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Por que contamos histórias?

Aula de "Ciências da Linguagem: Práticas Midiáticas I", do curso de Jornalismo/ECA-USP, sob responsabilidade das docentes Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes, Profa. Dra. Rosana Soares e ministrada pelo Dr. Ivan Paganotti
by

Ivan Paganotti

on 14 March 2016

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Transcript of Por que contamos histórias?

Por que contamos histórias?
Ciências da Linguagem: Práticas Midiáticas I -- Jornalismo ECA-USP -- 1o sem/2016
Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes / Profa. Dra. Rosana Soares / Dr. Ivan Paganotti

Por que contamos histórias?
Ciências da Linguagem: Práticas Midiáticas I -- Jornalismo ECA-USP -- 1o sem/2016
Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes / Profa. Dra. Rosana Soares / Dr. Ivan Paganotti

Peripécia (Aristóteles)
Reviravolta: frustração ou quebra de expectativas sobre normalidade
Narrativa trata do mundo
Janela: transparência?
Forma: molde?
Convenções narrativas: mundo real não é "realmente" da forma como é contado, mas espera-se certo tipo de representação
Modelos narrativos também moldam experiências de vida
OINEGUE, Eduardo. "Sem terra e sem lei". Veja, 10/05/2000
"It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune must be in want of a wife."
"It is a truth universally acknowledged that a zombie in possession of brains must be in want of more brains."
"Ficção literária não se refere a nada no mundo, mas tão somente fornece um sentido para as coisas" (BRUNER, 2014, p. 18)
Mundos alternativos
Lançar luz sobre realidade a partir do desvio pela ficção
Para ter efeito, deve "fincar suas raízes em território familiar, no aparentemente real" (Id., ibid., p.21)
Dialética do estabelecido e do possível
"Embora a ficção inicie sua trilha pelo terreno familiar, ela almeja ir além dele: para o reino das possibilidades"
(Bruner, 2014, p. 23)
canônico
possível
Expectativa e in
esperado
"Existe a idéia (comum) segundo a qual a ficção é uma "escola de vida": ela nos apresenta a diversidade do mundo e constitui um repertório do possível. [...]
Esta é a mágica da ficção: no meio das diferenças particulares entre grupos, ela inventa experiências singulares que revelam a humanidade que é comum a todos, protagonistas e leitores. A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a descobrir o que há de humano em mim.
Há uma outra idéia, menos comum, segundo a qual a vida da gente pode (e talvez deva) ser vivida como uma narração."
CALLIGARIS, Contardo. "Para que servem as ficções". Folha de S.Paulo, 18/01/2007. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1801200716.htm
Cultura: "autora e auditora do previsível" (Idem, ibidem, p. 25)
http://www.nytimes.com/2007/02/06/world/americas/06rio.html?_r=0
PAGANOTTI, Ivan.
Pelos olhos de um observador estrangeiro: representações do Brasil na cobertura do correspondente Larry Rohter pelo New York Times
. São Paulo: ECA-USP, 2010, p. 178. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27152/tde-05112010-111508/pt-br.php
Classificação da quebra de expectativa nos leads de hard news e feature stories
Narrativa: estrutura e elementos
ruptura
expectativas
desfecho
LEAD
Quem?
Quem conta?
Por que?
Como?
Quando?
Onde?
O que?
Narrador
Personagem
Ação
Local
Tempo
Modo
Motivação
Avaliação, sentido,
insight, moral,
Coda
Histórias são fabricadas, não descobertas
"Planejar requer expectativas razoavelmente bem estabelecidas sobre como a natureza funciona e, mais importante, sobre como os outros vão reagir [...] Mas é nosso talento narrativo que nos dá o poder de dar sentido às coisas quando isso lhes falta". (BRUNER, 2014, p.37-8)
The best laid schemes of mice and men
Go often askew,
And leave us nothing but grief and pain,
For promised joy!
(Robert Burns - "To a mouse" - 1785)
Ataques especulativos: profecias auto-realizadoras
http://www.telegraph.co.uk/finance/financialcrisis/10119591/Brazil-losing-reserves-fast-as-it-comes-under-speculative-attack.html
tensão / atenção
Vício em narrativas
"A narrativa é uma recontagem de planos humanos que não saíram como previstos, de expectativas que foram frustradas. É um jeito de domesticar o erro e a surpresa do ser humano. Ela convencionaliza as formas mais comuns de incidentes humanos em certos gêneros: a comédia, a tragédia, o romance, a ironia ou qualquer outro formato que possa aliviar o fardo do fortuito. As histórias confirmam um certo senso comum a respeito daquilo que podemos esperar que saia errado, bem como daquilo que deve ser feito para restaurar a situação inesperada ou lidar com ela." (BRUNER, 2014, p. 40)
Fascínio
: sensíveis ao inesperado, nos tornamos atraídos pelo inusitado
ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO ARBITRÁRIO
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(desajuste entre elementos)
Problema
"modelos para a experiência"
Com retorno das imagens, crítica das obras vai do externo (contexto, biografia) ao interno (própria obra)
Pensamento ocidental fundado em iconoclastia e desmitologização (positivista)
Renascimento do mito e da imagem (Wagner e Freud)
conflito geracional: românticos X realistas
Revolução francesa e nazismo reintroduzem ritos e mitos para povo que estava privado da alta cultura e das Luzes
Desmitologização do Ocidente sacrificou força do religioso e político utópico - temos o direito de sonhar, e sem isso nos tornamos alucinados
Privando atitude sonhadora, reduzimos educação a adestramento tecnocrático, funcional, pragmático, burocrático
ensinamos os jovens como devem ser operados como engrenagens, mas não como construir suas máquinas
Ensinar ciência do mito (mitodologia): mito não é bom nem mau - seu uso que pode ser totalitário (mito fechado) ou emancipador (mito aberto).
simbólico influencia estrutura
psicanálise e arquétipos
auteridade antropológica: outros saberes
subversão das bases racionais da ciência
Motivos para retorno do mito / imagem
Durand
pedagogias (Prometeu)
Três níveis míticos atuais
saber avançado (orientalista)
mídia (Dionísio)
Referências:
Base para próxima aula:
BRUNER, Jerome: “Os usos das histórias” in Fabricando histórias, direito, literatura, vida. São Paulo, Letra e Voz, 2014, p. 13-45.
DURAND, Gilbert. “O retorno do mito: introdução à mitologia. Mitos e sociedades”. Famecos (UFRGS), n. 23, p. 7-22, abril de 2004.
CALLIGARIS, Contardo. “Para que servem as ficções?” Folha de S. Paulo, 18/1/2007.
SILVERSTONE, Roger. “Poética”. In: Por que estudar a mídia? São Paulo: Loyola, 2005, p. 79-93.
PROPP, Vladimir. Morfologia do conto maravilhoso. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.
TORERO, José Roberto. “A jornada do herói”. Folha de S. Paulo, 9/6/2000.
CALLIGARIS, Contardo. “O que quer um homem?” Folha de S. Paulo, 24/9/2015.
- De que são feitas as narrativas?
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