do Bangladesh, os javanêses da Indonésia, etc.
De uma forma geral, essas dimensões estão sempre imbricadas, em qualquer cultura, incluindo a nossa

Mas no Islã essa interconexão é ainda mais evidente, como veremos
Islã
provem do árabe Islām, que por sua vez deriva da quarta forma verbal da raiz slm, aslama, e significa "
submissão (a Deus)
"

Muçulmano
, por sua vez, deriva da palavra árabe muslim (plural, muslimún), particípio activo do verbo aslama, designando
"aquele que se submete
"
Os árabes são os integrantes de um povo heterogêneo que habita principalmente o Oriente Médio e a África setentrional, originário da península Arábica

Cconstituída por regiões desérticas e clima subtropical mediterrâneo no litoral, as dificuldades de plantio e criação de animais fizeram com que parte de seus habitantes se tornassem nômades, vagando pelo deserto em caravanas, em busca de água e de melhores condições de vida (essas tribos do deserto chamam-se beduínos)
A palavra "árabe" significa "claro"; claro como em
compreensível
, não como em puro

Os idosos beduínos ainda utilizam esse termo com o mesmo significado; àqueles cuja língua eles compreendem (ex.: falantes árabes) eles chamam árabe, e àqueles cuja língua é desconhecida deles eles chamam ajam (ajam ou ajami)

Na região do Golfo pérsico, o termo ajam é frequentemente empregado para se referir aos persas
Outra explicação deriva a palavra Árabe de uma outra linha: com uma alternativa metatésica (é a transposição de fonemas na mesma sílaba dentro de um vocábulo) ambas significando
viajando pelas terras
, isto é, nômade

Desta raiz derivam os termos árabe e hebreu, significando nomades
Islã: aspectos preliminares, formação do império, declínio
Nome completo, transliterado de Maomé

Abu al-Qasim Muhammad ibn 'Abd Allah ibn 'Abd al-Muttalib ibn Hashim

Muhammad
significa "louvável"
Maomé é uma forma aportuguesada do francês
Mahomet
, que por sua vez é uma deformação do turco
Mehmet
Hoje em dia, alguns arabistas, islamólogos e historiadores lusófonos optam por utilizar a forma
Muhammad
em vez de Maomé, por considerarem que esta é a transliteração mais correcta a partir do árabe

Mas o uso de Maomé também é defendido como sendo apropriado pela tradição de mais de dois séculos de uso
As principais fontes para o estudo da vida de Maomé são o
Alcorão
, as biografias surgidas nos primeiros séculos do islã (nos séculos VIII e IX, conhecidas como
Siras
) e os
hadith
Nasceu em Meca em 570

Maomé pertencia ao clã dos hachemitas, por sua vez integrado na tribo dos coraixitas

Os coraixitas controlavam a Caaba em Meca
Maomé logo ficou conhecido por sua honestidade nos negócios (por isso casa com sua primeira esposa, Cadija)

O seu tio Zubair fundou a ordem de cavalaria conhecida como a Hilf al-fudul, que assistia os oprimidos, habitantes locais e visitantes estrangeiros

Maomé foi um membro entusiasta: ajudou na resolução de disputas, e tornou-se conhecido como Al-Ameen ("o confiável") devido à sua reputação sem mácula nestas intermediações
Um ano antes da sua morte, Maomé dirigiu-se pela última vez aos seus seguidores naquilo que ficou conhecido como o sermão final do profeta

A sua morte em Junho de 632 em Medina, com a idade de 62 anos, deu origem a uma grande crise entre os seus seguidores

Na verdade, esta disputa acabaria por originar a divisão do islão nos ramos dos sunitas e xiitas

Os xiitas acreditam que o profeta designou Ali ibn Abu Talib como seu sucessor, num sermão público na sua última Hajj, num lugar chamado Ghadir Khom, enquanto que os sunitas discordam.
Maomé tinha por hábito passar noites nas cavernas das montanhas próximas de Meca, praticando o jejum e a meditação

Sentia-se desiludido com a atmosfera materialista que dominava a sua cidade e insatisfeito com a forma como órfãos, pobres e viúvas eram excluídos da sociedade
A tradição muçulmana informa que no ano de 610, enquanto meditava numa caverna do Monte Hira, Maomé recebeu a visita do arcanjo Gabriel que o declarou como profeta de Deus.

Desde este momento e até à sua morte, também recebeu outras revelações
As primeiras pessoas a acreditar na missão profética de Maomé foram Cadija e outros familiares e amigos que se reuniam na casa de um homem chamado Al-Arqam

Por volta de 613, encorajado pelo seu círculo restrito de seguidores, Maomé começou a pregar em público

Ao proclamar a sua mensagem na cidade, ganhou seguidores, incluindo os filhos e irmãos do homem mais rico de Meca

A religião que ele pregou tornou-se conhecida como islão ("submissão à vontade de Deus")
À medida que os seus seguidores cresciam, ele se tornava uma ameaça para as tribos locais, especialmente aos Coraixitas, a sua própria tribo, que tinha a responsabilidade pelo cuidado da Caaba, que nesta altura hospedava centenas de ídolos que os árabes adoravam como deuses
Apesar da mensagem monoteísta de Maomé ter sido aceita por alguns habitantes de Meca, muitos rejeitaram-na

Os conceitos religiosos por ele apresentados, e em particular a ideia de um Julgamento Final, geravam incredulidade e zombaria
Depois de muita perseguição, tentativas de assassinato, humilhação, Maomé e seus seguidores se retiram para Yathrib, uma cidade a cerca de 350 km a norte de Meca (e que depois se chamará Medina) - Isso no ano de 622

HÉGIRA
(palavra por vezes traduzida como "fuga", embora o seu sentido preciso seja de "emigração", mas não num sentido geográfico, mas de separação em relação à família e ao clã)

O calendário islâmico tem início no dia em que começou a Hégira, 16 de Julho de 622.
Trabalhos de pesquisa em grupo + apresentações:

1) Almorávidas e Almoádas
2) As Cruzadas e o Islã (perspectiva oriental)
3) O campo e a cidade no Islã (Hourani)
4) Saladino
5) Tamerlão
6) Cultura dos Ulemás (Hourani)
7) Cultura das cortes e do povo (Hourani)
8) Mamelucos (do Egito)
9) Ibadismo
10) Sufismo
Cidade-estado e imperial (século VI)

Maomé (622 até 632)
Os quatro califas "bem guiados" (632-661) - ou Califado Rashidun
Os Omíadas (661-750) - ou Umayds

Universalização e descentralização (VII até o XIV)

Os abássidas (750-1258)
Fatimidas, Aiúbidas, Idrísidas, Aglábidas, Samânidas, Tulúnidas, etc.

