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A poesia em "Miguilim", de João Guimarães Rosa

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by

juju BoO

on 24 October 2014

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Transcript of A poesia em "Miguilim", de João Guimarães Rosa

A POESIA EM
De JOÃO GUIMARÃES ROSA
ANÁLISE DE ALGUNS TRECHOS DA OBRA
“Um certo Miguilim, morava com sua mãe seu pai e seus irmãos,
longe, longe, longe daqui
...“ (pág 27)
“Muito bonito, Miguilim,
uai
.”(pág 29)
“Tantos cachorros. Gigão
o maior, maior
...” (pág 33)
(Cantiga folclórica, repetições e ritmo).
Mulher- a-tôa
é que os homens vão em casa dela e ela quando morre vai para o inferno. (pág 48)
“D
o
u, b
o
t
o
b
o
m”. (pág 53)
“E agorinha, agora, que ele carecia tanto.” (Pág. 63)
“Menino,

eu te amostro
.” (Pág 69)
“Eu vou e vou e vou e vou e volto!
Porque se eu for
Porque se eu for
Porque se eu for
Hei de voltar”. (Pág 79)
Grupo:
Francys Thaylla Marques Gomes
Juliana Maria Ramalho Rodrigues Diniz
Mariana Christina Pereira de Oliveira
Raquel Linhares de Souza
Thatiane Cristina da Silva Marques

PUC Minas - Coração Eucarístico - ICH
Curso de Letras - 2º Período - 2º semestre de 2014
Disciplina: INTRODUÇÃO À LEITURA DO TEXTO LITERÁRIO/POESIA
Professora: Márcia Marques de Morais

Introdução
Guimarães Rosa, nas primeiras edições do livro, ainda com o nome “Corpo de Baile” (1956, 2 volumes) na página introdutória, apresenta a indicação de "Sete Novelas", sob título principal: no índice do primeiro volume, a obra vem definida como "poema"; no índice remisivo final, o autor atribuiu-lhe a designação de "romance". Parece-nos que, propositadamente, quis evitar rotulações limitadoras a sua obra, preferindo que “Campo Geral” abrisse horizontes novos, perspectivas amplas e mais universalizantes, fugindo às classificações tradicionais.
A obra apresenta organicidade, aproximando-se da estrutura do romance:
Núcleo central narrativo entremeado de digressões, descrições e dissertações inseridas;
Aprofundamento psicológico principalmente na caracterização de Miguilim, personagem com densidade emotiva para a qual convergem as demais células dramáticas da narrativa (a insatisfação existencial da mãe, o ciúme e a brutalidade mal contida do pai, a trajetória épica e trágica de Dito...);
Por outro lado, tal como ocorre nas novelas, o enredo compõe-se de uma sequência de ações desencadeadas a partir do relacionamento da personagem principal com as pessoas com as quais convive;
A narrativa interrompe-se com a sugestão da partida do menino, num caso típico de final aberto.
O estilo impresso em imagens originais e de grande efeito poético, entremeado de aliterações, onomatopeias, ritmo característico, trabalho artesanal e sugestivo com a linguagem, aproxima a prosa da poesia, atribuindo características de "poema".
“Campo Geral” é uma narrativa profundamente lírica, que traduz a habilidade de Guimarães Rosa para recriar o mundo captado pela perspectiva de uma criança. Se a infância aparece com frequência nos textos roseanos, sempre ligada à magia de um mundo em que a sensibilidade, a emoção e o poder das palavras compõem um universo próximo ao dos poetas e dos loucos, é em Miguilim que essa temática encontra um de seus momentos mais brilhantes e comoventes.
É uma espécie de biografia de infância, que alguns críticos afirmam ter muito de autobiográfico.

(Repetição, ênfase na distância do local, representação de um pensamento infantil de ampliar esse distanciamento, lembrança ao tom de uma fábula)
...” E subia um punhado
d’água
.”
...”
Qu’é
- de sua mãe, Miguilim?”
...” Ei ela! Corre gente, por tudo
p’ra
dentro.
Olh’as
”...( Pág 43)
(Fusão de sons)
“Dia era de domingo! “ (pág- 29)
(Dicção das pessoas da roça.)
(Expressão regional- Minas)
“Os
cabritinhos
viajavam dentro, junto com a gente, berravam pela mães deles, toda a vida...” (pág- 31)

...Mas então
pobrezinhos
de todos, queriam...
(pág 31)
(Os diminutivos expressam dimensões vistas por Miguilim).

