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(FINALIZADO) Cultura e Imperialismo - SAID, Edward.

Seminário de 30 de outubro de 2014.
by

Amanda Justem

on 28 March 2015

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Transcript of (FINALIZADO) Cultura e Imperialismo - SAID, Edward.

Cultura e Imperialismo
Edward W. SAID
Nascido em 1 de novembro de 1935
Foi um crítico frequente do conflito Paslestino-Israelita. Passou a juventude entre Cairo, Jerusalém e Estados Unidos.
Formou-se bacharel (1957) e mestre (1960) em Artes, e doutor em Filosofia (1964) em Princeton e Doutor em Literatura Inglesa em Harvard.
Momento Histórico em que o livro foi produzido:
Professor no departamento de Inglês e Literatura Comparativa, Universidade de Columbia (1963-2003).
Professor convidado de Literatura Comparativa, Universidades de Harvard, Stanford, Yale e Johns Hopkins.
Presidente da Associação de Linguagens Modernas Editor da Arab Studies Quarterly na Academia Americana de Artes e Ciências.
Membro executivo da American Academy of Arts and Letters, da Royal Society of Literature, da Council of Foreign Relations e da American Philosophical Society.
Editora:
Publicado pela Vintage Books, subdivisão da Random Hous em 1994.
A editora foi fundada por Alfred A. Knopf, conhecido por publicar literatura asiática, européia e latino-americana.
Vintage Books é uma das mais importantes editoras de livros de bolso do mundo.
No Brasil:
No Brasil o livro foi publicado em 1995 pela Companhia das Letras.
Folha de São Paulo
Acontecimentos da época:
Fim da guerra fria, novas fronteiras formadas, foi uma época de grande movimentos de independência no continente africano.
Tensão entre israel e palestina e importantes acordos no oriente médio, como a Conferência de Madrid (1991) e o Acordo de Oslo (1993).
Também tensões Iraque-Kuwait, culminando na Guerra do Golfo.
A vida de Said...
Em defesa de Edward Said;
Em defesa de Edward Said, cento e oitenta e sete (187) intelectuais brasileiros se uniram em uma manifestação contra o artigo publicado pela Folha de São Paulo.
"Sr. Editor,
O artigo do sr. Nelson Ascher publicado na Folha de S.Paulo de 29/09/2003, a pretexto de comentar a morte de Edward Said, é uma ofensa a todos os que alimentam - como fez o intelectual palestino durante toda a sua vida - a esperança de ver israelenses e palestinos conviverem em paz, com justiça. O escrito é uma baixeza deliberada e covarde, que merece repúdio e não resposta.”
SAID e ORIENTALISMO;
Orientalismo

Estudo das sociedades "Orientais"
A criação/representação do "oriente" por parte do "ocidente"
"Um estilo Ocidental para dominar, reestruturar e ter autoridade sobre o Oriente"

Resistência armada e cultural contra a dominação imperialista;
resitência Armada e Cultural contra a dominação Imperial;
cultura e Imperialismo
cultura e Nacionalismo

"Em nosso desejo de ser ouvidos, muitas vezes tendemos a esquecer que o mundo é um lugar apinhado de gente, e que se todo mundo fosse insistir na pureza ou prioridade radical de sua própria voz, tudo o que teríamos seria um alarido medonho de uma disputa interminável e uma confusão política sangrenta (...)"
(SAID, 1993, pag 22)

A Literatura para a Cultura e o Imperialismo
Romance inglês de 1861 chamado "Great Expectations" de Charles John Huffam Dickens.
Charles Dickens (1812-1870): popular romancista inglês
Exalta suas ideias, assim como de outros autores (Carlyle, Ruskin e Tackeray), sobre expansão colonial, raças inferiores e negros.
A arte é a junção das percepções do artista associadas com a técnica com o objetivo de provocar/mobilizar.
Para Said a realidade histórica está inserida na obra literária.
Sua análise da literatura é parte do processo metodológico da obra Cultura e Imperialismo
Inglaterra, França e EUA