Fragmentação (XV ao XIX)

Impérios Mogol, Otomano e Safávida

Nacional (XX)
O Islã nasce na península arábica

Região inóspita, desértica e isolada

Os árabes se referem a região como Jazirat Al-'Arab, "a ilha dos árabes"
Três regiões distinguem-se na península:

O
Hijaz
, faixa montanhosa que se estende ao longo do Mar Vermelho

O
Nadj
, planalto central coberto por dunas

O Sul, região conhecida como a "
Arábia Feliz
", que recebia a chuva trazida pelas monções. É a terra do incenso, onde viviam populações sedentárias
GOLFO PÉRSICO
MAR VEMELHO
Em termos políticos, a Arábia pré-islã era uma região sem unidade política centralizada

A base desta sociedade era a
tribo
que reunia descendentes de um mesmo antepassado

Uma tribo era composta por vários
clãs
, e agrupava famílias alargadas que se encontram sob a autoridade de um homem

Algumas tribos eram sedentárias e outras eram nomades (beduínos)

As tribos viviam em guerra constante
Do ponto de vista religioso, a Arábia era a terra do politeísmo, mas também viviam nela comunidades monoteístas

Judaísmo, cristianismo monofisista e nestoriano, zoroastrismo
Além disso, a Arábia se encontrava entre dois grandes impérios da época:

Os persas Sassânidas e os Bizantinos
EM 600 d.C.
EM 630
Gassânias
: eram um grupo de árabes que migraram do sul da Arábia até a região do Levante

Se misturaram com antigas populações romanizadas da região, convertendo-se ao cristianismo

Constituiram um estado-cliente, primeiro do império Romano e depois dos bizantinos, até serem tomados pelo Islã
Lacmidas
: (ou Lajmidas) eram um grupo de cristãos árabes que viveu na região sul do atual Iraque

Entre 300 e 602 constituiram um reino, até serem tomados pelos Sassânidas
Axumitas (Aksum) - Atual Etiópia

Reinos do Nilo pós-Kush (Nobatia, Alódia e Macúria)

ESTUDAREMOS EM HISTÓRIA DA ÁFRICA
A península arábica, no entanto, já havia assistido a existência de pequenos reinos na região sul (Iêmen, Omã):

Sabeus
ou Reino de Sabá (séc. XII a.C. até VI d.C.)

Qataban
(segunda metade do primeiro milênio a.C.)

Hadramaute
(século VIII a.C. até III d.C.)

Reino Himiarita
ou ḤHimyar (entre 100 a.C. e 525 d.C.)
As principais divindades eram adoradas sob a forma de uma árvore ou de um
bétilo
(pedra, que tinha certos sinais e que entre os antigos era adorada como um ídolo, no antigo Oriente Próximo, como a morada de um deus e, às vezes, o próprio deus)

Alguns bétilos eram transportáveis e acompanhavam os nomades nas suas deslocações. Os Árabes erguiam santuários e sacrificavam animais em sua honra

Outras práticas religiosas incluiam o jejum e a peregrinação

Acreditava-se igualmente na presença dos
djins
, espíritos, alguns dos quais tinham um carácter maligno
622 - Hégira
Batalha de Badr em 624
Batalha de Uhud em 625
Batalha de Badr
:
Foi uma batalha fundamental nos primórdios do Islã e uma virada de mesa na luta de Maomé contra seus opositores, os coraixitas de Meca

A vitória foi atribuída a intervenção divina e ajudou a consolidar a posição de Maomé como profeta
Inúmeros pequenos conflitos já haviam ocorrido entre os seguidos de Maomé e os seus opositores, principalmente de Meca

Ghazah
ou Ghazwah - significa batalha, mais especificamente, as batalhas que Maomé participou, depois passou a significar qualquer batalha do Islã

Sariyyah
- batalhas que Maomé ordenou
A batalha de Badr, no entanto, foi o primeiro grande confronto entre as duas forças

Para os primeiros muçulmanos, a batalha foi extremamente importante porque foi o primeiro sinal de que eles poderiam derrotar os seus inimigos em Meca, que na época era uma das cidades mais ricas e poderosas na Arábia, que possuia um número de soldados três vezes maior do que a dos muçulmanos
Maomé assinalou a vitória a outras tribos, o que fez com que o colocasse ao nível de chefe do poder na Arábia, reforçando-o a autoridade pública, como líder da comunidade, o que muitas vezes não alcançou quando estava em Medina

Tribos locais árabes começaram a se converter ao Islão e aliar-se com os muçulmanos de Medina
Batalha de Uhud
: foi a segunda grande batalha entre as duas forças

Marchando de Meca para Medina em 11 de março de 625, os habitantes de Meca desejavam vingar suas perdas em Badr e revidar Maomé e seus seguidores

Os dois exércitos lutaram nas encostas e planícies do Monte Uhud
No total, no período em que Maomé comandou a expanção muçulmana, cerca de 100 expedições, batalhas, demolições, invasões e missões aconteceram na região da península arábica
Ataque a Dumat al-Jandal (Síria) em 626
Batalha da Trincheira em 628
Conquista acesso ao santuário da Kaaba em 628
Batalha de Mu'tah em 629 (bizantino-árabe)
Tratado de Hudaybiyah em 628 e primeiro Hajj em 629
Conquista de Meca em 630
Domínio sobre quase toda a Arábia (631)
Peregrinação de despedida e Morte em Medina (08/06/632)
Por volta de 627 Maomé tinha unido Medina sob o Islã, com o desaparecimento dos seus inimigos internos

Os beduínos, após um período de batalhas e negociações, tornaram-se aliados de Maomé e aceitaram a sua religião

Depois de muito contato com a cidade e com os muçulmanos, alguns converteram-se gradualmente
Maomé colocou os cidadãos de Meca sobre pressão econômica, destinada primeiramente a ganhar a adesão deles ao Islã

Em Março de 628, ele partiu para a "peregrinação" a Meca, com 1600 militares que o acompanhavam
Os naturais de Meca no entanto, puseram-se contra o avanço destas forças nos limites do seu território, em Al-Hudaybiyah

Alguns dias depois, os habitantes de Meca fizeram um tratado com Maomé (que era para durar 10 anos)

