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Copy of PLE II - Aula de revisão

16/set/2013
by

Edna Maria Rangel de Sá

on 20 March 2014

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Transcript of Copy of PLE II - Aula de revisão

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

ECT
PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA II
Professores
Ada Lima, Edna Rangel, Glícia Tinoco, José Romerito, Natalia Nobre.
Aula de Revisão
2014.1

Iniciando nossa conversa...
Durante este semestre, tratamos de argumentação, considerando a natureza do discurso argumentativo, os componentes e as características de textos dessa ordem. Discutimos também a respeito das melhores estratégias argumentativas e dos procedimentos que devem ser evitados. Por fim, estudamos os gêneros "artigo de opinião" e "carta argumentativa".

Na aula de hoje, vamos retomar esses tópicos, a título de revisão para o exame do dia 31 de março. Para começar, leiamos o artigo de opinião a seguir e, depois, façamos uma breve análise do conteúdo dele.
Os vencedores levam tudo


Competição exagerada entre cientistas tem provocado abusos. Existe uma solução para isso?
Arturo Casadevall e Ferric C. Fang
Quando Isaac Newton desenvolveu o cálculo infinitesimal e a teoria da gravidade, seu prêmio foi muito maior que acumular opções para um trabalho recém-iniciado ou um grande bônus de final de ano. Seu trabalho mereceu crédito e reconhecimento de seus pares e, posteriormente, de um mundo muito maior. Desde Newton, a ciência mudou muito, mas esse fato basicamente não mudou. Crédito pelo trabalho realizado ainda é a moeda de troca na ciência. No entanto, é necessário refletir acerca das consequências disso para a ciência.

Os direitos de uma descoberta científica têm sido outorgados àquele que primeiro a relata, o que não necessariamente depende de o relator comprová-la “por A + B”, como se diz na linguagem popular. Não obstante, essa regra continua sendo considerada pelas pessoas como um incentivo poderoso para os cientistas compartilharem conhecimento. As pessoas acreditam que ela também ajuda a garantir que a sociedade receba um retorno compensador pelo investimento em ciência (já que parte dele é proveniente dos impostos), porque são premiados os cientistas que mais beneficiam a sociedade.
<Disponível em <http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/os_vencedores_levam_tudo.html>
Acesso em 11/09/2013. Com adaptações
A definição de benefício à sociedade é estabelecida por órgãos como o CNPq, que tem como função, dentre outras, avaliar a produção científica de professores vinculados às universidades federais. Por exemplo, um dos critérios para que um desses profissionais seja promovido é publicar constantemente artigos, livros etc., com os resultados das pesquisas que vem desenvolvendo.
Não obstante, é necessário considerar que sob o aspecto de “os vencedores levam tudo”, a regra da prioridade, do modo como tem sido utilizada, não é tão vantajosa. Por levar muito em consideração critérios como a quantidade de publicações de um pesquisador, ela pode encorajar a dissimulação, a falta de critério na realização de experimentos, a desonestidade e a ênfase excessiva em medidas subsidiárias da qualidade científica, como publicação em revistas de alto impacto. Os editores da revista Nature exortaram recentemente os cientistas a tomar mais cuidado com seus trabalhos mencionando a baixa reprodutibilidade dos resultados publicados, erros numéricos, controles inadequados, descrições incompletas de métodos e análises estatísticas impróprias.
Como a competição por recursos escassos tem aumentado considera-velmente, essas desvantagens da regra da prioridade podem ter começado a ir além de seus benefícios. As taxas de êxito dos cientistas que solicitam recursos para o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) têm atingido, nos últimos anos, valores cada vez mais baixos. Como resultado, assistimos a um aumento exagerado na competição não saudável entre cientistas, acompanhado de uma proliferação incrível no número de publicações científicas contestadas devido a fraude ou a erro. Escândalos recentes na ciência são semelhantes aos casos de doping nos esportes, quando prêmios desproporcionalmente grandes atribuídos aos vencedores têm estimulado fraudes.
Uma prática que ajudaria a pôr um fim a problemas como esses seria o estímulo ao trabalho em grupo. Estudos sobre publicações nos últimos 50 anos mostram que pesquisas desenvolvidas dessa maneira têm dominado cada vez mais a ciência e estão contribuindo para pesquisas de maior impacto, embora a regra da prioridade ainda possa estar minando esse processo.
A conveniência da regra da prioridade na ciência nunca foi seriamente questionada. É necessário mudar o paradigma da “regra de prioridade”: talvez os cientistas possam negociar prazerosamente as vantagens dela (por recompensas individuais) num sistema que ofereça maior estabilidade de apoio e coleguismo, compartilhamento mais livre de informação, mais integridade, rigor científico aprimorado e maior cooperação. Essas condições beneficiariam enormemente as iniciativas científicas e a sociedade a que servem.
1. O olho do artigo ("Competição exagerada entre cientistas tem provocado abusos. Existe uma solução para isso?”) representa
(a) o recorte temático.
(b) a tese.
(c) o problema.
(d) o tema.

