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Arte Urbana: Estratégias , contextos e técnicas

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Miguel Portelinha

on 17 December 2013

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Transcript of Arte Urbana: Estratégias , contextos e técnicas

Estratégias, contextos
e técnicas
Miguel Portelinha
IADE-U - INSTITUTO DE ARTE, DESIGN E EMPRESA


-O Percurso

-Do objecto ao espaço

-O Graffiti na Arte Urbana

-Arte Urbana como uma ferramenta de comunicação

-Criadores Urbanos

-"Ram"

-"Odeith"

-"Pariz One"

-"Nomen"

-Alexandre "Vhils" Farto

-Gonçalo "Mar"

-Pedro Matos

-"Banksy"

-Sheparde "Obey" Fairey

-"Space Invader"

-"Blek Le Rat"

-"JR"

-"OSGEMEOS"

-Projectos de arte urbana

-GAU – Galeria de Arte Urbana de Lisboa

-Walk&Talk Azores

-WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã

-Influx – Contemporany Art

-Exit Through the Gift Shop - Documentario/Filme

-InsideOut Project

-1UP CREW

-Considerações Finais
«expressar valores comunitários, realçar o nosso ambiente, transformar a paisagem, intensificar a nossa consciência ou questionar as nossas suposições. Situada em espaços públicos, esta arte é, por conseguinte, para todos, uma forma de expressão colectiva da comunidade»

Penny Bach (2001)
New Land Marks – Public Art,
Community and the Meaning of Place


«O objecto construtivista existe no espaço real do observador, não no espaço confinado e artificial do trabalho artístico tradicional. O seu medium é vulgar (madeira, vidro, metal), lembrando que não é uma representação de outra coisa. As suas formas fazem parte do repertório inerente a cada material; as suas cores são as de cada substância natural; os contrastes, ritmos e tensões que emergem são gerados por justaposições particulares dentro do objecto, e não a partir de situações extra-pictóricas às quais o objecto pode aludir.»

Margit Rowell (1978)
Tatlin: Form/Faktura

«Nós olhámos não só para os trabalhos artísticos pendurados nas paredes, mas em particular para aqueles que preenchem o espaço do hall»

Segunda Exposição da Primavera
El Lissitzky (1890-1941)


"...Ou seja, os artistas passaram a desenvolver um interesse crescente na fusão da arte com a vida."
"...o desejo de espalhar vários tags pela cidade e com isto alcançar a fama através das várias técnicas e com diferentes graus de dificuldade de acesso a certos locais, como comboios e prédios, e lá deixar a sua marca, sendo que, quanto mais difícil for alcançar determinado local, mais fama e protagonismo são dados ao writer."

Nicholas Ganz
Graffiti World: Street Art from Five Continents


«Foi na era do declínio económico e abandono de muitas construções por parte dos empresários, que o graffiti nasceu»

Cedar Lewisohn
Street Art: The Graffiti Revolution
«Ao longo dos últimos anos, os writers têm vindo a utilizar uma visão mais ampla de expressão. O estilo pessoal é livre para desenvolver-se sem quaisquer restrições e etiquetas, cartazes, stencils, airbrush, giz à base de óleo, todas as variedades de tinta e até mesmo escultura são usados. A maioria dos artistas deixou de confiar apenas na lata de tinta.»

Nicholas Ganz
Graffiti World: Street Art from Five Continents
«comunicar com pessoas comuns sobre temas socialmente relevantes através de formas que contêm valores estéticos mas que não se deixam aprisionar por eles.»

Allan Schwartzman
Street Art

«o clima político é propício para as pessoas que querem ouvir a arte como a primeira palavra de uma consciência colectiva. As pessoas sabem o que está acontecer, mas precisam de o ver retratado nas artes para o confirmar»

Cedar Lewisohn
Street Art: The Graffiti Revolution
«A pintura sempre ajudou a mostrar a verdade, desde há centenas de anos. Esta é mais uma forma de mostrar às pessoas, nos dias de hoje, na cara delas, para que reflictam»

"Nomen"
(Lusa/SOL, 4 de Novembro, 2012)

«um olhar criativo perante a cidade, mas também uma voz contra aquilo em que as grandes metrópoles se tornaram. A arte urbana é um comentário crítico sobre alguns aspectos da globalização e da mobilidade social»

Julia Ferrante

'Street Art' Provides Text for Understanding Cities in Transformation

«A campanha dos stickers Obey pode ser explicada como uma experiência em Fenomenologia.
Heidegger descreve Fenomenologia como "o processo de deixar as coisas manifestarem-se." A Fenomenologia tenta capacitar as pessoas para verem claramente algo que está bem diante de seus olhos, mas obscurecido. As coisas são de tal forma dadas como factos adquiridos que são silenciadas pela observação abstrata....»

