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Painel Ensino Primário - Versão Final

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Melina Pereira

on 17 June 2013

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Transcript of Painel Ensino Primário - Versão Final

Linha do Tempo
As Cartilhas de Alfabetização
Um breve histórico...
Concepções de Ensino nos anos iniciais
Com a organização republicana da instrução pública, inicia-se um movimento de escolarização das práticas de leitura e escrita e de identificação dos métodos.

"A partir de então, a cartilha vai-se consolidando como um imprescindível instrumento de concretização dos métodos propostos e [...] de configuração de determinado conteúdo de ensino, assim como de certas silenciosas, mas operantes, concepções de alfabetização, leitura, escrita e texto, cuja finalidade e utilidade se encerram nos limites da própria escola e cuja permanência se pode observar até os dias atuais".
De 1940 aos dias atuais -
Atualmente...

uma reconstrução da história por meio das cartilhas de alfabetização

1940
1949
Cartilha do Povo
1947
1950
1953
1954
A partir de 1940...
Maior problema do ensino primário é a extensão da rede escolar para o interior, zonas de fronteira e de colonização imigrantes no sul do país
1958
Cartilha Brasil
Autora: Alzira Livramento Marzagão
Autor: Manuel Bergstrom Lourenço Filho
Autora: Helena Mandron
Meu livrinho
Cartilha Alfabetização rápida
Autora: Georgina Hadler de Lucca
Primeiro grau de leitura
Autor: MEC
1956
Viva o Brasil Cartilha Popular
Autor: Júlio de Faria e Souza
1957
Cartilha "O Cruzeiro"
O Livro de Lili
Autora: Anita Fonseca
1962
O Brasil Unido
Autora: Maria Luiza Britto de Carvalho
1964
Brasilia - Cartilha e livro intermediário
Autora: Daisy Bréscia
197-
Minha Abelhinha (Método Misto de Alfabetização - Volume do professor)
Autoras: Almira Sampaio Brasil da Silva; Lúcia Marques Pinheiro; Risoleta Ferreira Cardoso; Maria do Carmo Marques Pinheiro
1978
Cartilha Miloca Teleco e Popoca
Autora: Maria Helena de Souza Vidigal
1985
Começo de Conversa
1993
Ler & Crescer: Cartilha
Autora: Mara Suplicy Vieira Teixeira
2002
Viver e Aprender - Alfabetização
Autora: Cláudia Martins L. Vartanian
1970
Caminho Suave
Autora: Branca Alves Lima
(Alfabetização pela Imagem)
Cartilhas
Ensino Primário
1º momento: a metodização do ensino da leitura
- Para a leitura: utilização de cartilhas com o método da marcha sintética (da “parte” para o “todo”): (processo de soletração e silabação): apresentação das letras e seus nomes e posteriormente, reunião das letras em sílabas para formação de palavras e frases isoladas ou agrupadas.

- Escrita: priorizava-se o desenho correto
das letras.
2º momento: A instituci-
onalização do método analítico
- Método analítico: a leitura deve ser iniciada pelo "todo", para depois partir para as "partes".
-Prioriza a historieta (frases relacionadas por nexos lógicos). Influência norte-americana sobre uma nova concepção de criança que valoriza as questões didáticas e as habilidades visuais, auditivas e motoras do aprendiz.
*Periodização adotada por MORTATTI, 2006.
(Até o final do Império)
(1890 - 1920)
3º momento:
A alfabetização sob medida
(1920 - 1970)
(1980 - ...)
4º momento: Alfabetização - construtismo e desmetodização
- Até século XIX: aulas régias, cadeiras públicas de primeiras letras, rede de escolarização doméstica ou particula, escolas criadas por inciativa dos pais, preceptoria e colégios masculinos e femininos.
- 1827: ensino mútuo obrigatório em todas as escolas públicas de primeiras letras do Império
- 1835: função da escola primária: ensinar a ler, escrever, contar e deveres morais e religiosos.
- 1893: SP: criação dos grupos escolares e organização das escolas de forma graduada.
- República: escolas monumentais
- Anos 30: escolas simples, econômicas e funcionais - democratização da escola
Segunda Parte
Primeira Parte
*
1942
Getúlio Vargas para crianças
Produzida pelo Governo Getúlio Vargas
"Crianças!
Aprendendo, no ler e nas escolas o culto da Pátria, trareis para a vida prática todas as probabilidades de êxito. Só o amor constrói e, amando o Brasil, forçosamente o conduzireis aos mais altos destinos entre as Nações, realizando os desejos de engrandecimento aninhados em cada coração brasileiro."
" A palavra do professor não transmite apenas conhecimentos e noções do mundo exterior. Atua igualmente pelas sugestões emotivas, inspiradas nos mais elevados sentimentos do coração humano. Desperta nas almas jovens o impulso heróico e a chama dos entusiasmos criadores. Concito-vos, por isso, a utilizá-la no puro e exemplar sentido do apostolado cívico, infundindo o amor à terra, o respeito às tradições e à crença inabalável nos grandes destinos do Brasil."
“Não de cogitará apenas alfabetizar o maior número possível, mas também de difundir principio uniforme de disciplina cívica e moral, de sorte a transformar a escola primária em fator eficiente da formação do caráter das novas gerações, imprimindo-lhe rumos do nacionalismo sadio”.
“Crianças! Aprendendo no lar, e nas escolas o culto a Pátria, trareis para a vida prática todas as probabilidades de êxito. Só o amor constrói e amando o Brasil, forçosamente o conduzireis aos mais altos destinos entre as Nações, realizando os desejos de engrandecimento aninhados em cada coração brasileiro”
(MORTATTI, 2000, p.41)
Atualmente...
Início da República
1949-1950
1960-1970
"Educar é mais que instruir. Educar pressupunha um compromisso com a formação integral da criança que ia muito além da simples transmissão de conhecimentos úteis dado pela instrução e implicava essencialmente a formação do caráter mediante a aprendizagem da disciplina social - obediência, asseio, ordem, pontualidade, amor ao trabalho, honestidade, respeito às autoridades, virtudes morais e valores cívico-patrióticos necessários à formação do espírito de nacionalidade". (SOUZA, 2004, p.127)
Aliança entre escola e construção da nação.
Sem levar em conta o que podia ser feito, estabelece-se um programa amplo: língua portuguesa(língua oral, escrita, leitura, gramática), aritmética e geometria, geografia, história do Brasil, ciências naturais e higiene, educação moral, social e cívica, desenho, trabalhos manuais e economia doméstica, canto, educação sanitária e educação física. (SOUZA, 2004, p.136)
1968 - Simplificação do programa escolar. É um prenúncio de uma nova escola que se forma.