(Repetição)
...”Ele
esticava, rapava
, com as patinhas...Depois
virava, rolava
de costas,
pulava... fechava
a boca até ria.” (Pág 34)
(Trabalho verbal; transmitir a experiência nova na sutileza da observação de Miguilim. Uso do pretérito imperfeito, um passado contínuo).

Minha cuca, cadê minha cuca
...”
(pág- 35)
“Mãe está
soluçando em pranto, demais da conta
.”
(pág 35)
(Metáfora de chorar muito; regionalismo).
“Miguilim
entendeu tudo tão depressa que custou
para entender
...” (pág36)
(Contraposição. O é e o não é na obra de Guimarães).
“...
dansava
mocinha... (pág 40)
“... Miguilim a
dansa
de hoje é das valsas.” (pág 77)
“Agora voltava, mas ouviam a voz do tio Terêz, entrando
voroço
, dos cachorros...” (pág 40)
“Ei Migulim, você hoje é que está alçado... de
pelourim
?” (pág 40)

“...onde eles moravam
sozim
...” (pág 40)

“Gaturamo que era de todos o mais
menorzim
.” (pág 60)
“...
v
ento te le
v
a...
V
em

v
er lá na frente....os coqueiros
v
erga
v
am, as fieiras de coqueiros
v
elhos que dobra
v
am...” O
v
ento...
v

v
...,
v

v
... asso
v
ia
v
a.
“ Em nome do Padre...” (pág 46)

“Viva Maria zela de graça, pega ne Zesué no saco de mombasa...” (pág 46)

(Substituição do S)
“A cachorrada pulava
embolatidos
...” (pág. 40)
(Aglutinação de palavras, junção de duas ou mais palavras com o objetivo de formar uma terceira palavra e uma delas ou as duas sofrerão alguma mudança na sua forma, ganhando ou perdendo letras, fonemas ou morfemas. Com isso há criação de novas palavras, pulavam
agitados –Embolar/Latidos).
(Uso de gíria- voroço: alvoroço, agitação dos canhorros).
“Mas agora Gigão parava ali
bebelambendo
água na poça...” (pág 66)
(Aglutinação de palavras; Bebe/Lambendo;criação de palavras)
(Universo infantil; diminutivos;
relação do sufixo -im com o própria terminação de Miguilim)
(Repetição do V; Aliteração, som do vento; onomatopeia...)
Magníficat
–(Pág 45)
(Termo erudito- cântico entoado frequentemente na
liturgia dos serviços eclesiásticos cristãos).

Plebeísmo (Uso inadequado de palavras)
-
Porqueando
(pág. 46)

-
Insofria
(Pág. 30)
(Criação de Novas Palavras)
(Gíria- Sentido dessa expressão de mulher prostituta)
“Era uma
luz dentro de outra, dentro doutra
, dentro outra
, até não tem fim.” (pág 52)
(Interioridade, perda de letras/ fonemas)

Dinheirozinhozinhozinho
” (pág 52)
(Eco, sonoridade)
(Fala de Seo Deogracias, medicamento para héctico; aliteração)
“Daí
viu
, os
olhos
dele
vendo
:
viu
- nada.” (Pág 61)

... aí fumaça estipava os
olhos
de Miguilim.” (Pág 62)
(Palavras relacionadas ao olhar de Miguilim- Psicologicamente e fisicamente.)
“Fumaça percura é formosura.” (Pág.62)
(Plebeísmo)
(Expressividade do uso do diminutivo).
“ Deix’ de, ir, Dito. Ele vai
amarrar o gato
. (Pág. 65)
(O termo significa ir ao banheiro)
“Fumaça pra lá, dinheiro pra cá (Pág 62)
(Provérbios sertanejos- Dito popular)
(Arcaísmo- Modo antiquado)
O
oôo
das vacas... (Pág 74)
(Sonoridade)
“Touro do demônio, sem raça
nenhuma quase
.”
(Pág 68)
(Inversão de palavras)
(Posição dos versos, repetições, movimento de vai
e vem; ir e vir; após a cura de Miguilim; incertezas)
“- Tratem com os
açúcras

este homenzinho nosso.... (pág. 79)
...“
D
e já,
t
inha um
b
oi vermelho,
b
oi laranjo, es
b
arra
d
o
d
e
b
aixo
d
o al
t
o
t
am
b
oril.
T
an
t
as cores! A
t
roado, grosso, o môo de algum outro
b
oi. O
D
ito en
t
ão
b
oiava.” (pág. 85- 86)
...”Miguilim, hoje é dia de São Gambá: é de branco perder e preto ganhar.” (Pág 87)

