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Avaliação Mediadora

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by

Paula Santos

on 29 August 2013

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Transcript of Avaliação Mediadora


MORAIS, Eugênia da Silva - PET/Educação/UFMT
COSTA, Neuza Maria R. - PIBIC/CNPq/UFMT
SANTOS, Paula Peclat de O. - UFMT

CONCEPÇÕES QUE ALUNOS E PROFESSORES POSSUEM DO PROCESSO AVALIATIVO: APROXIMAÇÕES E DIVERGÊNCIAS DA PERSPECTIVA MEDIADORA
A COMPLEXIDADE DO TERMO MEDIAÇÃO
CONHECENDO REUVEN FEUERSTEIN: ESSÊNCIAS PARA COMPREENDER SUA OBRA

* VIDA
* CONTEXTO SOCIAL
* OBRA
AVALIAÇÃO MEDIADORA
A avaliação formativa é conhecida também com os nomes de formadora, mediadora da aprendizagem.

Diálogo pedagógico
Reflexão-ação
Aprendizagem

Avaliação dinâmica – Reuven Feurstein
Avaliação autêntica - Mabel Condemarín e Alexandra Medina
Metacognição e autorregulação – J.H. Flavell

No dicionário, a MEDIAÇÃO:

I. Ato ou efeito de mediar.
II. Intervenção, intercessão, intermediação.


No sentido epistemológico:
MEDIADOR vem do latim
MEDIATOR
, “mediador”, de
MEDIARI
, “intervir, colocar-se entre duas partes”, de
MEDIUS
, “meio” e MEDIAÇÃO, torna-se a ação de se colocar entre duas partes.
É UMA PALAVRA RECORRENTE EM DIVERSAS ÁREAS, INCLUSIVE NA EDUCAÇÃO


I.Ciências Jurídicas:
O papel do mediador é conciliar as partes envolvidas no conflito.

II.Educação de modo geral:
Mediar a aprendizagem é uma forma de intervir nas relações entre pessoas que aprendem o mundo.
Dessa forma, mediação, sempre contextualizada torna-se um conceito modificável, que abre suas fronteiras para dar conta das realidades diferentes entre si (ALMEIDA, 2007).
MEDIAÇÃO –
aprendizagem por meio da relação.

Relação indireta – ferramentas auxiliares.

Instrumento do pensamento: linguagem.

Três momentos:

S
istema simbólico;
Abstração e generalização;
Comunicação.
ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL









Desenvolvimento real - Nível de desenvolvimento potencial. Aprendizagem : processo interpsicológico e intrapsícológico.
O CONTEXTO HISTÓRICO EM QUE SUA OBRA FOI GERADA: A PERSEGUIÇÃO NAZISTA E O HOLOCAUSTO
Crianças libertadas no campo de concentração de Auschwitz, montado pelos nazistas na Polônia.
CONHECENDO SEU LEGADO: CONCEITOS E DEFINIÇÕES ENVOLTOS EM SEU TRABALHO


INATISMO:
”[...] como algo inato, mensurável por testes padronizados” (idem, p. 30).
PIAGET:
“[...] estaria ligada à construção ativa do pensamento respeito do mundo” (idem, p. 31).

O CONCEITO DE INTELIGÊNCIA PARA FEUERSTEIN:
“ [...]é dinâmica e modificável, construída a partir de múltiplos fatores gerais que podem ser relacionados a todos os comportamentos cognitivos” (idem, p. 31).
ALGUNS ASPECTOS IMPORTANTES

"A experiência de aprendizagem mediada representa um modo de olhar a qualidade da interação, não estando especificamente relacionado à um conteúdo. [...]

A modificabilidade não depende da linguagem na qual a interação é feita. [...]

Não podem faltar na mediação: intencionalidade; transcendência; e significado" (idem, p. 42).

AVALIAÇÃO DINÂMICA: oposição à uma avaliação estática.
A EXPERIÊNCIA DA APRENDIZAGEM MEDIADA (EAM)


MEDIAÇÃO PARA FEUERSTEIN: UM PROCESSO DE INTERAÇÃO ENTRE O ORGANISMO HUMANO EM DESENVOLVIMENTO E O ADULTO COM EXPERIÊNCIA E INTENÇÃO.


Para Feuerstein (1980), a mediação é um processo que seleciona, enfoca, retroalimenta as experiências ambientais e os hábitos de aprendizagem.
O fundamento da mediação é transmitir a outros um mundo de significados, ou seja, a cultura, entendida, aqui, como um conjunto de características que um povo tem em comum (idem, p. 38).
Fonte: Feuerstein,1980.