1. O olho do artigo ("Competição exagerada entre cientistas tem provocado abusos. Existe uma solução para isso?") representa
(a) o recorte temático.
(b) a tese.
(c) O PROBLEMA.
(d) o tema.
2. Indique a opção que apresenta o tema e o recorte temático do texto, respectivamente.
(a) Descobertas científicas / Incentivo financeiro à pesquisa científica.
(b) Ciência / O incentivo financeiro à pesquisa causa problemas.
(c) Pesquisa / Pesquisa científica desenvolvida no Brasil.
(d) Pesquisa científica / Atribuição de crédito à pesquisa científica.

2. Indique a opção que apresenta o tema e o recorte temático do texto, respectivamente.
(a) Descobertas científicas / Incentivo financeiro à pesquisa científica.
(b) Ciência / O incentivo financeiro à pesquisa causa problemas.
(c) Pesquisa / Pesquisa científica desenvolvida no Brasil.
(d) PESQUISA CIENTÍFICA / ATRIBUIÇÃO DE CRÉDITO À PESQUISA CIENTÍFICA.
3. A tese defendida encontra-se no seguinte trecho:
(a) “Crédito pelo trabalho realizado ainda é a moeda de troca na ciência.” – 1º§.
(b) “A definição de benefício à sociedade é estabelecida por órgãos como o CNPq, que tem como função, dentre outras, avaliar a produção científica de professores vinculados às universidades federais.” – 3º§.
(c) “Como a competição por recursos escassos tem aumentado consideravelmente, essas desvantagens da regra da prioridade podem ter começado a ir além de seus benefícios.” – 5º§.
(d) “É necessário mudar o paradigma da ‘regra de prioridade’[...]” – 7º§.

3. A tese defendida encontra-se no seguinte trecho:
(a) “Crédito pelo trabalho realizado ainda é a moeda de troca na ciência.” – 1º§.
(b) “A definição de benefício à sociedade é estabelecida por órgãos como o CNPq, que tem como função, dentre outras, avaliar a produção científica de professores vinculados às universidades federais.” – 3º§.
(c) “Como a competição por recursos escassos tem aumentado consideravelmente, essas desvantagens da regra da prioridade podem ter começado a ir além de seus benefícios.” – 5º§.
(d) “É NECESSÁRIO MUDAR O PARADIGMA DA ‘REGRA DE PRIORIDADE’[...]” – 7º§.
4. O principal objetivo do texto é
(a) informar os leitores acerca dos problemas causados pelas políticas de incentivo à pesquisa.
(b) alertar os pesquisadores acerca de possíveis fraudes científicas.
(c) opinar acerca da forma como se premiam os pesquisadores.
(d) discutir acerca dos benefícios e malefícios da regra de atribuição de créditos na ciência.
4. O principal objetivo do texto é
(a) informar os leitores acerca dos problemas causados pelas políticas de incentivo à pesquisa.
(b) alertar os pesquisadores acerca de possíveis fraudes científicas.
(c) opinar acerca da forma como se premiam os pesquisadores.
(d) DISCUTIR ACERCA DOS BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS DA REGRA DE ATRIBUIÇÃO DE CRÉDITOS NA CIÊNCIA.