Vagalume, lume, lume, lume
, seu pai, sua mãe...” (pág 90)
“Mãe, que é que é o mar, Mãe? Mar era longe, muito longe dali, espécie duma lagoa enorme, um mundo d’água sem fim, Mãe mesma nunca tinha avistado o mar, suspirava...(Pág. 91)
...”tinha de ser
lealdoso
,
obedecer com ele mesmo”...

O
Pat
o
r
í
mat
o
u algum
o
utr
o
, anda s
o
lt
o
d
o
id
o
p
o
r a
í
.” (Pág 100)
“Cuíc- cc’- kikikik"...
( pág 111)

Todo
s
os dia
s
que depoi
s
vieram, eram tempo de doer. Miguilim tinha
s
ido arrancado de uma porção de coi
s
a
s
, e e
s
tava no me
s
mo lugar. Quando chegava o poder de chorar, era até bom- enquanto e
s
tava chorando, parecia que a alma toda
s
acudia, mi
s
turando ao vivo toda
s
a
s
lembrança
s
, a
s
mai
s
nova
s
e a
s
muito antiga
s
. Ma
s
, no mai
s
da
s
hora
s
, ele e
s
tava can
s
ado. Can
s
ado e como que can
s
ado.
S
ufocado.
” (Pág 122)
“....tudo voltando como antes, para outras horas,
novas, novas
conversas e
novos
brinquedos... acontecer
hoje, depois, amanhã, sempre
. (Pág 122-123)
“Sol a sol... O corpo de Miguilim
doía
, todo
moído, torrado
.” (Pág 127)
“...Miguilim se
enraivecia
, de nada. (Pág 133)
“A roça era um lugarzinho descansado bonito,
cercado
com uma
cerquinha
de varas...” (Pág 81)
“Todos estavam
chorosos
outra vez.” (Pág 144)
(Neologismos)
Você me
ensinanzinho
a
dansar
, Chica?
(Expressão de diminutivo- expressividade; fora da norma padrão).
“O sol
chamachando
” (pág 79)
(Criação de novas palavras)
“Tempo de chuva
envém
.”
(Repetição das consoantes d/ t/ b (aliteração); movimento dos bois).
(Provérbio Sertanejo)
“O Gigão

folgazando
...” (Pág 88)
(Criação de novas palavras)
“Teu
lume, vagalume
...”
Eco, sonoridade, rima;
Vaga: Andar sem rumo;
Lume: luz, clarão, levar a luz.
(Eco)
“Piu, piu...
mão, mão, mão
...
A cachorrada abre o eco, que ninguém tem na
mão
.”
(Onomatopeia, eco, rima)
(Excesso de vírgulas. Pausas/ sentido do lugar em ser longe)
(Derivação- Junção ou subtração de letras ou fonemas formando novas palavras )
Leal+ oso

M
ou
r
ão
,
M
ou
r
ão
, to
m
a este dente
m
au,
m
e dá um dente s
ão
.” (pág 100)
(É um dito popular/ Possui ritmo, musicalidade, repetições de consoantes
e rima).
(Sonoridade, rima e assonância)

Miguilim, Miguilim
, me dá um beij
im
.” (pág 106)
(Rima, sonoridade, ritmo)
“A
gente
vam
os
lá” (Pág 96)
[Sintaxe popular- silepse, concordância ideológica- Gente; Vamos (nós)].
(Onomatopéia, som da coruja).
“Miguilim desentendia de
tudo, tonto, tonto
.”
(Pág 117)
(Ritmo- Miguilim entendia e não entendia)
(Repetição do S. sonoridade de silêncio, solidão.
Com a morte de Dito, O Mutum era vazio, calado, sem graça).

