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MOVIMENTOS DE ESCRITA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: Um olhar para

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Nielsen de Moura

on 26 September 2017

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MOVIMENTOS DE ESCRITA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: Um olhar para as práticas e hábitos de escrita na formação docente do curso de licenciatura em Química – Modalidade a Distância – UFJF
Questão de pesquisa
Quais as influências das disciplinas do curso de licenciatura em Química da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Modalidade a Distância – nos hábitos de escrita dos estudantes e como esses movimentos de escrita contribuem para sua formação docente?
Elementos para se pensar a Educação a Distância no Brasil
Motivações para o estudo
Políticas públicas do estado de Minas Gerais;

As avaliações escolares também causam impactos e discussões no cotidiano escolar;
Formação Profissional
Estagiário do curso Pré-vestibular Comunitário da prefeitura de Juiz de Fora (CPC);

Desde 2008, atuo como professor de Química da Rede Estadual de Ensino Básico de Minas Gerais;
Em 2012, assumi o exercício da tutoria a distância do curso de licenciatura em Química da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Modalidade a Distância;

A partir de 2015 ingressei no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFJF.
Orientadora: Profª. Drª. Cristhiane Carneiro Cunha Flôr
Co-orientadora: Profª. Drª Graziela Piccoli Richetti
Mestrando: Nielsen de Moura



A disciplina de Língua portuguesa é sempre alvo de críticas e questionamentos perante outras disciplinas;


Como a disciplina de Química pode contribuir para o amadurecimento do estudante diante desse cenário?;

No exercício da tutoria a distância tive contato com a formação de licenciandos em Química;

Percebi que a dificuldade na comunicação por meio da linguagem escrita não está presente apenas entre os estudantes da Educação Básica, mas também é recorrente nos discentes da graduação a distância;

Nesse caminho, me deparei com um novo desafio a ser investigado, o qual se relaciona com o desenvolvimento e o estímulo concedidos à linguagem escrita durante a formação de futuros professores de Química na Modalidade a Distância.



Objetivos da pesquisa
Objetivo geral:

Compreender os movimentos de escrita dos estudantes de licenciatura em Química da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Modalidade a Distância – e a influência destes para a formação docente.
Objetivos específicos:

delinear as condições de produção de sentidos dos estudantes em relação à escrita;
investigar as influências do curso de licenciatura em Química, Modalidade a Distância, nos hábitos de escrita dos estudantes;
analisar os movimentos de escrita dos licenciandos a partir de atividades propostas nas disciplinas Organização do Currículo e Estágio e Análise da Prática Pedagógica I.
A EaD tende doravante a se tornar cada vez mais um elemento regular dos sistemas educativos, necessário não apenas para atender as demandas e/ou a grupos específicos, mas assumindo funções de crescente importância, especialmente no ensino pós-secundário, ou seja, na educação da população adulta[...](BELLONI, 1999, p. 5);
Segundo Maia e Mattar (2007), a EaD pode ser dividida em três gerações;

Para Moore e Kearsley (2005), a EaD pode ser dividida em cinco gerações.
Diante do crescimento da EaD no Brasil, podemos citar o reconhecimento dessa modalidade de ensino na aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996;

Com a implementação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em 2006, a EaD se expande e adquire maior visibilidade no território nacional;


A formação de professores para a Educação Básica foi crescendo diante do cenário da EaD no Brasil:

Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni);

O Programa Universidade para Todos (Prouni);

Criação da UAB.
[...] as discussões acadêmicas, em geral, negligenciam o aspecto pedagógico e o foco se reduz aos aspectos comunicacionais como, por exemplo, os meios tecnológicos usados ou a existência de material de apoio. No entanto, como foi abordado, é a concepção educacional que orienta os outros aspectos fundamentais das atividades de EAD como o papel do professor, o tipo de material de apoio, as facilidades de comunicação, a necessidade de se combinar ações presenciais e a distância, a colaboração entre alunos e a avaliação da aprendizagem (VALENTE, 2003, p. 142).
EaD na UFJF

Centro de Educação a Distância (CEAD):

09 cursos de pós-graduação;
07 cursos de graduação;
56 polos de apoio presencial;

O curso de licenciatura em Química da Universidade Federal de Juiz de Fora
(UFJF) – Modalidade a Distância:

09 períodos e exige encontros presenciais;
05 polos de apoio (Barroso, Cataguases, Ilicínea, Juiz de Fora, Sete Lagoas).



