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Educação Especial

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by

Rafaela Cotomacci

on 20 November 2013

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Transcript of Educação Especial

Educação Especial
Evolução da educação especial no Brasil
Instituições especiais
Educação Inclusiva
lessandra Batista (134743),

arine Shimoura (138150),

ário Nascimento (139391),

rika Wolmer (116712),

uriana Guimarães (104860),

abriela Zilioti (116998),

atali Zoletti (150988),

afaela Cotomacci (148936),

aulo Quintana (104066)

O deficiente na história
A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil – Enicéia Mendes
Séc. XVI: Interesse nos “ineducáveis”;
Séc. XIX: Classes especiais em escolas;
Metade do Séc. XX: Aumento de respostas por conta da indústria de reabilitação para multilados da guerra;
Movimentos sociais pelos direitos humanos;
Mudanças:
Moral;
Racional;
Científica;
Política;
Financeira.

Normalização e integração escolar
Normalização e integração escolar:
Princípio: Igualdade
Critérios:
Preferência pelos serviços educacionais, com mínimo possível de restrições;
Oferta de serviços educacionais especiais e regulares coordenados;
Promoção de situações escolares que favorecem a convivência com grupos sociais de idades equivalentes;
Deno (1970): 7 graus de integração;
O’Brien (1999): 5 dimenções para o conceito;
Influência norte-americana
1990: Mudança do termo “integração” para “inclusão”;
1980:
Primeira reforma: “movimento para excelência na escola”;
Segunda reforma: “movimento de reconstrução escolar”;
Duas propostas:

Iniciativa de educação regular (WILL, 1986);
Inclusão total (GARTNER & LIPSKY, 1989; STAINBACK & STAINBACK, 1984);

Diferença entre propostas:
(FUCHS e FUCHS, 1998)
Marcos mundiais da educação inclusiva
1990 – Conferência Mundial sobre Educação para Todos
1994 – Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais
Ganha terreno as teorias e práticas inclusivas em muitos países, inclusive o Brasil
Contexto Mundial: o princípio da inclusão é ser aplicada a prática no campo educacional
Integração Escolar X Educação Inclusiva
Ferguson e Ferguson (1998):
a) Inclusão é para todos ou só para alguns?
b) A inclusão significa colocação integral na classe comum ou pode-se combinar a colocação na classe comum com situações especializadas de aprendizagem?
c) A inclusão prioriza a aprendizagem social e as amizades ou o desempenho acadêmico bem sucedido?
d) A inclusão será prejudicial ou positiva para os alunos sem limitações?
e) As evidências empíricas sustentam ou não a inclusão?
Hallan e Kauffman (1994):
Apontam que a proposta de “inclusão total” ainda sofre resistência
Qual é a natureza e o propósito da escolarização em si?
Perspectiva da inclusão escolar na realidade brasileira
1950 – Movimentos comunitários culminaram com a implantação de redes de escolas especiais privadas
1970 – Poder público entra com mais contundência na política de integração escolar
Seis milhões de crianças e jovens com necessidades especial
Apenas 500 mil estão matriculadas em escolas
Constituição Federal de 1988 e as Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Concentração de matrículas em escolas especializadas, porém com um aumento em escolas municipais
O sistema público não consegue ser bem sucedido
Dados empíricos se restringem a depoimentos, experiências, estudos de casos, etc.
Secretaria de Educação Especial (SEESP) do Ministério da Educação
Ideologia da “inclusão total” traz vantagens financeiras
Fuller e Clark (1994):
Falhas das propostas políticas de inclusão tem sido a tendência de padronizar o processo
“No Brasil, no campo educacional, as perspectivas para a mudança estão postas na lei, mas ainda não estão devidamente traduzidas em ações políticas, e por isso nem chegam às escolas, e menos ainda às salas de aula. O poder público não está cumprindo bem sua função, o que não impede que cada um assuma sua parte e se torne sujeito dessa história.”