Até a década de 1970: proeminência para o ensino de educação moral e cívica. A orientação do ensino era patriótica e nacionalista.
“Essa etapa da educação básica deve desenvolver a capacidade de aprendizado do aluno, por meio do domínio da leitura, escrita e do cálculo. Após a conclusão do ciclo, o aluno deve ser também capaz de compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores básicos da sociedade e da família”.
Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/educacao/sistema-educacional/ensino-fundamental
1948/49
Construção de 1.216 dos 6.160 prédios escolares previstos
Ideia de ampliar o tempo de duração do ensino primário. No período de 1950 a 1960 - simplificação e maior economia na construção dos prédios escolares devido a democratização da escola e necessidade de funcionalidade
O Pres. JK, em BH discursava: “Reforma do ensino primário com base no sistema de promoção automática.”
1968
1971
Lei 5.692/71 – mudança da nomenclatura: ensino de 1° grau + obrigatoriedade do ensino dos 7 aos 14 anos + elimina-se o exame de admissão
1980
Fracasso do primeiro grau: alto índice de evasão e repetência + questionamento do ensino e da aprendizagem iniciais da leitura e escrita.
1983
Primeiro comício de mobilização, na Praça Charles Müller. Essa mobilização mostra que a ditadura está terminando. Mobilização política por mais e melhores escolas
1986
Carta de Goiânia: denuncia as precárias condições da educação brasileira e sua falta de qualidade e enumera 21 princípios exigidos para a nova constituição
1996
LDB - flexibilização a organização do ensino + desmembramento do ensino fundamental em dois segmentos distintos: de 1ª a 4ª série e de 5ª a 8ª.
1988
1990
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) + a universalização de fato do ensino fundamental.
Na década de 1990 ganha foco a questão da inclusão e exclusão na escola.
1997
Publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais e criação das escolas de lata em São Paulo
2001
PNE + Universalização do acesso, mas a qualidade ainda é duvidosa.
Título: Escola de lata
Técnica: Bico-de-pena e computador
Veículo: Blog do autor
Local: Porto Alegre
Publicado no blog: 2009
Disponível em: http://grafar.blogspot.com.br/2009/07/charge-kayser.html
Anos 1930: método analítico-sintético. A partir da disseminação dos testes ABC de Lourenço Filho houve a secundarização das cartilhas, uma vez que o como ensinar encontra-se subordinado à maturidade da criança e às questões de ordem didáticas, às de ordem psicológica.
Anos 1980: questionamento sobre a necessidade das cartilhas (disseminação das ideias construtivistas)
(Até 1940)
Criação dos grupos escolares-ginásio no estado de São Paulo
Que rumos estamos tomando ?
2003
2012/2013
2005
Sanciona-se a Lei nº 10.639 que institui o ensino de história da África, alterando a LDB (Lei nº 9.394/96).
Lei n° 11.114 extende a obrigatoriedade do Ensino Fundamental para 9 anos.
Pacto Nacional pela alfabetização na idade certa:
Referências:
"O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental." (MEC, 2012)
CF88: o ensino de 1º grau tem sua denominação alterada para ensino fundamental e torna-se direito público subjetivo

