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Será o conhecimento possível

Filosofia
by

Ana Ferreira

on 9 March 2015

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Transcript of Será o conhecimento possível

79. Em que consiste o problema do mundo exterior?

R:. O problema do mundo exterior consiste em perceber se as nossas perceções são reais, ou seja, o que existe na nossa mente corresponde à realidade do mundo exterior ou se é uma ilusão.
80. Formula explicitamente o argumento apresentado por Hume a favor da ideia de que aquilo que está presente na nossa mente não são os objetos reais, mas sim uma imagem ou representação mental dos mesmos.

R:. O argumento apresentado por Hume é o seguinte:
(1) Se a mesa que está presente na nossa mente fosse a mesa real, o seu tamanho não se alterava em função da nossa perspetiva.
(2) Mas a mesa que está presente na nossa mente parece diminuir à medida que dela mais nos afastamos, ou seja, o seu tamanho altera-se em função da nossa perspetiva.
(3) Logo, aquilo que está presente na nossa mente não é a mesa real, mas sim uma imagem ou representação mental da mesma.
81. Indica as duas
crenças
que Hume considera que, embora não possamos viver sem as assumir como verdadeiras,
estão para além de qualquer tentativa de justificação racional
.

R:. As duas crenças que Hume considera que estão para além de qualquer tentativa de justificação racional são:
1. A crença na uniformidade da Natureza, isto é, a crença de que a Natureza se irá comportar conforme se tem comportado até hoje(ou seja, a crença no Princípio da Indução);
2. A crença na existência do mundo exterior, isto é, a crença de que existem objetos exteriores à nossa mente que são responsáveis pelas nossas perceções dos mesmos.

82. Será que podemos considerar Hume um cético, no sentido tradicional do termo? Porquê?

R:. Não podemos considerar Hume um cético no sentido tradicional do termo pois considera que as crençaas fazem parte da natureza humana e na vida quotidiana não conseguimos pensar nem agir sem elas, não devemos rejeitá-las nem suspender o juízo relativamente às mesmas. Por esse motivo,consideramos Hume um cético moderado.
85. Em que consiste a objeção do homúnculo?

R:. Hume demonstrou que aquilo que está presente na nossa mente não são os objetos reais do mundo exterior, mas sim uma imagem ou representação mental dos mesmos. Esta imagem do funcionamento da mente parece implicar que somos homúnculos fechados numa espécie de cinema privado no interior das nossas mentes, onde nos são apresentadas imagens ou representações dos objetos do mundo exterior aos quais não temos qualquer tipo de acesso direto.

86. Por que motivo Russell rejeita as posições céticas de Hume?

R:. Hume considera que a nossa crença na Uniformidade da Natureza e na existência dos objetos do mundo exterior não tem qualquer fundamento racional, são crenças que estão para além de qualquer tentativa de justificação racional.O filósofo Bertrand Russell contesta estas posições céticas de Hume por considerar que a sua ideia de "fundamento racional" é demasiado estreita.