(GONÇALVES MENDES, 2006, 387)
Qual o significado da palavra “deficiência”?
Quem pode ser considerado deficiente?
Quais os vários tipos de deficiência?
As deficiências
Deficiência mental
É a designação que caracteriza os problemas que ocorrem no cérebro e levam a um baixo rendimento
Quem pode ser considerado deficiente mental?

“Todas as pessoas que tenham um QI abaixo de 70 e cujos sintomas tenham aparecido antes dos dezoito anos considera-se que têm deficiência mental.”

Segundo a vertente pedagógica, o deficiente mental será o indivíduo que tem uma maior ou menor dificuldade em seguir o processo regular de aprendizagem e que por isso tem necessidades educativas especiais, ou seja, necessita de apoios e adaptações curriculares que lhe permitam seguir o processo regular de ensino.
Graus de deficiência mental
Profunda:
Grandes problemas sensório-motores e de comunicação, bem como de comunicação com o meio;
São dependentes dos outros em quase todas as funções e atividades, pois os seus obstáculos físicos e intelectuais são gravíssimos;
Excepcionalmente terão autonomia para se deslocar e responder a treinos simples de autoajuda.
Grave/Severa
Necessitam de proteção e ajuda, pois o seu nível de autonomia é muito baixa;
Apresentam muitos problemas psicomotores;
A sua linguagem verbal é muito deficitária – comunicação primária;
Podem ser treinados em algumas atividades de vida diária básica e em aprendizagens pré-tecnológicas simples;
Moderada/Média
São capazes de adquirir hábitos de autonomia pessoal e social;
Podem aprender a comunicar pela linguagem oral, mas apresentam dificuldades na expressão e compreensão oral;
Apresentam um desenvolvimento motor aceitável e têm possibilidade para adquirir alguns conhecimentos pré-tecnológicos básicos que lhes permitam realizar algum trabalho;
Dificilmente chegam a dominar as técnicas de leitura, escrita e cálculo;
Leve/Ligeira
São educáveis;
Podem chegar a realizar tarefas mais complexas;
A sua aprendizagem é mais lenta, mas podem permanecer em classes comuns embora precisem de um acompanhamento especial;
Podem desenvolver aprendizagens sociais e de comunicação e têm capacidade para se adaptar e integrar no mundo laboral;
Apresentam atraso mínimo nas áreas perceptivas e motoras;
Geralmente não apresentam problemas de adaptação ao ambiente familiar e social.
Autismo
É um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

A taxa média de prevalência do transtorno autista em estudos epidemiológicos é de 15 casos por 10.000 indivíduos, com relatos de taxas variando de 2 a 20 casos por 10.000 indivíduos

Quanto ao gênero, observa-se uma prevalência do autismo no sexo masculino, havendo uma estimativa de que ele acomete de três a quatro meninos para cada menina. 

Os indivíduos do sexo feminino tendem a estar mais gravemente afetados em relação ao sexo masculino.
Usa as pessoas como ferramentas
Resiste a mudanças de rotina
Não se mistura com outras crianças
Apego inapropriado a objetos
Não mantém contato visual
Age como se fosse surdo
Às vezes é agressivo e destrutivo
Resiste ao aprendizado
Não demonstra medo de perigos
Risos e movimentos inapropriados
Resiste ao contato físico
Acentuada hiperatividade física
Gira objetos de maneira bizarra e peculiar
Modo e comportamento indiferente e arredio
Comportamentos do indivíduo com autismo
Deficiência motora
É uma disfunção física ou motora, a qual poderá ser de carácter congênito ou adquirido.
Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no que diz respeito à mobilidade
Considera-se deficiente motor todo o indivíduo que seja portador de deficiência motora, de carácter permanente, ao nível dos membros superiores ou inferiores, de grau igual ou superior a 60%
As declarações de incapacidade das deficiências motora ou multi deficiência podem ser emitidas por:

Juntas médicas, nomeadas pelo Ministro da Saúde nos casos de pessoa com deficiências civis;

Direções dos serviços competentes de cada um dos ramos das Forças Armadas;

Comandos-Gerais da Guarda Nacional Republicana e da Policia de Segurança Pública.
Quais os tipos?