(Repetições e gradação- sequência de elementos num grau de relação).
“... algum sinal do
Dito morto
ainda no

Dito vivo
, ou do
Dito vivo
mesmo no
Dito morto
.” (pág 124)
(Inversão de palavras)
(Gradação de cansaço, dor)
“A alegria de Dito em outras ocasiões
valia, valia
, feito
rebrilho

de
ouro
. “ (pág 74)
(Reinteração na importância da alegria de Dito- metáfora)
“...que era só a gente apanhar um

tiquinho
de terra molhada.” (Pág 133)
(Oralidade, regionalismo; um pouquinho)
(Criação de palavras)

Então, então, dez. Dez dias
, bom, como valesse de ser, dava espaço de, amanhã, principiar uma novena.
Dez dias
.” (Pág 65)
(Uso de muitas vírgulas, ritmo- aflição de Miguilim para que o tempo passar rápido e repetições binárias e ternárias).
(Oralidade nos diminutivos; cercado, cerquinha- pleonasmo)
“Estou
comido
, regalo do corpo e bondade de Deus.” (Pág 82)

“...Dito estava
melhorado
.” (Pág 113)
(Uso do particípio; criação de palavras)
(Derivação- cheio de choros, estar em prato)
Que
alegre é
assim... alegre é assim
... (Pág 151)
(Repetição binária)
Papaco-o-Paco
falava
,
alto
,
falava
.
(Repetições externa)
“O ruim tem raiva do bom e do ruim. O bom tem
pena do ruim e do bom.” (Pág 110)
(Fala de Dito como se fosse um conselho, que como o seu próprio nome indica, (Dito)- dar conselhos; ditos populares).
Metáforas
Lugar de silencio;
Travessia da personagem principal (Miguilim) em relação à infância e a vida adulta. Criando esta contraposição entre as facetas de sua vida.
MUTUM
O-Ó
C
ULOS
Visão ingênua.
Representa o conhecimento, o saber, as novas tecnologias e também a travessia da infância e da vida adulta de Miguilim; a mudança do campo para a cidade; o amadurecimento de Miguilim.
- A miopia representa a metáfora da ignorância, da pequenez no ato de ver as coisas, das incertezas e da visão ingênua e infantil.
Intertextualidade com o conto
“As Margens da Alegria”
Dito e Tomezinho corriam no pátio, querendo pegar , chamavam: “Vagalume, lume, lume, seu pai, sua mãe estão aqui! ...”Minha mãe. O vagalume. Mãe gostava falava, afagando os cabelos de Miguilim:- “ O lûmeio deles é um ascenado de amor...”
(Pág 90- Miguilim)
A relação da luz do vagalume com o amor, o afeto de Miguilim e sua mãe.
“Voava, porém, a luzinha verde, vindo mesmo da mata, o primeiro vagalume. Sim, o vagalume, sim, era lindo!- tão pequeno, no ar, um instante só, alto, distante, indo-se. Era, outra vez em quando, a Alegria.”
(Pág 55- Primeira Estórias)
A relação da luz do vagalume como a alegria que voltara ao menino.
MELOPEIAS
(Cantos rítmicos; Toada doce)
(PÁG 146)
“ A/ma/rro/ fi/tas/ no/ ra/io,
1 2 3 4 5 6 7 x
For/mo as /es/tre/las /em /p
ar
,
1 2 3 4 5 6 x

Fa/ço o/ in/fer/no/ fe/char/ por/ta,
1 2 3 4 5 6 7 8 x
Dou/ ca/cha/ça ao/ sa/bi/
á
,
1 2 3 4 5 6 x

Bo/to/ gi/bão/ no/ ta/tú,
1 2 3 4 5 6 x
Cal/ço es/po/ra em/ ma/rru/
á
;
1 2 3 4 5 6 X
So/ji/go on/ça/ pe/las/ te/tas,
1 2 3 4 5 6 7 X
Mó /de os/ me/ni/nos/ ma/m
ar
!”
1 2 3 4 5 6 X
Estas são falas de Seo Aristeu;
Não possui rimas, mas há uma semelhança nos fonemas;
Há também ritmo.
(Página 147)
Ô/ ni/nho/ de/pa/ssa/r
im
,
1 2 3 4 5 6 x
O/vi/nho/ de/ pas/sa/ri/nh
ar