Com negociação e o consentimento dos mais velhos Coraixitas, ele fez uma peregrinação à Kaaba, desarmado
As hostilidades iriam ter um fim e os muçulmanos iriam conseguir a permissão para fazer a peregrinação a Meca no próximo ano

O casamento de Maomé com Habiba, filha de seu antigo inimigo Abu Sufyan, cimentou ainda mais o tratado
Unificação da Arábia
: Após a Hégira, Maomé começou a estabelecer alianças com tribos nomades

À medida que a sua força e influência cresceu, insistiu que as tribos potencialmente aliadas se tornassem muçulmanas
Quando estava em Meca, Maomé foi informado de que havia uma grande concentração de tribos hostis e ele partiu para as defrontar

A batalha teve lugar em Hunain, e os inimigos foram derrotados. Alguns viram agora Maomé como o homem mais poderoso da Arábia e a maioria das tribos enviou delegações para Medina, em busca de uma aliança

Antes da sua morte, rebeliões ocorreram em uma ou duas partes da Arábia mas o estado islâmico tinha força suficiente para lidar com elas
Período das cidades-estado e de unificação da península arábica sob Maomé (622-632)
Discussão em torno da sucessão de Maomé (632)
Quem deveria ser considerado sucessor de Maomé na liderança do mundo islâmico?

Como esse sucessor deveria ser eleito?

As condições de legitimação da sucessão?

O papel do sucessor?
Respostas diferentes para essas questões levaram a várias divisões na comunidade muçulmana

É desse momento que derivam as divisões mais conhecidas entre
sunitas
e
xiitas


Mas temos também os
Kharijitas (depois ISMAELITAS - Omãn)
O desacordo sobre a sucessão surge imediatamente à morte de Maomé

Nenhum dos filhos de Maomé sobreviveu até a idade adulta, portanto a sucessão hereditária direta nunca foi uma opção (neste momento)
Umar
(Umar ibn al-Khattab), um companheiro proeminente de Maomé, nomeou
Abu Bakr

Outros acrescentaram o seu apoio e Abu Bakr foi feito o primeiro califa

Esta escolha foi contestada por alguns dos companheiros de Maomé, que declarara que
Ali
(Ali ibn Abi Talib), seu primo e filho-de-lei, tinha sido designado seu sucessor
Sobre a vida de Maomé e a História do início do Islã:

A maioria da história islâmica parece ter sido transmitida principalmente por via oral até depois da ascensão do califado abássida

Tradições históricas muçulmanas começaram a desenvolver a partir do início do século 7, com a reconstrução da vida de Maomé após a sua morte
Uma vez que as narrativas referentes a Maomé e seus companheiros vieram de várias fontes, foi necessário, para verificar quais fontes são mais confiáveis​​, a criação de várias metodologias

"ciência da biografia"
"ciência da hadith"
"Isnad" (cadeia de transmissão)
Fontes islâmicas tradicionais:

Qur'an
(é o análogo da Bíblia)
Hadith
(relato dos ensinamentos, ditos e feitos de Maomé)
Sirah
(biografias de Maomé)
Tafsir
(exegeses do Corão)
Essas são somente ALGUMAS das fontes TRADICIONAIS, iniciais

Existem várias outras fontes tradicionais

Assim como tem fontes dos séculos seguintes, tem também a obra de historiadores do islã, tais como Urwah
ibn Zubayr
e
Imam Malik
(dentre vários outros)
Eleição e liderança de Abu Bakr (632-634)
Enquanto sunitas dizem que Ali teria aceitado a liderança subsequente de Abu Bakr, Omar e Otman

Os xiitas dizem que Ali fora forçado a aceitar, incluindo ameaças e possivelmente violência por parte dos sucessores (invasão da casa de Fátima, ameaça de incêndio - Fátima era filha de Maomé e esposa de Ali)

Ou seja, xiitas e sunitas, as duas divisões mais conhecidas do islã, são duas visões distintas sobre a sucessão de Maomé
Período imperial (632-661)
Eleição e liderança de Omar (634-644)
Eleição e liderança de Otman (644-656)
Batalhas contra os apóstatas (632-633)
Também chamado de Guerras de Ridda ou Guerras da Apostasia

Contra movimentos que visavam se separar do Islã

Com a morte de Maomé, muitos sentiram-se desamparados sem a figura do líder, ou simplesmente não aceitaram a sucessão

Pode-se considerar como um primeiro momento de Guerra cívil no islã
Campanhas no sul da península (633)
Continuação da guerra árabe-bizantina
Continuação da conquista da Pérsia
Conquista da Síria e de Jerusalém (637)
Conquista da Jazira (638)
Conquista da Egito (642)
Campanhas no norte da África e Mediterrâneo (647)
Eleição e liderança de Ali (656-661)
650
1180
Ali era sobrinho de Maomé e segundo a tradição teria sido o primeiro homem que aceitou o Islã

Sunitas o consideram como sendo o quarto califa "bem guiado"

Xiitas o consideram o primeiro Imã
Califa significa sucessor, prefeito, intendente

Imã (ou Imam) é o líder espiritual, religioso e político da Umma para os xiitas
Califados principais:
Rashidun Caliphate (632–661)
Umayyad Caliphate (661–750)
Abbasid Caliphate (750–1517)
Ottoman Caliphate (1517–1924)

Califados paralelos:
Fatimid Caliphate (909–1171)
Caliphate of Córdoba (929–1137)
Almohad Caliphate (1147–1209)
Primeira Fitna - Ali é assassinado (656-661)
Fitna
significa sedição, discórdia ou luta

A primeira Fitna foi uma guerra cívil no interior do império islâmico que colocou fim ao califado Rashidum e iniciou com o problema da sucessão após a morte de Otman
O Islã expandiu-se muito rapidamente durante Maomé e os três primeiros califas

Várias populações diferentes foram colocadas sob uma mesma liderança

Etnias, religiões, tradições diferentes se viram sob controle de um novo império (antes, Bizâncio e Sassânidas)
Minorias religiosas, pesadamente tributadas por bizantinos e sassânidas para financiar a guerra entre eles, acabaram ajudando os islâmicos na conquista da região

O que colaborou enormemente na rápida expansão do Islã
Uma vez no Islã, judeus e cristãos puderam se aproveitar de um regime de livre mercado, sem taxação sobre o comércio, apenas sobre as fortunas

