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O fotojornalismo

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on 24 November 2013

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Transcript of O fotojornalismo

O fotojornalismo
por Christian Caujolle
andré zamboni
janaina quitério
juliana passos
valdir lamim-guedes
O fotojornalismo
Can Suffering Be Too Beautiful?
By MICHAEL KIMMELMAN
Published: July 13, 2001 | The New York Times

“Even people who sympathize with what Sebastião Salgado does -- and what sane person would not? -- complain that his pictures are too beautiful, which is not something you might normally complain about when you look at photographs, especially unforgettable ones.”

“Mr. Salgado's supporters have always responded that the beauty of the photographs lends dignity to the people in them, which is a good point, but the question demands a more elaborate answer.”
O fotojornalismo
função centralizadora
diferente
da estética clássica da boa foto

olhar desorganizado: movimento fora de foco, borrões, falta de equilíbrio, multiplicação de formatos, acidentes, escória

o que está
fora da lente
existe

"imagens cheias de certezas, muitas vezes arrogantes, sobrepõem-se à realidade [...]"
tem força e vitalidade, e ainda procura seu lugar na mídia impressa

expressa dúvidas humildes, mas exigentes, é uma
escolha estética

reafirma o princípio pré-socrático: "não há como a estética servir para alguma coisa se ela não estiver fundada na ética"

questiona a natureza de seu
propósito
ao retratar a realidade
preocupam-se com a
forma
escolhida para investigar o mundo real

sem molduras, escrevem nas fotos, espirram sangue nelas, fotos espetadas nas paredes

"a adoção de uma forma produz um significado"

é o pavimento da autonomia expressiva da fotografia
castigada pelo real
, a qual ri de um século e meio de pictorialismo não assumido

fotografia não tem mais papel dominante na elaboração da notícia

desafio
: dar à ela uma função real, como ela pode ser útil hoje

função e significado: atuação e estética diferentes da TV

proposições assim ameaçam a imprensa como negócio
Walker Evans - EUA
1903-1975

Robert Frank (EUA, Suíça)
1924-hoje

grande depressão, metrô NY,
literatas, transcendentais
contradições EUA, pouca luz, secas, beat, kerouac,
poesia
Gilles Peress - França
1946-hoje
conflitos, articulação caótica, perturbações de tamanho, sombra,
forense


Eugene Richards - EUA
1944-hoje
documental, hospitais, mazelas sociais,
2010 world press photo winner

Sophie Ristelhueber - França
1949-hoje
conceitual, problemática radical,
olhar político
Philip Blenkinsop
UK, 1965-hoje
Michael Ackerman
Israel, 1967-hoje
Olivier Pin-Fat
UK, ?-hoje
situações extremas, sem objetividade,
desejam provocar uma reação
Christian Caujolle
*1953
Atualmente é Editor da Agence Vu em Paris

Colaborou com pessoas como Michel Foucault, Roland Barthes, Pierre Bourdieu
A fotografia e o cachimbo de Magritte
Pode-se dizer que todos os leitores vêem a imagem de um cachimbo e abaixo dela uma inscrição. É uma representação realista de um cachimbo e uma frase claramente expressa. A imagem não despertaria atenção não fora chamar-se
La trahison des images (Ceci n’est pas une pipe)
- A traição das imagens (Isso não é um cachimbo, de René Magritte). O paradoxo intrigante é: afinal, como esta imagem pode não ser
um cachimbo?

Neves
et al.
2012
Teria Magritte feito apenas um jogo de ironia com imagens? Representado um sonho non-sense ou o órgão sexual masculino? Afirmado “isso não é um cachimbo, mas uma representação de um cachimbo”? Ou teria pintado uma figura que permite diferentes interpretações, conforme o conhecimento de mundo dos observadores? São múltiplas as possibilidades de leitura, e elas são aumentadas quando o pintor escreve “O título não contradiz o desenho, ele o afirma de outro modo” no verso de uma reprodução de sua pintura, com a qual presenteou a Michel Foucault (1926 - 1984), que fez um ensaio com o mesmo nome da obra. Enfim, com o quadro A traição das imagens (...) René Magritte pôs em questão as formas de perceber e representar o mundo.
"Foto" estamos falando de um objeto claramente identificado?
"Estamos simplesmente falando sobre imagens que têm em comum apenas a técnica com a qual foram feitas, que associa ótica e química para fixar uma imagem através da exploração da sensibilidade dos sais de prata à luz"
(...)
"- todas elas são chamadas de "fotografias". O que elas têm em comum? Chamá-las de "fotografias" não diz nada sobre elas além do fato de que elas não serem desenhos, nem pinturas e nem computação gráfica."
"Está mais do que na hora da imprensa enfatizar algo que os fotógrafos já sabem há um seculo e meio: de que nenhuma fotografia é objetiva. Nenhuma fotografia é capaz - por sua própria natureza - de nos dar uma informação precisa".
É um atestado de que aquilo que ela representa "foi" e consequentemente não é mais, pertencendo a um momento do tempo passado, desaparecido e definitivamente inacessível.
É uma marca do passado, prova da existência ida dos objetos que ela fixou em formas.
A idéia de que a figura de Magritte não é um cachimbo, mas uma representação de um cachimbo é uma boa metáfora para ilustrar que os objetos observados são representações (percepções) da natureza real dos objetos.
Sudão, 1993 - Vítima da fome em um centro de alimentação. Foto: James Nachwey.
Foto do livro "Migrations" de Sebastião Salgado
To Hell and Back
By Richard B. Woodward
Tuesday, Jun 6 2000 | Village Voice

“But Nachtwey doesn't give us a choice about what we should feel; the subject matter programs our response. He is holding a gun to our heads: Weep for humanity, or else you're a monster.”
Sem concordar ou discordar, Caujoulle destaca que as críticas têm um ponto em comum: o de considerar
o fotojornalismo reconhecido como um gênero
.

“Estou convicto de que fotojornalismo não existe. O que existe são profissionais que trabalham e publicam na imprensa. O que existe são fotógrafos que têm dado à fotografia um papel de documentário e que querem ver suas investigações impressas em milhares ou milhões de cópias. Só isso.”
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