Shepard Fairey

Manifesto Obey
, 1990
«...O Próprio “Banksy” afirmou, com humildade, que o seu antecessor é “Blek le Rat”, dizendo «Sempre que penso que pintei algo original, descubro que o “Blek Le Rat” o fez também, mas vinte anos mais cedo…»

Jay Edlin
Graffiti 365
"...A referência a movimentos de vanguarda , em especial , como o construtivismo Russo ou o Dadaísmo com destaque para as práticas de Marcel Duchamp criador cuja obra atravessa o Cubismo , o Dada , o Futurismo e o surrealismo, mantendo-se simultaneamente independente foi fundamental para compreender a “morte” das divisões passadistas das artes, mas também o grande impulsionador de novas formas de pensar e agir relativamente à cultura. A defesa da liberdade artística e o fim da ideia de que a arte só tinha valor se cumprisse certas regras deram espaço a novas aventuras artísticas."
Proponho uma atitude de escutar os outros, aqui entendida como estando em sintonia com a noção de
enlightened listening
criada pelo filósofo David Michael Levin.

«A cultura de ouvir é imperativa se a nossa sociedade ultrapassar o seu sistema tradicional de dominação. (...) o nosso escutar tem de aprender a ser receptivo, responsável e preocupado. O nosso escutar tem de voltar à mistura do ser com o outro, sujeito e objecto, porque é aí que as raízes da comunicação se desenvolvem.»
«Em meados dos anos de 1980 não havia um único metro ou comboio que não tivesse sido pintado de cima a baixo»

Nicholas Ganz
Graffiti World

"Muito semelhante aos comboios russos pintados com propaganda pelos produtivistas nos anos 20."
Obra de autor desconhecido
Grupo Obmokhu. Exposição em Moscovo, 1921. Diversos materiais.
(Bois, 2004: 176).
Comboio pintado com propaganda, anos 20. Produtivistas
Marcel Duchamp. 1.200 Sacos de Carvão Suspensos do Tecto Sobre um Braseiro, 1938.(Foster, 2004: 299).
Zulu's Nation Logo ,
1970

Afrika Bambaataa , 1957
Os quatro elementos do hip-hop: Rap ,
Scratch/Beat Making/BeatBox
, Dança e Graffiti
“Taki 183”, Jornal
New York Times
, 21 Julho , 1971
Metro de Nova Iorque com graffitis
Capa da Revista ON the GO, Steve Powers and Ari Forman , Setembro , 2007.
Obra de “Banksy”«Se o graffiti mudasse alguma coisa, seria ilegal.»
Obra de “Nomen” ,
Marionetas de Merkel, Amoreitas
, Lisboa , Outubro 2012
Obra de “Nomen” ,
Lei do Mais Forte
, Amoreitas , Lisboa , Setembro, 2012
Mural de “Nomen” Censurado
Obra realizada em Lisboa pelos artistas "OSGEMEOS" e "Blu", na Avenida Fontes Pereira de Mello , 2010, obra inserida no projeto "Crono"
Obra de "Ram"
Canto1 , Os Lusíadas Século XXI ,
ARM Collective, Coleção os doze cantos dos Lusíadas , Visão , 2013
Obra de “Odeith”, Anamorphosis
Obra de “Odeith” no
Museum of Public Art
Obra de "Vhils" na Exposição
The Outsiders ,
Nova Iorque ,

2008
Obra de "Vhils"
Obra de "Vhils"
Obra de “Banksy” , Museu Brooklyn
Obra de “Banksy” ,
Tomato Soup
, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque , MoMA
Shepard”Obey”Fairey ,
Andre the Giant
Shepard”Obey”Fairey ,
Hope
Obras de "Blek Le Rat"
Projecto do Artista "JR" ,
Face

2 Face, largest illegal photography exhibition ,
Israel e Palestina
,
2007
Projecto do Artista "JR" ,
Woman are Heroes
5ª Edição do Projecto Reciclar o Olhar, projecto de Miguel Portelinha e Pedro Figueira, 2012
David Carson , Designer Gráfico Americano , Director de Arte e Surfista.
Les Demoiselles d'Avignon ,
Pablo Picasso , 1907 , cubismo
Obra de Banksy
del Giocondo,
Marcel Duchamp
del Giocondo,
"Banksy"
Grutas
de Lascaux ,
Dordoña , França , arte rupestre do paleolítico.
0.Introdução

Apresenta-se uma breve síntese que identifica as motivações que me conduziram à presente Dissertação e que justificam a escolha do tema.

