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Psiquiatria

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by

Anita Flores

on 21 May 2013

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Transcript of Psiquiatria

Caso clínico Psiquiatra - Técnico de Saúde Mental

- Formado em Medicina, especializado em Psiquiatria e Saúde Mental

- Pode prescrever medicação Antecedentes Diagnóstico Tratamento e prognóstico Psicologia aplicada à Saúde Mental Psiquiatria Nome: ASPR Sexo masculino 33 anos Desempregado Diagnóstico Nunca cumpriu medicação. Por ordem judicial, passou a ser seguido na consulta externa de Psiquiatria. Andava bem controlado, medicado apenas com ansiolíticos. Há um jogador do FC Barcelona que tem um nome idêntico ao seu.
Ele diz que isto é mais uma coincidência e refere algumas ideias persecutórias em relação aos jornais. Referiu que nunca teve problemas do foro mental até Agosto de 2002, altura em que conheceu a companheira.

Disse que, um dia, ela acendeu uma vela vermelha e disse-lhe que pedisse um desejo. Família Doente desconhece como decorreu a sua gravidez e parto. Refere desenvolvimento psicomotor normal. Teve varicela e sarampo.

Reprovou uma vez no 4º ano.

Viveu com os pais e avós maternos até aos 11 anos, altura em que a mãe faleceu. Refere que encontrou a mãe morta, o que o perturbou muito.

Depois disso, por desacatos entre o seu pai e os avós maternos, foi viver com o pai para outra freguesia do Porto.

Nessa altura tinha 13 anos e começou a trabalhar com o pai, na área de electromecânica. Mais tarde, a irmã também foi viver com eles. Nascimento, infância e adolescência Vida Sexual Teve várias relações de curta duração. Aos 25 anos, conheceu a primeira companheira "na noite", com quem teve uma relação mais duradoura.

Dessa companheira teve um filho, actualmente com 6 anos. Esse filho está entregue à tutela da sogra. A companheira proíbe-o de ver o filho, após ter saído da prisão.

Actualmente, durante o internamento, conheceu uma doente com a qual diz que se dá bem, mas que ela "cansa-me a cabeça". Hábitos Álcool: Refere não ter consumos alcoólicos regulares, actualmente. Teve fases da vida em que abusava do álcool.

Tabaco: Fuma desde os 13 anos, cerca de um maço por dia.

Fuma haxixe desde os 13 anos, actualmente com consumos diários (um a três charros por dia). Costuma fumar com os amigos. Desvaloriza consumo.

Consumos experimentais de cocaína e heroína, apenas enquanto esteve detido. Este doente tem muito provavelmente uma Psicose tóxica associada ao consumo de canabinóides. Tem história de consumo regular de canabinóides desde há 20 anos.

A sintomatologia da doença, inicia-se há 8 anos.

Os sintomas regridem muito rapidamente, quando o doente é internado e fica abstinente de canabinóides.

A ideação persecutória faz parte deste quadro. Nota-se também alguma mudança na personalidade do doente, que agora tende a ser um pouco mais fechado em si. Esta patologia desenvolveu-se mais tardiamente, após longos anos de consumo de canabinóides, o que poderia corresponder ao despoletar de uma Esquizofrenia.


O doente não parece completamente convicto das suas ideias deliróides e diz que prefere não lhes ligar. Não tem alucinações auditivas. Esta poderá ser uma perturbação de base, anterior às patologias anteriormente referidas.

De facto, este doente tem tendência a ter comportamentos contrários às normas sociais e é impulsivo.

Tem um locus de controlo externo, culpabilizando os outros por tudo o que de mal lhe acontece e tem comportamentos de irresponsabilidade, como não cumprir medicação, abster-se dos consumos de haxixe, faltar às consultas...

As suas relações afectivas parecem ser sempre de curta duração. Apesar disso, parece ter uma certa afectividade e preocupação por algumas pessoas, como a família. Diz ser uma pessoa sociável e com boas relações. A complexidade do discurso de doente e a orientação e o exame neurológico normal ajudam a excluir causas orgânicas da psicose.

O QI de 67 (inferior ao esperado) e hostilidade apoiam o diagnóstico. Psicose tóxica Esquizofrenia paranóide Perturbação da personalidade anti-social Se se conseguir convencer o doente a abster-se dos consumos de canabinóides, o prognóstico pode ser bastante favorável, com desaparecimento total de toda a sintomatologia paranóide, ansiedade e síndrome amotivacional.