Monoplegia
Hemiplegia
Paraplegia
Tetraplegia
Amputação
Deficiência visual
É a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico.
De entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal. 
Causas:
Congénitas: amaurose congénita de Leber, malformações oculares, glaucoma congénito, catarata congénita.
Adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.
O aluno deficiente visual
Características:
A criança deficiente visual é aquela que difere da média, a tal ponto que irá necessitar de professores especializados, adaptações curriculares e ou materiais adicionais de ensino, para ajudá-la a atingir um nível de desenvolvimento proporcional às suas capacidades;
Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogéneo;
Os portadores de deficiência visual apresentam uma variação de perdas que se poderão manifestar em diferentes graus de acuidade visual;
Adaptações
Individualização

Concretização

Ensino Unificado

Estímulo Adicional

Auto- Atividade
Princípios da Educação do Deficiente Visual
Programas diferentes, desenvolvidos em classes especiais ou na classe comum, recebendo apoio do professor especializado;
As crianças necessitam de uma boa educação geral, somada a um tipo de educação compatível com seus requisitos especiais, fazendo ou não, uso de materiais ou equipamentos de apoio. 
É necessário professores especializados nesta área, métodos e técnicas específicas de trabalho, instalações e equipamentos especiais, bem como algumas adaptações ou adições curriculares;
A tendência atual da educação especial é manter na escola comum o maior número possível de crianças com necessidades educativas especiais;
Cabe à sociedade a responsabilidade de prover os auxílios necessários para que a criança se capacite e possa integrar-se no grupo social.
Deficiência Auditiva
Trivialmente conhecida como surdez, ela consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir, isto é, um indivíduo que apresente um problema auditivo.
É considerado surdo todo o indivíduo cuja audição não é funcional no dia-a-dia, e considerado parcialmente surdo todo aquele cuja capacidade de ouvir, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.
Por vezes, as pessoas confundem surdez com deficiência auditiva. Porém, estas duas noções não devem ser encaradas como sinónimos. 
A surdez, sendo de origem congénita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por consequência, surge uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação.
Por sua vez, a deficiência auditiva é um défice adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões ou doenças, a perde. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a se comunicar oralmente. Porém, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma.
Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas (dependendo do grau da deficiência auditiva) a fim de minimizar ou corrigir o problema. 
Qual a diferença entre surdez e deficiência auditiva?
Tipos
Deficiência Auditiva Condutiva
Deficiência Auditiva Sensório-Neural
Deficiência Auditiva Mista
Deficiência Auditiva Central / Disfunção Auditiva Central / Surdez Central
Deficiência Auditiva Condutiva
Os progressos tecnológicos dos últimos tempos têm sido pontos bastante rentáveis para as pessoas que apresentam falhas auditivas. 
Porém, quanto mais cedo se iniciar o tratamento para estes indivíduos, também melhor serão os resultados, uma vez que quanto mais cedo se iniciar a estimulação do cérebro, melhor será o seu desenvolvimento.
Para minimizar o problema da deficiência auditiva, as pessoas podem recorrer a dois métodos:
Método oralista
Método gestualista
Ou ainda…
Prótese auditivas
Equipamentos autónomos de amplificação por frequência modulada 
Como minimizar o problema da deficiência auditiva?
Dislexia
Definição de 1995 (G, Reid Lyon):
“Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico de origem constitucional caracterizado por uma dificuldade na decodificação de palavras simples que, como regra, mostra uma insuficiência no processamento fonológico. Essas dificuldades não são esperadas com relação à idade e a outras dificuldades acadêmicas cognitivas; não são um resultado de distúrbios de desenvolvimento geral nem sensorial. A dislexia se manifesta por várias dificuldades em diferentes formas de linguagem frequentemente incluindo, além das dificuldades com leitura, uma dificuldade de escrita e de soletração.”
Atual definição de 2003(Susan Brady, Hugh Catts, Emerson Dickman, Guinevere Eden, Jack Fletcher,
Jeffrey Gilger, Robin Moris, Harley Tomey and Thomas Viall):
“Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica.
É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária.”
O tratamento de intervenção psicopedagógica com o portador de distúrbios de aprendizagem ou com o portador de dislexia, tem por finalidade dar suporte às atividades escolares; oferecer apoio pedagógico àqueles que necessitam desenvolver seu repertório acadêmico; iniciar o processo de autonomia de cada um para a vida prática e social; levar o aprendente a construir seu próprio aprendizado, sendo ele o próprio sujeito de seu conhecimento.
Chamamos de intervenção psicopedagógica porque é o “aprender a aprender”, uma educação para a vida. Para que isso aconteça, levamos em conta a realidade sócio-cultural de cada aprendente, pois é a partir de sua história que poderemos elaborar um projeto pedagógico adequado onde será respeitada a individualidade de cada um.
A terapia fonoaudiológica ou fonoterapia é uma sessão terapêutica onde são tratadas as alterações que aparecem em uma avaliação. Estas alterações podem ser na área da fala, linguagem (leitura e compreensão escrita) voz, audição, motricidade oral. Dificuldades nestas áreas podem ser decorrentes de: atraso de fala, distúrbios de linguagem, dislexia, déficit de atenção e outras. Para cada área, com dificuldade, são utilizados exercícios bem específicos.
Tratamento
Primeiro filme: Black
Conta a história de uma garota que ficou cega e surda, alguns meses depois do seu nascimento; e devido não saber como superar as suas limitações físicas e, também, por não ter ninguém da sua família que lhe compreendesse tornou-se uma garota triste, violenta, grosseira e amarga.
Entretanto, sua vida passou a mudar quando conheceu o professor Debraj Sahai, que é considerado um ótimo professor, apesar de ter sérios problemas com a bebida.
O homem trabalha com surdos e cegos, utilizando alguns métodos um pouco convencionais para ensinar seus alunos, porém sempre visando os benefícios do aprendizado a longo prazo.
Segundo filme: Como estrelas na Terra
O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo.
O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. 
O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros.
A dislexia é uma doença que está longe de ser solucionada, e o que salvou o garoto não foi a descoberta da doença, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença.
Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas deficiências são colocados em escolas normais e infelizmente as escolas regulares e os professores não estão preparados para essa mudança. 
Década 1990: importantes movimentos
Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos, realizada em Jomtiem, Tailândia, em 1990, em defesa da equidade social nos países mais pobres e populosos;
Proclamação da Declaração de Nova Delhi em 1993, em defesa do atendimento à demanda de universalização do ensino básico;
Declaração de Salamanca, 1994, quando da realização da Conferência Mundial sobre Necessidades educacionais Especiais, na cidade de Salamanca, Espanha.
É resultado da Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais, realizada entre 7 e 10 de junho de 1994, na cidade espanhola de Salamanca;

Envolveu 88 países e 25 organizações internacionais (UNESCO, UNICEF, Banco Mundial, entre outros)

