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os tipos de discurso

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Meire Celedonio

on 11 November 2014

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Transcript of os tipos de discurso

OS TIPOS DE DISCURSO
E
A CRIAÇÃO DE
MUNDOS
DISCURSIVOS
TEXTOS
Unidades comunicativas de nível superior.
Produtos da atividade de linguagem em funcionamento permanente nas formações sociais (em função de seus objetivos e de seus interesses, essas formações elaboram diferentes espécies de textos, que apresentam características relativamente estáveis: os gêneros de texto - disponíveis no arquitexto (intertexto).




Mesmo sendo intuitivamente diferenciáveis, não podem nunca ser objeto de uma classificação racional, estável e definida, pois:

1º - as atividades de linguagem são ilimitadas;
2º - os parâmetros que podem servir de classificação são pouco limitáveis e em constante interação e
3º - esses parâmetros não podem se basear senão em um único critério, nas unidades linguísticas que são empiricamente observáveis.

Os gêneros de texto mudam necessariamente com o tempo ou com a história das formações sociais de linguagem.

TEXTOS
Independente do gênero,
os textos
são constituídos, segundo modalidades muito variáveis, por
segmentos de estatutos
diferentes (exposição teórica, relato...) e é apenas no nível desses segmentos que podem ser identificadas regularidades de organização e marcação linguísticas.
Tipos linguísticos
Segmentos constitutivos de um gênero; formas específicas de semiotização ou de colocação em discurso.

Formas dependentes do leque dos recursos morfossintáticos de uma língua e, por isso, em número necessariamente limitado.

Formas correlatas à (ou reveladoras da) construção das coordenadas dos mundos virtuais, radicalmente diferenciadas do mundo empírico dos agentes.

Os mundos virtuais em que os tipos de discurso se baseiam são chamados de mundos discursivos.
Situado no campo das ciências do texto, o ISD postula que os mecanismos de produção e de interpretação dessas entidades verbais contribuem para a transformação permanente das pessoas agentes e, ao mesmo tempo, dos fatos sociais.


GÊNEROS
DE TEXTO
Níveis de abordagem
e análise descendente
As
atividades de linguagem
em funcionamento nas coletividades humanas, que se desenvolvem no quadro de formações discursivas e nas quais participam agentes singulares, como sede de ação de linguagem.
Os
textos
como

formas comunicativas globais e "finitas", constituindo os produtos concretos das ações de linguagem; distribuem-se em gêneros adaptados às necessidades das formações sociodiscursivas, permanecendo esses gêneros à disposição, como modelos, no construto sócio histórico que é o arquitexto.







Os tipos de discurso
como formas linguísticas que são identificáveis nos textos e que traduzem a criação de mundos discursivos específicos, sendo esses tipos articulados entre si por

mecanismos de textualização e por mecanismos enunciativos, que conferem, ao todo textual, sua coerência sequencial e configuracional.
Mundos discursivos e tipos psicológicos
Influência de Beveniste, Weinrich e Simonin- Grumbach
A abordagem do ISD sobre os tipos de discurso situa-se na continuidade desses trabalhos no sentido de que consiste em descrever, de um lado, os mundos ou planos de enunciação assim como as operações psicológicas em que se baseiam e, de outro lado, as configurações de unidades linguísticas que traduzem esses mundos no quadro de uma língua natural.
As operações de construção das coordenadas gerais que organizam o conteúdo temático mobilizado em um texto podem ser resumidas a uma decisão de caráter binário: disjunção/conjunção.

Mundo da ordem do
NARRAR
As coordenadas gerais que organizam o conteúdo temático são apresentadas como disjuntas das coordenadas do mundo ordinário da ação de linguagem.
Sua oranização ancora-se em uma origem espaço-temporal.
Mundo da ordem do
EXPOR

As representações mobilizadas não se ancoram em nenhum origem espaço-temporal específica e organizam-se inevitavelmente em referência mais ou menos direta às coordenadas gerais do mundo da ação de linguagem em curso. Os fatos são apresentados como sendo acessíveis no mundo ordinário dos protagonistas da interação de linguagem.
um dia, ontem, no ano de 2058
As operações de explicitação da relação com os parâmetros da ação de linguagem em curso também podem ser descritas nos termos de uma oposição binária. Ou um texto explicita a relação que suas instâncias agentividade mantêm com os parâmetros materiais da ação de linguagem, ou essa relação não é explicitada.
Implicação
O texto mobiliza ou "implica" os parâmetros da ação de linguagem (referências dêiticas), que são integrados ao próprio conteúdo temático. Assim, para interpretar esse texto, é necessário ter acesso às suas condições de produção.
Autonomia
O texto apresenta uma relação de autonomia com os parâmetros da ação de linguagem e sua interpretação não requer nenhum conhecimento das condições de produção.
Os quatro mundos e os tipos
psicológicos correspondentes