A mesa que vemos parece diminuir à medida que dela mais nos afastamos, mas a mesa real, que existe independentemente de nós, não sofre qualquer alteração; não era, pois, nada a não ser a sua imagem que estava presente ao espírito.Estes são os óbvios ditames da razão; e ninguém capaz de refletir jamais duvidou de que as existências que consideramos quando dizemos esta casa e aquela árvore não passam de perceções na mente, cópias ou representações transitórias de outras existências que permanecem uniformes e independentes.
Deve-se todavia confessar que essa espécie de ceticismo, quando é mais moderada, pode ser entendida num sentido muito razoável, e constitui uma preparação necessária para o estudo da filosofia, preservando uma adequada imparcialidade nos nossos juízos e libertando-nos o espírito de todos os preconceitos de que nos possamos ter sido impregnados pela educação ou por opiniões precipitadas. Partir de princípios claros e evidentes, avançar a passos cautelosos e seguros, revisar frequentemente as nossas conclusões e examinar cuidadosamente todas as suas consequências; embora por tais meios o progresso nos nossos sistemas se torne mais lento e limitado, são os únicos métodos que nos permitem esperar algum dia alcançar a verdade, chegando a uma adequada estabilidade e certeza nas nossas determinações.
Objeção baseada na argumentação a favor da melhor explicação
Num certo sentido, tem de se admitir que nunca podemos provar a existência de outras coisas para além de nós mesmos e das nossas experiências. Nenhum absurdo lógico resulta da hipótese de que o mundo consiste em mim próprio e nos meus pensamentos e sentires e sensações, e que tudo o resto é mera fantasia. ... Não há impossibilidade lógica na suposição de que toda a vida é um sonho, no qual nós próprios criamos todos os objetos com que nos deparamos. Mas apesar de não ser logicamente impossível, não há qualquer razão para supor que é verdadeira; e é, de facto, uma hipótese muito menos simples, encarada como meio para dar conta dos factos da nossa própria vida, do que a hipótese de senso comum de que há realmente objetos independentes de nós, cuja ação sobre nós causa as sensações.
Ou seja, seria como se na nossa mente existisse uma pessoa minúscula (homúnculo) que está a assistir à nossa vida como se de um filme se tratasse. Se a natureza da explicação se mantiver inalterada, acabaremos por supor a existência de outro homúnculo dentro da mente do primeiro e assim sucessivamente, caindo numa regressão infinita de homúnculos, que aparentemente deixa por explicar o processo de interação entre a mente e o mundo.
Hume admite que nenhuma crença está racionalmente justificada, a menos que exista uma prova definitiva da sua verdade.
Para Russell, pode ser racional acreditar numa crença, mesmo na ausência deste tipo de prova, desde que de entre as alternativas disponíveis para explicar a nossa experiência, exista uma hipótese mais plausível do que todas as outras. Este tipo de argumentação designa-se por
argumentação a favor da melhor explicação
.
Ou seja, Russel rejeita as posições céticas de Hume pois defende que parece mais racional aceitar que as relações causais, de facto, existem do que supor que essas conjunções constantes simplesmente ocorrem no mundo de um modo casual.
O Problema do Mundo Exterior

Para Hume nada pode estar presente à mente a não ser uma imagem ou perceção. Este faz uma distinção entre impressões e ideias.
As impressões abragem as nossas sensações externas (visuais, tácteis, auditivas, etc.) e os nossos sentimentos internos (desejos, emoções, etc.)
As ideias são as perceções mais ténues (cópia das impressões) que constituem o nosso pensamento.
As ideias podem ser simples ou complexas.
Contudo,se aquilo que está presente na nossa mente não são os objetos reais, mas sim uma imagem ou representação mental dos mesmos, então não estamos em contacto direto com o mundo exterior.

Nesse caso,
poderemos alguma vez estar certos de que os objetos exteriores realmente existem e são a causa das nossas perceções?

Uma vez que se trata de um questão que diz respeito à existência, deve ser resolvida com recurso à experiência. Mas a nossa experiência não se estende além das nossas impressões, e estas, não devem ser confundidas com os objetos exteriores em si mesmos.
Assim, como não podemos sair do interior das nossas mentes, nunca vamos ser capazes de verificar se existe a correspondência entre as nossas perceções e os objetos exteriores nem ter uma justificação para acreditar na existência dos mesmos.
O Cetiscismo Moderado de David Hume

Estas crenças não fazem de Hume um cético no sentido tradicional, ou seja, alguém que não acredita ou duvida da possibilidade de conhecimento. Hume considera que, uma vez que estas crenças fazem parte da natuza humana e da vida quotidiana não conseguimos pensar nem agir sem elas, não devemos rejeitá-las, nem suspender o juízo relativamente a elas.
Hume acaba por defender um ceticismo moderado, que nos protege do dogmatismo, as decisões precipitadas e as investigações demasiado especulativas.
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