Trata de princípios, políticas e práticas em Educação Especial;
O que é a Declaração de salamanca?
“Esta estrutura pretende ser um guia geral ao planejamento de ação em educação especial. Tal estrutura, evidentemente, não tem meios de dar conta da enorme variedade de situações encontradas nas diferentes regiões e países do mundo e deve desta maneira, ser adaptada no sentido ao requerimento e circunstâncias locais. Para que seja efetiva, ela deve ser complementada por ações nacionais, regionais e locais inspirados pelo desejo político e popular de alcançar educação para todos.”
(DECLARAÇÃO DE SALAMANCA,1994, s.p.)
“ O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras. Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e super-dotadas, crianças de rua e que trabalham, crianças de origem remota ou de população nômade, crianças pertencentes a minorias lingüísticas, étnicas ou culturais, e crianças de outros grupos desavantajados ou marginalizados.”
(DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994, s.p.)
“Inclusão e participação são essenciais à dignidade humana e ao desfrutamento e exercício dos direitos humanos. Dentro do campo da educação, isto se reflete no desenvolvimento de estratégias que procuram promover a genuína equalização de oportunidades. Experiências em vários países demonstram que a integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais é melhor alcançada dentro de escolas inclusivas, que servem a todas as crianças dentro da comunidade.”
“ Princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade à todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades.”
A. Política e Organização
B. Fatores Relativos à Escola
C. Recrutamento e Treinamento de Educadores
D. Serviços Externos de Apoio
E. Áreas Prioritárias
F. Perspectivas Comunitárias
G. Requerimentos Relativos a Recursos
As orientações e sugestões para ações em nível nacional são organizadas nos seguintes subitens:
Sobre a Política e Organização:
“A legislação deve reconhecer o princípio de igualdade de oportunidades, de crianças, jovens e adultos com deficiência no ensino primário, secundário e superior, ensino ministrado, na medida do possível, em centros integrados.”

Desmarginalização dos deficientes

“A integração de crianças com deficiência deverá fazer parte dos planos nacionais de “educação para todos”.
Sobre as perspectivas comunitárias:
Visa o envolvimento de várias esferas:

“A realização do objetivo de uma educação bem- sucedida de crianças com necessidades educacionais especiais não constitui tarefa somente dos Ministérios de Educação e das escolas. Ela requer a cooperação das famílias e a mobilização das comunidades e de organizações voluntárias, assim como o apoio do público em geral. A experiência provida por países ou áreas que têm testemunhado progresso na equalização de oportunidades educacionais para crianças portadoras de deficiência sugere uma série de lições úteis.”
No cenário educacional brasileiro, a LDB 9.394/96, o Plano Nacional de Educação (Lei 10.172/01) e as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Resolução CNE/SEB nº. 02/01) incorporaram os princípios e orientações da Declaração de Salamanca.
Considerações sobre a Declaração
“Assim Como João Lucas, outros alunos das redes estadual e municipal precisam de cuidadores. Nas escolas municipais de Campinas, pelo menos 100 crianças precisam do acompanhamento do profissional e, apesar da visível necessidade, a rede nunca teve cuidadores. Em São Paulo, pelo menos 2.236 alunos da rede estadual precisam de cuidador, segundo dados do Ministério Público. ”

“Na falta dos cuidadores, as mães ficam na escola ou vão durante o horário de intervalo para desempenhar esse papel. O problema é que muitas delas precisam trabalhar e nem sempre têm essa possibilidade. Algumas escolas até contam com o professor de educação especial, mas que não consegue acompanhar o aluno durante todo o período, já que divide a atenção com um grupo. Nair ressalta que a batalha por cuidadores não é só dos pais e organizações que trabalham com crianças com deficiência, mas dos próprios professores. “Eles não têm condições de dar a atenção que essa criança precisa e de cuidar de uma classe ao mesmo tempo”, diz Nair.
“Preocupada com o futuro de João Lucas, Wilma recorreu ao Ministério Público para conseguir um profissional que acompanhe o filho. “Em 2008, a própria escola entrou com um pedido de cuidador, mas a Secretaria de Educação não deu resposta. Em junho deste ano, recorri ao Ministério Público. A advogada me procurou em setembro e disse que a Secretaria de Educação ia entrar em contato com a Secretaria de Acessibilidade, e até o momento estou aguardando uma resposta. A lei diz que a criança tem que estar na escola e se os pais não mandam o Conselho Tutelar cobra, mas ao mesmo tempo, a mesma escola não dá o suporte para a criança permanecer na escola”, desabafa a mãe.”

