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“A INVENÇÃO DA SALA DE AULA”

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by

CRISTINA CAMPOS

on 15 April 2015

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Transcript of “A INVENÇÃO DA SALA DE AULA”

Uma Genealogia das formas de ensinar
Referências:
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2007.
DUSSEL, Inês e CARUSO, Marcelo. A invenção da sala de aula: uma genealogia das formas de ensinar. São Paulo: Moderna, 2003.
FOUCAULT, Michel. "Governmentality". Em: DUSSEL, Inês e CARUSO, Marcelo. A invenção da sala de aula: uma genealogia das formas de ensinar. São Paulo: Moderna, 2003.
________"About the beginning of the hermeneutics of the self". Em: DUSSEL, Inês e CARUSO,
Marcelo. A invenção da sala de aula: uma genealogia das formas de ensinar. São Paulo: Moderna, 2003.
GADOTTI, Moacir. História das ideias pedagógicas. São Paulo: Ática, 1997.
LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. 11ª ed. Trad. Luiz
Damasco Penna e J. B. Damasco Penna. São Paulo: Cia. Editora Nacional (Coleção
Atualidades Pedagógicas, vol. 59), 1979.
SAMPAIO, Rosa Maria Whitaker Ferreira. Freinet, evolução histórica e atualidades. São Paulo: Scipione, 1989.
Grupo: Camila Sayão, Cristina Campos, Iasmine Mazzi, Igor Guimarães, Isis de Oliveira, Jonathas Barbosa, Mariana Bomfim, Pâmella Miranda e Yorrane Vieira.
Turma 2015.1
“A INVENÇÃO DA
SALA DE AULA”

Seminário da disciplina
História das Instituições Escolares
, do curso de Pedagogia, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, baseado no livro "A invenção da sala de aula", de Inés Dussel
Marcelo Caruso. Abril de 2015.

Quando pensamos em educação, hoje, há uma associação, quase que instantânea, com o espaço SALA DE AULA.
No entanto, não existe um modelo único de educação, ela se adapta às diferentes civilizações e seus contextos.
Exemplo: Sociedade Simples: Processo Educativo nas relações cotidianas voltado para o acerto, com castigos humilhantes, cerimônias e rituais, aconselhamento. “A educação é uma forma viva e comunitária de ensinar e aprender”.
Avô -> Pai -> Filho
Além da divisão do trabalho, aumentou a complexidade da divisão do saber (hierárquica).
Sociedade Complexa: Saber transmitido com uma finalidade por um mestre.
Oposição entre o trabalho manual (espaço/pessoas especializadas) e o intelectual (mais valorizado / elitizado).
Pedagogia intimamente ligada ao processo educativo.
Paideia (tudo que está ligado a educação), educação diferenciada em cada cidade estado, mas sempre baseada no corpo e na mente. Fidelidade a Pólis. Processo educacional começa com a família. Educação fundamentalmente privada (sofistas). Retórica (convencimento) e Dialética (diálogo).
Romanos: Humanitas (centralizado no homem). Tribos: pater-família, homem líder que conduzia todos da sua família. Conforme as relações políticas mudaram (Monarquia, República) houve a divisão social do saber. Oficinas de trabalho: pobres, escravos e artesãos. Influência de outros povos (judeus, cristãos) que levou a incorporação do cristianismo e a adaptação do processo educacional.
Termo “sala de aula”
Em castelhano, o uso de “sala de aula” e de “lições” era comum ao ensino universitário na Idade Média, com o significado latino de “local onde o professor ensina os estudantes a ciência e a disciplina que professa”. No entanto, até aquele momento, o ensino era ministrado na casa do próprio professor ou em salas disponibilizadas pelo município ou pela Igreja, denominadas scholas(latim).
O termo “sala de aula” começou a ser usado na língua inglesa no final século XVIII, de acordo com dados do pesquisador David Hamilton.

É uma forma de olhar e de escrever uma história que difere da história tradicional, porque é definida como história com perspectiva, crítica, interessada. A genealogia parte de um problema ou conceito atual e elabora um “mapa” - não dos antepassados, mas sim das lutas e dos conflitos que configuraram um problema tal como o conhecemos hoje”.

Os materiais de estudos não são revisados para aprender mais, e sim para entender como foram criadas as condições que configuram o presente.
HISTÓRIA TRADICIONAL x GENEALOGIA
A história tradicional pressupõe que o conhecimento é neutro e objetivo e que é possível conhecer “o que verdadeiramente se passou” independente dos valores e posições do indivíduo que a analisa.
A genealogia assume uma visão perspectiva, fazendo uma análise das exclusões realizadas dos que venceram e os que foram derrotados. Torna-se mais complexo atribuir um valor verdadeiro para uma história.

“Sob regime tribal, a característica essencial da educação reside no fato de ser difusa e administrada indistintamente por todos os elementos do clã. Não há mestres determinados, nem inspetores especiais para a formação da juventude: esses papéis são desempenhados por todos os anciãos e pelo conjunto das gerações anteriores” (Brandão , 2007)

Governo
Ciências do governo

A partir do século 16, vai tomando forma lentamente um saber que foi denominado “ciências do governo”. De acordo com estas “ciências”, não se governa um pedaço de terra ou simplesmente uma família, e sim uma população.