5. Analise novamente o 5º parágrafo:

“Como a competição por recursos escassos tem aumentado consideravelmente, essas desvantagens da regra da prioridade podem ter começado a ir além de seus benefícios. As taxas de êxito dos cientistas que solicitam recursos para o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) têm atingido, nos últimos anos, valores cada vez mais baixos. Como resultado, assistimos a um aumento exagerado na competição não saudável entre cientistas, acompanhado de uma proliferação incrível no número de publicações científicas contestadas devido a fraude ou a erro. Escândalos recentes na ciência são semelhantes aos casos de doping nos esportes, quando prêmios desproporcionalmente grandes atribuídos aos vencedores têm estimulado fraudes.”

Qual das estratégias de argumentação NÃO é utilizada no parágrafo?
(a) Confronto.
(b) Exemplificação.
(c) Relação causa/efeito.
(d) Comparação.

5. Estratégia argumentativa NÃO utilizada no 5º parágrafo.
(a) CONFRONTO.
(b) Exemplificação.
(c) Relação causa/efeito.
(d) Comparação.

6. Analise o excerto a seguir, retirado do 6º parágrafo:

“Estudos sobre publicações nos últimos 50 anos mostram que pesquisas desenvolvidas dessa maneira têm dominado cada vez mais a ciência e estão contribuindo para pesquisas de maior impacto, embora a regra da prioridade ainda possa estar minando esse processo.”

Um problema de argumentação que pode ser identificado no parágrafo é:
(a) falso pressuposto.
(b) uso de noção vaga/imprecisa.
(c) falso prognóstico.
(d) argumento ad hominem.


6. Um problema de argumentação que pode ser identificado no parágrafo é:
(a) falso pressuposto.
(b) USO DE NOÇÃO VAGA/IMPRECISA.
(c) falso prognóstico.
(d) argumento ad hominem.

7. Julgue como “verdadeira” (V) ou como “falsa” (F) cada uma das afirmações a seguir sobre o texto.
( ) No último parágrafo, há um falso pressuposto.
( ) A atual regra de prioridade na ciência incentiva o individualismo.
( ) Os critérios de avaliação de produtividade científica são falhos.
( ) Não há punição severa para os que cometem fraudes científicas.
( ) É cada vez mais comum a trapaça no meio científico.

(
V
) No último parágrafo, há um falso pressuposto.
(
V
) A atual regra de prioridade na ciência incentiva o individualismo.
(
F
) Os critérios de avaliação de produtividade científica são falhos.
(
F
) Não há punição severa para os que cometem fraudes científicas.
(
V
) É cada vez mais comum a trapaça no meio científico.

PRÁTICA DE ESCRITA

A Resolução n. 232/2012-CONSEPE é um documento legal que sinaliza a disposição de a UFRN garantir bem-estar ao estudante que não se identifica com seu nome de origem, em especial os que assumem uma sexualidade diferente do gênero (masculino/feminino) de nascença. Isso é um direito institucional assegurado a eles. Todavia, algumas consequências podem advir com a assunção desse direito. Uma delas é o
uso de espaços privativos a homens ou a mulheres. Por exemplo, pensemos no caso de João Maria que se assume “Maria João” e é graduando do Bacharelado em Ciências e Tecnologia, a que banheiro ele deve se dirigir? Ao banheiro masculino ou ao banheiro feminino? O que você pensa a esse respeito? Que razões plausíveis o fazem pensar assim?
Para desenvolver essa reflexão de forma racional e ponderada, opte pela produção de um ARTIGO DE OPINIÃO ou de uma CARTA ARGUMENTATIVA, orientando-se por um dos dois planos de produção textual abaixo.
1 – ARTIGO DE OPINIÃO
(a) Atribuição de um título ao texto e, na linha abaixo, à direita, inserção do seu nome seguido de e-mail.
(b) Parágrafo introdutório no qual você explicite o tema, o recorte temático e a tese a ser defendida.
(c) Parágrafos de desenvolvimento em que você justifique o ponto de vista explicitado na introdução, seguido de, pelo menos, dois argumentos convincentes para alicerçá-lo (use um parágrafo para cada argumento).
(d) Parágrafo conclusivo ratificando a pertinência do raciocínio desenvolvido.
(e) Escrita conforme a norma padrão.
(f) Fonte “Times New Roman” ou “Calibri”, tamanho 11, espaço simples.

