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Doenças infecciosas e parasitárias relacionadas ao trabalho

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Letícia Simões

on 6 November 2014

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Agentes etiológicos não são de natureza ocupacional.

Depende das condições e circunstâncias em que o trabalho é executado e da exposição ocupacional.

Os agentes etiológicos são comuns às doenças infecciosas e parasitárias não relacionadas ao trabalho.
Estão disseminados no meio ambiente:
- condições ambientais
- condições de saneamento básico
- prevalência dos agravos na população geral

A delimitação entre o ambiente de trabalho e o ambiente externo é pouco preciso.

Devido à amplitude das situações de exposição e o caráter endêmico de muitas dessas doenças, torna-se difícil estabelecer a relação dessas doenças com o trabalho.
Introdução
Prevenção
Baseada nos procedimentos de vigilância em saúde do trabalhador:


medidas de educação e informação;
vigilância sanitária;
vigilância epidemiológica;
controle da ocorrência dos agravos na população geral;
identificação das medidas gerais e específicas para eliminação ou controle da exposição aos fatores de riscos.


As medidas preventivas específicas variam com as doenças
LISTA DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS RELACIONADAS AO TRABALHO, DE ACORDO COM A PORTARIA/MS N.º 1.339/1999
Consequências da exposição


Quadros





Infecções





Parasitoses
Grupo I da CID - 10
Doenças infecciosas e parasitárias relacionadas ao trabalho
Infecções (agudas e crônicas)


Parasitoses


Reações alérgicas e tóxicas
Bactérias

Vírus

Fungos

Riquétsias

Clamídeas
Protozoários


Helmintos


Artrópodes
Tuberculose (A15- e A19.-)
Carbúnculo (Antraz) (A22.-)
Brucelose (A23.-)
Leptospirose (A27.-)
Tétano (A35.-)
Psitacose, ornitose, doença dos tratadores de aves (A70.-)
Dengue (dengue clássico) (A90.-)
Febre amarela (A95.-)
Hepatites virais (B15- e B19.-)
Doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) (B20- e B24.-)
Dermatofitose (B35.-) e outras micoses superficiais (B36.-)
Candidíase (B37.-)
Paracoccidioidomicose (blastomicose sul americana, blastomicose brasileira, Doença de Lutz) (B41.-)
Malária (B50- e B54.-)
Leishmaniose cutânea (B55.1) ou leishmaniose cutâneo-mucosa (B55.2)
O tratamento: 6 meses.

A baciloscopia deve ser realizada mensalmente após o início do tratamento.

Considera-se falência do tratamento

Seqüelas da doença e/ou do tratamento e disfunções progressivas poderão ser observadas

Os portadores de doenças que interferem no sistema imunológico apresentaram evolução arrastada.

Os que abandonaram ou tomaram drogas de maneira irregular, entre outros, têm maior probabilidade de apresentar seqüelas e/ou disfunções prolongadas.
Definição
Evolução aguda, subaguda ou crônica.

Compromete vários órgãos e sistemas (vias aéreas inferiores).

No Brasil, resulta da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis (inalação), e pelo Mycobacterium bovis (material infectante).

É classificada em pulmonar e extrapulmonar, nas formas serosa, miliar, úvea, meningoencefálica, linfonodal, hepática, intestinal, renal, supra-renal, osteoarticular e da coluna vertebral.