Combinando-se os dois tipos de distinções (oposição entre a ordem do NARRAR e a ordem do EXPOR, de um lado, e a oposição entre implicação e autonomia, de outro), podemos definir quatro mundos discursivos.

1. Mundo do EXPOR implicado;
2.Mundo do EXPOR autônomo;
3. Mundo do NARRAR implicado;
4.Mundo do NARRAR autônomo.
Bronckart, 2010
Discurso interativo
Discurso teórico
Ansiedade
Emoção gerada pela antecipação de um perigo difuso, difícil de prever e de controlar. Transforma-se em medo diante de um perigo bem identificado. A ansiedade é acompanhada de modificações fisiológicas e harmonais...
(R.Dantzer, in R.Doron&F.Parot,
Dictionnaire de psychologie
, p.45)
O relato interativo
Narração
No dia 05 de outubro, às oito horas, uma multidão se comprimia nos salões do Gun-Clube, Union Square.
Todos os membros do círculo residentes em Baltimore tinham atendido o convite de seu presidente[...]
Nessa noite, um estrangeiro que se encontrasse em Baltimore não teria conseguido, mesmo a preço de ouro, entrar na grande sala...[...]
Júlio Verne,
De La terreà la lune
, pp.21-24
PEIXOTO, 2011
Discurso interativo
(caráter conjunto-implicado)
Pode ser dialogado ou monologado, oral ou escrito; Alternância de turnos de fala nas formas dialogadas;
Presença de unidades que remetem à interacção verbal (real ou encenada);
Presença de frases não declarativas (interrogativas, imperativas e
exclamativas);
Exploração do subsistema de verbos do plano do discurso (Benveniste) presente, pretérito perfeito e futuro perifrástico; geralmente, com valor deíctico;
Presença de unidades que remetem: a objectos acessíveis (ostensivos), ao espaço (deíticos espaciais) e ao tempo (deíticos temporais);
Presença de nomes próprios, verbos e pronomes de primeira e segunda pessoa do singular ou do plural, que remetem aos protagonistas da interacção verbal (valor exofórico);
Presença do pronome indefinido “on”, com valor de primeira pessoa do singular ou do plural;
Presença de anáforas pronominais;
Presença de auxiliares de modo (poder, dever, querer, ser preciso, etc.);
Densidade verbal elevada;
Densidade sintagmática baixa.


Discurso Teórico
(caráter conjunto-autônomo)
Monologado e escrito (em princípio);
Ausência de frases não declarativas;
Exploração do subsistema de verbos do plano do discurso (Benveniste) presente, pretérito perfeito e ausência do futuro; geralmente, com valor genérico;
Ausência de unidades que remetem à interacção verbal (real ou encenada);
Ausência de nomes próprios e de pronomes e de adjetivos de priemira e de segunda pessoa do singular com valor exofórico;
A presença de múltiplos organizadores lógicos-argumentativo;
A presença de numerosas modalizações lógicas e do auxiliar de modo "poder";
A exploração de procedimentos de focalização de certos segmentos de texto, assim como procedimentos de referência a outras partes do texto;
A presença de numerosas frases passivas;
Presença de de anáforas nominais e pronominaisou de procedimentos de referenciação dêitica intratextual;
Apresenta densidade verbal baixa e densidade sintagmática elevada.
O relato interativo
(caráter disjunto-implicado)
A narração
(caráter disjunto-autônomo)
Discurso escrito e monologado que comporta apenas frases declarativas.
Tempos verbais nitidamente dominantes: pretérito perfeito e pretérito imperfeito, que têm o mesmo valor de marcação de uma isocronia entre o curso da atividade
narrativa e o curso dos acontecimentos da diegese. A esses tempos de base, são
acrescidas as formas pretérito mais-que-perfeito, que marcam uma relação retroativa, e o futuro do pretérito e formas complexas - auxiliar no imperfeito seguido de infinitivo, que marcam uma relação de projeção.
Presença de organizadores temporais (advérbios, sintagmas preposicionais, coordenativos, subordinativos), que decompõem o NARRAR que se desenvolve, a partir da origem espaço-temporal, explícita ou não.
Ausência de pronomes e adjetivos de primeira e de segunda pessoa do singular e do plural, que remetem diretamente ou ao agente produtor do texto ou a seus destinatários.
Presença conjunta de anáforas pronominais e de anáforas nominais, estas últimas apresentando-se geralmente na forma de uma retomada do sintagma antecedente, com substituição lexical.
A densidade lexical se situa no meio do caminho entre a do relato interativo e a do discurso teórico e a sua densidade sintagmática é também média.


