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NEOCLASSICISMO E MISSÃO ASTÍSTICA FRANCESA

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Wagner Bôa Morte

on 23 September 2016

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Transcript of NEOCLASSICISMO E MISSÃO ASTÍSTICA FRANCESA

Jacques-Louis David
Jean-Auguste Dominique Ingres
Francisco de Goya
Édipo e a Esfinge
A banhista de Valpinçon
A fonte
A Apoteose de Homero
Retrato de Louis-François Bertin
O voto de Louis XIII
As Sabinas
O Juramento dos Horácios (1784-85)
Os litores trazendo a Brutus os corpos de seus filhos
LA mort
A sombrinha
La Liberté Guidant le Peuple
A Pintura romântica
A Arquitetura Neoclássica
Caracteristicas

Robustez, Nobreza, Sobriedade e Monumentalidade
A escultura neoclássica
A música (neo)clássica
Eugène Delacroix
Atividade artística complexa, reacionária ao Neoclassicismo, que obteve seu auge no século XIX.
Livre expressão da personalidade do artista.
Francisco José Goya (1746 – 1828)
Eugène Delacroix (1799 – 1863)
Joseph Mallord William Turner (1775 – 1851)
Jonh Constable (1776 – 1837)
Sentimento do presente Nacionalismo
Valorização da natureza
Valorização dos sentimentos e da imaginação
A sombrinha
Eugène Delacroix
Principais expoentes

A filosofia neoclássica
O Neoclassicismo surgiu como REAÇÃO À ARTIFICIALIDADE DO ROCOCÓ e impôs como prática a simplicidade, nas linhas, nas formas, nas cores e nos temas, assim como o APROFUNDAMENTO DE IDEIAS E SENTIMENTOS.
A FILOSOFIA NECLÁSSICA tinha caráter reformador, cujos valores eram ORDEM e SOLENIDADE, HARMONIA e BELEZA (antigos padrões de seriedade, moralidade e idealismo).
A principal FONTE DE INSPIRAÇÃO: vinha das narrativas literárias e históricas, além de temas do cotidiano e mitológicos, buscando equilíbrio e simplicidade (bases da criação da antiguidade).
Pela Europa e com graus de intensidades diferentes, o Neoclassicismo adquiriu novas características e significados.
INSPIRAÇÃO: na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição.
CARACTERÍSTICAS: Formalismo na composição, refletindo racionalismo dominante (composições simples) / acabamento brilhante, limpo e liso como verniz, onde o artista não deixa vestígios das pinceladas. / exatidão nos contornos / harmonia do colorido.
JACQUES-LOUIS DAVID foi seu maior representante e tornou o neoclassicismo grandioso, heroico e associado à Revolução Francesa.
O movimento foi o principal suporte da elite artística e a voz da autoridade gritando contra as jovens estrelas em ascensão do movimento romântico.
A pintura neoclássica
- É uma pintura histórica - é considerada a primeira obra-prima em estilo majestosamente neoclássico.
- A imagem é unificada e as partes são "apoiadas" umas nas outras - o centro geométrico é o momento dramático da composição.
- Todos os elementos destinam-se a facilitar nossa compreensão do drama:
três bravos romanos juram dar a vida pela Pátria se for preciso (braços estendidos com que recebem a espada do pai).
grandes arcos simétricos dão estabilidade ao juramento, inserindo-o num contexto nobre.
as cores claras enfatizam a integralidade dessa devoção.
homens ativos e concentrados de um lado; mulheres moles, entontecidas e passivas do outro.
O contraste é tonal.