2 – CARTA ARGUMENTATIVA
(a) Interlocutor: Pró-Reitor de Graduação da UFRN, Prof. Alexandre Lara.
(b) Parágrafo introdutório no qual você explicite o fato motivador da carta e a tese a ser defendida.
(c) Parágrafos de desenvolvimento em que você justifique o ponto de vista explicitado na introdução, seguido de, pelo menos, dois argumentos convincentes para alicerçá-lo (use um parágrafo para cada argumento e estabeleça a devida interlocução com a destinatária da carta).
(d) Parágrafo conclusivo ratificando a pertinência do raciocínio desenvolvido.
(e) A interlocução, na carta, exige também a adequada despedida e a assinatura do remetente.
(f) Escrita conforme a norma padrão.
(g) Fonte “Times New Roman” ou “Calibri”, tamanho 11, espaço simples.

Observações
a) O artigo de opinião OU a carta argumentativa deve apresentar, no mínimo, vinte linhas e, no máximo, trinta e cinco.
b) O discurso preconceituoso será entendido como defeito de argumentação. Logo, preconceito ou qualquer trecho que corresponda a plágio poderão implicar a atribuição de nota “zero” ao texto entregue à avaliação.
c) Aos textos que não seguirem rigorosamente as orientações explicitadas no comando também será atribuída a nota zero.
Natal, 22 de março de 2013.
Magnífico Pró-reitor de Graduação, Prof. Alexandre Lara,
Sem dúvidas, podemos notar o avanço da UFRN no sentido de contribuir com a construção de uma universidade com práticas que norteiam a igualdade e a não discriminação. Exemplo disso, é a aprovação da Resolução no 232/2012-CONSEPE, que garante o uso do nome social no âmbito interno da instituição, direitos que também vem sendo assegurados aos usuários de outras esferas, como os clientes do Banco do Brasil, e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que podem emitir o cartão com o nome social que remete apropriadamente a identidade do indivíduo. Contudo, magnífico Pró-reitor, a questão vai além, pois remete a uma discussão acerca do uso dos banheiros de uso coletivo na universidade e, a respeito disso, gostaria de lhe propor algumas recomendações.
Considerando que a estrutura corporal não é a única expressão da identidade de gênero, mas também de um sentimento pessoal e de visão de mundo, desprendido da anatomia, não podemos impor aos indivíduos nessa situação que utilizem um banheiro incompatível com sua identidade de gênero. É cabível, senhor Pró-reitor, por exemplo, que mulheres e travestis utilizem o mesmo banheiro, haja vista que ambas se sentem mulheres e se comportem como tal. Diante disso, acredito que deste compartilhamento de espaço, não se conceba algum constrangimento para outras mulheres, pois a utilização dos sanitários femininos ocorre com as portas fechadas, e as travestis e transexuais serão vistas apenas nos corredores dos banheiros.
Por outro lado, a criação de banheiros exclusivos para o público nessas condições, constitui uma medida de segregação, contribuindo com a discriminação contra essa minoria, ferindo os princípios da dignidade da pessoa humana. É inadmissível que uma pessoa seja rotulada por utilizar um “banheiro exclusivo”. No Estado de São Paulo, é assegurado pela Lei 10948/01, o direito de utilizar o banheiro compatível com a identidade de gênero, independentemente da determinação biológica. Então, magnífico Pró-reitor, deveríamos estender esse direito à toda comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Com a adoção de medidas antidiscriminatórias, poderemos transformar nossa universidade em um espaço de defesa da diversidade, de combate ao preconceito em todos os seus aspectos, contribuindo com a criação de uma sociedade tolerante com a pluralidade e com respeito à diferença.
Atenciosamente,
Hélio Galvão
Bacharelando em Ciências e Tecnologia
Vejamos alguns pontos que demandam a reescrita dessa carta argumentativa.
A convivência justa na UFRN
Fernando Silva <ffisica@hotmail.com>
