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Pé Diabético: Estudo de Caso de Paciente Portador de Diabete

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Karlla Marcella Medeiros

on 13 November 2015

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Transcript of Pé Diabético: Estudo de Caso de Paciente Portador de Diabete

Pé Diabético: Estudo de Caso de Paciente Portador de Diabetes Mellitus tipo II



Faculdade Estácio de Alagoas.
Karlla Marcella de M. Santos
Orientação: Sandra Arruda.

Metodologia
Trata-se de um estudo de caso clínico que foi realizado no dia 27-10-2015 com um paciente portador de diabetes mellitus tipo II; usuário de uma Unidade Básica de Saúde, localizada na cidade de Maceió – AL. Após a identificação dos fenômenos de enfermagem, através de anamnese e exame físico do referido paciente; foram elaborados os diagnósticos, prescrições e resultados de enfermagem, tendo como instrumento a CIPE (Classificação Internacional Para a Prática de Enfermagem) versão 2.
Diabetes Mellitus
Objetivo
Após a identificação dos fenômenos de enfermagem, através de anamnese e exame físico do referido paciente; foram elaborados os diagnósticos, prescrições e resultados de enfermagem, tendo como instrumento a CIPE (Classificação Internacional Para a Prática de Enfermagem) versão 2.
Introdução
Os estudos de caso clínico representam as primeiras tentativas de definir a sistematização da assistência de enfermagem, contribuindo para a organização do seu trabalho e a evolução da profissão. Uma variação desse método de ensino, já era utilizada por Florence Nightingale, ao exigir que seus alunos registrassem os casos interessantes, sobre os quais seriam dialogados, avaliando o que havia sido aprendido.
O estudo de caso é utilizado em pesquisas quantitativas e qualitativas, nessa última, desenvolve-se uma situação natural, rica em dados descritivos e que focaliza a realidade de uma forma complexa e contextualizada. (Galdeano, 2003).

A elaboração desse estudo de caso objetiva a aplicação do Processo de Enfermagem na identificação dos fenômenos de enfermagem presente em um paciente portador de diabetes mellitus tipo II (DM II), que é usuário de uma Unidade Básica de Saúde, na cidadede Maceió-AL;
incentivando o uso do raciocínio crítico na elaboração dos diagnósticos, prescrições e resultados de enfermagem relacionados a esses fenômenos. Busca também informar a respeito da etiologia e da fisiopatologia relacionados á DM II.
Os dados foram obtidos aplicando-se as etapas que compõem o Processo de Enfermagem (coleta de dados, diagnósticos, planejamento, implementação e avaliação).
O DM é uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. Caracteriza-se por hiperglicemia crônica (excesso de glicose no sangue), com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas; é considerado como uma patologia crônica, com altas taxas de prevalência na população.1
Uma epidemia de Diabetes Mellitus (DM) está em curso. Em 1985, estimava-se que existissem 30 milhões de adultos com DM no mundo; esse número cresceu para 135 milhões em 1995, atingindo 173 milhões em 2002, com projeção de chegar a 300 milhões no ano 2030. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2006, p. 8).1
A prevalência de cada tipo de diabetes vem sendo estudada e é notório que a incidência do DM II vem crescendo significativamente. Vários estudiosos atribuem isso a fatores predisponentes, como “sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, aspectos genéticos dentre outros” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2006, p. 8).
O diabetes mellitus classifica-se em tipo I e tipo II, onde o DM tipo II, caracterizado pela deficiência parcial de insulina e abrange cerca de 90% dos casos de diabetes na população, e o DM tipo I, no qual há estágio de deficiência absoluta de insulina, tem frequência de aproximadamente 8% (BRASIL, 2013). 3