1.Do objecto ao espaço

A arte urbana teve inevitavelmente origem noutros movimentos vanguardistas e formas de pensar, a referência a movimentos de vanguarda , em especial , como o construtivismo Russo ou o Dadaísmo com destaque para as práticas de Marcel Duchamp criador cuja obra atravessa o Cubismo , o Dada , o Futurismo e o surrealismo, são importantes para explicar o contexto em que esta arte surge.

2.O Graffiti na Arte Urbana

O graffiti pode ser analisado de varias formas ao longo dos séculos , desde as grutas de Lacaux até as ruinas das antigas cidades dos impérios Grego e Romano. Nesta fase da dissertação , explico o contexto histórico ou social em que o graffiti surge , as técnicas e objectivos.
O graffiti e a arte urbana são duas vertentes que nasceram de um mesmo movimento. Enquanto esse movimento existir e tiver seguidores, estas duas vertentes artísticas andarão interligadas, uma não viverá sem a outra, e o graffiti será sempre a incubadora da arte urbana.



3. Arte Urbana como ferramenta de comunicação

A arte urbana serve também como forma de defesa da sociedade e como um local onde se podem debater ideias e comunicar pontos de vista diferentes dos que são veiculados pelos média. Não tem partido, mas também não é neutra nem imparcial; é sim uma forma de passar uma ideia ou defender uma causa. Marcas e instuitições também usam esta arte para criar uma ponte com a sociedade e gerações mais novas.


4.Criadores Urbanos

Actualmente são vários aqueles que produzem obras de arte urbana e graffiti , mas existem criadores que se destacam pelas suas técnicas e mensagens. É necessário um estudo dos seus percursos artísticos e profissionais para perceber o impacte que estes têm na cultural nacional e internacional. São analisadas varias biografias de diversos artistas nacionais e internacionais em especial destaque para artistas como “Banksy” e “Vhils”.

5.Projectos de arte urbana

Com a cultura hip-hop a tornar-se cada vez mais popular entre as gerações mais novas , também as marcas e entidades publicas mostram agora um interesse maior por eventos ligados a esta cultura e em especial ao graffiti e arte urbana. São analisados alguns projectos internacionais e nacionais de caris social e cultural.

6.Considerações Finais

No capítulo final enalteço a importância que deve ser dada a esta arte , à sua analise e aos seus intervenientes.

7.Bibliografia

Monografias

Augé, Marc , Não-lugares: introdução a uma antropologia da sobremodernidade. Lisboa: 90º, D.L.(2006)

Rowell, Margit , “Tatlin: Form/Faktura”, October, Vol. 7 (Winter) (1978)

Fredrickson, Laurel , “Vision and material practice: Vladimir Tatlin and the design of Everyday Objects. Design Issues, Vol. 15, No 1 (Primavera) (1999)

Hal Foster, Rosalind Krauss, Yve-Alain Bois & Benjamin H. D. Buchloh , Art Since 1900: Modernism, Antimodernism, Postmodernism. London: Thames & Hudson Ltd. (2004)

Cf.Gough, Maria , The Artist as Producer. Berkeley, London, Los Angels: University of California Press(2005)

Lodder, Christina , “The Transition to Constructivism”. The Great Utopia: The Russian and Soviet Avant-Garde, 1915-1932. Nova Iorque: Guggenheim Museum (1992)

Rosenthal, Mark , Understanding Installation Art – From Duchamp to Holzer (2003)

Cf. Bishop, Claire , Installation Art. A Critical History. London: Tate Publishing (2005)

Cf. Lacy, Suzanne . Mapping the Terrain. New Genre Public Art. Washington: Bay Press (1995)

Bach, Penny , New Land Marks – Public Art, Community and the Meaning of Place. Washington: Editions Ariel (2001)


Levin, David Michael , The Listening-Self: Personal Growth, Social Change and the Closure of Metaphisics. Minnesota: Routledge (1989)

El Lissitzky (1922) apud Gough, Maria (2005). The Artist as Producer. Berkeley, London, Los Angels: University of California Press