Esteriótipos da pintura neoclássica:
- baseada no desenho.
- perfeição da linha.
- luz homogênea branca.
- composições equilibradas sobre estruturas geométricas.
- espaço masculino: é o espaço público, o da guerra e o do trabalho.
- espaço feminino: sempre a intimidade, as orações para os herois mortos ou realizando tarefas domésticas.
Analisando a obra
Para os escultores neoclássicos, a essência da pureza residia no mármore branco da estatuária grega.
Para os artistas, os conceitos de racionalismo e sensibilidade não eram opostos.
A compaixão é própria das pessoas virtuosas e a temática neoclássica pretendia exaltar a virtude.
Poses escultórias, anatomias corretas, exatidão e clareza.
Materiais nobres – pedra, mármore e granito.
Debret
Taunay
Grandjean Montagny
Lebreton e outros
ARTISTAS da Missão
Artistas Independentes da Missão Artística Francesa
Claude Joseph Barandier- França
Thomas Ender - Áustria
Johann-Moritz Rugendas - Alemanha
As duras lições de moral das obras de David refletem a atmosfera de revolta na França.
O impulso inicial não veio de artistas, e sim de pensadores (filósofos), que eram os porta-vozes do Iluminismo na França.
Estilo dominante na arte ocidental do fim do século XVIII até aproximadamente 1830. Em sua forma mais básica, o neoclassicismo buscava reviver o espírito das grandes civilizações da Grécia e de Roma antigas e reagir ao hedonismo e à frivolidade do movimento rococó.
Homero
Papel da arte: levantar o moral, inspirar.
Os artistas neoclássicos queriam expressar ideias morais sérias, como os conceitos de justiça, honra e patriotismo por meio de uma arte que fosse racional, moral e intelectualizada. Assim, fazer renascer a cultura do mundo clássico atendia perfeitamente essas exigências.
A morte de Sócrates (1787)
Imagem no corredor
A pessoa encostada na parede é Apolodoro. De acordo com Platão, Sócrates mandou Apolodoro embora porque ele estava transtornado demais diante da morte iminente do mestre. David o inclui nas sombras desta impressionante tela e o retrata numa pose de tristeza avassaladora.
Homem segurando um vaso
Todas as pessoas no ambiente são amigos ou discípulos de Sócrates, exceto por este jovem. Ele foi enviado para testemunhar a execução, mas está tão incomodado que não suporta ver os preparativos. Sua angústia ressalta o heroísmo de Sócrates e a crueldade da sentença injusta.
Braço levantado de Sócrates
Sócrates passou suas últimas horas debatendo sobre a imortalidade da alma. Ele levanta o dedo, indicando que há uma esfera de existência mais elevada que o terreno dos mortais. Sua atitude relaxada diante da morte é enfatizada pelo modo casual como segura o copo de cicuta, sem olhar para ele.
Homem sentado
Este é Crito, um dos discípulos mais próximos de Sócrates. Quando a sentença é anunciada, ele tenta persuadir o mestre a fugir.
Platão
Apenas um dos discípulos de Sócrates reage à tragédia iminente com a mesma dignidade do mestre. Platão se senta imóvel à beira da cama, com olhar afastado da dramaticidade da cena. Sua cabeça está curvada, perdida em pensamentos, enquanto contempla o destino de Sócrates.
Fervor Revolucionário
O idealismo político raramente produz grandes obras de arte, mas a obra de David é uma notável exceção. Durante a década de 1780, ele conseguiu resumir os princípios do neoclassicismo numa série de telas perfeitas e impressionantes que jogaram ainda mais lenha na fogueira política da época. Depois da revolução, David se tornou um personagem completamente comprometido com o novo regime. Ele entrou para o governo e votou pela morte do rei. O trabalho na política limitou sua atividade artística. Embora tivesse planejado várias obras para celebrar a revolução, apenas uma foi realizada:
A morte de Marat
(1793), a emocionante homenagem do pintor a Jean-Paul Marat, que foi assassinado. Marat promoveu violentos ataques após a queda da monarquia. Aqui, David o retrata com a dignidade e a ternura de um santo martirizado. (Tudo sobre arte, 263)
Cupido e Psiquê
As Sabinas
"Eles se convidaram"
A Missão Artística Francesa é um dos mitos da história da arte no Brasil; Taunay é o fio condutor desse cenário.
Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) - de família de artistas e decoradores não era um pintor desconhecido quando desembarcou no Rio de Janeiro em 1816.
Pintor de extração neoclássica e mestre no gênero da paisagem.
Integrante do grupo de emigrados, que acreditou-se, por muito tempo, ter sido convidado por D. João VI para trazer a civilidade francesa aos trópicos.
Fazia parte do seleto grupo de "artistas da Imperatriz" Josefina, esposa de Napoleão.
Este grupo era encabeçado por David, o mais prestigiado artista do neoclassicismo europeu (era chefe do Programa de Arte de Napoleão, um ex-jacobino que fizera espetaculares encenações cívicas para a revolução, e que depois aderiu ao império e a Napoleão) - A ARTE A SERVIÇO DE ESTADO.