Também puderam manter-se sobre suas próprias leis e juízes, apenas pagando tributo aos muçulmanos pela proteção dos territórios
Em 639
Muawiyah
fui nomeado governador da Síria por Umar

Para parar o assédio bizantino no mar durante as guerras árabe-bizantinas, em 649 Muawiyah criou uma marinha, ocupada por coptas, cristãos monofisistas, marinheiros cristãos sírios jacobitas e soldados muçulmanos

Isso resultou na derrota da marinha bizantina na Batalha dos Mastros em 655, abrindo-se o Islã ao Mediterrâneo
Otman (que também ficou conhecido por Otman, Utman ou Otomão) deu as instruções para Muawiyah realizar o cerco de Constantinopla

A conquista muçulmana rápida da Síria e do Egito e as consequentes perdas bizantinas em mão de obra e território significava que o Império Romano do Oriente via-se lutando pela própria sobrevivência

A dinastia Sassânida na Pérsia já havia desmoronado
Embora Maomé e o Corão tenham falado sobre igualdade racial e justiça como em O Sermão da Despedida

E que diferenças tribais e nacionalistas tenham sido desencorajadas

Logo após a morte de Maomé as velhas diferenças tribais entre os árabes começaram a ressurgir
E é por isso que temos um primeiro momento de guerras cívis, aquelas da apostasia

Controladas pelos sucessores rashidum

A questão é que agora as diferenças étnicas, linguísticas, nacionais (não no sentido moderno), tribais, ganham ainda mais amplitude, pois abrangem áreas muito mais amplas do que a península arábica
Após as Guerras Romano-persicas e as Guerras bizantino-sassânidas, diferenças profundas se enraizaram entre o Iraque (anteriormente sob o Império Sassânida persa) e a Síria (anteriormente sob o Império Bizantino)

Cada um queria trazer a capital do império islâmico para a sua área

Além disso, tanto bizantinos quanto sassânidas haviam constituído reinos vassalos ou satélites na região
Anteriormente, o segundo califa Umar era muito firme sobre os governadores e seus espiões mantinham um olho neles

Se ele achava que um governador ou um comandante estavam sendo atraídos por riqueza ou não cumpriam as normas administrativas necessárias, ele removia-os de sua posição
No geral, começara um movimento em vários locais que exigia maior autonomia para suas respectivas regiões, e queriam governar seus próprios estados

Algo que era muito forte em Kufa no atual Iraque

Entre estes desenvolvera-se um grupo chamado
Qurra
que mais tarde ficou conhecido como o
Kharijitas
Os Qurra começaram a desobedecer seguidamente as ordens dadas por Otman, principalmente se precipitando em batalhas, lançando-se nelas sem autorização

Além disso, eles também acreditavam que estavam perdendo territórios

E também ficaram desgostosos com a remoção da distinção entre os membros tribais da Ridda e pré-Ridda, o que foi visto como a retirada do prestígio
Os quatro califas rashidum eram companheiros muito próximos do profeta e foram eleitos por aclamação da comunidade de crentes, ao contrário dos seus sucessores omíadas e abássidas, cuja sucessão era hereditária
Para os
carijitas
não houve mais que dois califas "bem guiados", já que, segundo eles, só os califados de Otman e Ali ibn Abi Talib foram bem guiados

Outras correntes incluem a Hasan ibn Ali como o quinto califa rashid
Resumidamente, a primeira Fitna começou como uma série de revoltas contra Ali, o quarto e último dos califas do Califado Rashidun e primeiro Imam Xiita

Foi causada pelo controverso assassinato de seu antecessor Uthman, durou a totalidade do reinado de Ali e terminou com a ascensão de Muawiya I, o primeiro Califa Omíada e o subsequente tratado de paz assinado entre ele e Hasan ibn Ali, o filho mais velho de Ali
A primeira facção a se opor a Ali foi a liderada por Talhah, Al-Zubair, e a esposa de Maomé Aisha

Primeiro, eles se reuniram em Meca, em seguida, mudaram-se para Basra com a expectativa de encontrar as forças e os recursos necessários para mobilizar outras pessoas proeminentes contra Ali
Quando Ali pediu-lhes obediência e uma promessa de fidelidade, eles se recusaram

Ali tentou negociar com Aisha, a esposa muito respeitada de Maomé, mas ela recusou

As duas partes se encontraram na
Batalha do Camelo
, em 656, onde Ali saiu vitorioso
Mais tarde, Ali (primo de Maomé) foi desafiado por Muawiya I, o governador do Levante e primo de Uthman, que recusou as exigências de Ali de lealdade e clamou vingança pela morte de Uthman

Ali tentou negociar na esperança de obter sua lealdade, mas Muawiya insistiu na autonomia do Levante sob seu domínio
Os dois exércitos finalmente concordaram em resolver a questão de quem devia ser o califa por arbitragem

A recusa do maior bloco do exército de Ali de lutar foi o fator decisivo para sua aceitação da arbitragem

Uma primeira divisão ocorreu porque uma parte discordava da ideia da arbitragem
Porém, novos problemas surgiram do lado de Ali

A questão de saber se o árbitro representaria Ali ou seus aliados, os Kufans (de Kufa no Iraque), causou uma divisão ainda maior no exército de Ali

Vale lembrar que Ali havia transferido a capital do império de Medina para Kufa em 657
Os Carijitas, Caridjitas ou Kharijitas foram o primeiro ramo a formar-se no Islã durante o cisma de 655—661 entre Ali e Muawiyah sobre quem deveria ser o califa

Inicialmente partidários de Ali na contenda, rejeitaram as suas pretensões em 657, opondo-se igualmente às de Muawiyah
Os Carijitas viriam por sua vez a dividir-se em vários sub-ramos; um deles, o dos Ibaditas, é o único sobrevivente no mundo contemporâneo, englobando a maioria dos muçulmanos do Omã, mas com pequenos núcleos presentes na Argélia (oásis de Mzab), na ilha tunisina de Djerba e em Zanzibar
Esses grupos descontentes se separaram de Ali e depois entraram em guerra, para em 661, um desses descontentes acabar matando Ali

Califado Hasan
: Com a morte de Ali ibn Abi Talib, os muçulmanos de Kufa se aliaram a seu filho mais velho Hasan ibn Ali sem oposição
Carijita significa "aquele que cindiu"

Eles passaram a não reconhecer qualquer califa posterior

Os Carijitas consideravam que qualquer homem, até mesmo um escravo, poderia ser eleito califa, desde que reunisse um elevado carácter moral e religioso, e que era legítimo contestar um poder considerado injusto
Após o fim da primeira Fitna, com a morte de Ali e com o acordo com seu filho Hassan, Muawiyah se torna o novo califa