Ellsworth-Jones , Will ,Banksy: The Man Behind the Wall, St. Martin's Press; Reissue edition (February 12, 2013)

SCHWARTZMAN, Allan, Street Art, Doubleday; First Edition edition (September 1985)
LEWISOHN, Cedar, Street Art: The Graffiti Revolution, Abrams; 1 edição (September 1, 2008)

GANZ, Nicholas, Graffiti World : Street Art from Five Continents, Abrams; (September 1, 2009)

EDLIN, Jay, Graffiti 365, Nova Iorque, Abrams (October 1, 2011)

SCHLOSS ,Joseph G., Foundation: B-boys, B-girls and Hip-Hop Culture in New York, Oxford University Press, (2009)

Ellsworth-Jones, Will, Banksy: The Man Behind the Wall , St. Martin's Press; Reissue edition (February 12, 2013)

Banksy ,Wall and piece, Century, London (2006)
Campos, R , Porque pintamos a cidade? – uma abordagem etnográfica do graffiti urbano, Fim de Século – Edições, Lisboa.(2010)

Sitografia

Zulu Nation. (s.d.). Obtido em 15 de Janeiro de 2013, de Universal Zulu Nation: www.zulunation.com/

"Inside Out Lx" pensamento positivo nas paredes de Lisboa. (12 de Janeiro de 2012). Obtido em 10 de Dezembro de 2013, de Publico: http://p3.publico.pt/cultura/exposicoes/1956/quotinside-out-lxquot-pensamento-positivo-nas-paredes-de-lisboa

About Space Invader - Artist Biography. (s.d.). Obtido em 24 de Fevereiro de 2013, de Stencil Revolution: www.stencilrevolution.com/profiles/space-invader/

Fairey, S. (s.d.). Manifesto. Obtido em 6 de Maio de 2013, de Obey: www.obeygiant.com/about

Festival de Arte Urbana S.Miguel. (s.d.). Obtido em 6 de Agosto de 2013, de Walk & Talk Azores: walktalkazores.org/

Galeria de Arte Urbana GAU. (s.d.). Obtido em 24 de Fevereiro de 2013, de Galeria Urbana: www.galeriaurbana.com.pt

Gonçalo Mar. (s.d.). Obtido em 13 de Junho de 2013, de Influx Comtemporary Art: influxcontemporaryart.com/goncalo-mar.htmJR. (s.d.). Obtido em 6 de Agosto de 2013, de JR Art: www.jr-art.net/jr


Nomen. (s.d.). Obtido em 3 de Maio de 2013, de Nomen, Conceptional Graffiti Artist: www.nomen1.com

Meet Vhils the artist behind the face. (s.d.). Obtido em 24 de Fevereiro de 2013, de Urban Outfitters: www.urbanoutfitters.co.uk/projects/meet-vhils-the-artist-behind-the-face/page/meet-vhils/

Odeith Graffiti Rider. (s.d.). Obtido em 8 de Dezembro de 2012, de Odeith: www.odeith.com

Pariz One. (s.d.). Obtido em 6 de Maio de 2013, de Pariz One: Pariz-one.com

Simon, S. (2001). RollingStone. Obtido em 15 de Janeiro de 2013, de Africa Bambaataa: www.rollingstone.com/music/artists/afrika-bambaataa/biography (15/01/2013)

Ralston, A. C. (s.d.). Biografia Os Gemeos. Obtido em 6 de Maio de 2013, de Os Gemeos: www.osgemeos.com.br/biografia (06/05/2013)

Redefining Street Art. (s.d.).Obtido em 20 de Novembro de 2012, de TheRamiro: http://www.theramiro.com/

Teses de Mestrado

Correia, Inês Delicioso Vilela (2010), O
design de comunicação e o graffiti como meios cúmplices na personalização do espaço urbano
Lisboa: [s.n.], Tese de Mestrado em Design apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

Lourenço, Maria Inês Amaral Maníes (2008) ,
Ponto(s) de vista sobre a obra do fotógrafo Luis Palma
Lisboa: [s.n.], Tese de Mestrado em Design e cultura visual apresentada à Escola Superior de Design do Instituto de Artes Visuais , Design e Markting de Lisboa

Sá, Inês Oliveira e Silva de Araújo (2012) ,
O Observador na Curadoria: envolvência pelo acto performativo e auto-reflexividade
Lisboa: [s.n.], Tese de Mestrado em Design e cultura visual apresentada à Escola Superior de Design do Instituto de Artes Visuais , Design e Markting de Lisboa
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