1 2 3 4 5 6 7 x
Se eu/ não/ gos/tar/ de/ m
im
,
1 2 3 4 5 x
Quem/ é/ ma/is/ que/ vai/ gos/t
ar
?
1 2 3 4 5 6 7 X
Rimas alternadas ABAB.
(PÁG 136)
Meu/ ca/va/lo/ tem /to/pe/te,
1 2 3 4 5 6 7 x
To/pe/te /tem/ meu /ca/va/
lo
.
1 2 3 4 5 6 7 x
Noa/no/ da/ se/ca/ du/ra,
1 2 3 4 5 6 x
Man/dio/ca /tor/ce /no/ ra/
lo
.
1 2 3 4 5 6 7 x

Inversão de palavras no primeiro e segundo verso;
Rimas cruzadas ( segundo e quarto verso);
Ritmo
“Quem/ qui/ser/ sa/ber/ meu/ no/me
1 2 3 4 5 6 7 x
Ca/re/ce /per/gun/tar /
não
:
1 2 3 4 5 6 x
Eu /me/ cha/mo /le/nha/ se/ca,
1 2 3 4 5 6 7 x
Car/vão/ de/ bar/ba/ti/
mão
...”
1 2 3 4 5 6 x
Alternância de 6 e 7 sílabas poéticas
Rimas Cruzadas( segunda e quarto verso)

(Pág 90 e 91)

Um/ ca/va/lo/ se a/ssus/ta/va,
1 2 3 4 5 6 7 x
Com/ me/do /que o/ va/ga/lu/me
1 2 3 4 5 6 7 x
Pu/se/sse/ fo/go/ na/ noi/te.
1 2 3 4 5 6 7 x

Ou/tro/ ca/va/lo/ pa/ta/la/va,
1 2 3 4 5 6 7 8 x
In/co/mo/da/do/ com/ seu/ cor/po/ tão/ i / mó/ vel.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 x
Um/ va/ga/lu/me/ se a/pa/ga,
1 2 3 4 5 6 7 x
Des/cen/do ao/ fun/do/ do/ mar.
1 2 3 4 5 6 x

Trecho da obra transformado em poesia
(Pág 119)
Mi/gui/lim/, vou en/si/nar
1 2 3 4 5 x

o/ quea/go/ri/nha
1 2 3 4 x

eu/ sei/, de/ma/is
1 2 3 4 x


É/ que a /gen/te
1 2 3 x

po/de /fi/car/ sem/pre
1 2 3 4 5 x

a/le/gre, a/le/gre,
1 2 3 4 x

mes/mo/ com/ to/da
1 2 3 4 x

coi/sas/ ru/im
1 2 3 x

que a/con/te/ce a/con/te/cen/do
1 2 3 4 5 6 7 x

Miguilim, Miguilim
de tão só não se sinta não
sempre serás meu mininim
não te quero na sofridão

Agora é hora de lembrar
guardar que nem tesouro
essa lição que tenho a dar
vale muito mais que ouro

Ser feliz feliz vale a pena
tristeza não vale não
se é pra ser feliz
que seja pleno o coração

Poema feito por Mariana Christina
MUTUM
MUTUM
Representa um palíndromo (Lida tanto da direita para a esquerda, como vice-versa);
Palavra Reversível;
Forma da palavra representando o lugar onde se passa a história.
M
Morro
U
Covoão
(Baixada extreita/profunda)
T
A palavra Mutum vem do latim
Mutu
que significa mudo. Ou seja, é um lugar de silencio e, que podemos perceber ser um local, no qual, não se escuta.
U
M
Covoão
(Baixada extreita/profunda)
Morro
Figuras de Estilo
:
Aliterações, Anáforas, onomatopeias, Gradações, Metáforas...
Recursos Sonoros:

(Rimas, ritmo, musicalidade)
Criação de Palavras
Mis
tura de termos do arcaísmo e do popular.
Provérbios,
citações
,
termos eruditos.
Recursos Linguísticos
e
Poéticos na obra
ROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim: (Corpo de Baile). 11. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/eventos/simfop/artigos_v%20sfp/Maribel_Cunha.pdf. <Acesso em 1O de outubro de 2014>

http://valiteratura.blogspot.com.br/2012/01/campo-geral-guimaraes-rosa.html. <Acesso em 8 de outubro de 2014>

http://www.dicionarioinformal.com.br/magnificat. <Acesso em 10 de outubro de 2014 >
Referências:
ROSA, João Guimarães. As margens da Alegria. In: -----.Primeiras estórias. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969.
Análise da 11º edição
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