“Mais do que um profissional para ajudar na realização de tarefas, o cuidador é capaz de evitar a exposição da criança com deficiência a riscos. Em 23 de agosto, Sammer, um garoto de 11 anos que sofria de um tipo de distrofia muscular, morreu na Capital depois de cair de uma cadeira de rodas na escola. Ele brincava com os amigos no pátio quando a cadeira tombou. Ele estava sem o cuidador.”

“(...), deveria existir uma continuidade de serviços e apoio proporcional ao contínuo de necessidades especiais encontradas dentro da escola.” Pg. 5









Escola e Clínica Arca dos Sonhos

Localização: Avenida José Paulino, 2909. Morumbi – Paulínia SP

Contato: 3844:8750

Horário de Funcionamento: 8:30 – 17:30hs
Política e organização:
“Legislação deveria reconhecer o princípio de igualdade de oportunidade para crianças, jovens e adultos com deficiências na educação.”pg. 7
 
 
A arca – é uma instituição que recebe alunos da mais variadas idades sendo portadores de diversas necessidades especiais
Sala de informática
Fatores relativos à escola:
“Crianças com necessidades especiais deveriam receber apoio instrucional adicional do contexto do currículo regular, e não de um currículo diferente. O princípio regulador deveria ser o de providenciar a mesma educação a todas as crianças, e também prover assistência adicional e apoio às crianças que assim o requeiram.”pg.9
 
Arca – atua como um reforço para crianças matriculadas em escolas inclusivas.
Terapia ocupacional
Fatores relativos à escola:
“Professores possuem um papel fundamental enquanto administradores do processo educacional, apoiando as crianças através do uso de recursos disponíveis, tanto dentro como fora da sala de aula.”pg.10

Arca – professores procuram realizar aplicação do conteúdo ensinado no cotidiano dos alunos.
Funcionários
Recrutamento e treinamento de educadores
“Nas escolas práticas de treinamento de professores, atenção especial deveria ser dada à preparação de todos os professores para que exercitem sua autonomia e apliquem suas habilidades na adaptação do currículo e da instrução no sentindo de atender as necessidades especiais dos alunos, bem como no sentido de colaborar com os especialistas e cooperar com os pais.”pg.10
 
“Universidades possuem um papel majoritário no sentido de aconselhamento no processo de desenvolvimento da educação especial, especialmente no que diz respeito à pesquisa, avaliação, preparação de formadores de professores e desenvolvimento de programas e materiais de treinamento. Redes de trabalho entre universidades e instituições de aprendizagem superior em países desenvolvidos e em desenvolvimento deveriam ser promovidas.”pg.11
 
A Arca – possui parceria com a Unicamp e com a USP.
Aula de natação
Serviços externos de apoio:
“O apoio externo do pessoal de recurso de várias agências, departamentos e instituições, tais como professor-consultor, psicólogos escolares, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, etc..., deveria ser coordenado em nível local.”pg.12



A Arca – A instituição conta com o serviço de fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, educadores físicos e enfermeiros.
Ambulatório
Áreas prioritárias:
Educação de Meninas
“Meninas portadoras de deficiências encontram-se em dupla desvantagem. (...) meninas portadoras de deficiências deveriam ter acesso à informação, orientação e modelos que as auxiliem a fazer escolhas realistas e as preparem para desempenharem seus futuros papéis enquanto mulheres adultas.”pg.13
Educação de Adultos e Estudos Posteriores
“Existem milhões de adultos com deficiências e sem acesso sequer aos rudimentos de uma educação básica, principalmente nas regiões em desenvolvimento no mundo, justamente porque no passado uma quantidade relativamente pequena de crianças com deficiências obteve acesso à educação.” Pg.4
Aula de pintura
Perspectivas comunitárias:
“Cooperação das famílias e a mobilização das comunidades e de organizações voluntárias, assim como o apoio do público em geral.”pg.13

A Arca – realiza atividades abertas para toda a sociedade, como cursos de libras, teatros, festas, etc.