“Por esse esquema, o desenvolvimento cognitivo do mediado não é somente o resultado do processo de maturação do organismo, nem de um processo de interação independente e autônomo com o mundo dos objetos: é o resultado combinado da exposição direta ao mundo e da experiência de aprendizagem
mediada” (SOUZA; DESPREBITERIS, p.5).

A aprendizagem mediada é pré-requisito do desenvolvimento cognitivo. É um produto intencional e recíproco - o aprendiz e o mediador, juntos, vão colaborar para aprender.



Isto é
,

MEDIAÇÃO:
Trata-se de um processo de longa prática social. Sem o poder persuasivo de legitimamente provocar significados, o processo de humanização não seria possível. Sem significações, a transmissão cultural de uma geração para outra não seria viável (FONSECA, 1998:71).
A AÇÃO AVALIATIVA MEDIADORA NÃO SE EFETIVA NUM ESPAÇO PEDAGÓGICO IMPROVISADO.


Planejamento:
prevê flexibilidade nas atividades e nos interesses, necessidades e reações das crianças a cada momento. O foco do planejamento é o desenvolvimento do educando.
NA POSTURA MEDIADORA, O PROFESSOR:

•utiliza métodos interpretativos e descritivos de análise;
•expressa resultados qualitativos;
•corrige o teste com a intenção de orientar os alunos e complementar noções;
•avalia as respostas em sua dimensão de coerência, precisão e profundidade na abordagem do tema.

A avaliação é parte tão integrante do processo de ensino e aprendizagem que dele não se separa.
Construção de um novo cenário
Colaboração e respeito mútuo
Professor x aluno / aluno x aluno



Avaliação colaborativa que implica os alunos se responsabilizarem pelos resultados, procurando aprender para adquirir novas capacidades, e não meramente porque serão avaliados em um momento estanque do processo.
Evita-se uma prática unidimensional, centralizadora partindo para a investigação-ação contínua e espiral.
ação - reflexão - nova ação.

Movimento formador:

maior número de alunos aprendam pela intervenção adequada tanto em termos de tempo, como estratégia de melhoria.
Relação dialógica
"O confronto que se passa na sala de aula não se passa entre alguém que sabe um conteúdo (o professor) e alguém que não sabe (o aluno), mas entre pessoas e o próprio conteúdo, na busca de sua apropriação" (CHAUÍ, 1980, in: HOFFMANN).

Os instrumento de avaliação
devem ser construídos de modo a ser factível não só verificar a correção ou incorreção das respostas, mas também proporcionar informações funcionais sobre os processos utilizados pelos educandos (DEPRESBITERIS, 2001).

Alguns instrumentos:
prova operatória, mapa conceitual, análise de casos, observação, portfólio.
Ação complexa:
analisar, classificar, comparar, conceituar, criticar, generalizar, levantar hipóteses, compreender...
“Assumir que o ser humano é aberto e pode se modificar [...] implica buscar métodos que permitam avaliar a capacidade de aprender e que possam revelar o potencial do aprendiz, indicando as funções cognitivas eficientes, de modo a poder intervir com a mediação” (SOUZA, 2004, p. 179).


Função formativa da avaliação
CONCEPÇÕES QUE ALUNOS E PROFESSORES POSSUEM DA AVALIAÇÃO MEDIADORA.


Qual sua concepção a respeito de avalição mediadora?

Objetivo:
Identificar se alunos e professores apresentam uma concepção "clara" sobre avaliação mediadora.

Indicadores:
Apresenta autores;
Exemplifica;
Descreve o processo.
CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO MEDIADORA PARA ALGUNS PROFESSORES

“[...] eu costumo fazer assim com meus alunos: cada dia de aula eu falo pra eles que eles estão sendo avaliados na forma de estar participando das minhas aulas né é... estar interagindo com o professor em relação ao conteúdo, estar resolvendo as atividades que são propostas" (Professor de matemática).

“[...] faz uma avaliação no final dessas atividades e vê você alcançou todos os seus objetivos ou não. Se não alcançou você tem que rever o que está errado, ou é o método que você usou, ou a atividade que você não soube conduzir ou a própria questão do tempo da criança” ( Aluna do 4º ano de pedagogia).