Justiça e igualdade são termos que muitas vezes se confundem. Para que os processos sociais prezem pela justiça, a igualdade deve ser relevada. Igualdade, por principio, significa a ausência de desvios ou incongruências entre dois ou mais elementos comparados. Entretanto, não podemos esperar que duas pessoas possam usufruir os mesmos direitos sem que a justiça prevaleça sobre a igualdade. Por exemplo, todos possuem o direito de ir e vir, mas uma pessoa portadora de necessidades especiais de locomoção necessita de modificações no ambiente para que possa exercer seu direito com plenitude. Ou se tomarmos como exemplo um esporte muito popular, como o Voleibol, verá que suas regras se modificam entre as modalidades masculinas e femininas, para que os atletas possam ter um alto desempenho.
Da mesma forma, é responsabilidade das instituições garantirem que os indivíduos convivam em um ambiente onde prevaleça a justiça, evitando que estes não passem por situações vexatórias. A UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte garante aos seus alunos e funcionários um tratamento igualitário, inclusive garantindo o direito de um individuo expressar livremente a sua sexualidade, podendo este utilizar um nome que condiz com o gênero com o qual se identifica. Contudo, a discussão sobre os direitos, vindos da liberdade sexual não terminam apenas com a liberdade da escolha de um nome social. A utilização de determinadas áreas, como banheiros públicos, os quais são separados por gênero, também pode trazer constrangimentos para seus usuários que possuem outra orientação sexual.
Então, da mesma forma que as regras de uma modalidade esportiva se modificam para os diferentes gêneros que o praticam, ou a estrutura de um prédio é modificada para a acessibilidade de um cadeirante, garantir um acesso justo aos banheiros públicos para todos, requer uma modificação das regras e das estruturas físicas dos prédios da UFRN. Para o caso daqueles que não se sentem constrangidos, a utilização do banheiro com o qual já está acostumado deve continuar, pois este já ocorria sem nenhum problema. Contudo, a utilização do banheiro do gênero com o qual o individuo se identifica não é adequado. Esta solução colocaria em risco, principalmente membros femininos da instituição. A solução mais adequada, além de manter os banheiros separados por gênero, é a construção de banheiros unissex, mas com entrada limitada de indivíduos, para garantir a segurança daqueles que o freqüentarem.
Para que aja uma convivência justa entre diferentes indivíduos, é necessário entender que a igualdade entre eles só acontece quando as individualidades dos mesmos são consideradas. Uma área publica, pode fornecer esse respeito à individualidade através de poucas alterações em sua estrutura física, e nas suas regras de convivência.
Que gênero discursivo é esse?
Artigo de opinião?
Carta argumentativa?
Artigo de opinião
A convivência justa na UFRN
Fernando Silva <ffisica@hotmail.com>
Justiça e igualdade são termos que muitas vezes se confundem. Para que os processos sociais prezem pela justiça, a igualdade deve ser relevada. Igualdade, por principio, significa a ausência de desvios ou incongruências entre dois ou mais elementos comparados. Entretanto, não podemos esperar que duas pessoas possam usufruir os mesmos direitos sem que a justiça prevaleça sobre a igualdade. Por exemplo, todos possuem o direito de ir e vir, mas uma pessoa portadora de necessidades especiais de locomoção necessita de modificações no ambiente para que possa exercer seu direito com plenitude. Ou se tomarmos como exemplo um esporte muito popular, como o Voleibol, verá que suas regras se modificam entre as modalidades masculinas e femininas, para que os atletas possam ter um alto desempenho.
Não apresentou o recorte temático nem a tese. Apenas uma problematização geral.
Isso é preocupante.