Dos tipos psicológicos aos tipos linguísticos
As configurações de unidades dos tipos linguísticos em francês.
Monologado, desenvolve-se em uma situação de interação que pode ser real (oral) ou posta em cena como no romance ou em uma peça de teatro;
Presença de verbos do tempo da história(Benveniste) - pretérito perfeito e o imperfeito;
Presença de organizadores temporais (advérbios, sintagmas preposicionais, coordenativos e subordinativos)
Presença de pronomes e adjetivos de primeira e segunda pessoa do singular e do plural;
Presença dominante de anáforas pronominais e anáforas nominais;
Alta densidade verbal e uma densidade sintagmática baixa.
Algumas pesquisas que analisaram os tipos de discurso em língua portuguesa utilizando as proposições teóricas e metodológicas do ISD
MACHADO, 1998
Analisou as unidades linguísticas no gênero diários de leituras de estudantes de nível superior. Esse estudo está centrado nas unidades que indicam implicação ou não dos parâmetros da situação de produção e as sequências textuais.
PEIXOTO, 2011
Através de análises das unidades linguísticas, analisa oagir de professores em encontro de formação. Nesse estudo, ela parte dos tipos de discursos e consequentemente das configurações linguísticas para analisar as reconfigurações do agir docente.
LEURQUIN & PEIXOTO, 2011
Análise do discurso de professores em encontro de formação docente promovido pelo GEPLA.
MIRANDA, 2009
Analisa o discurso interativo no interior de diversos gêneros. Esse estudo tem por objetivo mostrar que as unidades linguísticas variam de acordo com o gênero em questão. Os gêneros analisados foram a entrevista em rádio, a entrevista em revista, horóscopo, a receita de cozinha e o boletim meteorológico.
Discursos interativos primários
São assim denominados porque seus segmentos referem-se diretamente ao mundo ordinário dos interactantes (as instâncias de agentividade do segmento de discurso interativo remetem diretamente aos interactantes, e a organização desses segmentos dependem da estrutura da ação em curso). Trata-se de um subconjunto de discursos interativos originalmente pertencentes a gêneros textuais da modalidade oral, como intervenção política, conversação e entrevista.

Discursos interativos secundários
Aparecem no quadro de gêneros textuais da modalidade escrita, como conto, novela e romance, e se constituem por segmentos de discurso direto que são mais frequentemente encaixados nos segmentos de relato interativo ou de narração. Criam um mundo relacionado aos parâmetros do mundo posto em cena no "discurso principal", isto é, não relacionado aos parâmetros de uma interação desenvolvida no mundo ordinário.
Variantes do discurso interativo
Fusão do discurso interativo e do discurso teórico
Em alguns segmentos de textos da ordem do EXPOR, não há uma fronteira clara entre discurso interativo e discurso teórico. Esse tipo "misto interativo-teórico" aparece, especialmente, em exposições orais (intervenções pedagógicas, políticas, científicas etc.), mas também em exposições escritas (brochuras de propagandas, manuais, editoriais etc.).
Essa fusão é decorrente de uma restrição dupla exercida sobre o autor. Na situação de produção de um texto de monografia, por exemplo, seu autor deve apresentar informações consideradas por ele como verdades autônomas, isto é, que não dependem das circunstâncias particulares da situação material de produção a que se insere. Ao mesmo tempo, deve, além disso, levar em consideração os possíveis agentes-leitores, mesmo sem ter contato direto com eles. Assim, um autor de uma monografia, apesar de se inscrever nas coordenadas de um mundo teórico, quer a atenção, a aprovação e antecipar as objeções de seu possível leitor, o que o faz inscrever-se nas coordenadas de um mundo interativo.