EaD, LINGUAGEM E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Levantamento bibliográficao:

Momomento 01: a partir das atas do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC) de 2005 a 2015

Momento 02: pela Scientific Electronic Library Online (SciELO) de 2005 a 2016


Revista EaD em foco ( a partir de 2010)
Critérios de busca:

 Linguagem, com ênfase na escrita;
 Formação de professores na área de Ciências;
 Educação a Distância;
 Análise do Discurso de linha Francesa na área de Ciências.
“[...] a linguagem não é vista como suporte de pensamento, nem como mero instrumento de comunicação, pois os sentidos não estão atados às palavras e nem são passíveis de interpretações únicas” (NICOLLI; OLIVEIRA; CASSIANI, 2011, p.3);
[...] a formação de professores, das diferentes licenciaturas, tem trabalhado a leitura e a escrita em sala de aula? A vivência das autoras em cursos de Licenciatura, se não chega a ser suficiente para generalizar, pode ser indício de que os alunos, futuros professores, pouco escrevem de mão própria. Estão mais acostumados à cópia, e quando solicitados a escrever têm muita dificuldade (FREITAS et al. 2009, p. 3).
[...]fato dos estudantes não terem o hábito e/ou não serem solicitados a escrever sobre suas ideias, pensamentos, impressões e críticas é muito comum nos cursos de graduação em ciências naturais. Isso fortalece, a nosso ver, a visão que muitos professores que atuam no Ensino Médio na área têm de que atividades que incluam ler e escrever só têm a ver com a disciplina de língua portuguesa, já que em sua formação como professores essas atividades não foram abordadas (CABRAL; FLÔR; MOURA, 2013, p. 2).
Contexto da pesquisa
O contato como pesquisador com os sujeitos da pesquisa foi favorecido, pois atuei como tutor a distância das disciplinas de Organização do Currículo e Estágio da Análise da Prática Pedagógica I no primeiro semestre de 2015;

Assim, a pesquisa está ancorada em espaços discursivos, os quais acredito darem embasamento para análise e discussão do material coletado.
Questionário de pesquisa: caminho que permite compreender os sujeitos da pesquisa, seus hábitos de escrita e delimitar as condições de produção de sentidos;

Atividades propostas nas disciplinas: permitem compreender a relação dos estudantes com as atividades propostas nas disciplinas e conhecer os movimentos de
escrita disparados pelo curso.
Diante do referencial teórico metodológico da Análise do Discurso de linha francesa, torna-se importante delimitar as condições de produção que envolvem as falas dos estudantes, as quais proporcionam uma perspectiva para se olhar o corpus de análise.
Os sujeitos da pesquisa

06 estudantes da licenciatura em Quimica EaD/UFJF:
Ana;
Anderson;
Alexandre;
Lucioney;
Diego;
Marie Curie.
Questionário de pesquisa:

a pretensão em ser docente;
motivação e dedicação na EaD;
hábitos e atividades de escrita;
recursos disponíveis no AVA;
práticas de escrita com a futura atuação profissional.
Pretensão em ser docente:

É perceptível que nem todos os sujeitos da pesquisa têm intenção de ingressar na docência, pois seus discursos transitam desde ao fato de já estarem atuando, passando pela indecisão momentânea trazida pela profissão, até a finalidade de alcançar o sonho de ter um título da graduação.
Motivação e dedicação na EaD

Os motivos e a dedicação de se ingressar em um curso na modalidade a distância são apontados pelos estudantes como uma oportunidade de conciliar trabalho e responsabilidades familiares com os estudos, além de permitir àqueles que não têm possibilidade de custear seus estudos em outras cidades a fazerem um curso de graduação em uma universidade pública.
Alexandre: Comecei o curso de Licenciatura em Química presencial, entretanto devido a problemas de saúde de meu filho tive que largar o curso, e encontrei no ensino a distância condições para continuar e adorei a modalidade de ensino a distância.

