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Atualidades (1) Atentados na França

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by

Nivaldo Jorge

on 1 May 2015

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Transcript of Atualidades (1) Atentados na França

Professor Nivaldo
Colégio Energia Palhoça

Atualidades - Tema 1
Atentados na França









O dia 7 de janeiro de 2015 foi marcado por um atentado que matou 12 pessoas e deixou 11 feridos na redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris.

Foi o pior ato terrorista registrado na França em meio-século.
Dois homens vestidos de preto, encapuzados e armados com fuzis automáticos abriram fogo na redação d semanário Charlie Hebdo, em plena reunião de pauta, aos gritos de "Allah akbar" (Alá é grande).
Por dois dias, a polícia perseguiu os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, de 32 e 34 anos, nascidos em Paris, de pais argelinos.
Amedy Coulibaly, que reivindicou uma ação coordenada com os irmãos, matou uma policial municipal no dia 8 e, um dia depois, quatro pessoas em um supermercado judaico no leste da capital.


Os três suspeitos dos ataques em Paris foram abatidos em cercos policiais no dia 09 de janeiro.
Os episódios geraram uma série de manifestações contrárias e também favoráveis no mundo inteiro.
Eles podem ser analisados a partir
de variadas visões. Vamos elencar algumas:
a) Aumento da islamofobia e da xenofobia:
Apesar do discurso de união que paira entre os franceses, a comunidade muçulmana tem observado um aumento do número de casos de islamofobia, que vão desde ataques a templos religiosos até ameaças nas ruas.
Os líderes da direita usam o ataque em Paris como munição para seus discursos cada vez mais inflamados contra a imigração e, sobretudo, contra os muçulmanos.

Em uma Europa onde os movimentos de extrema-direita vêm ganhando espaço, principalmente depois da crise financeira iniciada em 2008, o risco dos discursos com forte conteúdo islamofóbico tende a polarizar ainda mais as sociedades.
Depois do atentado de Paris, o movimento anti-Islã europeu procura conquistar mais adeptos advertindo sobre o aumento do perigo que paira sobre a Europa. O termo "cavalo de tróia" é cada vez mais utilizado.
Na Alemanha, a principal plataforma desse movimento, o Pegida (Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente), que começou a se manifestar há três meses, afirmou que vai ampliar a luta contra o perigo do islamismo na Europa.
Aydan Özoguz, encarregada do governo alemão para a integração das minorias, disse que o anti-islamismo é perigoso porque é mais forte exatamente onde vivem poucos muçulmanos, como no Leste, onde os alemães têm uma imagem carregada de preconceitos que pouco tem a ver com a realidade.
— A falta de contato é o principal motivo — afirmou Özoguz.
b) Discussão sobre a liberdade de imprensa
O massacre de 07 de janeiro no jornal satírico francês "Charlie Hebdo" trouxe à tona o debate sobre os limites da liberdade de imprensa e o direito de ofender.
As críticas vem ocorrendo desde 2006, quando o "Charlie Hebdo" ficou mundialmente conhecido por republicar charges cômicas retratando Maomé e ser alvo de críticas e ataques de grupos islâmicos fundamentalistas.

A partir daí, a revista adotou como tema central de seu trabalho o Islã.
A satirização do Islã tornou-se tão importante na linha editorial quanto a ridicularização do fascismo e das perversões do capitalismo, rendendo várias primeiras-páginas do Charlie Hebdo e ataques contra a redação, incluindo um atentado contra sua sede em 2011.
Ao mesmo tempo, a quase totalidade dos órgãos de comunicação do Ocidente apoiaram de forma inequívoca o "Charlie Hebdo", que não apenas ri do Islã, como também do cristianismo e do judaísmo, além dos políticos de qualquer bandeira.
Em um editorial publicado pouco depois do ataque, o jornal britânico "The Guardian" disse: "A chave é a seguinte: o apoio ao direito inalienável de uma publicação formular seus próprios julgamentos editoriais não te obriga a fazer eco destes julgamentos".
O certo é que os desenhos do "Carlie Hebdo" reforçaram, nos últimos anos, a linha conservadora da política francesa contrária aos imigrantes.