“Pais necessitam de apoio para que possam assumir seus papéis de pais de uma criança com necessidades especiais.”pg.13


 A Arca – semanalmente realiza reuniões com psicólogas para orientarem os pais a reestabelecerem suas vidas.
Requerimento relativo à recursos:
“O compromisso político é necessário, tanto a nível nacional como comunitário. Para que se obtenha recursos adicionais e para que se re-empregue os recursos já existentes.” pg.15




A arca – é uma instituição privada que também recebe alunos portadores de necessidades especiais de diversas prefeituras da região, sendo assim, oferece trabalhos terceirizados em parcerias com as mesmas. Além de oferecer trabalho voluntário.
Área de descanso
Aula de dança
População total: 169.872.856
População com deficiência: 24.600.256
População de 0 a 17 anos com deficiência: 2.850.604
0 a 4 anos: 370.530
5 a 9 anos: 707.763
10 a 14 anos: 1.083.039
15 a 17 anos: 689.272
18 a 24 anos: 1.682.760

Fonte: Censo Demográfico/IBGE/2000
Fatores para seu surgimento:

Distanciamento do Estado

Legitimação

Transferência da responsabilidade

União vantajosa para ambos

Anos 90: modalidade de educação escolar
1856 - Fundação

Disciplinas: Língua Portuguesa, Aritmética, Geografia, História do Brasil, Escrituração Mercantil, Linguagem Articulada, Doutrina Cristã e Leitura sobre os Lábios

Ensino profissionalizante: oficinas de sapataria, alfaiataria, gráfica, marcenaria e artes plásticas

Atualmente: Colégio de Aplicação, Educação Precoce (de zero a três anos), Ensino Fundamental e Médio, Ensino Superior
Associação de Pais e Amigos Excepcionais
1954: Criada por Beatrice Bemis, no Rio de Janeiro;

Pioneira em introduzir o Teste do Pezinho no país;

Promove a prevenção e a inclusão do portador de deficiência visual;

Promove e apoia pesquisas, produz e difunde conhecimento científico, luta pela defesa e garantia de direitos do deficiente, promove sua inclusão social, oferece atendimento jurídico à população e aos familiares acerca dos direitos e deveres do portador.
Associação de Assistência à Criança Deficiente
1950: Fundada pelo Dr. Renato da Costa Bomfim;

Entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha pelo bem-estar de pessoas com deficiência física;

Tem como missão, promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social.
Criado em setembro de 1854 pelo Imperador D. Pedro II com o nome Imperial Instituto dos Meninos Cegos;


Considerado como um dos primeiros passos concretos no país para a garantia da cidadania ao deficiente visual;

1891: Nome alterado para Instituto Benjamin Constant;

1945: Instituído o seu curo ginasial: Possibilidade de ingresso nas escolas secundárias e nas universidades;

Hoje: Além da escola capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições em gerais e oferece reabilitação física.
Antiga e Medieval:
Atenas: os deficientes eram protegidos e amparados pela sociedade.
Esparta: a criança ao nascer, era avaliada pelo Conselho do Estado. Caso ela fosse “normal”, era devolvida aos pais, caso contrário, era lançada do alto do monte Taigeto (2400m).
Hebreus: a deficiência era vista como uma punição divina, portanto seus portadores eram impedidos de exercerem funções religiosas.
Romanos: Na Roma Antiga, a Lei das 12 Tábuas autorizava os patriarcas a matarem seus filhos deficientes. Já no Império, por influência de Atenas, os romanos começaram a proteger os deficientes e doentes, tendo ainda sistemas semelhantes ao da previdência social.
"Matam-se cães quando estão com raiva, exterminam-se touros bravios, cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas; matamos os fetos defeituosos e monstruosos; se nascerem monstruosos, afogamo-los, não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas úteis das saudáveis.
Séneca, L. Aneu
Cristianismo:

Os seus princípios, caridade, humildade e amor ao próximo, encontraram condiçoes favoráveis num campo dos marginalizados: pessoas portadoras de deficiências e doentes crônicos.
A doutrina cristã contribuiu para a criação de hospitais voltados para o atendimento dos marginalizados.
Idade Média:

As deficiências e doenças eram vistas como sinais da ira divina.
A própria Igreja começou uma perseguição e discriminação aos deficientes.
A Bíblia e o Novo Testamento foram ferramentas para justificar a Inquisição e manipular a sociedade da época.
Nazismo:

Deficientes, doentes e pertencentes a minorias eram vistas como “pessoas improdutivas”e foram dizimados pelo regime, para a manutenção da raça pura ariana.
O darwinismo, a genética e o organicismo foram usados para justificar as mortes em massa.
Na Alemanha e na Áustria, 210 mil enfermos e
incapacitados foram assassinados entre 1933 e 1945. Na mesma época, o número de pacientes esterilizados chegou a 400 mil.
Processo de integração:

"Uma escola para todos e para cada um"
A inclusão constitui-se em um "conjunto de práticas que subjetivam os indivíduos de forma que eles passem a olhar para si e para o outro, sem necessariamnete ter como referência fronteiras que determinam o lugar do normal e do anormal, do inclído e do excluído". Começando pelas escolas e assim progredindo para toda a sociedade.
Declaração de Salamanca:
"Educação Especial incorpora os mais do que comprovados princípios de uma forte pedagogia da qual todas as crianças possam se beneficiar. Ela assume que as diferenças humanas são normais e que, em consonância com a aprendizagem de ser adaptada às necessidades da criança, ao invés de se adaptar a criança às assunções pré-concebidas a respeito do ritmo e da natureza do processo de aprendizagem. Uma pedagogia centrada na criança é beneficial a todos os estudantes e, consequentemente, à sociedade como um todo... Uma pedagogia centrada na criança pode impedir o desperdício de recursos e o enfraquecimento de esperanças, tão freqüentemente conseqüências de uma instrução de baixa qualidade e de uma mentalidade educacional baseada na idéia de que "um tamanho serve a todos". Escolas centradas na criança são além do mais a base de treino para uma sociedade baseada no povo, que respeita tanto as diferenças quanto a dignidade de todos os seres humanos. Uma mudança de perspectiva social é imperativa. Por um tempo demasiadamente longo os problemas das pessoas portadoras de deficiências têm sido compostos por uma sociedade que inabilita, que tem prestado mais atenção aos impedimentos do que aos potenciais de tais pessoas".
Reestruturação Educacional:
"Conjugação dos esforços da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, atuando em regime de colaboração, das famílias e da comunidade, em proveito da melhoria da qualidade da educação básica" (Brasil, 2007).

"A partir dos referenciais para a construção de sistmeas educaionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas especificidades atendidas" (Brasil, 2007).
Atender às necessidades de todo e qualquer indivíduo inserido no sistema escolar, já que esta "constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis".

"Como reformar as escolas, as práticas educativas e a formação dos professores, como fim de proporcionar uma educação de qualidade ajustada às características de todos os alunos" (SÁNCHEZ, 2005).
Benefícios:
Suporte Emocional:
Construção de relações afetivas.

Suporte Social e Instrução

Suporte Familiar:
"As famílias que apresentam menos stress são as que recebem ajudas a vários níveis".
Adaptação:
Cooperação e Organização da Sala de Aula:

"Todo o processo de organização e funcionamento da sala de aula deve passar pelo respeito mútuo, pela aceitação e compreensão das necessidas do outro, por um processo aberto e dinÂmico de negociação onde o aluno se sente responsável e participante".
Tecnologia e o desenvolvimento da Informática

Presença de um professor auxiliar na sala de aula

Materiais adaptados
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