Tem-se assim o fim do período Rashidum do califato e início do período Omíada ou Umayyad

Os Umayyads eram um clã aristocrático de Meca
Revolta Kharijita (662)
Foi o segundo dos quatro principais califados islâmicos estabelecidos após a morte de Maomé, centrado na dinastia Omíada

A família omíada havia chegado ao poder durante o governo do terceiro califa, Otman, mas o regime omíada foi fundado por Muawiya I, governador de longa data da Síria, após o fim da Primeira Guerra Civil Islâmica em 661 (41 Anno Hegirae)
Por conseguinte, a Síria permaneceu como a principal base de poder dos Omíadas, com Damasco como sua capital

Os Omíadas continuaram as conquistas muçulmanas, incorporando no mundo muçulmano o Cáucaso, Transoxiana, Sinde, Magrebe e a península Ibérica (al-Andalus)

Na sua maior extensão, o Califado Omíada cobria 15 000 000 km², fazendo dele o maior império que o mundo tinha visto até então, e o quinto maior que já existiu
Muawiyah I inaugura o califado omíada (661)
Assédio a Sicília (666)
Avanço norte da África - conquista Cabul (670)
Cerco de Constantinopla (677 - depois em 717)
Conquista da Espanha (711)
Batalha de Tours/Poitiers na França (732)
Queda de Damasco e fim dos Omíadas (750)
Revolta de Ibn al-Zubayr (684)
Batalha de Talas (751)
Início do califado sob os Abássidas (750)
Estado Omíada na Espanha (756)
Estado Rustamida no Marrocos (772)
Guerra com os Kazares (799)
Aglábidas no norte da África (800)
Quarta Fitna (809–827)
Período de universalização e descentralização (750-século XIV)
Batalha do rio Talas
: Entre o Califado Abássida e os exércitos da Dinastia Tang da China, pelo controle de extensas regiões da Ásia Central

150 mil árabes e turcos
versus
20 mil chineses

Marca o fim da expansão Tang na região e o ponto extremo no oeste de conquista chinesa
929
Logo após a conquista da Espanha pelos Omíadas, estabeleceu-se lá uma província com capital em Córdoba

Sob controle de Damasco o governador da província recebeu o título de EMIR (comandante, príncipe) ou WALI (protetor, custódia)
Em 756, Abd-ar-Rahman I (transliterado: Abderramão I) se recusou a assumir a autoridade do califa abássida

Ele fugiu por seis anos da perseguição e massacre dos abássidas sobre a família omíada

Ao longo de 25 anos conseguiu conquistar e unificar todo o Al-Andalus sob seu controle e estabeler um emirado, conhecido depois como
Emirado de Córdoba
Existiram idas e vindas no território, dependendo da competência dos emires que sucederam-no

Em alguns momentos, controle inclusive sob partes do norte da áfrica

Em 929, para impor sua autoridade e acabar com os tumultos e conflitos que assolaram a Península Ibérica, proclamou-se
Califa de Córdoba
, elevando o emirado a uma posição de prestígio não só em comparação com o califa abássida em Bagdá, mas também o califa xiita fatímida em Tunis, com quem ele estava competindo pelo controle do norte de África
Enquanto o Emirado de Córdoba dura de 756–929

O Califado de Córdoba dura de 929–1031
1031
Historicamente o Islã se compõe não somente das famílias que controlam o califado, mas também de dinastias importantes que se desenvolveram em algumas regiões sob controle do Islã

Dinastias do Mashriq
: que é uma região ao leste do Egito (Líbano, Egito, Palestina, Jordânia e Síria)

Dinastias do Maghreb
: região noroeste da África, oeste do Egito
Da região do Maghreb as dinastias são:

Muhallabidas 771–793
Rustamidas 776–909
Idrisidas 788–985
Aghlabidas 800–909
Almoravidas 1073–1147
Almohadas 1147–1269
Hafsidas 1229–1574
Marinidas 1258–1420
Wattasidas 1420–1547
Saadis 1554–1659
Alaouites 1660–presente
Estado Idrísida no Marrocos (788)
Os kazares eram um povo turco semi-nômade que criaram o que por sua duração foi o sistema político mais poderoso a surgir a partir da dissolução do Império Turco da estepe ocidental, conhecido como o
Canato Khazar
ou
Cazária

Por cerca de três séculos (618-1048) os khazares dominaram a vasta área que se estende desde as estepes do Volga-Don até a Criméia e o norte do Cáucaso
Montado em um grande artéria de comércio entre o norte da Europa e o sudoeste da Ásia, Cazária se tornou um dos empórios comerciais mais importantes do mundo medieval, comandando as marchas ocidentais da Rota da Seda

Desempenhou um papel comercial chave como uma encruzilhada entre a China, o Oriente Médio e Rússia Europeia
Os maiores estados turcos antigos:

Canato Túrquico ou dos Göktürks (dizem ser um ramo dos Xiongnu)

Canato Avar ou dos Ávaros

Canato Onoq Túrquico Ocidental e o Oriental (quando os Göktürks se dividiram em dois)

Grande Bulgaria e depois o Império Búlgaro

Canato Türgesh, depois Uyghur, depois Kara-Khanid, depois Kara-Khitan, depois Império Mongol
Ocupação do sul da Itália (839)
Anarquia de Samarra (861–870)
Almorávidas no Marrocos (1040–1147)
Califado Fatimida (909–1171)
Kara-Khanids abraçam o islã (932)
Califado Abássida (750-1258)
Emirado/Califado de Córdoba (756-1031)
Califado Fatimida (909–1171)
Império Almorávida (1040–1146)
Califado Almóada (1124–1269)
Império Aiúbida (1171-1342)
1171
Califado Almóada substitui os Almorávidas (1124–1269)
Primeira Cruzada - Jerusalem (1095)
Segunda Cruzada (1145–1149)
Terceira Cruzada (1189–1192)
Império Aiúbida - Saladino (1171-1342)
1342
Ocupação de Delhi pelo islã (1194)
Mongois saqueiam Bagda (1258)
Fim do califado Abássida (1258)
Califado Rashidun (632-661)
Sultanato Mameluco (1250-1517)
Fim do califado Abássida (1258)
Berke Khan se converte ao islã (125?)
1517
Estados ou reinos que sucederam o Império Mongol (1206–1368) na Europa, Ásia Central e Oriente Médio:

Canato Chagatai (1225–1670)
Horda de Ouro (1240–1502)
Ilcanato (1256–1335)
Em 1207
Em 1240
Em 1270
Império Otomano (1299–1923)
1923
Em 630
Em 640
Em 643
Em 651
Em 711
Qual o caminho para resolver um problema sucessório numa sociedade marcadamente dividida?