Lucioney: Oportunidade de realizar um antigo objetivo e por ser o curso a distância uma modalidade de ensino que permite bem conciliar minhas atividades de trabalho e familiares.

Ana: Facilidade do estudo “autônomo”.

Hábitos e atividades de escrita

Foi possível perceber que não existe uma distinção para o ato de gostar ou não de escrever, mas sim uma ligeira variação entre esses dois posicionamentos;

Características como: “sou da área de exatas”, pressupondo que a escrita esteja atrelada a outras esferas.

Outros estudantes afirmam gostar de escrever e têm preferência por textos dissertativos que conduzem à argumentação.
Ao longo da vida, os sujeitos relataram o contato com a escrita em diferentes gêneros textuais, do tipo histórias infantis, textos dissertativos, ficção e poesia. Mas, devido às obrigações e responsabilidade com o curso, esses gêneros textuais foram sendo menos utilizados, no sentido de favorecer a
execução das atividades propostas pela graduação.
Diego: Pratico a escrita somente nas tarefas do curso..., na realização dos relatórios, resenhas, resumos, etc.

Anderson: Nos momentos em que estou realizando as atividades postadas na plataforma..., resenhas, laudas, relatórios, opiniões nos fóruns de discussão, entre outros textos.

Alexandre: atividades pelo computador..., atividades escolares.


Recursos disponíveis no AVA

De forma geral, é relatada pelos estudantes como uma experiência tranquila, sem tantas dificuldades para a operação.

Apesar de tal característica, alguns pontos são colocados em evidência: a operacionalização de determinado recurso como justificativa para a dificuldade de escrever; a falta de experiência de tutores e professores com EaD, o que não garante uma amplitude de vivências em todos os recursos que o Moodle oferece.
Práticas de escrita com a futura atuação profissional

As disciplinas permitiram o contato com diferentes gêneros textuais, contrapondo-se ao modelo de escrita científica, abordada pelos relatórios técnicos, tão comuns no curso de Química.
O questionamento da intenção de se trabalhar como docente com práticas que busquem o aperfeiçoamento da escrita de seus estudantes na Educação Básica permitiu compreender a valorização de respostas que vão desde produções textuais mais livres à elaboração de relatórios.
Para Diego, a participação nas disciplinas proporcionou
“[...] a escrita através de outros gêneros, diferentes dos utilizados em outras disciplinas como os relatórios, por exemplos, que necessitam de uma linguagem mais técnica e científica”
.
Segundo Orlandi, a análise

[...] é um processo que começa pelo próprio estabelecimento do corpus e que se organiza face à natureza do material e à pergunta (ponto de vista) que o organiza. Daí a necessidade que a teoria intervenha a todo momento para “reger” a relação do analista com o seu objeto, com os sentidos, com ele mesmo, com a interpretação (ORLANDI, 2005, p. 64).
O corpus de análise se desdobra nos seguintes elementos:

• “Cotidiano escolar”;

• “Função social da escola e participação social”.

“Cotidiano escolar”

Os estudantes tiveram a oportunidade de trabalhar com o gênero textual poema a partir da letra da música “Diariamente”.
Os discursos dos estudantes permitiram a compreensão de observações relacionadas ao cotidiano escolar diante de memórias escolares e observações realizadas durante o estágio.
Os movimentos de escrita dos discentes nesta atividade conduziram a uma análise que permearam por conceitos da AD como: memória discursiva, relações de sentido, relações de força, metáfora, interdiscurso e formação discursiva; correlacionadas às avaliações escolares, a concepções de ser estudante, à organização escolar, à atuação docente, ao papel do professor, à educação como possibilidade para mudança de vida e à Química.
Para o material: mochila
Para anotar tudo: caderno
Para complicar a vida: prova
Para a prova: nervosismo
Para quebrar o gelo: sorriso
Para velhos amigos: como vai
Para ir além – nem precisa de um trem
Para continuar em frente: siga
Para novos horizontes: desbrave



"A função social da escola e a participação social”

Os estudantes trabalharam com o gênero carta a partir da leitura do texto de Juarez Dayrel, intitulado “A escola como espaço sociocultural”