A derrota francesa em Waterloo
Após a derrota francesa, em junho de 1815, o império napoleônico de dissolveu. Com o declínio do poder de Bonaparte, ocorre também uma mudança significativa na hierarquia de gêneros: a pintura histórica, que retratava batalhas, cedeu espaço à paisagem, que se tornou sinônimo de terra natal e de pátria amada. A decisão de vir para o Brasil associava, portanto, duas tendências: a viagem em busca de repertórios paisagísticos novos e a fuga de uma Europa mergulhada em sangue e conflitos.
Taunay
A CHEGADA DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA
É difícil saber se a “missão artística” foi um plano estratégico da Corte de D. João ou uma espécie de afastamento compulsório de artistas ligados a Napoleão. Parece ter existido uma convergência de interesses. De um lado, artistas formados pela Academia francesa inesperadamente desempregados. De outro, uma monarquia estacionada na América e carente de representação oficial. Foi a partir da conjunção dessas situações que surgiu aquela que é hoje conhecida como a “Missão Francesa de 1816”.
A família real no Brasil
Final do século XVIII e início do século XIX - Um momento de grande tranformação na história da humanidade.
As condições da partida da família real, que chega ao Brasil quase 100 dias depois, em 8 de março de 1808.
Havia três acontecimentos importantes acontecendo, que combinados, espalharam uma onda de choque pelo mundo:
Revolução Americana (1776 - pela primeira vez uma grande democracia republicana moderna se estabelecia na história da humanidade).
Revolução Francesa (1789 - o povo, pela primeira vez, apoiado pela burguesia, derrubou o rei e a rainha do poder, ou melhor, mandou o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta para a guilhotina e assumiu o poder).
Revolução Industrial na Inglaterra - que havia reinventado os modos de produção.

A fuga de Portugal, em 1807 (4:51)
Historicamente, além da importância da Missão Artística Francesa como fundadora do ensino formal de artes no Brasil, pode-se dizer que durante o tempo em que esses artistas permanecem no país, dentro ou não da Academia, eles ajudam a fixar a imagem do artista como homem livre numa sociedade de cunho burguês e da arte como ação cultural leiga no lugar da figura do artista-artesão, submetido à Igreja e seus temas, posição predominante nos séculos anteriores.
Retrata tipos humanos, costumes e paisagens locais.
Escreve o livro “Viagem Histórica e Pitoresca ao Brasil”, anos mais tarde (1834 e 1839), em Paris:
Volume 1: indígenas brasileiros.
Volume 2: sociedade do Rio de Janeiro.
Volume 3: retratos imperiais, decorações, plantas e florestas do Brasil.
Foi professor de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA).
Félix-Émile Taunay
Filho de Nicolas-Antoine Taunay (MAF).
Chega ao Brasil em 1816.
Sucede ao pai na Academia Imperial de Belas Artes na cadeira da pintura de paisagem.
Responsável pelo início e consolidação do ensino de artes no Brasil, seguindo as normas idealizadas pelos artistas da Missão Francesa.
Em seus primeiros trabalhos (desenhos e aquarelas) explora efeitos da luminosidade e da sombra.
Obras ao lado:
Paisagem história de um desembarque no Lago do Paço; Baía de Guanabara vista da Ilha das Cobras
.
Personagens na penumbra, revelando afinidades com o romantismo.
A pintura de paisagem
Década de 1840
Vista da Mãe D'Água (1840)
Desde o século XVIII, a pintura de paisagem passou a ser um espaço para projeções de identidades nacionais. Assim, representar a paisagem significativa, exalta a singularidade de uma Nação.
No Brasil, a pintura de paisagem esteve frequentemente associada a fins militares ou econômicos e ilustração científica e, geralmente, feita pelos chamados viajantes europeus.
Contudo, podemos identificar artistas que usaram o gênero para "discursar" sobre o Brasil.
Destaca-se Taunay, que por longo tempo, foi diretor da AIBA.