O Conceito de população é mais um que também nos parece natural, e, no entanto, aparecerá bem mais tarde na história das práticas de governo. Governar é portanto, conduzir uma população. Este é o espaço central da pedagogia, uma vez que trata de educar as consciências e os corpos.
A Educação
Cristã Primitiva
No que tange à educação, o significado do cristianismo historicamente, pode reduzir-se ao seguinte:

1°) reconhecimento do valor do indivíduo como obra da divindade.
2°) Superação dos limites de nação e Estado e criação da consciência universal humana.
3°) Fundamentação das relações humanas no amor e na caridade.
4°) Igualdade essencial de todos os homens, seja qual for a posição econômica ou classe social.
5°) Valorização da vida emotiva e sentimental sobre a puramente intelectual.
6°) Consideração da família como mais imediata comunidade pessoal e educativa.
7°) Desvalorização da vida terrena presente ante o além, e , portanto, subordinação da educação à vida futura.
8°) Reconhecimento da Igreja como órgão da fé cristã e, logo como orientadora da educação.
Socialmente, a renascença pode-se caracterizar por:
1°) Desenvolvimento da cidade e do pequeno Estado, do Estado-Cidade, ante o castelo e o mosteiro isolados da Idade Média. Surgem nova minoria diretora e uma burguesia, com personalidades enérgicas, frente à nobreza e à clerezia medievais.
2°) Espírito cosmopolita, universalista, baseado nas relações comerciais e nos descobrimentos geográficos, que abrem novo mundo, e se contrapõem ao espírito localista das cidades e pequenas Repúblicas.
3°) Maior consideração pela mulher, que participa agora da vida social e política, e não só da vida do lar, como dantes.
4°) Maior riqueza econômica, com o desenvolvimento dos laços comerciais e do sistema de crédito, que abre novas possibilidades culturais e artísticas.
Pedagogicamente, a Renascença significa sobretudo:

1°) Redescobrimento da personalidade humana livre, independente de toda consideração religiosa ou política.
2°) Criação da educação humanista, baseada, sob novo ponto de vista, no conhecimento de Grécia e Roma.
3°) Formação do homem culto, ilustrado, fundada nas ideias de Platão e de Quintiliano, então descobertas.
4°) Formação do cortesão instruído e urbano, em contraposição ao cavaleiro medieval, de pouca ilustração e caráter rural.
5°) Cultivo da individualidade, da personalidade total e não só da religiosa e mística.
6°) Desenvolvimento do espírito de liberdade e de crítica, ante a autoridade e a disciplina anteriores.
7°) Estudo atraente e ameno, contra o imposto e dogmático da Idade Media.
8°) Cultivo das matérias realistas e científicas, ainda que com predomínio das literárias e linguísticas.
9°) Consideração da vida física, corporal e estética, com especial cuidado da urbanidade e das boas maneiras.
10°) Posto se trate essencialmente duma educação de minorias, o desenvolvimento das invenções técnicas, como a imprensa, facilita a difusão da cultura e da educação das massas.
11°) Na organização escolar surge novo tipo de instituição educativa, o Colégio humanista ou escola secundária, baseado no estudo do latim e do grego.
“A INVENÇÃO DA
SALA DE AULA”
“NINGUÉM ESCAPA DA EDUCAÇÃO. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com educação. Educação? EDUCAÇÕES.”
(Brandão, 2007)
Precursor da Reforma Protestante na Europa, Lutero nasceu na Alemanha no ano de 1483 e fez parte da ordem agostiniana. Em 1507, ele foi ordenado padre, mas devido as suas ideias que eram contrárias as pregadas pela igreja católica, ele foi excomungado.
O nascimento do protestantismo teve profundas implicações sociais, econômicas e políticas. Na educação, o pensamento de Lutero produziu uma reforma global do sistema de ensino alemão, que inaugurou a escola moderna. Seus reflexos se estenderam pelo Ocidente e chegam aos dias de hoje.

A ideia da escola pública e para todos, organizada em três grandes ciclos (fundamental, médio e superior) e voltada para o saber útil nasce do projeto educacional de Lutero.
Jan Amos Comenius foi uma significativa liderança religiosa no contexto em que viveu, de 1592 a 1670, foi o criador da Pedagogia Moderna.
Sigmund Freud, nascido no ano de 1856 é conhecido como o Pai da psicanálise. Sendo assim um grande teórico do desenvolvimento humano.
Émile Durkheim nasceu em 1858, foi um dos responsáveis por tornar a sociologia uma matéria acadêmica, sendo aceita como ciência social. Durante sua vida, publicou centenas de estudos sociais, sobre educação, crimes, religião, e até suicídio.

Michel Foucault (1926-1984) foi um psicólogo e filósofo Francês, um dos maiores pensadores contemporâneos. Possui grande influência junto ao meio intelectual no ocidente.

Nos anos 60, Foucault estava incluso no rol dos pensadores estruturalistas, como Claude Lévi-Strauss, Roland Barthes e Jacques Derrida, embora alguns autores não o considerem parte daquela escola de pensamento.

Foucault morreu vítima de AIDS, em Paris, no ano de 1984.
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