Mesmo que seu foco principal fossem os fundamentalistas, diversas retratavam muçulmanos genericamente como terroristas.
Deve ficar claro que o "Charlie Hebdo" é um veículo de comunicação de extrema-esquerda.
A origem política e artística dos principais nomes do veículo remonta aos protestos de 1968 na França.
A linha sistemática de sátira do Islã fez com que o "Charlie Hebdo" fosse alvo de críticas por parte da esquerda francesa.
Isto aconteceu porque na tentativa de satirizar o Islã muitas charges acabaram deslizando para o racismo e a islamofobia, servindo principalmente de material aos grupos próximos à família Le Pen e sua campanha xenófoba na França.
Jornais da Rússia, China, Malásia e de outros países criticados por reprimir a liberdade de imprensa em diferentes níveis disseram que o "Charlie Hebdo" cometeu um erro ao publicar charges que podem ser interpretadas como ofensivas por muçulmanos.
Para muitos, o atentado contra o pasquim francês era uma tragédia previsível e anunciada, visto que a linha editorial do jornal insistia em publicar charges racistas e que incitavam o ódio e preconceito contra os muçulmanos.
Em 2006, o jornal foi criticado por reproduzir uma série de caricaturas de Maomé. Em 2011, a redação sofreu um ataque depois desta charge, onde o profeta diz na capa: ‘cem chicotadas se você não morrer de rir’.
Depois que uma sede do jornal foi incendiada em Paris, por conta das caricaturas de Maomé, o veículo publicou uma imagem de um muçulmano e um cartunista se beijando. A capa diz: ‘o amor é mais forte do que o ódio’.
Em setembro de 2012, o jornal ilustrou a capa com um rabino empurrando um muçulmano numa cadeira de rodas, fazendo uma alusão ao filme ´Os Intocáveis’. Na capa, o debilitado diz ao outro: ‘não zombe’.
Uma das capas de dezembro de 2014 mostra uma ilustração de Virgem Maria dando à luz, acompanhada da frase: ‘a verdadeira história do menino Jesus’
c) Por que o ataque ao "Charlie Hedbo" gerou mais comoção do que duas mil execuções na Nigéria.
Na Nigéria, mais de 2 mil indivíduos perderam suas vidas, mas ao contrário do que houve na França, a mobilização internacional foi consideravelmente tímida.
A cobertura e a reação das pessoas ao redor do mundo aos dois atentados, demonstra
como a vida de um ser humano tem valor diferente de acordo com sua nacionalidade.
Não houve grande comoção com o ocorrido na Nigéria devido ao pensamento de que guerras e violência são comuns, ou até mesmo naturais, em países do Oriente Médio, África, Ásia e América do Sul.
Tal forma de pensar se assemelha a algo como: “as mortes na Nigéria não são tão trágicas quanto as na França, pois lá essas coisas acontecem o tempo todo.
Portanto, é de se imaginar que os nigerianos estejam acostumados com isso”.
Na França, minorias enfrentam preconceitos e são marginalizadas da sociedade, contribuindo para surgimento de grupos extremistas e violentos.

Na Nigéria, o Boko Haram surgiu com muçulmanos do Norte do país que viviam na pobreza e eram excluídos social e politicamente.

Ademais, assim como na França, a maioria dos muçulmanos não apoia o grupo terrorista nem suas ideias de instaurar a Lei da Sharia no país.
Na Nigéria, nos dias que seguiram o massacre na cidade de Baga, o Boko Haram intensificou seus ataques, tendo inclusive utilizado crianças amarradas em bombas para explodir um mercado.

Preocupados como fluxo de refugiados, países vizinhos como Chade, Camarões e Níger exigiram medidas severas do governo nigeriano no combate ao grupo terrorista e mobilizaram-se para proteger suas cidades fronteiriças.
Seja #JeSuisCharlie ou #JeSuisAhmed, milhões de nós, aparentemente, nos vemos como parte da tragédia em Paris.
Não é assim para as mortes em Baga. Nós não sabemos os nomes dos pais que se sacrificaram para salvar seus filhos, ou aldeões que abrigavam famílias que fugiam. Além de Abubakar Shekau, líder do Boko Haram, sabemos pouco sobre os homens que se tornaram esse exército brutal ou suas queixas contra o governo nigeriano.
“Tudo para conseguir clientes”.
“Outra eleição fraudada”
"Soltem-me, eu também quero votar!"
Mais charges em:
http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/publicacoes-polemicas-da-charlie-hebdo-sobre-o-isla-2015
Ou em:
http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/charges-provocativas-da-charlie-hebdo-2015
Globo News - 6 minutos
Site Terra - 3 minutos
http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/onu-condena-ataques-do-boko-haram-na-nigeria/3890575/
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