Temática das obras:
natureza brasileira
Esta obra demonstra a intenção do artista em fazer combate entre natureza selvagem e civilização, que é o verdadeiro tema de uma pintura de caráter nacional. Talvez seja um posicionamento do artista com relação às questões específicas da realidade brasileira.; uma afinidade de Taunay com as ideias defendidas pelo irmão.
FÉLIX TAUNAY
Uma interpretação mais detalhada e "política" da obra "Mata reduzida a carvão" (PAS)
O quadro nos coloca diante do drama da destruição das florestas.
Uma floresta majestosa e centenária, complexa e repleta de espécies úteis, como o jatobá no canto superior direito.
Saindo da mata densa, um rio de águas claras que desenbocam em um poço natural, em 1º plano.
À esquerda, uma paisagem desoladora contrasta com a exuberância da mata atlântica.
Homens negros trabalham sem parar, derrubando a mata com machado e empilhando os enormes troncos para queimá-los.
Taunay incorpora em seu quadro uma crítica ao efeito nocivo do trabalho cativo.
O horizonte, livre de árvores, nos remete à região serrana, ao redor do RJ.
A região central é a fronteira entre a floresta e os campos devastados pelos machados dos negros e pelo fogo. É nesse espaço que se acumula algums elementos centrais, propostos na narrativa do pintor:
a grande figueira - personagem principal.
o pau-mulato ao lado esquerdo da figueira (usado na fabricação de móveis).
um pouco mais à esquerda, corre um riacho com dificuldade entre as pedras e entulhos, exposto ao sol e ao vento.
contrapondo-se a ele, um riacho à direita, protegido pela mata densa.
entre a enorme figueira e o rio agonizante à esquerda, vemos uma estrada lamacenta por onde caminha um negro ao lado de um jumento, que parece suportar uma grande carga.
Uma cena, provavelmente visando o estabelecimento de uma lucrativa lavoura de café.
Esta obra representa o mais antigo reservatório de água da cidade do RJ, situado no alto do morro de Santa Teresa. Não é a contrução que domina a paisagem, mas a mata virgem que rodeira o reservatório e a tubulação. Como o outro quadro de Taunay, também foi acompanhado de uma "notícia" no momento de sua 1ª aparição.
J.B Debret
Félix Taunay
Esta escultura em mármore, de 1793 e medindo 155 x 168 cm, descreve os amantes mitológicos Eros e Psiquê.
A pureza dos contornos e a graça dos entrelaçamentos dão ao mármore uma leveza prodigiosa.
Esta obra-prima foi encomendada pelo Lord Cawdor para decorar uma divisão da sua mansão.
Cedida a Napoleão, a obra encontra-se hoje no Museu do Louvre, em Paris.
ANTONIO CANOVA