Relato interativo primário
Os relatos interativos primários pertencem originalmente a gêneros textuais da modalidade oral (a intervenção política, a conversação e a entrevista são alguns exemplos). Nesse tipo de relato interativo, o mundo discursivo criado é posto em relação com o mundo ordinário dos agentes da ação de linguagem em curso (as instâncias de agentividade do segmento de relato interativo fazem remissão direta a esses mesmos agentes por meio da "dêixis externa").
Relato interativo secundário
Os relatos interativos secundários aparecem no quadro de gêneros da modalidade escrita, como o romance, e são quase sempre encaixados em segmentos de discurso interativo secundário. O mundo discursivo criado pelo relato interativo secundário não possui relação com os parâmetros de uma interação desenvolvida no mundo ordinário, mas com os da interação posta em cena no discurso interativo secundário. As marcas linguísticas que revelam esse relacionamento são, por exemplo, as referências dêiticas das instâncias de agentividade do segmento de relato aos interactantes que figuram no discurso interativo secundário ("dêixis interna" ao texto).
Variantes do relato interativo
Variantes da narração
A narração é um tipo de discurso que possui um caráter disjunto/autônomo marcado especialmente pela ausência de pronomes de primeira e segunda pessoas do singular e do plural remissivos ao agente-produtor ou aos agentes-leitores. No entanto, é sabido que há segmentos narrativos que comportam marcas de primeira pessoa. Aparentemente, esse fato seria uma contradição, mas, nesses casos, o que ocorre é uma confusão do narrador com o autor propriamente dito que cria o narrador. O narrador é uma propriedade do mundo narrativo construído e, por isso, quando ele usa pronomes e verbos na primeira pessoa, não se trata de uma referência dêitica ao autor empírico.
BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de Linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-dicursivo. Trad. De Anna Rachel Machado e Péricles Cunha. -2.ed., 2.reimpr. São Paulo: EDUC, 2012.

_____________. Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano. (Trad. E org. de Anna Rachel Machado e Maria de Lourdes M. Matencio). Campinas: Mercado das Letras, 2006.

LEURQUIN, V.L.F & PEIXOTO, C.M.M. A construção de um agir reflexivo do professor no espaço de formação docente. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/4311. Acesso em: 02 dez.2013.

PEIXOTO, Camila Maria Marques. Representações do agir docente : análises de reconfigurações do agir no discurso do professor / Camila Maria Marques Peixoto. 2011. 217 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2012.

MACHADO, Ana Rachel. O diário de Leituras: a Introdução de um Novo Instrumento na Escola. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

MIRANDA, Florencia(2009). O discurso interactivo em diferentes géneros:uma abordagem empírica. Disponível em: www.clunl.edu.pt/resources/docs/revista/n3.../res_n3_fmiranda.pdf‎. Acesso em: 02 dez.2013.

Referências bibliográficas
Construção dos mundos discursivos
A atividade de linguagem, devido à sua própria natureza semiótica
,
baseia-se na criação de mundos virtuais. Esses mundos são sitemas de coordenadas formais que, de um lado, são radicalmente outros em relação aos sistemas de coordenadas dos mundos representados (HABERMAS, 1987) em que se desenvolvem as ações de agentes humanos, mas que, de outro lado, devem mostrar o tipo de relação que mantêm com esses mundos da atividade humana. Por convenção, os mundos representados pelos agentes humanos são chamados de
mundo ordinário
(os três mundos de Habermas), enquando os mundos virtuais criados pela atividade de linguagem são chamados de
mundos discursivos
.
Os mundos discursivos se constroem com base em dois subconjuntos de operações.
As primeiras explicitam a relação existente entre as coordenadas gerais que organizam o conteúdo temático de um texto e as coordenadas gerais do mundo ordinário em que se desenvolve a ação de linguagem de que se origina o texto.
As segundas dizem respeito, mais especificamente, ao relacionamento entre, de um lado, as diferentes instâncias de agentividade e sua inscrição espaço-temporal, tais como são mobilizadas em um texto, e, de outro lado, os parâmetros físicos da ação de linguagem em curso.
Essas duas ordens de operações referem-se, portanto, respectivamente, à construção das coordenadas gerais do mundo discursivo e à especificação das relações existentes entre a situação das instâncias de agentividade em ação nesse mundo discursivo e os parâmetros físicos da ação de linguagem que se desenvolve no mundo ordinário.
Agradecimentos à Meire Celedônio, por me disponibilizar este material, que adaptei de acordo com os meus objetivos.
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