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OS GRITOS DO SILÊNCIO*: O PROFESSOR FRENTE AO ABUSO SEXUAL C

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Ana Carla Vagliati

on 6 November 2013

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Transcript of OS GRITOS DO SILÊNCIO*: O PROFESSOR FRENTE AO ABUSO SEXUAL C



“[...] o que provoca o impulso investigativo é a necessidade de responder a alguma questão que nos interpela na realidade presente” (SAVIANI, 2008, p. 04).

Problema da pesquisa:
Conhecer a concepção dos professores acerca do abuso sexual
Como os professores percebem os sinais de abuso e quais as ações frente a essa problemática?
Objetivo geral:
Verificar quais as concepções dos professores acerca do abuso sexual contra crianças e adolescente no espaço escolar.

Bibliografia:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA MULTI-PROFISSIONAL DE PROTEÇÃO Á INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA (ABRAPIA). Abuso sexual contra crianças e adolescentes: proteção e prevenção - guia de orientação para educadores. Petrópolis, RJ: Autores & Agentes & Associados, 1997.

BARBOSA, G. F. Formas de prevenir a violência sexual contra a criança na escola - um olhar da psicanálise e da saúde pública. 2008. 100 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Veiga de Almeida, Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade, Subjetividade nas Práticas das Ciências da Saúde, Rio de Janeiro, 2008.

BRASIL. Ministério Público Federal. Estatuto da criança e do adolescente (ECA). Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Brasília, DF. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm>. Acesso em: 23 de maio de 2013.

BRASIL. Ministério Público Federal. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF., 5 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em : 19 de junho de 2013.



OS GRITOS DO SILÊNCIO*: O PROFESSOR FRENTE AO ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ESPAÇO ESCOLAR

Orientadora: Prof Dra Giseli Monteiro Gagliotto

Mestranda: Ana Carla Vagliati
"[...] ela dormia muito, daí a gente acabava sendo meio negligente, deixava ela dormir e não ajudava na situação dela. A mãe já tinha sido informada, o conselho, mas mesmo assim a situação para ela ainda estava difícil e mesmo assim a gente continuava tomando a mesma atitude, por isso que eu não gosto muito de saber das coisas, porque não é um problema nosso eu acho, é um problema da vida deles, do sistema, do pai e da mãe que não cuidam, que não se importam, que acham aquilo normal" (Maria).

Objetivos específicos:
Levantar dados dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, junto ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS);

Conhecer e dar visibilidade ao fenômeno do abuso sexual contra crianças e adolescentes;

Compreender a concepção dos professores frente à problemática do abuso sexual;

Verificar de que forma os professores lidam com o abuso sexual no espaço escolar;

Apontar a importância da formação de professores em educação sexual emancipatória* para prevenir e identificar os casos de abuso sexual;

Apresentar possibilidades de intervenção a partir da teoria psicanalítica e suas contribuições para o trabalho educativo.

*A educação sexual emancipatória possibilita ao indivíduo educar-se sexualmente, compreender-se como sujeito de sexualidade e, assim, vivê-la na sua plenitude. Para isso, é essencial a construção da liberdade sexual, livre de culpa, de opressão, de autoritarismo, de controle, e, sim, uma educação que venha a contribuir para a supressão dos preconceitos, das desigualdades e da violência sexual (FIGUEIRÓ, 2006).

Metodologia:

O método teórico filosófico utilizado será o materialismo histórico-dialético, método este que possibilita a compreensão da realidade humana como complexa e necessária de ser estudada, pensada e assim compreendida em seus mais diversos e contraditórios aspectos.

A escolha deste método se deu por considerá-lo o que melhor pode responder às questões da pesquisa, pois permite a apreensão do real, e enquanto práxis possibilita a transformação e a produção de novas sínteses da realidade. Buscaremos na pesquisa descrever o particular, explicitando dialeticamente, suas relações com o contexto econômico, político, social e cultural.

Metodologia:
A metodologia para esta pesquisa será inicialmente de revisão bibliográfica, com fins de levantar as produções acadêmico-científicas sobre o abuso sexual envolvendo o espaço escolar e as contribuições de tais estudos para o trabalho educativo.

[...] ainda são poucos os estudos acerca da violência sexual através do olhar da psicanálise e da sua contribuição envolvendo o campo educacional. Parece, no entanto, esta ser uma via possível a partir da compreensão da realidade do abuso sexual vivido pela criança, oportunizando reflexões e habilitando o educador para ações preventivas. Para tanto, é importante que se transmitam aos educadores conhecimentos a respeito deste assunto, a fim de se obter a inclusão do tema prevenção da violência (com relevância da sexual) (BARBOSA, 2007, p. 56).