ARTISTAS
Jasão e velo de ouro, Bertel Thorvaldsen
Banhista, de Jean Houdon
As três graças, de Canova
O primeiro escultor puramente neoclássico foi Antonio Canova (1757-1822), que iniciou a sua formação no atelier veneziano de Giuseppe Bernardi Torreto, onde imperava o gosto artístico e a prática do barroco.
Mais tarde, deixou-se seduzir pela colecção de cópias de esculturas da Antiguidade, reunida por Filippo Farsetti em Veneza, como também como pelos escritos de Winckelmann (1717-1768), que pregavam um retorno à nobre simplicidade e calma grandeza do mundo antigo.
Com 23 anos estabeleceu-se em Roma (centro de difusão) e tornou-se um dos mais altos expoentes da escultura neoclássica.
Durante o primeiro quartel do século XIX a sua fama dominou a Europa, beneficiando da encomenda de Napoleão e do Papado, bem como da nobreza italiana, francesa e austríaca.
CANOVA teve como princípio estudar a Natureza, consultar a Antiguidade e, através de uma comparação judiciosa, formar o seu próprio estilo original.
Preocupado com os imperativos das academias, Canova rejeitou a frieza excessiva do mais puro neoclassicismo, associando-lhe deleite, graça e a exaltação de sentimentos (lirismo).
Antonio Canova , Teseu e o Centauro (1804)
Eros e Psique 1796-1800
Vénus, deusa da beleza e do amor, sentia ciúmes da princesa Psique, pois esta era tão ou mais bela quanto ela. Por isso, pede ao seu filho, Cupido, para a castigar: “Infunde no peito daquela altiva donzela uma paixão por algum ser baixo, indigno, de sorte que ela possa colher uma mortificação tão grande quanto o júbilo e o triunfo de agora”. Quando se preparava para executar a tarefa, Cupido é acidentalmente atingido por uma das suas setas, apaixonando-se por Psique.
O filho de Vénus torna-se então amante de Psique. Eles encontravam-se apenas de noite, pois Cupido não queria que a sua amada soubesse quem ele era. Desconfiada que o seu amante fosse um monstro, Psique ilumina-o, descobrindo quem ele era. Ele, sentindo-se atraiçoado, abandona-a.
Psique, arrependida, procura por ele desenfreadamente, acabando por recorrer a Vénus : “– És tão pouco favorecida e tão desagradável, que o único meio pelo qual podes merecer teu amante é a prova de indústria e diligência. Farei uma experiência da tua capacidade como dona de casa”.
A história de Cupido e Psique Psique teve assim de cumprir um conjunto de tarefas, executando-as todas, excepto a última. “Abriu cuidadosamente a caixa (que pensava transportar a beleza divina), mas nada ali encontrou de beleza e sim o infernal e verdadeiro sono estígio, que, libertando-se da prisão, tomou posse dela e fê-la cair no meio do caminho, como um cadáver sem senso de movimento”. O Deus do Amor reanima-a, casando-se com ela depois. Tiveram uma filha à qual deram o nome de Prazer.
Psiquê em grego significa tanto borboleta como alma. Psiquê é, portanto, a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade. A união de Cupido e Psique simboliza a união entre o Amor e a Alma.
Cupido e Psique estão entrelaçados, envolvendo-se num abraço sensual e delicado. O Deus do Amor segura-lhe o peito com o braço esquerdo e com o outro apoia-lhe a cabeça. Psique abraça-o delicadamente, tocando-lhe com as mãos no topo da cabeça.
O nosso olhar é “encaminhado” para o contacto entre as duas figuras. O centro da composição forma assim um circulo, delimitado pelos braços de Psique. Este marca o momento antes do beijo.
A composição
As figuras relacionam-se mutuamente, equilibrando todo o grupo escultórico.
A composição é dominada por duas diagonais, formando um X. Canova não representou algo estático ou de grande agitação, mas sim um movimento delicado e pausado, inspirando sensualidade.
A obra simboliza o instante apaixonado em que Cupido e Psique se aproximam.
“Com as asas ainda levantadas, Cupido acaba de chegar para reanimar Psique com o beijo do amor”.
(confronto militar ocorrido em 18 de Junho de 1815)
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