O período de incubação é de 4 a 12 semanas após a infecção.
Epidemiologia
Prevenção
As medidas específicas de controle baseiam-se nas medidas educativas e de divulgação de informação, vacinação, diagnóstico precoce e tratamento adequado. Estão indicados:
Controle de comunicantes
Vacinação BCG
Quimioprofilaxia
Educação em saúde

Em áreas rurais:

Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:

Tratamento e outras condutas
cerca de um bilhão de pessoas têm tuberculose ativa, com 8 milhões de casos novos por ano e 3 milhões de mortes anuais.
A tuberculose ocorre:
na infecção primária, devido a número excessivo de bacilos e/ou à diminuição da capacidade de resposta imunológica do hospedeiro.
na recrudescência, o que ocorre em cerca de 10 a 15% dos infectados, Em geral, deve-se à redução da capacidade de resistência do hospedeiro e secundariamente a uma nova carga de infecção por reativação endógena.
A infecção pode também ser determinada por cepas mutantes de bacilos mais virulentos, ou por multidrogas resistentes, associada ou não à imunodeficiência (associada ao uso de corticosteróides, antiblásticos, radioterapia, a doenças de imunodeficiência como na AIDS).
Quadro clínico e diagnóstico
Há grande variabilidade clínica, desde casos assintomáticos, insidiosos e oligossintomáticos, até repercussões importantes agudas, subagudas ou crônicas.
O quadro clínico caracteriza-se por tosse,, dispnéia, dor torácica, perda ponderal, febre e sudorese.
. A dor pleurítica pode resultar da infecção da pleura associada, freqüentemente, com a presença de derrame nesta cavidade serosa.

Critérios diagnósticos para tuberculose pulmonar:
CLÍNICA SUGESTIVA;
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
TESTE TUBERCULÍNICO (PPD)
BACTERIOLOGIA E ESTUDO ANATOMOPATOLÓGICO

Os critérios diagnósticos para tuberculose extrapulmonar são específicos para cada localização, por meio da identificação do agente em exame anatomopatológico, histológico e citológico.

Fatores de riscos de natureza ocupacional
Alunas:
Letícia Simões
Nathália Araújo

quando persiste a positividade do escarro ao final do tratamento correto.

quando os doentes fortemente positivos mantêm-se assim até o 4.º mês.

com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos, a partir do 4.º mês de tratamento.
nos pacientes portadores de imunodepressão grave ou de risco permanente, como em portadores da AIDS, de neoplasias, com insuficiência renal crônica e outros.
informar ao trabalhador;
examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
notificar o caso ao SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social, conforme descrito no capítulo 5;
orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou controle dos fatores de risco.
controle sanitário dos rebanhos com vacinação dos animais;
eliminação do gado contaminado e tuberculino-positivo,se necessário;
fiscalização sanitária de produtos derivados, especialmente do leite, garantindo sua pasteurização adequada
Recomenda-se a verificação da adoção, pelo empregador, de medidas de controle dos fatores de riscos ocupacionais e acompanhamento da saúde, facilidades para o cumprimento das Normas de Precauções Universaisg, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
O exame periódico de saúde de trabalhadores expostos deve incluir protocolos padronizados visando à detecção precoce da doença e, se necessário, à pesquisa de bacilo BAAR em escarro e teste cutâneo (PPD).
Critérios para confirmação do diagnóstico de tuberculose pulmonar:
POSITIVO: duas baciloscopias diretas positivas, uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva, uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose ou duas ou mais baciloscopias negativas e cultura positiva;
NEGATIVO: duas baciloscopias negativas, com imagem radiológica suspeita e achados clínicos ou outros exames complementares (biópsia) que permitam ao médico efetuar um diagnóstico de tuberculose pulmonar ou extrapulmonar (pleural, ganglionar periférica, osteoarticular, genitourinária, meningoencefálica e outras)
O diagnóstico diferencial deve ser feito com o abscesso pulmonar por aspiração, pneumonias, micoses pulmonares (paracoccidioidomicose, histoplasmose), sarcoidose e carcinoma brônquico, entre outras patologias. A adenomegalia mediastinal possui como diagnóstico diferencial principal o linfoma.
Tétano
Definição
Doença aguda produzida pela potente neurotoxina (tetanospasmina) do Clostridium tetani. A toxina tetânica impede a inibição do arco reflexo da medula espinhal, promovendo reflexos excitatórios tônicos típicos, em múltiplas regiões do organismo.