Em um contexto de forte expansão territorial, qual o problema mais evidente que surge disso?



China e extremo oriente
Aspectos preliminares

Contexto geográfico e cultural

Periodização e cronologias

China Medieval? China feudal?

Zhou, Qin e Han
A China não é um bloco monolítico
: com uma cultura homogênea, uma história linear, um povo, etc.

Não confundir a História com a Mitologia da China
: no geral, as pesquisas tem confirmado a mitologia, mas é melhor manter um distanciamento crítico

Cuidado com o determinismo geográfico
: muitos autores vão por essa linha; é bom tomar um certo cuidado com isso e ter sempre uma visão crítica de qualquer determinismo

Pensar nos contatos culturais com outros povos vizinhos
: a China é continental, por isso travou contato com povos muito distantes

Relativizar os termos "medieval" e "feudal"
: a história chinesa é própria e a utilização desses termos é meramente facilitador para ocidentais compreenderem e fazerem relações
Algumas características geográficas podem ser depreendidas da visualização dos mapas

Essas características geográficas impõe consequências:

QUAIS?
Uma das consequências principais da geografia da região se dá na forma como as populações, os movimentos demográficos, as linhas de conquista territorial, etc., ocorrem
O contraste entre o Norte e o Sul

Quem sobrevoa vê duas regiões bem distintas:

Norte
: seco, mas verde
Sul
: plantações de arroz, alagado

A chuva, o solo, a temperatura e a forma como a terra é explorada geram contrastes gritantes
Contrastes culturais

Línguas e dialetos
Costumes e tradições
Gastronomia
História
Unidade política

Apesar da diversidade e dos contrastes, o subcontinente permaneceu unificado politicamente, devido a um estilo de vida e a um sistema de governo enraizado milenarmente
O ser humano na natureza

Estilo de vida condicionado e limitado pela escassa oferta de terra fértil e pela sua utilização

Interdependência entre a densidade populacional e o uso intensivo do solo
Diferenças entre o Ocidente e o Oriente extremo

(China, mais especificamente)

Esforço ocidental de tentar se sobrepor à natureza
O homem tem posição central

Adaptação chinesa ao ambiente físico ("o céu nutre e destrói")
A natureza é o palco principal
Yangtze (Chang Jiang, Yangzi, Rio Azul e Iansequião)
Yellow River ou Huang He
Pré-história
: várias culturas que se desenvolvem desde pelo menos 780 mil a.C.

Antiguidade
: Três Augustos e os Cinco Imperadores (mito.), Dinastia Xia (ou Hsia), Dinastia Shang,
Dinastia Zhou

Historiadores comumente dividem a era Zhou em
Ocidental
e
Oriental
O Zhou Oriental é dividido em dois períodos:
Período das Primaveras e Outonos
e
Período dos Reinos Combatentes

China Imperial
: Dinastia Qin (exército terracota, início grande muralha), 18 Reinos, Dinastia Han, Três Reinos, Dinastia Jin, 16 Reinos, Dinastias do Norte e do Sul, Dinastia Sui (grande canal), Dinastia Tang (...)

China Moderna
: República e China comunista
Fengjian
: Na historiografia Ocidental, o período Zhou é usualmente descrito como feudal, pois o recém-descentralizado sistema dos Zhou facilita comparações com o sistema medieval europeu

Entretanto, historiadores debatem acerca do termo feudal; surgido e utilizado dentro de um contexto puramente e especificamente europeu, e portanto, o termo mais apropriado para classificar o sistema político de Zhou seria da própria língua chinesa:
sistema Fengjian
A amálgama de cidades-estado em Zhou tornou-se progressivamente centralizada e estabeleceu crescentes políticas impessoais e instituições econômicas

Estes desenvolvimentos, que provavelmente ocorreram no período Zhou tardio, manifestaram-se em grande controle central sobre os governos locais e em uma taxação agrária rotineira
1000 a.C.
700 a.C.
300 a.C.
220 a.C.
210 a.C.
200 a.C.
O vilarejo: família e linhagem

Maioria camponesa
Instituições sociais e normas comportamentais
Sistema familiar (unidade social)
As crianças, o pai, a mulher
O contraste entre a China e a Ásia interior

Vilarejos chineses
Nomadismo pastoral dos planaltos do interior

Regiões não-chinesas da Ásia interior = 56 minorias étnicas que formam a China atual (mongóis, tibetanos, manchús)

Cultura do arroz ou dos cereais -- cultura dos rebanhos (carneiro, cavalo, cabra, gado, camêlo)
Zhonghua minzu
é o termo para "nação chinesa" ou "raça chinesa", utilizado na construção dos movimentos nacionalistas chineses do século XIX e XX

No século XX o termo passou a congregar os Han (91%) e grupos majoritários não-Han: os Man (0,8% - Manchus), Meng (0,4% - Mongóis), Hui (0,8% - grupo étnico islâmico), Zang (1,2% - Tibetanos)

Shaoshu minzu
é o termo para designar as minorias étnicas

Uyghur, Miao, Yi, Tujia, Dong, Kazak, etc. (56!!!)
Autocracia

Outra característica importante da China antiga e imperial é o modelo autocrático que lá se desenvolveu

É um modelo que assume diferentes graus e várias formas

Pode ser definida, no máximo, como a capacidade de um governante impor sua vontade sobre o Estado e a sociedade

No mínimo, a autocracia está acima da lei, constitui-se em lei, fazendo leis específicas, mas não se submetendo a elas
A dominação Zhou envolveu também um
processo de aculturação
dos povos submetidos: escrita, rituais e admistração

Regiões vizinhas: povos seminômades no norte, nordeste e noroeste - tribos no sul

É no período dos Zhou que é introduzida a
metalurgia do ferro
(aprox. entre 600 e 500 a.C.) - Embora os Xia, Shang e Zhou sejam consideradas as três dinastias da idade do bronze
Convivência com diferentes culturas
: "Em suas origens, a pequena tribo dos Zhou interagiu com nômades no norte e com o povo prototibetano Qiang no oeste.
Logo aprenderam a tolerar e trabalhar com povos de diferentes culturas
" - J.K. Fairbank