Apartheid Social (Robert Hughes)

"Os súditos podem ser levados a lugares como a Austrália, mas não se permite que "voltem" ao espaço metropolitano" (SAID, 1993, pag 16)

"Mundo inferior povoado com gente inferior" (SAID, 1993, pag 17)
Inglaterra perdeu colônias na América
Foi fundada como colônia penal, principalmente para que pudesse deportar um excedente populacional indesejado e irredimível de criminosos para um lugar, substituindo as colônias perdidas da América

Joseph Conrard:


Biografia
A contextualização do imperialismo
Edward Said e Joseph Conrard
Rudyard Kipling

Nascido na India-Britânica em 30 dezembro de 1835;
Filho de Britânicos;
Com 6 anos foi enviado a Inglaterra para estudar;
Retornou a India em 1882;
Partida da India em 1889;
Premio Nobel de Literatura;
O cenário da obra de Kipling:
India e sua influência sobre a Inglaterra
Vida da Metrópole
Comércio e Negócios
Indústria e Politica
Ideologia e na Guerra
Na Cultura
Na Imaginação

“Não creio que os escritores sejam mecanicamente determinados pela ideologia, pela classe ou pela história econômica, mas acho que estão profundamente ligados à história de suas sociedades, moldando e moldados por essa história e suas experiências sociais em diferentes graus.”
(SAID, pag 23)
Como Said lê o romance de Kipling?
1. O autor está escrevendo não só do ponto de vista dominante de um branco numa era colonial, mas também do ponto de vista de um sólido sistema colonial cuja economia, funcionamento e história adquiriram uma face praticamente natural.

KIM
Kim:

Índia, Final do séc XIX
Kimball O'Hara; filho de irlandeses
Ganha a vida fazendo pequenas 'missões' e pedindo esmola nas ruas
Mahbub Ali; negociante de cavalos
Teshoo Lama; de quem vira discípulo
Saem em expedição pelo norte em busca de sair do que o lama de chama de a Roda das Coisas
Publicado em 1901
12 anos após Kipling deixar a Índia
Pode ser lida com respeito e interesse tanto por jovens adolescentes quanto pela crítica inglesa em geral.
Frequente intertextualidade entre Kim e Kipling
Glamour das Companhias Marítimas Britânicas
Após 3 anos de estudo, Kim recebe um posto do governo e está de volta atuando no Grande Jogo.
Antes de voltar a atuar no Grande Jogo, Kim é ensinado em espionagem.
Kim reencontra seu lama e por ordem de seu chefe Mookherjee, também chamado de Babu, eles viajam aos Himalais.
O lama entra em conflito com espiões russos sem saber e o garoto consegue adquirir mapas, documentos e itens importantes russos a respeito da disputa do controle da região com os britânicos.
Mookherjee usa um disfarça e se torna amigo dos russos desviando-os e fazendo com que eles não consigam recuperar o material roubado pelo menino.
Kim e alguns aldeãs locais voltam pra ajudar o lama.
Assim como no resto do mundo, na Índia, podia-se perceber a partir da obra de Kipling uma forte desvalorização das mulheres.

Separação de castas e segregação social, o último inclusive é um tema considerado polêmico até os dias de hoje.
Uma análise contemporânea
Existe imperialismo nos dias de hoje?
Muito
OBRIGADO!
SA
ID

Jerusalém, 1935;
Criação do Estado de Israel em 1948 e emigração “voluntária”;
Crítico literário, ativista na Causa Palestina;
Participou ativamente da Conferência Nacional da Palestina e da OLP;
A influência do sentimento de pertencer a mais de uma nação em suas obras;
“Durante duas boas décadas, até que os atentados bin-ladenistas, desmoralizando sua apresentação apologética do mundo islâmico, levassem seu arqui-rival, o arabista octogenário Bernard Lewis, a eclipsá-lo, Said exerceu uma influência intelectual tão avassaladora quanto perniciosa.”
(ASCHER, 2003)
Great Expectations (1861)
Contexto: Revolução Industrial
Personagem principal: Phillip Pirrip
A história ocorre entre 1812 e 1840;
O período de escrita do livro é o que a Inglaterra havia fundado a colônia penal na Austrália;
Said compara Austrália com Irlanda ("colônias brancas") e diz que podemos ver Dickens e seu personagem não só como referências na história sobre a Australia mas como participantes dela.