Os discentes mostraram compreender as características estruturais do gênero carta. O conceito de intertextualidade para AD se fez presente na escrita, onde o discurso se relacionava com o texto-base, mas também apontava para outros diante das memórias discursivas, em que a materialidade do discurso também se relaciona com a constituição do sujeito a partir de sua historicidade.
Analisar a escola como espaço sócio-cultural significa compreendê-la na ótica da cultura, sob um olhar mais denso, que leva em conta a dimensão do dinamismo, do fazer-se cotidiano, levado a efeito por homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, negros e brancos, adultos e adolescentes, enfim, alunos e professores, seres humanos concretos, sujeitos sociais e históricos, presentes na história, atores na história. (DAYREL, 1996, p. 136).
“Venho por meio desta carta...” ou “Venho através desta carta...”


Alexandre: [...] tentar demonstrar para vocês que a escola é um espaço sociocultural. E para que compreendam de forma mais harmoniosa posso citar que na Constituição da República Federativa do Brasil, divulgada em 05/10/1988 em seu artigo 205 [...].

Anderson: [...] é mostrar a vocês como podemos aproveitar melhor o espaço que temos em nossa escola, de tal maneira que estes espaços possam propiciar a vocês não somente o conhecimento curricular, mas também um espaço de interação, de inclusão [...].

Ana: Por fim, ressalto que vocês, alunos, contribuam para não deixar a escola se tornar um ambiente opressor de homogeneização o diálogo com os educadores se faz necessário para a criação de uma escola inovadora e reflexiva sobre as questões fundamentais do nosso cotidiano político e social.

Marie Curie: [...] ampliem o que é necessário para uma sociedade não passiva, mas sim questionadora e excitadora do pensamento cultural e social da escola e do mundo em que vivem.

Considerações Finais
Neste ponto, o que está em jogo é um projeto de vida, seja ela relacionada com a atuação profissional ou motivada pela titulação. Dessa forma, a insegurança ou indecisão se fazem presentes como parte do processo de autoconhecimento do sujeito e suas escolhas.
Docência
Essas características são intrínsecas à EaD e constitutivas para o gerenciamento do estudo autônomo. Assim, acredito que, nesses requisitos, se intensifica o “papel” fundamental da EaD, ou seja, possibilitar, diante de tantos empecilhos, a chance de retornar ou dar continuidade à educação.
EaD
Percebe-se que os hábitos de escrita dos estudantes ao longo da vida e na graduação justificam seus posicionamentos quanto à escrita. No entanto, o processo escolarização não pode suprimir habilidades para valorização de outras. Ou seja, a educação deve proporcionar caminhos e oportunidades em que os estudantes possam experienciar as múltiplas possibilidades de desenvolverem suas escritas.
Escrita
Referências

BELLONI, Maria Luiza. Ensaio sobre a educação a distância no Brasil. Educação & sociedade, v. 23, n. 78, p. 117-142, 2002.
BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.
BRANDÃO, Helena Nagamine. Introdução à Análise do Discurso. São Paulo: UNICAMP, 1998.
CABRAL, Wallace Alves; FLÔR, Cristhiane Cunha; MOURA, Nielsen. Sentidos atribuídos à escrita por Licenciandos em Química na modalidade à Distância. ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, IX, 2013, Águas de Lindoia. Atas eletrônicas... Águas de Lindoia: ABRAPEC, 2013. Disponível em: <http://www.nutes.ufrj.br/ abrapec/ixenpec/atas/resumos/R0950-1.pdf.>. Acesso em: 19 jul. 2015.
FREITAS, Diana Paula Salomão de et al. A sala de aula virtual de educação ambiental: a escrita como produtora do si-mesmo. ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, VII, 2007, Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis: ABRAPEC, 2007. Disponível em: <http://posgrad.fae.ufmg.br/posgrad/viienpec/pdfs/1321.pdf>. Acesso em: 19 jul. 2015.
MOORE, M. G.; KEARSLEY, Greg. Distance education: a systems view. Belmont: Wadsworth Publishing Company, 1996. Tradução, 2005.
ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 11. ed. Campinas: Pontes, 2013.
Muito Obrigado !!!
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