Pé diabético
O pé diabético é uma das complicações crônicas mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM). Caracteriza-se pela presença de lesões nos pés em decorrência de alterações vasculares periféricas e/ou neurológicas peculiares do DM, constituindo-se pela tríade: neuropatia, doença vascular periférica e infecção. Se este agravo não for reconhecido precocemente, pode evoluir para gangrena e até mesmo amputação de membro.
A presença da neuropatia ocasiona perda da sensibilidade térmica e dolorosa contribuindo para a ocorrência de traumas e ulcerações. O aparecimento de processos infecciosos e a deficiente irrigação dos membros inferiores contribuem para a evolução da gangrena. 4
O pé diabético que se constitui num problema de saúde pública, em razão da frequência com que ocorre e do alto custo do tratamento e pode acarretar grandes prejuízos ao cliente, desde restrições em suas atividades cotidianas e profissionais, baixa autoestima, danos psicológicos, necessidade maior do apoio dos familiares, até gastos financeiros com seu tratamento e hospitalizações. 5
Fatores de risco importantes para esse agravo compreendem: idade, tipo e tempo de diagnóstico, controle inadequado da glicemia, tabagismo, alcoolismo, obesidade, hipertensão e falta de bons hábitos higiênicos no cuidado com os pés. 4
A enfermagem deve oferecer apoio educativo para o cuidado com os pés, devem ser realizadas consultas regulares, enfatizando o exame do pé pelo cliente diabético, além da observação dos fatores de risco, como sinais de doença arterial periférica, alterações na pele, uso de calçados inadequados, presença de edema nos membros inferiores, alterações na perfusão periférica, sinais de isquemia e neuropatia. O enfermeiro deve cumprir o papel de educador, com o acompanhamento efetivo ao cliente diabético, promoção de grupos de apoio, além das orientações necessárias quanto ao controle da glicemia, enfatizando a importância da adesão a hábitos de vida mais saudáveis. É importante a negociação de um plano de cuidado com o cliente, planeando intervenções direcionadas. 5
28/10/2015 ás 14h – P.L.S, 65 anos, sexo masculino, pardo, casado, tem 02 filhas, aposentado a pouco tempo, não alfabetizado, natural da cidade de Boca da Mata- AL; mas atualmente reside há muitos anos na cidade de Maceió, num domicílio próprio de alvenaria, sistema de água potável e encanada, com saneamento básico e rua asfaltada. No momento encontra-se, lúcido, bem-humorado, comunicativo, responsivo ás solicitações verbais; deambula com dificuldade e pelo auxílio de uma muleta, pois foi submetido a amputação do primeiro ao quinto pododáctilo de ambos os pés. O usuário relata ter se alimentado bem, dentro de suas possibilidades apesar da falta de apetite e que sua ingesta hídrica está reduzida, possuir bom padrão de sono, não praticar nenhum tipo de atividade física por ter dificuldade de locomoção e por ainda sentir dor em membro que foi recentemente amputado, relata ainda ter HAS, diabetes mellitus tipo II desde 1998 e ser insulino dependente, desde então faz tratamento e acompanhamento do seu quadro; relata que por complicação do DM teve de ser submetido a duas amputações de membros inferiores a primeira em 2010 do primeiro ao quinto pododáctilo do pé esquerdo e tecido adjacente e a segunda em abril desse ano do primeiro ao quinto pododáctilo do pé direito e tecido adjacente. Desconhece história familiar de doença, mas tem irmãos que também possuem DM; e sabe pouco sobre seu histórico de doença passada,
Sumário de Situação
mas relata que em sua adolescência, quando trabalhava na roça sofreu um acidente com inchada onde quase teve o segundo quirodáctilo da mão esquerda decepado. Para o controle da glicemia está fazendo uso de Insulina regular duas vezes ao dia e Cloridrato de metformina 500 mg uma vez ao dia, e para o controle da HAS faz uso de Hidroclorotiazida 50 mg e Losartana Potássica. Ao exame físico: pele normocorada, ressecada, áspera, com boa elasticidade e turgor. Crânio simétrico, boa higienização do couro cabeludo, presença de fios de cabelo grisalhos e de boa implantação. Face simétrica, normocorada e indolor á palpação. Olhos simétricos ao pavilhão auricular, sobrancelhas simétricas, pálpebras simétricas, conjuntivas normocoradas, esclerótica de boa coloração, cílios com boa implantação; realizado o exame de foto reação pupilar, pupilas reagentes ao exame direto e consensual, pupilas convergentes ao teste de acomodação visual e campos visuais preservados. Seios frontais e paranasais transiluminados e indolores á palpação. Mucosa nasal ressecada, fossas nasais higienizadas e com boa distribuição de vibrissas, septo nasal simétrico. Pavilhão auricular externo indolor á palpação e sem sujidades, pavilhão auricular interno com moderada quantidade de cerúmen. Mucosa oral, tonsilas palatinas e palatos mole e duro íntegros; lábios desidratados; arcada dentária superior e inferior incompleta e com presença de tártaro; boa higiene oral.
Pescoço simétrico, tireoide impalpável e cadeia ganglionar também impalpável. Houve impossibilidade de realizar exame físico completo do tórax e abdome, por receio do paciente em retirar as vestes, mas o tórax apresenta-se simétrico, com expansibilidade positiva e regular, não havendo hipersensibilidade á palpação; AP: MV (+) em AHT; s.r.a.; AC: RCR em 2T com BNF sem sopro. Abdome globoso, rígido, indolor á palpação superficial e profunda, sem presença de massa palpável, normo peristaltismo com RHA(+). MMII perfundidos e com mobilidade reduzida, sensibilidade dolorosa em MMII direito que também apresenta ferimento cirúrgico (amputação do primeiro ao quinto pododáctilo do pé direito e tecido adjacente), que apresenta-se em fase reparatória com borda de epitelização e regular, presença de tecido de granulação sadio na cor vermelho vivo e exsudato serosanguinolento em mínima quantidade (+/4+) e sem odor fétido; com pele de aspecto ressecado e leve descamação; presença de edema , sendo MMIID(+++/4+) e MMIIE(++/4+). MMSS perfundidos, pele com descamação, ressecamento, deformidade em segundo quirodáctilo da mão esquerda; sem presença de edema. SSVV: FC de 80bpm, FR de 18rpm, PA. 180x100 mmHg e glicemia capilar 127mg dl. Foi prescrito de Insulina regular duas vezes ao dia, Cloridrato de Metforminha 500mg uma vez ao dia (após o almoço), Hidroclorotiazida 50mg uma vez ao dia e Losartana Potássica uma vez ao dia, e está sendo realizada a troca de curativo em membro amputado a cada 24h com o uso de sf. 0,5 para limpeza e Hidrogel como cobertura. Exames laboratoriais mais recentes são datados do dia 31/08/2015 e se trata de Hemograma (contagem de leucócitos: 9.600...), HBG: 7.3, Glicemia de jejum: 99.0..., Triglicerídeos: 92,0..., Ác. Úrico: 5.90..., Ureia: 42.0..., Creatinina: 1.09..., TGO: 15.0..., e TGP: 27.0.

