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O romantismo 3

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by

Ana Munari

on 25 March 2015

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Transcript of O romantismo 3

O romantismo
Momento de negação que deseja redefinir o lugar do homem no mundo e, por consequência, a atitude poética.
CÂNDIDO, Antonio. "O romantismo como posição do espírito e da sensibilidade". In: CÂNDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Rio de Janeiro, Ouro sobre Azul.
O autor
"Não poderíamos encontrar no Brasil, em todo o século passado, escritor mais ajustado a esta via fácil do que Joaquim Manuel de Macedo. O pequeno valor literário da sua obra é principalmente social, pelo fato dele se ter esforçado em transpor a um gênero novo entre nós os tipos, as cenas, a vida de uma sociedade em fase de estabilização, lançando mão de estilo, construção, recursos narrativos os mais próximos possíveis da maneira de ser e falar das pessoas que o iriam ler. Ajustando-se estreitamente ao meio fluminense do tempo, proporcionou aos leitores duas coisas que lhe garantiram popularidade e, mesmo, a modesta imortalidade que desfruta: narrativas cujo cenário e personagens eram familiares, de todo o dia; peripécias e sentimentos enredados e poéticos, de acordo com as necessidades médias de sonho e aventura." (p. 454)l
Os ares do Romantismo
Concebe de nova maneira o papel do artista e da obra de arte.
Nega a convenção universalista, em benefício da cor local.
Busca o único, o irregular, o diferente.
Novo estado de consciência: consciência do indivíduo e senso da história.
A arte passa a ser uma limitação da expressão, e a palavra passa a ser menor do que o mundo que ela tenta representar: desconfiança da palavra.


O destino do homem – sujeito da arte – vai de encontro ao mistério.

Senso do interlocutor (limite à expansão do eu) X estado de solidão
O romântico
Base da atitude romântica: individualismo e "relativismo" (contextos culturais distintos)
Matéria do romântico: cada situação tem sua especificidade e o olhar sobre ela é sempre pessoal e intransferível.
Românticos: impressão de um selo próprio ao que eles veem, um ângulo pessoal: “rejeita o império da tradição e reconhece autoridade apenas na própria vocação, no gênio”.
Passagem do mecenato ao profissionalismo: “a ruptura dos quadros sociais que sustinham o escritor – modificando igualmente o tipo de público a que se dirigia – alterou a sua posição, deixando-o muito mais entregue a si mesmo e inclinado às aventuras do individualismo e do inconformismo”.
O romance
O romance é produto do Romantismo, resultado da divisão do trabalho literário: objetividade e respeito à realidade observada é um contrapeso ao individualismo.
A moreninha
A viuvinha
Cinco minutos
Casadas solteiras
O narrador
Inicia com o diálogo: teatralidade.
A movimentação do diálogo entre as personagens faz o papel de descrever e dar a conhecer o espaço, as personagens e a história.
Narra no presente, como se estivesse atrás do palco.
Insere o suspense, deixando indefinido alguns nomes.
No capítulo 2, inicia a história cronologicamente.
Recusa-se a ser romântico - mas o é pelas personagens (p.16, 70).
Utiliza-se do recurso epistolar.
Metalinguagem: regras do jogo amoroso (p.15, 72, 77, 102)
Diálogo com o próprio texto, ironia (p. 19).
Coloca-se em eixo com a personagem (p. 20).
O livro é resultado da própria história.
A narrativa
Temas
O amor romântico: duas faces
--> apaixonar-se X amar
;
--> ser "romântico" X amar realmente
O casamento: mercado matrimonial (p. 24)
A história: três histórias em paralelo.
Uso dos sentidos
,
do mar, dos objetos mágicos (p. 28, 35, 36)
As personagens
O número três: a pálida, a loira, a moreninha
A heroína: típica do romantismo (pureza, infância, aspecto angelical)
--> mas foge ao estereótipo: romântica ou clássica, prosaica ou poética, ingênua ou misteriosa (p. 26)/outras personagens (p.55)
Dualidade entre Augusto e Fabricio (p. 11, 14): o ultra-romântico e o ultraclássico
O herói: veste o papel romântico embora o negue - ultra-romântico, assume os valores do romantismo (p.24)
D. Ana: sábia e mediadora.
Espaço:
Rio de Janeiro/ ilha/ gruta
Estilo:
alguma ironia, resquícios de realismo, humor (21, 60)
O narratário
Persegue o mistério simples cujo desvelamento ele já conhece
Aceita a dualidade proposta entre o amor real e o de conveniência
Ignora ou aceita os lugares comuns do romantismo
Conhece os jogos sociais
Identifica o ambiente e os tipos fluminenses
Iracema
1844
1855
1845
1857
1865
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