O QUE ESTÁ FALTANDO PARA SER UMA AVALIÇÃO FORMATIVA OU MEDIADORA ?
Estratégias de Ensino; Desafios; Diálogo Pedagógico; Reflexão.
E QUANTO AOS ALUNOS O QUE PENSAM SOBRE A AVALIÇÃO MEDIADORA?

“Avaliação mediadora é algo relacionado à pontuação, nível. Pra saber se o aluno tem um bom rendimento, uma boa nota. Sendo boa a avaliação o professor vai saber se estamos aprendendo. Servindo a avaliação para saber se o aluno sabe mesmo sobre as coisas que foram apresentadas na escola” (Aluno do 7º ano).

AVALIAÇÃO MEDIADORA, O QUE SERIA?
Assim, o significado de avaliar fica restrito a palavras como provas e notas, sendo que esta abrange palavras como criticidade, estratégias, objetivos, critérios, ou seja, a avaliação deve estabelecer critérios e desenvolver instrumentos que estabeleçam discussões e conclusões dos resultados.

É importante ter clareza:

•Das concepções que envolve o termo quando se fala em mediação.
•Da postura e função do professor neste processo.
•De como as ações podem ser desencadeadas neste processo, tais como a avaliação.

"[...] ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção" (FREIRE, 1996, p. 47).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
OBJEIVO
Apresentar a complexidade do termo mediação, os principais aspectos teóricos da mediação para Feurestein e Vygotsky e a partir de suas contribuições, discutir como ocorre o processo avaliativo na perspectiva da mediação.

Avaliação Mediadora
Concebemos a avaliação mediadora como um processo reflexivo e dialógico, no qual se estabelece critérios para avaliar levando em consideração os contextos sociais e o acompanhamento do processo de ensino aprendizagem.

O que justifica a pesquisa?
A importância de entendermos as concepções se justifica na medida em que as mesmas refletem no processo avaliativo e na relação pedagógica.

Metodologia
Abordagem qualitativa e tem como metodologia a revisão teórica e entrevista semiestruturada com alunos do Ensino Fundamental e Superior e professores da Rede Pública.
A CRENÇA NA MODIFICABILIDADE HUMANA: ELEMENTO QUE SEDIMENTA SUA OBRA

“Havia um personagem lendário, iletrado, um homem muito simples: Rabbi Akiva. Dizem que um dia ele passava perto de uma pedra e nela notou um grande buraco provocado pela repetida ação das gotas d’água. Rabbi tomou consciência, naquele momento, de que, apesar da resistência do material, a pedra havia se transformado. Logo, se uma pedra dessa natureza poderia se modificar, por que não o ser humano?” (SOUZA; DEPRESBITERIS; MACHADO, 2004, p. 27).
A MEDIAÇÃO SEGUNDO VYGOTSKY

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Elisabeth de. PROINFO: Informática e Formação de Professores. V. 1. Brasília MEC/SEED, 2007.

DEPRESBITERIS, Léa. Avaliação Educacional em três atos. SENAC. São Paulo, 1999.

HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma Pratica em Construção da Pré-escola à Universidade. Mediação. Porto Alegre, 2000.

CARDOSO, J. G.; DEPRESBITERIS, L. Avaliação educacional: O desafio de integrar informações sobre: sistemas, curriculos e aprendizagem. 2011.

CONSANI, Marciel Aparecido. Mediação Tecnológica na Educação: Conceito e aplicações. (Tese). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.pos.eca.usp.br/sites/default/files/file/bdt/2008/2008-do-consani_marciel.pdf > Acesso em: 30 de Nov. de 2012.

FERREIRA, Aurélio B. de Hollanda. Minidicionário Aurélio da língua Portuguesa. 4º Ed. Edição especial para o FNDL 2001 revista e ampliada. Nova Fronteira. Janeiro Rio de, 2000.

FEUERSTEIN, R. Instrumental Enrichment – An Intervention Program for Cognitive Modificability, Glenview, Illinois, Scott, Foresman and Company, 1980.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 35º Ed. Paz e Terra. São Paulo, 1996.

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. Pensamento e ação no magistério. Scipione. São Paulo, 1997.

SOUZA, A. M. M.; DEPRESBITERIS, L.; MACHADO, O. T. M. A mediação como princípio educacional: bases teóricas das abordagens de Reuven Feuerstein. SENAC. São Paulo, 2004.

VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas. Portfólio, Avaliação e trabalho pedagógico. 4ª Ed. Papirus. Campinas, 2004.
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