CONVIVÊNCIA
justa na UFRN
Fernando Silva <ffisica@hotmail.com>
Justiça e igualdade são termos que
,
muitas vezes
,
se confundem. Para que os processos sociais prezem pela justiça, a igualdade deve ser relevada. Igualdade, por princ
Í
pio, significa ausência de desvios ou incongruências entre dois ou mais elementos comparados. Entretanto, não podemos esperar que duas pessoas possam usufruir os mesmos direitos sem que a justiça prevaleça sobre a igualdade. Por exemplo, todos possuem o direito de ir e vir, mas uma pessoa portadora de necessidades especiais de locomoção necessita de modificações no ambiente para que possa exercer seu direito com plenitude. Ou
,
se tomarmos como exemplo um esporte muito popular, como o voleibol,
veremos
que
as
regras se modificam entre as modalidades
masculina
e
feminina
, para que os atletas possam ter um alto desempenho.
Mesmo depois das correções linguísticas, a construção argumentativa do 1o parágrafo permanece problemática.
Da mesma forma, é responsabilidade das instituições garantirem que os indivíduos convivam em um ambiente onde prevaleça a justiça, evitando que estes não passem por situações vexatórias. A UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte garante aos seus alunos e funcionários um tratamento igualitário, inclusive garantindo o direito de um individuo expressar livremente a sua sexualidade, podendo este utilizar um nome que condiz com o gênero com o qual se identifica. Contudo, a discussão sobre os direitos, vindos da liberdade sexual não terminam apenas com a liberdade da escolha de um nome social. A utilização de determinadas áreas, como banheiros públicos, os quais são separados por gênero, também pode trazer constrangimentos para seus usuários que possuem outra orientação sexual.
Problemas do 2o parágrafo:
* "[...] evitando que estes não passem por situações vexatórias"? É para garantir o vexame, então?
* inversão entre o nome da instituição e a sigla;
* acentuação gráfica;
* pontuação;
* coesão;
* diferença entre "orientação sexual" e "identificação sexual".
Da mesma forma, é responsabilidade das instituições garantirem que os indivíduos convivam em um ambiente onde prevaleça a justiça, evitando
situações vexatórias
. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN), por exemplo,
garante aos seus alunos e funcionários um tratamento igualitário, inclusive garantindo o direito de um indiv
Í
duo expressar livremente a sua sexualidade, podendo utilizar um nome que condiz com o gênero com o qual se identifica. Contudo, a discussão sobre os direitos vindos da liberdade sexual não

termina na
escolha de um nome social. A utilização de
áreas separadas por gênero, tais
como banheiros públicos, também pode trazer constrangimentos para
os
usuários que possuem
identificação
sexual
diferente do gênero em que nasceram
.
Então, da mesma forma que as regras de uma modalidade esportiva se modificam para os diferentes gêneros que o praticam, ou a estrutura de um prédio é modificada para a acessibilidade de um cadeirante, garantir um acesso justo aos banheiros públicos para todos, requer uma modificação das regras e das estruturas físicas dos prédios da UFRN. Para o caso daqueles que não se sentem constrangidos, a utilização do banheiro com o qual já está acostumado deve continuar, pois este já ocorria sem nenhum problema. Contudo, a utilização do banheiro do gênero com o qual o individuo se identifica não é adequado. Esta solução colocaria em risco, principalmente membros femininos da instituição. A solução mais adequada, além de manter os banheiros separados por gênero, é a construção de banheiros unissex, mas com entrada limitada de indivíduos, para garantir a segurança daqueles que o freqüentarem.
Problemas do 3o parágrafo:
* inversão da ordem dos elementos expostos no 1o parágrafo e ratificados no 3o;
* concordância;
* coesão;
* ambiguidade;
* uso do trema.
Então, da mesma forma que
a estrutura de um prédio é modificada para a acessibilidade de um cadeirante ou as regras de uma modalidade esportiva se modificam para os diferentes gêneros que a praticam
, garantir acesso justo aos banheiros públicos para todos requer uma modificação das regras e das estruturas físicas dos prédios da UFRN. Para o caso daqueles que não se sentem constrangidos, a utilização do banheiro com

o qual

estão acostumados
deve continuar. Contudo, a utilização do banheiro do gênero com o qual o indiv
Í
duo se identifica não é adequado. Es
S
a solução colocaria em risco, principalmente
as mulheres
da instituição.
Nesse sentido, a
solução mais adequada, além de manter os banheiros separados por gênero, é a construção de banheiros unissex.
Para que aja uma convivência justa entre diferentes indivíduos, é necessário entender que a igualdade entre eles só acontece quando as individualidades dos mesmos são consideradas. Uma área publica, pode fornecer esse respeito à individualidade através de poucas alterações em sua estrutura física, e nas suas regras de convivência.
Problemas do 4o parágrafo:
* diferença entre "aja" e "haja";
* repetição indevida "indivíduos"/ "individualidades";
* uso da expressão "dos mesmos";
* acentuação gráfica;
* pontuação.
Para que
haja
convivência justa entre diferentes indivíduos, é necessário entender que a igualdade só acontece quando as individualidades são
respeitadas
. Uma área p
Ú
blica pode fornecer esse respeito através de poucas alterações
na
estrutura física e
nas
regras de convivência.
* Estrutura composicional = 0,5
* 1o parágrafo (apenas problematização geral) = 0,5
* 2o parágrafo (1o argumento = causa e consequência) = 1,5
* 3o parágrafo (2o argumento = comparação) = 1,5
* 4o parágrafo (conclusão) = 0,5
* Aspectos linguístico-textuais = 2,0