Cartilha
Livro de
Exercícios
BACHA, Magdala Lisboa; BACHA, Tamira Lisboa. Começo de Conversa. São Paulo: Editora Moderna, 1985.
BRASIL. Ministério da Educação. Primeiro grau de leitura. Rio de Janeiro: MEC, 1954
BRÉSCIA, Daisy. Brasília: Cartilha e livro intermediário. Livraria Francisco Alves, 1964.
CARVALHO, Maria Luiza Britto de. Brasil Unido. Editora do Brasil S.A., 1962.
FILHO, Luciano Mendes de Faria; VIDAL, Diana Gonçalves. Os tempos e os espaços escolares no processo de institucionalização da escola primária no Brasil. Revista Brasileira de Educação, vol. 04, n. 14, maio/agosto 2000, pp. 19-34. Disponível: <http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE14/RBDE14_04_LUCIANO_MENDES_E_DIANA_GONCALVES.pdf.> Acesso em 20/04/2013.
FILHO, Manuel Bergstrom Lourenço. Cartilha do Povo. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1949.
FONSECA, Anita. O Livro de Lili. São Paulo: Editora do Brasil S.A., 1958.
Fotos: LIVRES - Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros.
FREITAS, Marcos Cézar de, BICCAS, Maurilane de S. Considerações Finais: da transição para a democracia a LDB de 1996. São Paulo: Cortez, 2009, p- 311-345. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)
FREITAS, Marcos Cézar de, BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009, p- 179-207. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira).
GOVERNO GETÚLIO VARGAS. Cartilha Getúlio Vargas para crianças, 1942. Rio de Janeiro (RJ). (CPDOC/ CDA Rev.30). Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/ AEraVargas1/anos37-5/EducacaoCulturaPropaganda.> Acesso em: 25/04/2013.
LIMA, Branca Alves de. Caminho Suave (Alfabetização pela Imagem). Editora Caminho Suave, 1970.
Linha do tempo da história do Brasil: Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/ linhadotempo/html/tema/lista_epocas?tema=Hist%C3%B3ria%20do%20Brasil>. Acesso em: 20/04/2013.
LUCCA, Georgina Hadler de. Cartilha Alfabetização rápida. Editora do Brasil S.A.,1953.
MACIEL, F. I. P.; FRADE, I. C. A. da S. O Estado Novo nas Cartilhas de Alfabetização. Produção realizada para o II Congresso Brasileiro de História da Educação. Natal, 2002. Disponível em: <http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe2/pdfs/Tema7/0766.pdf>. Acesso em: 29/04/2013.
MANDRON, Helena. Meu Livrinho. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1949.
MARZAGÃO, Alzira Livramento. Cartilha Brasil. São Paulo, 1947.
MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Alfabetização no Brasil: conjunturas sobre as relações entre políticas públicas e seus sujeitos privados. Revista Brasileira de Educação, vol. 15, n. 44, maio/agosto 2010, pp. 329-341. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ rbedu/v15n44/v15n44a09.pdf.> Acesso em: 04/04/2013.
MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Cartilhas de alfabetização: um pacto secular. Cadernos CEDES, ano XIX, n. 52, novembro 2000, pp. 53.
MORTATTI, Maria do Rosário Longo. História dos métodos de alfabetização no Brasil. Conferência proferida durante o seminário “Alfabetização e Letramento em debate”, promovido pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação. Brasília, novembro de 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/ alf_mortattihisttextalfbbr.pdf.> Acesso em 20/04/2013.
ROSA, Marques Rebêlo Herberto Sales Santa. O Cruzeiro. Rio de Janeiro: Empresa Gráfica “O Cruzeiro” S.A.,1957.
SILVA, Almira Sampaio Brasil da; PINHEIRO, Lúcia Marques; PINHEIRO, Maria do Carmo Marques. Minha Abelhinha. Editora Nacional, 197-.
SOUZA, Júlio de Faria e. Viva o Brasil Cartilha Popular. Companhia Editora Nacional.
SOUZA, Rosa Fátima de. Lições da escola primária. In: SAVIANI, Dermeval (et. al.). O legado educacional do século XX no Brasil. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.
TEIXEIRA, Mara Suplicy Vieira. Ler & Crescer: Cartilha. São Paulo: Editora Ler e Crescer, 1993.
Tirinha da Mafalda: Disponível em: <http://amoblogeduinfantil.blogspot.com.br/2011_06_05_archive.html>. Acesso em: 20/04/2013.
VARTANIAN, Cláudia Martins L. Viver e Aprender: Alfabetização. São Paulo: Editora Saraiva, 2002.
VIDIGAL, Maria Helena DE Souza. Miloca Teleco e Popoca – Cartilha. São Paulo: FTD, 1978.
Márcio H. Kurossu
Maria Isabel C. Rezende
Marina A. Braga
Melina O. Pereira
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