Importância do Estado
: "O Estado, desde o começo, foi o poder central da sociedade chinesa, e o comportamento exemplar, os ritos, a moralidade e a doutrinação sempre foram considerados, na China, como meios de governo" - Stuart Schram

Monopólio da violência
: Acrescenta Fairbank: "além dessas funções litúrgicas, o governante monopolizava o uso da violência militar"
É com os
Zhou
que a China emerge como um
Estado unificado
: ao menos, é o que as fontes evidenciam até o momento

Logo o poder dos Zhou se expande para as várias direções do subcontinente chinês, através da implementação do que ficou conhecido como "
rede feudal
"

* Filhos dos governantes Zhou controlavam os estados vassalos

* Regime contratual

* Mandato celestial: estabelecia critérios morais para a manutenção do poder
A questão das dinastias tem uma importância fundamental na História da China:

* como na Europa, o parentesco formava uma
rede de apoio
ao detentor do poder (ou a um rival)

* estipulava um princípio pelo qual se dirimia a questão da
sucessão do poder

Mas em nenhum lugar uma dinastia reinou em um Estado tão amplo e nem monopolizou tanto o poder central
Com o passar do tempo, acabaram se formando espécies de "estados familiares": algumas grandes famílias conseguiam burlar o imposto territorial e colocar sob sua tutela outras famílias

Em 771 a.C. a casa Zhou mudou sua capital mais para o Leste (inaugurando a dinastia Zhou do Leste)

O poder dos Zhou já estava sendo minado aos poucos pelo crescimento de vários Estados familiares fora do seu controle

No período da
Primavera e Outono
(entre 722-481 a.C.) existiam cerca de 170 desses estados, cada um deles com uma capital murada
Esses estados construiam redes, ligavam-se uns aos outros, formavam alianças, um absorvendo o outro

Na era dos
Reinos Combatentes
(403-221 a.C.) somente sete grandes estados restavam, a maior parte no norte da China

A guerra era uma cerimônia religiosa em si, envolta em rituais de adivinhação, rezas e juramentos
Durante esses períodos havia também uma ânsia geral por paz e ordem: é donde
surgem os filósofos
para fornecer as bases teóricas para o período

A violência inspirou os filósofos do Zhou tardio, que atuavam como consultores da busca pela antiga idade do ouro

Confúcio
(551-479 a.C.) e seu discípulo
Mêncio
(372-289 a.C.) eram membros de um númeroso grupo de pensadores da época

* As chamadas "cem escolas" dão uma ideia da quantidade
* Foram contemporâneos de Buda, Platão e Aristóteles
* Alguns chamam de "idade axial", quando formas básicas do pensamento foram estabelecidas nessas primeiras civilizações
Na medida em que as rivalidades se acirravam começaram a surgir os ingredientes de uma nova ordem que levaria à unificação dos Reinos Combatentes

* Uso de exércitos de infantaria nas regiões montanhosas
* Uso de ferro em armas e ferramentas (aumento da produção, comércio e exércitos)
* Uso do cavalo na guerra (tribos não-chinesas da Ásia Central forçaram o uso)

O crescimento mais significativo ocorreu no reino de Qin (é o grupo do auto-intitulado "primeiro imperador", Shi huangdi - documentário)
Em 221 a.C. o reino Qin derrotou todos os outros e unificou a China novamente

O Primeiro Imperador dividiu o império em 36 capitanias (jun), cada uma subdividida em vários condados (xian)

junxian
--> termo empregado para governo burocrático centralizado
fengjian
--> descentralizado ou feudal

Logo após a morte do Primeiro Imperador, seu império se desintegrou rapidamente
Os Han aprofundaram a burocratização do Estado, inaugurada pelos Qin

* Dividiram ainda mais as capitanias, reduzindo seu tamanho e o tamanho de suas cortes

* Ampliaram e mantiveram a ampla rede de estradas e canais
* Expandiram o uso dos correios
* Inspetores regionais: relatórios sobre a administração local
Os Han governaram por quatro séculos, sendo que neste período a China assistiu a várias transformações

* Tentativa de monetarização da economia
* Operação de monopólios pelo governo (sal)
* Aumento demográfico
* Crescimento das propriedades, em detrimento do empobrecimento dos camponeses - que viravam arrendatários
* O crescimento econômico estimulou o comércio exterior e a expanção militar
* Desenvolvimento da metalurgia do ferro
Os Han estabilizaram as fronteiras em várias direções, mas no norte e noroeste estas permaneceram frágeis

Principalmente devido aos Xiongnu

A política que mais persistiu foi a da diplomacia apaziguadora
Fairbanks distingue três tipos de confucionismo:

Confucianismo original
: de Confúcio, Mêncio, etc.

Confucianismo secular
: ética pessoal que se desenvolve no período Song

Confucianismo imperial
: mais político, burocrático e legalista - fundamento para os Zhou, Qin e Han - busca da ordem, moral do governante

Difundido socialmente, uma espécie de filosofia de vida popular, era o Taoísmo de Laozi (ou Lao Tsé)
J.K. Fairbanks - China: uma nova história
Glaciares das montanhas de Tanggula - fonte
O que de mais importante pode se extrair dessa discussão sobre o desenrolar histórico do islã?


Aspectos mais gerais, estruturais...
O que de mais importante pode se extrair dessa discussão sobre o desenrolar histórico da civilização "chinesa"?


Aspectos mais gerais, estruturais...


Toda a região em verde é considerada Oriente Próximo (ou ainda Oriente Médio)
Porque estudar a história de Bizâncio?

Porque Bizâncio se desenvolveu tanto?

Quais as razões para a separação Oriente/Ocidente?

Como se deu a (re)fundação de Constantinopla?

Onde é possível observar a originalidade cultural bizantina?

Qual o papel de Constantino em relação à Bizâncio e quais as consequências imediatas da sua morte?
Periodização da História bizantina
(depende do historiador)

Em geral, as marcações são as três épocas distintas de soerguimento e restauração:

1. Após as invasões bárbaras do século V

2. Após as invasões árabes e eslavas do séc.VII

3. Após as invasões cruzadas ocidentais do séc. XIII
Quais são as grandes forças organizadoras que Bizâncio legou ao mundo moderno?

Porque há tantas reticências no ocidente em aceitar o legado bizantino?

Quem foi e quais foram as ações tomadas por Diocleciano?