Nota: 6,5 - PROCURE A MONITORIA
Natal, 22 de março de 2013.
Senhor
Pró-
R
eitor de Graduação, Prof. Alexandre Lara,

O
avanço da UFRN no sentido de contribuir
para
a construção de uma universidade com práticas que norteiam a igualdade e a não discriminação

é notável
. Exemplo disso é a aprovação da Resolução n. 232/2012-CONSEPE, que garante o uso do nome social no âmbito interno
à
instituição.

Esse direito
também vem sendo
assegurado
aos usuários de outras esferas
:
clientes do Banco do Brasil e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS),
os quais
podem emitir o cartão com o nome social que remete apropriadamente
à
identidade

sexual

do indivíduo. Contudo,
Prof. Alexandre, essa
questão vai além, pois remete a uma discussão acerca do uso dos banheiros de uso coletivo na universidade e, a respeito disso, gostaria de lhe propor algumas recomendações.
Considerando que a estrutura corporal não é a única expressão da identidade de gênero, mas também de um sentimento pessoal e de visão de mundo, desprendido da anatomia, não podemos impor aos indivíduos nessa situação que utilizem um banheiro incompatível com sua identidade de gênero. É cabível, senhor Pró-reitor, por exemplo, que mulheres e travestis utilizem o mesmo banheiro, haja vista que ambas se sentem mulheres e se comportem como tal. Diante disso, acredito que deste compartilhamento de espaço, não se conceba algum constrangimento para outras mulheres, pois a utilização dos sanitários femininos ocorre com as portas fechadas, e as travestis e transexuais serão vistas apenas nos corredores dos banheiros.
Considerando que a estrutura corporal não é a única expressão da identidade de gênero, mas também de um sentimento pessoal e de visão de mundo, desprendido da anatomia, não podemos impor aos indivíduos
transexuais
que utilizem um banheiro incompatível com sua identidade de gênero. É cabível, senhor Pró-
R
eitor, por exemplo, que mulheres e travestis utilizem o mesmo banheiro, haja vista que se sentem mulheres e se
comportam
como tal. Diante disso,
penso
que
, desse
compartilhamento de espaço, não se conceba constrangimentos,
até porque
a utilização dos sanitários femininos ocorre com as portas fechadas
.
Sendo assim
, travestis e transexuais serão
vistos
apenas nos corredores
desses
banheiros.
Por outro lado, a criação de banheiros exclusivos para o público nessas condições, constitui uma medida de segregação, contribuindo com a discriminação contra essa minoria, ferindo os princípios da dignidade da pessoa humana. É inadmissível que uma pessoa seja rotulada por utilizar um “banheiro exclusivo”. No Estado de São Paulo, é assegurado pela Lei 10948/01, o direito de utilizar o banheiro compatível com a identidade de gênero, independentemente da determinação biológica. Então, magnífico Pró-reitor, deveríamos estender esse direito à toda comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Por outro lado, a criação de banheiros exclusivos para
esse
público
pode constituir
uma medida de segregação, contribuindo
para
a discriminação contra essa minoria
e
ferindo os princípios da dignidade da pessoa humana. É inadmissível que uma pessoa seja rotulada por utilizar um “banheiro exclusivo”. No Estado de São Paulo,
por exemplo,