Metodologia:
Para o trabalho de campo, será realizado levantamento de dados juntos ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) localizado no município de Francisco Beltrão-PR, para fim de analisar os casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes e em quais escolas estudam os usuários do CREAS que sofreram abuso sexual.

Total de 12 escolas municipais e estaduais com crianças e adolescentes que sofreram abuso sexual e são atendidos pelo CREAS.

Total de 32 crianças e adolescentes.

Escola 1
Ano em que estudam: 6 anos (manhã); 7 e 8 anos (tarde)

Metodologia:
Serão realizadas entrevistas semiestruturadas com professores das escolas municipais e estaduais de Francisco Beltrão - nas quais estudam crianças e adolescentes que sofreram abuso sexual, conforme levantamento prévio junto ao CREAS, com vistas a identificar a concepção que esses têm sobre a problemática do abuso sexual e a compreensão do seu papel para a transformação dessa realidade.

GABEL, M. (org.). Crianças vítimas de abuso sexual. 2. ed. São Paulo: Summus, 1997.

CHAUÍ, Marilena. Repressão sexual: essa nossa (des)conhecida. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.

ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 17. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1982.

GUIA ESCOLAR. Métodos da identificação de sinais de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos e Ministério da Educação,163 p, 2004.

JORGE, Ana Natália Seabra. Estudo dos mitos e crenças que os professores possuem acerca do abuso sexual infantil. Porto, 2010, 132 p. (Dissertação de Mestrado).

Bibliografia:
NUNES, César Aparecido. Desvendando a sexualidade. 7 ed. Campinas: Papirus, 1987.

RIBEIRO, Patrícia Monteiro. O abuso sexual infantil intrafamiliar e os sentidos compartilhados pelos professores em Recife. Recife, 2012, 150 p. (Dissertação de Mestrado).

FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Rio de Janeiro: Imago, 2002.

_________________. O mal-estar na civilização. Rio de Janeiro: Imago, 1997.

FALEIROS, V. de P.; FALEIROS, E. S. Escola que protege: enfrentando a violência contra crianças e adolescentes. 2 ed. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/escqprote_eletronico.pdf>. Acesso em: 25 de fevereiro de 2013.

Bibliografia:
FIGUEIRÓ, Mary Neide Damico. Formação de Educadores Sexuais: adiar não é mais possível. – Campinas, SP: Mercado de Letras; Londrina, PR: Eduel. (Coleção Dimensões da Sexualidade), 2006.
 
___________________________. Educação sexual: retomando uma proposta, um desafio. – 3.ed. rev. e atual. – Londrina : Eduel, 2010.

GAGLIOTTO, Giseli Monteiro; BERTÉ, Rosane; VALE, Geisa Valéria do. Agressividade da Criança no Espaço Escolar: uma abordagem psicanalítica. Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v.20, n1, p.144-160, 2012. Disponível em: <http://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/2218/2048>. Acesso em: 20 de fevereiro de 2013.

GAGLIOTTO, Giseli Monteiro. A educação sexual na escola e a pedagogia da infância: matrizes institucionais, disposições culturais, potencialidades e perspectivas emancipatórias. Campinas, SP: [s.n,], 2009.



LEITE, Mônica Fujimura. De que serve a psicanálise à educação escolar?. Londrina, 2011, 121 p. (Dissertação de Mestrado)

LIBORIO, R. M. C.; CAMARGO, L. dos S. A Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes na Perspectiva de Profissionais da Educação das Escolas Públicas Municipais de Presidente Prudente. (s/data). Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/gt23-1810--int.pdf>. Acesso em: 22 de fevereiro de 2013.

SANTOS, Vera Márcia Marques. A formação do educador frente à violência e o abuso sexual contra crianças e adolescentes. Florianópolis: UDESC/FAED/DAPE, 2002, 131p. (Dissertação de Mestrado).

GUIA DO PROFESSOR. Educação Sexual de 0 a 10 anos. Autoria: Caroline Arcari. s/data.
Bibliografia:
Bibliografia:
A violência sexual é classificada em abuso sexual e exploração sexual comercial; o abuso sexual em intra e extrafamiliar; a exploração sexual em prostituição, pornografia, turismo sexual e tráfico de pessoas para fins sexuais. Essas classificações são consideradas diferentes formas de violência (BARBOSA, 2007, p.25).
"O abuso sexual é definido como qualquer conduta sexual com uma criança realizada por adulto ou criança mais velha. Além das carícias nos órgão genitais, penetração vaginal ou anal e contato oral-genital, outras condutas mais “discretas” como mostrar os órgãos genitais à criança, incentivá-la a ver imagens pornográficas ou utilizar a criança para produzir imagens pornográficas também configuram o abuso sexual infantil" (GUIA DO PROFESSOR, s/data, p. 27).
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