Colonização da Austrália (final do seculo XVIII)
2 . O segundo fator é que Kim foi escrito num momento específico de sua carreira, numa época em que a relação entre os ingleses e os indianos vinha se transformando.


O lama encontra o caminho para a iluminação e no fim do livro Kim precisa escolher se segue o caminho espiritual do budismo junto de seu lama ou se segue o caminho do materialismo e do Grande Jogo.
Apesar de alguns sinais que apresentavam uma nova resistência ao domínio britânico como por exemplo o motim ocorrido em 1857 e a criação do Congresso Indiano em 1880, Kipling resistia à visão de um possível enfraquecimento na aglutinação da colônia com a metrópole. Em seu livro, não há passagens que expressem uma possibilidade separatista da colônia, exceto em caso de invasão e tomada russa.

"Cultura e Imperialismo é o trabalho mais ambicioso de Said desde Orientalismo (1978)."

Michael Murrin, "Edward Said: A Critical Reader"
_________________________________________

"Cultura e Imperialismo é um dos trabalhos mais importantes e amplamente discutidos do último ano. Apesar de suas contradições internas e complexidades, o livro permanece como uma contribuição essencial à crítica política, cultural e literária que vem sendo empregada no processo de descentralização do conhecimento.

Eva C. Karpinski, College Quarterly

"Se não se trata de uma inovação conceitual como foi Orientalismo, trata-se de uma urgentemente escrita síntese do trabalho em uma área que Edward Said, mais do que qualquer outro crítico, definiu."

Michael Gorra, The New York Times
_______________________________________________________

"Essa é uma obra altamente erudita, intelectualmente forte, mas também cheia de asserções fundamentais e críticas. Causa tanto a raiva quanto a iluminação"

Andrew J Price, Foreign Affairs.

3. E por ultimo devemos ter em mente que a questão de como interpretar a história indiana e britânica no período posterior à descolonização ainda continua a ser, como todo confronto denso, um tema de acesos debates, nem sempre edificantes.
Manifesto dos 187
"Ele escreve como homem cuja visão ocidental do mundo "não ocidental" está tão arraigado a ponto de cegá-lo para outras histórias, outras culturas e aspirações" (SAID, 1993, pag 19)
OUTRAS IMPORTANTES CARACTERÍSTICAS:
O Grande Jogo:
Acidentalmente, durante a expedição, Kim acaba por aprender partes do Grande Jogo.
O Grande Jogo era como era denominada a disputa entre o Império Britânico e o Império Russo pela supremacia na Ásia-Central.
Kim é recrutado por ingleses para entregar uma mensagem e é reconhecido pelo comandante
O comandante o envia para estudar na Inglaterra, mas Kim mantém contato com seu lama e também com o Grande Jogo
"Minha esperança é que os leitores
e críticos desde livro o utilizem pa-
ra aprofundar as linhas de pesquisa
e argumentação sobre a experiência
histórica do imperialismo aqui esbo-
çadas. Ao discutir e analisar o que
de fato constitui um processo
global, por vezes tive de ser genérico e sucinto; mas tenho certeza que ninguém ia querer que este livro fosse ainda maior" (SAID, 1993, pag 24)
Cultura e Imperialismo
Imperialismo Partilhado
Cultura e Nacionalismo
"eles" não eram como "nós" e por
isso deviam ser dominados. (Said,
pag 1993, pag 22)
Cultura associada a nação ou
estado;
Fonte de identidade e retorno
Nacionalismo defensivo
Novos alinhamentos
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