No entando, dada a sua Perturbação da personalidade anti-social, será difícil conseguir que o doente colabore e deixe os consumos.

É também provável que o doente continue a culpabilizar as outras pessoas pelos seus problemas, recorrendo às drogas para amenizar a sua frustração.

As pessoas que consomem canabinóides têm mais tendência a serem auto e heteroagressivas.


Embora o prognóstico deste doente não pareça muito favorável, os psicólogos têm um papel fundamental na parte motivacional e social do tratamento. O doente deve ser orientado para a Consulta Externa de Psiquiatria para dependências de consumo de canabinóides. Este doente terá que perceber a importância de se abster dos consumos de canabinóides.

Isto levará um longo trabalho motivacional e é provável que o doente, mesmo que se mantenha abstinente por longo períodos, possa voltar aos consumos.

Por isso, pode ser útil fazer uma vigilância apertada, com testes rápidos de detecção de canabinóides na urina. O doente deve arranjar uma ocupação, um emprego.

Terá que ter apoio da família e não é uma boa ideia viver sozinho. Estas pessoas necessitam de muito apoio para se manterem abstinentes.

Dada a sua perturbação da personalidade anti-social, seria conveniente que fosse acompanhado por um Psicólogo Social que consiga melhorar as suas competências relacionais e apoiar a família, ensinando-a lidar com o doente. Trabalho elaborado por: Maria Ana Santos nº 23 12º CT1 Psicologia Professora Rosa Manuela Machado http://emedicine.medscape.com/article/294131-overview Bibliografia TOY, Eugene C. & KLAMEN, Debra - Case Files Psychiatry - Lange FRANCES, Allen & ROSS, Ruth - Casos Clínicos - Climepsi Editores Tratamento Colheita da História Clínica - Exame Físico
- Exames complementares (análises, TAC, raios X) Prognóstico Foi internado pela terceira vez, num Serviço de Psiquiatria por delírio do tipo paranóide, associado ao consumo de canabinóides.

Entretanto foi medicado, continuou sem cumprir a prescrição e não deixou o consumo diário de canabinóides.

Continuou com delírios persecutórios, achando que os outros o "gozam". Não quer viver mais com a família ("aquela casa deixa-me louco"), diz que as vizinhas "praticam bruxaria com velas". Sente-se ansioso.

Foi proposto novo internamento para
- compensação psicopatológica
- abstinência de canabinóides A medicação irá ajudar a controlar:
- os sintomas paranóides (olanzapina)
- a ansiedade (lorazepam) Prognóstico Área de Investigação - Psicologia Social Área de investigação - Psicologia cognitiva http://www.medscape.com/viewarticle/803197 Nota:
Cannabis = Haxixe = Marijuana = Maconha Segundo um estudo apresentado em 2013 no Congresso Internacional de Pesquisa em Esquizofrenia, os consumidores de cannabis que começam a fumar na adolescência mostram um declínio irreparável no QI. O doente sente que a partir desse momento começaram todos os seus problemas. Acusa a companheira de fazer actos de bruxaria. Tudo isto foi feito para o "apanhar", não sabe porquê. Entretanto foi detido, por tentativa de homicídio da companheira. Uns meses após sair em liberdade condicional, tem delírios de teor persecutório, continuando com as ideias de bruxaria. Estava motivado para a reinserção social, tendo feito o 9º ano de escolaridade nas Novas Oportunidades. Esteve empregado num armazém. Continua consumos de canabinóides e desvaloriza a importância de se abster. Passado um ano, esteve internado uma semana num Hospital Psiquiátrico, de onde saiu com diagnóstico de: - Perturbação mental; - Comportamento decorrente do uso de canabinóides. Entretanto, começou a ser perseguido por uma rapariga de 17 anos, vizinha dele. Acredita que esta rapariga também possa ter poderes sobrenaturais, tal como a ex-companheira. "os meus amigos dizem que tenho a mente aberta",
"conseguem ler o que penso",
"a minha sobrinha sente tudo o que eu sinto, mesmo que eu esteja noutra divisão da casa" Refere fenómenos de difusão de pensamento: A psicologia cognitiva estuda a cognição, os processos mentais que estão por detrás do comportamento. A psicologia social é uma área de aplicação da psicologia para estabelecer uma ponte entre a psicologia e as ciências sociais (sociologia, antropologia, ciência política).
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