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Ação Geológica dos Ventos

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by

Maurílio Bernardino

on 28 January 2015

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Transcript of Ação Geológica dos Ventos

Mecanismos de transporte e sedimentação
Sumário
Ação Geológica dos Ventos

Processos eólicos e produtos sedimentares
Universidade Federal de Pernambuco
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Departamento de Ciências Geográficas

Recife, 2014
1. Introdução

2. Mecanismos de transporte e sedimentação
2.1. O movimento das massas de ar
2.2. Como as partículas se movimentam

3. Produtos geológicos do vento
3.1. Registros erosivos
3.2. Registros deposicionais

4. Características mineralógicas e físicas dos sedimentos eólicos

5. Conclusão

6. Referências Bibliográficas


Introdução
A formação do vento é fruto de diferenças de temperatura e, portanto, da densidade de massas de ar.
As diferenças são geradas pela maior ou menor incidência de energia solar sobre a superfície do planeta, em função da latitude e da estação do ano em que se observa o fenômeno e pela diferença de albedo.
O vento é gerado através de fenômenos naturais
como, por exemplo, os movimentos de rotação e translação do planeta terra.

Geomorfologia Dinâmica - Profª Drª Silvana Moreira

O deslocamento das massas de ar representa o mecanismo de redistribuição da energia solar na atmosfera e responde pela maior ou menor capacidade de transporte eólico de partículas.
FIGURA 1: Circulação das massas de ar Fonte: Google

FIGURA 2: Distribuiçãos das principais áreas desérticas na Terra. Fonte: Decifrando a Terra

- Baixa precipitação pluviométrica anual;
- Elevadas temperatura
s



- Elevada evaporação
- Intensa atuação de ventos



TRANSPORTE E SEDIMENTAÇÃO
Quanto maior a velocidade de deslocamento da massa de ar , maior será sua capacidade de transporte.
FIGURA 3: Variação da velocidade do vento em função da distância do solo. Fonte: Decifrando a Terra

Classificação de ventos de acordo com sua velocidade
FLUXO TURBULENTO: Forte atividade de erosão e sedimentação de partículas.

Próximo da superfície


FLUXO LAMINAR: Fraca atividade de erosão e sedimentação de partículas.

Distante da superfície
Como as partículas se movimentam
-> O movimento das massas de ar
POEIRA
( >0,125 mm) - suspensão eólica

- Maior volume de material transportado e depositado pelos ventos (processos eólicos);
- Permanecem em suspensão por longos períodos e são transportadas por longas distâncias.

AREIA
- ( 0,125 - 2 mm) - saltação

- Transporte limitado;
- Diferentes feições morfológicas como as dunas e estruturas sedimentares como estratificação cruzada.

PARTÍCULAS MAIORES
( a partir de 0,5 mm) - arrasto

- A colisão de partículas em deslocamento induz o movimento de outras maiores encontradas no solo;
- Pouco volume transportado

FIGURA 5: Estratificação Cruzada eólica em Arenito. Navajo - Zion National Park. Fonte: Earth Science World Image Bank-AGI]
FIGURA 4: Dunas em Jericoacoara, CE Fonte: Google
Produtos geológicos do vento
A ação eólica fica registrada tanto nas formas de relevo quanto nos depósitos sedimentares , respectivamente formados pela sua atividade destrutiva (erosão) ou construtiva (sedimentação)
-> Registros erosivos
DEFLAÇÃO:
Remoção seletiva de areia e poeira da superfície pode produzir depressões nos desertos chamadas de bacias de deflação e pavimentos desérticos. Pode chegar a níveis mais baixos do que o do mar
FIGURA 6: Bacia de deflação pouco profunda. Fonte: Google
FIGURA 8: Exemplo de Ventifacto. Fonte: Infopédia
ABRASÃO EÓLICA:
É o processo de intenso desgaste e polimento de todos os materiais através do impacto das diferentes partículas em movimento ( areia fina, média ou mesmo grossa) entre si e com materiais estacionados. Produzem os ventifactos, os yardangs e as superfícies polidas .
FIGURA 7: Oásis no campo de dunas de Merzouga, Marrocos, no deserto do Saara. Fonte: Google
FIGURA 7: Oásis no campo de dunas de Merzouga, Marrocos, no deserto do Saara. Fonte: Google
-> Registros deposicionais
Os principais registros eólicos deposicionais são dunas, mares de areia e depósitos de loess.
Dunas

Existem duas principais classificações para dunas, uma considerando seu aspecto como parte do relevo (morfologia) e outra considerando a forma pela qual os grãos de areia se dispõem em seu interior (estrutura interna).