Epidemiologia
O C. tetani é um bacilo anaeróbio, encontrado sob a forma de esporos, no solo, principalmente quando tratado com adubo animal, em espinhos de arbustos e pequenos galhos de árvores, em águas putrefatas, em pregos enferrujados sujos, em instrumentos de trabalho ou latas contaminadas com poeira da rua ou terra, em fezes de animais ou humanas e agulhas de injeção não convenientemente esterilizados.
É disseminado pelas fezes de eqüinos e outros animais e infecta o homem quando seus esporos penetram através de lesões contaminadas, em geral de tipo perfurante, mas também de dilacerações, queimaduras, etc. A presença de tecido necrosado, pus ou corpos estranhos facilita a reprodução local do bacilo, que não é invasivo e age a distância por sua toxina.
A exposição ocupacional em trabalhadores é relativamente comum e dá-se, principalmente, em acidentes de trabalho (agricultura, construção civil, mineração, saneamento e coleta de lixo) ou em acidentes de trajeto.
Quadro clínico e diagnóstico
O período de incubação varia de 4 a 50 dias, em geral 7 dias. Quanto menor o tempo de incubação, mais rápida é a progressão da doença e maior sua gravidade.
O quadro clínico manifesta-se, seqüencialmente, por sintomas localizados, com discretos espasmos na região do ferimento; sintomas premonitórios, como irritabilidade, fisgadas, dores nas costas e no ombros e contratura permanente (rigidez muscular), que pode acometer grupos musculares localizados ou apresentar hipertonia generalizada (mais comum).
O diagnóstico laboratorial é feito pela pesquisa do bacilo no foco suspeito por meio de esfregaços diretos, cultivo em meio anaeróbico ou inoculação do material do foco em cobaia e observação por 8 dias.
Tratamento e outras condutas
Prevenção
Fatores de risco de natureza ocupacional
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras causas de tetania, raiva, histeria, intoxicação por estricnina, síndrome de rigidez, como síndrome de Parkinsong.

Em geral, apresentam resultados insatisfatórios. O diagnóstico é eminentemente clínico.
O paciente tetânico, particularmente nas formas mais graves, deve ser, tratado em unidade de terapia intensiva, sendo tomadas medidas terapêuticas que impeçam ou controlem as complicações, que podem levar o paciente ao óbito.

As medidas terapêuticas incluem:

No que se refere à disfunção ou à deficiência, superado o quadro agudo, sempre grave, poderão ocorrer seqüelas permanentes, particularmente neurológicas, que deverão ser avaliadas quanto à natureza, localização, comprometimento da vida social e da atividade laborativa.

Internação em quarto silencioso, em penumbra, com redução máxima dos estímulos auditivos, visuais, táteis e outros;
Medicação de suporte: sedativos (benzodiazepínicos), miorrelaxantes, analgésicos (algumas vezes potentes), manutenção da via respiratória livre, podendo ser necessária ventilação mecânica, fisioterapia respiratória;
Soro antitetânico (SAT), após teste de sensibilidade;
antibioticoterapia utilizando penicilina G, 2 milhões de unidades, IV, a cada 6 horas, ou tetraciclina, 500 mg, IV, a cada 6 horas, por 10 dias, ou, ainda, metronidazol, 500 mg, IV, 6/6 horas de 7 a 10 dias;
Debridamento e limpeza dos focos suspeitos.
O tétano é doença de notificação compulsória e investigação obrigatória no território nacional.

