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aula 1 - teoria do conhecimento

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by

Alexandre Luz

on 2 November 2016

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Transcript of aula 1 - teoria do conhecimento

O que é a Filosofia? - Uma Introdução
ao problema da definição

"a escola de atenas" (Rafael, 1509-10), representando a Academia de Platão
há uma ampla divergência, DENTRO DA ACADEMIA, acerca da definição, dos objetivos, da metodologia daquilo que é chamado de Filosofia
esta não é uma disputa entre teorias filosóficas, ela é uma disputa METAfilosófica

os alunos não precisam (e nem devem) participar destas disputas metafilosóficas, pelo menos num primeiro momento; eles devem, porém, entendê-las
2. o apego à idéia de "argumentação"
algumas características, porém, parecem estar solidamente associadas ao termo "Filosofia"
O que são "critérios apropriados", o que é "boa argumentação"?
isto tem sido refinado e fixado por anos e anos de discussão sobre o exercício da atividade filosófica, um exercício que é feito "de dentro", por aqueles que foram apresentados e que dominam os critérios. Trata-se, pois, de um trabalho endógeno. Por conta disto, "Filosofia" é um nome que está associado a uma COMUNIDADE.
1. O apego à idéia de que a discussão deve ser regida por um dado conjunto de critérios
um curso universitário de Filosofia não serve, por conta disto, para "ensinar a pensar"; ele serve para "ensinar a pensar conforme os critérios estabelecidos pela comunidade filosófica".
o que faz a comunidade filosófica?
ela realiza um grande conjunto de atividades, defende as mais variadas posições, investiga uma
ampla gama de problemas
...
há ampla divergência na comunidade, e a divergência teórica é tratada como algo corriqueiro. Filósofos podem pesquisar as mesmas questões e defender teorias incompatíveis
porém:
o grau de discordância cai consideravelmente quando migramos para o nível metafilosófico
3 grandes categorias de
exercício filosófico
1. O estudo do pensamento dos grandes mestres do passado
2. A Filosofia é o lugar de diálogo com a cultura
Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!
Aristóteles, em seu livro IV da Metafísica, trata de três pontos importantes: (1) da metafísica enquanto ciência do ser enquanto ser, (2) do significado do ser, suas noções e a relação do ser com o um e (3) do estudo dos axiomas: o de não-contradição e do terceiro excluído. Neste último ponto, ele faz uma refutação dos sofistas, especialmente de Protágoras, mostrando que o relativismo destes, principalmente no que concerne o princípio de não-contradição, é insustentável. Ele estabelece os princípios da lógica que devem ser base para qualquer raciocínio que se pretenda coerente.
http://renatosalles.blogspot.com.br/2009/07/comentario-ao-iv-livro-da-metafisica-de.html
3. A Discussão de problemas filosóficos
Neste ensaio discute-se o problema de saber como pode Deus ser onisciente e os seres humanos terem livre-arbítrio. A posição defendida é a de que se Deus existe, então não sabe nem influencia previamente que escolhas faremos e que, portanto, a sua onisciência não é incompatível com o livre-arbítrio (que neste trabalho é usado como sinônimo de liberdade de escolha). Após esclarecer os conceitos de Deus, presciência, livre-arbítrio e eternidade, apresentarei duas concepções mais fracas de onisciência a fim de mostrar que o fato de Deus saber tudo não afeta nossa liberdade de escolha.

argumento geral:
1. Deus é, por definição, onisciente;
2. se Deus é onisciente, então ele sabe o que aconteceu no passado, sabe o que acontece no presente e saberá o que acontecerá no futuro.
3. se Deus sabe o que acontecerá no futuro, então ele sabe, agora, que a frase "o Alexandre irá para o inferno" é V, ou ele sabe, agora, que a frase "o Alexandre irá para o inferno" é falsa.
4. Se a frase é verdadeira, nada irá torná-la falsa; se a frase é falsa, nada irá torná-la verdadeira.
5. Nada que o Alexandre fizer alterará o valor de verdade da frase.
6. Logo, o Alexandre não é livre para determinar, com suas ações, se ele irá para o céu ou para o inferno (ou seja, não existe livre arbítrio)
qual a relação entre os três grandes conjuntos?
porém, a FORMAÇÃO de um bom Filósofo
tipicamente passa pelo contato com os três grandes grupos (e isto explica a grade disciplinar do nosso curso). Eis a razão:
características:

- busca da precisão conceitual, nos termos do autor pesquisado
- busca da reconstrução dos argumentos utilizados pelo autor pesquisado
— NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência, §125.
características:
- apelo a metáforas;
- ausência de argumentos aparentes ou explícitos
Etienne Gilson
e a Teoria do Conhecimento?
Problemas centrais:

o que é o conhecimento?

qual o alcance do conhecimento?

qual a estrutura do conhecimento?

quais as fontes do conhecimento?
sob qual pressuposto metafilosófico?
Objetivos da Disciplina:
1. Oferecer oportunidades para que @s alun@s desenvolvam a
habilidade
de lidar de modo preciso com
conceitos
precisos.
2. Oferecer oportunidades para que @s alun@s desenvolvam a
habilidade
de lidar com
problemas filosóficos
.
o que é o conhecimento?
do que se está falando? o que significa "conhecimento", nesta pergunta?
o que se espera com a pergunta? que sejam apresentados casos de conhecimento? que seja mostrada a finalidade do conecimento?
trata-se do uso deste termo na obra de tal e tal pessoa?
no uso corrente do termo, trata-se de que sentido de "conhecer"?
que seja dada uma "definição clássica": um conjunto de condições necessárias e suficientes.
para um falante qualquer S, de qualquer língua de qualquer L, quais as condições que S deve cumprir para que dele seja dito apropriadamente que "S sabe que P"?
S sabe que P se e somente se ???????
para a próxima aula: ler capítulos 1 & 2 de Feldman, Richard , e escrever uma dissertação tratando dos seguintes pontos (que estão no moodle):

1. por que aquilo que Feldman chama (seguindo a tradição) de "fontes do conhecimento" deveria ser chamado de "fontes de justificação"?

2. quais são estas fontes?

3. que tipos de conhecimento há?

4. o que é o conhecimento proposicional?

5. o que é uma definição?

6. o que é um contraexemplo?

7. o que é uma crença?

8. quais as três atitudes doxásticas (ou seja, as três atitudes possíveis diante de um enunciado).

9. O que é a verdade?

10. o que é a justificação?

11. Por que conhecimento proposicional não é apenas crença verdadeira?

12. Por que conhecimento proposicional não é apenas crença justificada?

13. qual a diferença entre proposição e enunciado?

13. Por que a verdade não é relativa?

14. Por que a verdade é absoluta?

postem suas respostas provisoriamente no moodle.

caraterísticas:
- tentativa de resolver problemas "em campo aberto"
- tentativa de fixar conceitos
- apelo à argumentação explícita
dificuldades: 1) "Filosofia" é um termo que é (e foi) usado em sentidos muito diferentes e foi (e é) um termo ao qual a cultura atribui um certo tipo de valor especial
problemas lógicos
problemas epistemológicos
problemas metafísicos
problemas exegéticos
etc, etc, etc
porém, nisto, a Filosofia não difere das ciências naturais, por exemplo
porém, a Filosofia (e algumas outras ciências humanas) convive com um certo tipo de divergência muito peculiar:
o trabalho de um filósofo profissional está, muito tipicamente, assocado a UM dos três grupos
METAFILOSOFIA
Por que devemos pesquisar os mestres do passado?
Por que devemos definir conceitos?
estamos separando, agora, dois sentidos de "Filosofia":
o primeiro sentido está associado à uma atitude que soma

1. A curiosidade intelectual, e

2. A disposição para pensar de modo organizado sobre isto
este sentido é tremendamente importante e dele, provavelmente, nasceram a Física, a Matemática, as leis, etc, etc
porém, num sentido trivial, parece evidente que Matemáticos, Juristas, Físicos, Engenheiros, Agricultores, Professores, pessoas inteligentes em geral, não são Filósofos, num certo sentido mais peculiar do termo.
afinal, não é indispensável que Juristas, Físicos, pessoas inteligentes em geral saibam coisas como "qual a função do "penso logo existo" no pensamento de Descartes (p. ex.)
falaremos de um segundo sentido de "Filosofia", então:

um sentido "acadêmico"
temos, então
filosofia "acadêmica"
filosofia "vulgar"
reformulando a pergunta:
o que é a Filosofia "acadêmica"?
uma resposta provisória, na falta de uma definição precisa:

filosofia "acadêmica" é aquilo que os "acadêmicos", com algum grau de consenso (ou seja, como uma "comunidade", aceitam como tal
2. O exercício filosófico é marcado por alto grau de divergência
recapitulando:
1. Filosofia "acadêmica" é aquilo que os Filósofos profissionais fazem
2. Fazer Filosofia é DIFERENTE de fazer Metafilosofia
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