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Hipercontos e multiletramentos

Hipercontos e os multiletramentos em um contexto multissemiotizado
by

anair valênia

on 31 May 2012

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Transcript of Hipercontos e multiletramentos

Letramentos Multissemióticos Hipercontos multissemióticos Semioses gênero carta pessoal gênero oral - conversa telefônica HIPERCONTOS MULTISSEMIÓTICOS E A PROMOÇÃO DOS MULTILETRAMENTOS
Anair Valênia Martins Dias – IEL/UNICAMP/CAPES
Orientadora: Dra. Roxane Helena R. Rojo Coleção http://www.hiperconto.com.br/desfocado/ Exigidos pelos textos contemporâneos, ampliando a noção de letramentos para o campo da imagem, da música, das outras semioses que não somente a escrita. O conhecimento e as capacidades relativas a outros meios semióticos estão ficando cada vez mais necessários no uso da linguagem, tendo em vista os avanços tecnológicos: as cores, as imagens, os sons, o design etc., que estão disponíveis na tela do computador e em muitos materiais impressos que têm transformado o letramento tradicional (da letra/livro) em um tipo de letramento insuficiente para dar conta dos letramentos necessários para agir na vida contemporânea (MOITA-LOPES & ROJO, 2009, p. 107). Notícia de jornal A literatura digital não é aquela simplesmente ambientada em um espaço virtual, ou que tenha sido digitalizada, ela precisa ter sido desenvolvida em meio digital, ser um "objeto digital de primeira geração criado pelo uso de um computador e (geralmente) lido em uma tela de computador" (HAYLES, 2009, p. 20). http://www.samirmesquita.com.br/doispalitos.html Dois Palitos
Samir Mesquita Os autores da literatura digital, ou literatura eletrônica, devem hibridizar os recursos multissemióticos, bem como integrar jogos de computador, artes digitais, desenhos gráficos, animaçõe etc (SPALDING, 2010). Esses recursos midiáticos ampliam as possibilidades de sentidos que podem ser produzidos a partir da materialidade linguística apresentada na literatura digital. http://www.samirmesquita.com.br/ Os processos interativos aumentam as produções de sentidos, podendo o leitor, em alguns hipercontos, como por exemplo no hiperconto "Um estudo em vermelho", interagir na forma de organização do texto, potencializando a sua significação e modificando o seu final. http://www.hiperconto.com.br/estudoemvermelho/ Em muitas interfaces interativas, a ação dos usuários é "meramente reativa, pois, embora suas respostas sejam imprescindíveis ao jogo, elas se dão sempre dentro de parâmetros que são as regras do jogo estabelecidas pelas variáveis do programa" (SANTAELLA, 2004). Há, portanto, um controle que direciona a interatividade . Co-criação Reconstrução
da obra O hiperconto é uma versão do conto canônico, adaptada para a era digital, que requer "narratividade, intensidade, tensão, ocultamento, autoria". Embora o ambiente virtual ofereça recursos multimídia de criação como áudio, fotografias, desenhos, movimentos, hiperlinks, recursos interativos, quebra de linearidade, dentre outros, o ponto central da literatura digital deve ser o texto escrito, preservando, dessa forma, seu "caráter literário" (SPALDING, 2010). Estrutura narrativa multilinear Ciberpoemas Minicontos digitais No hiperconto "Um estudo em vermelho" há uma ilusão sobre o "poder de decisão" do leitor correlata ao seu final, que na verdade é controlado pelas possíveis combinações apresentadas. Por outro lado, entende-se que, se não houver esse controle, o autor corre o risco de ver a sua proposta narrativa comprometida pelos caminhos empreendidos pelo leitor. Kress e Van Leewen (1996) defendem a premissa de que a linguagem deve ser vista como constitutivamente multimodal e que os sentidos são produzidos quando inter-relacionados vários modos de linguagem na constituição textual. Em "Desfocado", texto e imagem formam um todo significativo, com um apelo sexual marcante. Conforme Santaella (2007, p. 24), "texto, imagem e som já não são o que costumam ser. Deslizam uns para os outros, sobrepõem-se, complementam-se, confraternizam-se, unem-se, separam-se e entrecruzam-se. Tornaram-se leves, perambulantes", ou seja, complementam o sentido do outro. Assim, os sentidos que o autor prevê só se concretizam com a adição das imagens de sexo apresentadas. O gênero não permite ao interlocutor contra argumentação em relação aos fatos e acontecimentos citados. O chocolate, semiose utilizada no Capítulo, aumenta a sensação de prazer devido ao fato de promover a produção de serotonina (substância ligada à sensação de prazer), aliviando, assim, os sentimentos de ansidade e depressão. A presença da barra de chocolate no Capítulo demonstra como está o personagem: desnorteado, desfocado e depressivo. Na imagem do aparelho, dois aspectos chamam a atenção: o visor verde piscando com a mensagem "Ligação não identificada" e a tecla de "Atender" também piscando. Esses dois elementos semióticos sugerem ao leitor que ele deve interagir com o hiperconto para prosseguir com a sua leitura. Segundo Dolz e Schneuwly (2004[2001], p. 157), o gênero oral "espontâneo", como é o caso de uma conversa telefônica, constitui-se em um "modelo" relativamente idealizado, a respeito do qual, às vezes, à primeira vista, sublinha-se o aspecto aparentemente fragmentário e descontínuo". Esses dois aspectos são observados no Capítulo, pois as personagens passam de um assunto para outro sem uma ordem fixa ou com um aviso prévio. Para o leitor fica a tarefa de acompanhar essa flexibilização de assuntos abordados e promover os seus sentidos. Em se tratando de uma notícia de jornal, a linguagem utilizada é técnica, clara, objetiva e precisa. Em oposição à linguagem literária, que possui traços de subjetividade, a notícia prima por ser imparcial, limitando-se a noticiar os fatos ocorridos na tentativa de se evitar que o leitor empreenda interpretações múltiplas. Essa linguagem técnica, fria e distante, típica do gênero notícia de jornal, parece estar em desacordo com os sentimentos circulantes e pelos acontecimentos que estão sendo noticiados. Fica, então, o sentido de distanciamento provocado pela linguagem e a emoção da perda provocada pela morte do personagem. A ação de interatividade, requerida pelo Capítulo, de clicar nas imagens para fazer a narrativa prosseguir, parece promover uma experiência de imersão do leitor "que se expressa na sua concentração, atenção e compreensão da informação" (SANTAELLA, 2008, p. 56). Por meio desse processo interativo, é possível experimentar a sensação conflituosa, confusa e desconexa vivida pelo personagem. A partir da reflexão acerca da co-existência de semioses, tais como a imagem, o texto verbal, as cores, o movimento, as formas, os sons a ocuparem um mesmo espaço em um mesmo texto, bem como a partir da descrição analítica do conto, é que os alunos serão capazes de ter uma noção da literatura digital enquanto um enunciado que comporta um estilo, um conteúdo temático e uma estrutura composicional.
É importante mostrar ao aluno essas outras formas de significar, tendo em vista que, na contemporaneidade, os componentes midiáticos já fazem parte do nosso cotidiano (LEMKE, 1998). Sabendo que as semioses envolvem aspectos como representação de interesses (necessidades de comunicação); seleção de uma escala de recursos representacionais (linguísticos, gestuais, visuais, espaciais ou formas multimodais) e ação de representação ou produção de sentido como processo em si (COPE & kALANTZIS, 2006), espera-se um estudo mais sistemático da literatura digital.
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