é assegurado pela Lei 10
.
948/01 o direito de utilizar o banheiro compatível com a identidade de gênero, independentemente da determinação biológica. Então,
senhor
Pró-
R
eitor, deveríamos estender esse direito
a
toda
a

comunidade acadêmica da
UFRN
.
Com a adoção de medidas antidiscriminatórias, poderemos transformar nossa universidade em um espaço de defesa da diversidade, de combate ao preconceito em todos os seus aspectos, contribuindo com a criação de uma sociedade tolerante com a pluralidade e com respeito à diferença.
Atenciosamente,
Hélio Galvão
Bacharelando em Ciências e Tecnologia.
Com a adoção de medidas antidiscriminatórias, poderemos
consolidar
nossa universidade
como
um espaço de defesa da diversidade, de combate ao preconceito
e de contribuição para
uma sociedade
mais
tolerante com a pluralidade e com
mais
respeito à diferença.
Respeitosamente
,
Hélio Galvão
Bacharelando em Ciências e Tecnologia.
Natal, 22 de março de 2013.
Magnífico Pró-reitor de Graduação, Prof. Alexandre Lara,
Sem dúvidas, podemos notar o avanço da UFRN no sentido de contribuir com a construção de uma universidade com práticas que norteiam a igualdade e a não discriminação. Exemplo disso, é a aprovação da Resolução no 232/2012-CONSEPE, que garante o uso do nome social no âmbito interno da instituição, direitos que também vem sendo assegurados aos usuários de outras esferas, como os clientes do Banco do Brasil, e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que podem emitir o cartão com o nome social que remete apropriadamente a identidade do indivíduo. Contudo, magnífico Pró-reitor, a questão vai além, pois remete a uma discussão acerca do uso dos banheiros de uso coletivo na universidade e, a respeito disso, gostaria de lhe propor algumas recomendações.
Considerando que a estrutura corporal não é a única expressão da identidade de gênero, mas também de um sentimento pessoal e de visão de mundo, desprendido da anatomia, não podemos impor aos indivíduos nessa situação que utilizem um banheiro incompatível com sua identidade de gênero. É cabível, senhor Pró-reitor, por exemplo, que mulheres e travestis utilizem o mesmo banheiro, haja vista que ambas se sentem mulheres e se comportem como tal. Diante disso, acredito que deste compartilhamento de espaço, não se conceba algum constrangimento para outras mulheres, pois a utilização dos sanitários femininos ocorre com as portas fechadas, e as travestis e transexuais serão vistas apenas nos corredores dos banheiros.
Por outro lado, a criação de banheiros exclusivos para o público nessas condições, constitui uma medida de segregação, contribuindo com a discriminação contra essa minoria, ferindo os princípios da dignidade da pessoa humana. É inadmissível que uma pessoa seja rotulada por utilizar um “banheiro exclusivo”. No Estado de São Paulo, é assegurado pela Lei 10948/01, o direito de utilizar o banheiro compatível com a identidade de gênero, independentemente da determinação biológica. Então, magnífico Pró-reitor, deveríamos estender esse direito à toda comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Com a adoção de medidas antidiscriminatórias, poderemos transformar nossa universidade em um espaço de defesa da diversidade, de combate ao preconceito em todos os seus aspectos, contribuindo com a criação de uma sociedade tolerante com a pluralidade e com respeito à diferença.
Atenciosamente,
Hélio Galvão
Bacharelando em Ciências e Tecnologia
* Estrutura composicional = 0,5
* 1o parágrafo (introdução) = 1,5
* 2o parágrafo (1o argumento = comparação e causa/efeito) = 2,0
* 3o parágrafo (2o argumento = exemplificação) = 2,0
* 4o parágrafo (conclusão) = 1,0
* Aspectos L-T = 2,0

NOTA = 9,0
PARABÉNS!!
Concluindo...

Esperamos que os estudos realizados em PLE II até este momento e, em especial, os conteúdos revistos nesta aula possam servir como subsídios não apenas para o exame que acontecerá na próxima aula (em 23/09), mas também para a formação acadêmica e o exercício profissional de vocês no que se refere às práticas de leitura e escrita.
Transexualidade
Leo, nascido mulher.
Ex-capitão da Marinha Alexandre, agora Bianca.
Nasceu Geraldo. Hoje, é Letícia.
Maitê.
Nasceu Alexandre.
Erick.
Nasceu Érica.
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