O que moveu a decisão de Constantino de mudar a capital para Bizâncio?

Como poderia ser caracaterizada a Teocracia bizantina?

Qual a importância do crescente fértil para os territórios sob domínio de Bizâncio?
Quais os grandes fatos em torno do governo de Justiniano?

Como se deu historicamente a organização dos partidos políticos em Bizâncio?

O que era e qual o poder que detinha o Basileus?

Sobre a economia bizantina, descreve-a

Como se organizava socialmente Bizâncio e qual era o papel dos eunucos?

Qual era o papel do Hipódromo na sociedade bizantina?
Tarefa para próxima aula
(trabalho em grupo)

Pesquisar os temas ao lado e preparar discussão para mesa-redonda

Apresentar
o tema de forma bem sucinta e
Debater
os demais temas apresentados
TEMAS: Religiões Orientais

Movimento iconoclasta
Nestorianismo e a Igreja do Oriente
Monofisismo e o Monotelismo
Controvérsia ariana e o Arianismo
Igreja Ortodoxa e o Cisma do Oriente
Os drusos
Religiões Dármicas
Religiões Iranianas
Religiões Taoicas
ATIVIDADE FINAL - PRIMEIRA PARCIAL
Escolher seis questões para responder
NOITE
MANHÃ

Como é relação entre o Islã e Bizâncio no século VII?

Qual a importância da Batalha de Poitiers?

Como era Meca em 570, ano de nascimento de Maomé?

Sobre as religiões e cultos pré-islâmicos, como eram?

E sobre a importância de Meca, assim como das organizações tribais, como isso se dava?

Quem foi Carlos Martel e qual sua relação com o Islã?
Porque o mundo ocidental cristão nutriu tanto desacordo para com o islã?

Qual imagem se construiu de Maomé e do próprio islamismo nos séculos após o surgimento do Islã?

Quando e a partir de que bases começa-se a mudar a imagem do islã e de Maomé no Ocidente?

O que pode se dizer sobre o
alcorão
, sua estrutura e sua recepção pelo mundo ocidental?

No que diz respeito aos
hadith
e a
sharia
, o que se pode comentar? E sobre as escolas de interpretação legal?

Qual o papel da interpretação individual no islã e, além disso, qual o papel do misticismo?
Quais os grandes fatos em torno do governo de Justiniano?

Como se deu historicamente a organização dos partidos políticos em Bizâncio?

O que era e qual o poder que detinha o Basileus?

Sobre a economia bizantina, descreve-a

Como se organizava socialmente Bizâncio e qual era o papel dos eunucos?

Qual era o papel do Hipódromo na sociedade bizantina?
ATIVIDADE FINAL - SEGUNDA PARCIAL
Escolher cinco questões para responder
A partir do novo califado, as conquistas passaram a ser mais pausadas, mas ainda assim, irresistíveis
Período imperial e de universalização (661-750)
Califado Omíada (661-750)
Período de Maomé
Período Rashidun
Período Omíada
Período de Maomé
Período Rashidun
Período Omíada
Período Omíada
REVISÃO
: Os partidários de Ali, chamavam-se
shias
(ou também, xiitas): defendiam que a sucessão de Maomé deveria se dar por se descendentes diretos

O confronto com os partidários da "aclamação" do califa se dá forma mais patente no reinado de Otman

E eclode quando este califa é assassinado e Ali assume como quarto califa em circunstâncias comprometedoras

Ali seria também assassinado em 661 e seu filho Hassan renuncia de qualquer pretensão

O Xiismo, após isso, tornaria-se uma seita religiosa e seria responsável por dois momentos de guerras civis no Islã
O período foi de expansão e consolidação internas, graças à
pax islâmica

As fronteiras externas estagnaram sua expansão
Capitais do Islã

Até 657 - Medina

657 a 661 - Kufa (Ali)

661 a 750 - Damasco (Omíadas)

762 - Bagdá (Abássidas)
A grande mesquita de Samarra
(Iraque)
Mesquita de Kairoan
(Tunísia)
Mesquita de Ibn Tulun (Cairo)
A partir do século IX, começaram as invasões de povos nômades, quando o Islã já havia perdido sua unidade política e o seu brio militar

A começar pelos turcos ao longo do século IX, com expanção no XI (Ásia ocidental, central e Ásia menor)

Tribos árabes do Saara e bérberes no oeste africano

Os mongóis no século XIII, depois com Tamerlão no XIV e XV
A partir dos anos 1500 não havia mais a menor esperança de uma volta à unidade política do mundo islâmico

O califado universal éra um tema exclusivo de pensadores políticos e sonhadores

Dois eram os centros de poder que se destacavam sobre todos os outros: EGITO -
SULTANATO MAMELUCO
e o
IMPÉRIO OTOMANO
Em outros lugares, o poder estava espalhado em diversos sultanatos

Além disso, junto com a dispersão do poder político, vinha também uma cada vez mais aprofundada diversificação cultural

Duas grandes culturas dividiam os muçulmanos: a
CULTURA ÁRABE
(predominante no Egito, África e entre os mercadores dos mares do sul) e a
CULTURA PERSA
(difundida entre os grandes impérios continentais criados pelos turcos)
A fim de dar mais clareza, é importante notar o islã se desdobra historicamente em diferentes ramos, escolas, tradições e movimentos

Alguns aceitam-se mutuamente, outros não

Três são as mais tradicionais escolas de discussão (que se dividiram em diferentes tradições e movimentos):

Escolas de jurisprudência
Escolas de teologia

Ordens Sufis (ou sufistas)
Os três maiores braços ou ramos do islã, que em sua origem discordaram da sucessão de Maomé

Sunismo
Xiismo
Karijismo
> que depois passa a se chamar
Ibadismo
Escolas de jurisprudência
:

Sunitas
: Hanafi, Maliki, Shafi'i, Hambali e Ẓāhirī

Xiitas
: Ja'fari (ou Imāmī), que depois se dividiu em dois ramos: Usuli e Akhbari (são as maiores escolas)

Ismaelismo e Zaidismo (são escolas menores)

Ibaditas
: escola de interpretação bem simples
Escolas de teologia
:

Sunitas
: as principais tradições teológicas são: Ilm al-Kalam (que se divide em Ash'ari e Maturidi) e a Tradicionalista

Xiitas
: Teologia dos 12 Xias, Ismaelismo (que se divide em Nizari, Druze e Mustaali), Ghulat, Zaidismo

Nas duas tem escolas dos tempos mais recentes
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