Entre as medidas clássicas de prevenção e controle estão:
Vacinação
Profilaxia

Aos trabalhadores expostos devem ser garantidos:


Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
Todos os trabalhadores inseridos em atividades de maior risco, tais como agricultores e operários da construção civil, trabalhadores em saneamento e coleta de lixo e mineração devem ser vacinados;
Todo ferimento suspeito deve ser limpo com água e sabão, além de ser debridado amplamente. Deve ser ressaltado que o uso de penicilina benzatina, na profilaxia do tétano acidental, não é eficaz.
condições de trabalho adequadas;

orientação quanto ao risco e às medidas de prevenção;

vacinação;

facilidades para a higiene pessoal (chuveiros, lavatórios);

equipamentos de proteção individual (vestuário limpo, luvas, botas, proteção para a cabeça, etc.).
Informar ao trabalhador;

Examinar os expostos, visando a identificar outros casos;

Notificar o caso aos sistemas de informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;

Providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social;

Orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou controle dos fatores de risco.
Entre os grupos mais expostos estão os trabalhadores:
da agricultura,
da saúde em centros de saúde, hospitais, laboratóriosm e necrotérios;
em atividades de investigações de campo e vigilância em saúde;
controle de vetores;
aqueles que lidam com animais.
Também podem ser afetadas as pessoas que trabalham em habitat silvestre, como na silvicultura, em atividades de pesca, produção e manipulação de produtos animais, como abatedouros, curtumes, frigoríficos, indústria alimentícia e trabalhadores em serviços de saneamento e de coleta de lixo.

Referência
BRASIL. Ministério da Saúde .
Doenças relacionadas ao trabalho:
manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. 580p.
Dengue
Definição

Doença aguda febril, endemo-epidêmica, causada por um dos Flavivírus do dengue com quatro tipos sorológicos (1, 2, 3 e 4);​


transmissão ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti;​


O período de incubação da doença é de 3 a 15 dias, em média de 5 a 6 dias;


Dengue clássica

febre alta (39º a 40º);​

dor de cabeça;​

prostração; ​

dores musculares,nas juntas;​

vermelhidão no corpo (exantema) ;​

coceira.​

Num período de 3 a 7 dias, sintomas geralmente regridem


Diagnótico

O diagnóstico de certeza da dengue é laboratorial. Pode ser obtido por isolamento direto do vírus no sangue nos 3 a 5 dias iniciais da doença ou por exames de sangue para detectar anticorpos contra o vírus (testes sorológicos).​

A prova do laço está indicada nos casos com suspeita de dengue, porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas.


Tratamento

Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue. Tomar muito líquido e utilizar medicamentos para baixar a febre e analgésicos são as medidas de rotina para aliviar os sintomas.​

Jamais usar antitérmicos que contenham ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc.), nem anti-inflamatórios (Voltaren, diclofenaco de sódio, Scaflan), que interferem no processo de coagulação do sangue.


Além do exame clínico (físico e mental) e os exames complementares, quando necessários, deve o médico considerar se há associação do local de trabalho com a doença.
Procedimentos médico-periciais
Incapacidade laborativa

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é qualquer redução ou falta da capacidade para realizar uma atividade de uma maneira que seja considerada normal para o ser humano, ou que esteja dentro do espectro considerado normal . ​


Manifestações clínicas menos freqüentes do dengue incluem quadros que acometem o sisterma nervoso, como encefalites e polineuropatias .​


Empregador
Direitos

condições de trabalho adequadas;​

orientação quanto ao risco e às medidas de prevenção.


Procedimentos

Suspeita ou confirmação a relação da doença com o trabalho, deve-se:​


Informar ao trabalhador; ​


Examinar os expostos, visando a identificar outros casos; ​


Notificar o caso aos sistemas de informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria.​



Providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social ;​


Orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou controle dos fatores de risco;



Cumprimento, pelo empregador, das medidas de controle dos fatores de risco ocupacionais e promoção da saúde identificados no PPRA (NR 9) e PCMSO (NR 7)​.



Grupo II da Classificação de Schilling;​


Trabalhadores que exercem atividades em zonas endêmicas, em trabalhos de saúde pública e em laboratórios de pesquisa, entre outras atividades em que a exposição ocupacional pode ser identificada.

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