Classificação baseada na estrutura interna
Dunas estacionárias


Os grãos de areia (geralmente quartzo) vão se acumulando no sentido preferencial do vento.
- Acumulações assimétricas,
- Atinge centenas de metros de altura e muitos quilômetros de comprimento,
- O barlavento possui inclinação baixa e o sotavento é íngrime.

Dunas migratórias


À semelhança das dunas estacionárias, o transporte dos grãos nãs dunas migratórias segue inicialmente o ângulo do barlavento, depositando-se em seguida, no sotavento. Isso gera uma estrutura interna de leitos com mergulho próximo da inclinação do sotavento.

- Problemas de assoreamento e soterramento;
- Pode desviar o curso natural dos rios próximos à costa.


Classificação baseada na morfologia
Três parâmetros principais determinam a morofologia de uma duna:

1- a velocidade e a variação do rumo do vento predominante;

II - as características da superfície percorrida pelas areias tansportadas pelo vento;

III - a quantidade de areia disponível para a formação das dunas


Dunas transversais


As regiões litorâneas constituem ambiente propício para a formação das dunas transversais, com ventos cujas direções preferenciais somam-se à velocidade constante e à abundância de grãos de areia.

Carlos Henrique
Jéssica Albuquerque
Josuel Nascimento
Maurílio Bernardino

FIGURA 9: Avanço de Dunas. Fonte: Google
FIGURA 10: Dunas transversais. Fonte: Google
Dunas barcanas


Desenvolvem-se em ambientes de ventos moderados e fornecimento de areia limitado. Como resultado, esse tipo de duna assume forma de meia-lua ou lua crescente com suas extremidades voltadas no mesmo sentido do vento.

FIGURA 11: Dunas barcanas. Lençóis maranhenses. Fonte: Google
Dunas parabólicas


Embora semelhantes às dunas barcanas, as parabólicas diferem pela curvatura em suas extremidades, mais fechada, assemelhando-se à letra U, com extremidades voltadas no sentido contrário do vento.

Dunas estrelas


A duna em estrela tem braços que se irradiam de um monte central de formato piramidal, e isso justifica o nome. As dunas em estrela crescem vertical e não horizontalmente, e resultam de ventos multidirecionais. Comuns no deserto do Saara (em inglês), elas tendem a se acumular em torno de barreiras topográficas. Estão entre as mais altas dunas do planeta - algumas dunas em estrela na China atingem altura de mais de 500 m.

FIGURA 12: Dunas estrelas. Fonte: Google
Dunas longitudinais


Duna formando crista de areia extensa e longitudinal à direção predominante do vento com relevos fortes dos dois lados.
As dunas longitudinais, são geralmente muito elevadas e extensas, podendo atingir mais de 200m de altura e extensão de 400m a mais de 100km (300km no Egito). Quanto maior a força do vento rondando em torno de uma determinada direção, aliada a disponibilidade de areia, mais alta e extensa é a duna.


FIGURA 13: Dunas longitudinais. Fonte: Google
Mares de areia


Este termo é empregado em desertos para grandes áreas cobertas de areia a exemplo a Arábia Saudita com cerca de 1.000.000 km² da superfície atualmente coberta de areia. Outros Exemplos: Austrália e Ásia



Dunas fósseis


As dunas fósseis, também conhecidas como dunas consolidadas ou paleodunas corresponde a um estádio do processo de evolução da areia solta para a rocha arenito, processo que dura milhares de anos. Ao longo do tempo, a ação de um cimento calcário (proveniente da dissolução dos fragmentos de conchas que compõem a areia) ou argiloso provoca a aglutinação progressiva dos grãos de areia, originando a duna consolidada.
Exemplo: dunas fósseis do Magoito e de Oitavos no Parque Natural de Sintra-Cascais, em Portugal.




FIGURA 14: Dunas fósseis. Fonte: Google
Características mineralógicas e físicas dos sedimentos eólicos


Os sedimentos associados às atividades eólicas compõem-se quase que exclusivamente de pequenos grãos de quartzo, sendo, portanto monomirealicos. Esta característica está ligada a abundância desse mineral nas rochas comuns da crosta continental e à sua grande resistência à alteração intempérica. Os depósitos de origem eólica exibem elevadas seleções granulométricas como outra característica peculiar. Pequenas variações na velocidade do vento aumentam ou diminuem sua capacidade de transporte restringindo o tamanho dos grãos de forma mais eficiente que o meio aquático, no qual a maior viscosidade da água atenua as conseqüências das variações de velocidade.



Referências Bibliográficas



POPP, J.H. Geologia Geral. 5ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Afiliada, 1998. 376p.

TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M. C. M. de; FAIRCHILD, T. R.; TAIOLI, F. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 568 p.


Sites

www.oficinageologia.com.br
www.knoow.net/ciencterravida/geografia



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