Enfermagem é uma ciência baseada no cuidado ao ser humano, e que atua na promoção prevenção e recuperação da saúde; é como muitos definem, a arte do cuidar. Como ciência, a enfermagem organiza seu trabalho fazendo uso de instrumentos como, o Processo de Enfermagem (PE), a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), e a Classificação Internacional Para a Prática de Enfermagem (CIPE); no intuito de estabelecer a autonomia e o reconhecimento da enfermagem como profissão.
A construção de Estudos de Caso, são importantes por incentivar a aplicação desses métodos, empregado cientificidade á enfermagem, e possibilitando que o enfermeiro faça uso do raciocínio crítico para prestar uma assistência sistematizada e organizada; tornando conhecido as funções e o domínio da enfermagem.

Conclusão

1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diabetes Mellitus tipo 2 no jovem. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. São Paulo: SBD, 2006.
2. Autocuidado e parâmetros clínicos em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 Self-care and clinical parameters in patients .
3. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS EM SALVADOR, BAHIA, BRASIL (2002-2012)
4. PÉ DIABÉTICO: APRESENTAÇÃO CLÍNICA E RELAÇÃO COM O ATENDIMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA
5. A R T I G O D E I N V E S T I G A Ç Ã O Avaliação dos fatores interferentes na adesão ao tratamento do cliente portador de pé diabético

Referências
Introdução
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