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Ascaris lumbricoides - Ascaridíase

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by

Breno Alencar

on 29 April 2014

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Transcript of Ascaris lumbricoides - Ascaridíase

Ascaris lumbricoides - Ascaridíase
Morfologia
Cilíndrico
Extremidades afiladas
É recoberto por uma cutícula brilhante
Cor amarelo-rosada
Apresentam um vestíbulo bucal com três lábios com serrilhas, seguido de um esôfago musculoso e um intestino retilíneo.
Aparelho genital é bem desenvolvido
Reprodução
A fêmea deve ser fecundada repetidas vezes
Os espermatozóides acumulam-se nos úteros ou começo dos ovidutos.

Formas evolutivas
Equipe:
Introdução
- Ascaridíase, ascaridose ou ascaridiose
-
Ascaris lumbricoides
conhecido como lombriga, verme ou bicha
-
Ascaris suum
Classificação
Reino – Animalia

Filo – Nematoda

Classe – Secernentea

Ordem – Ascaridida

Família – Ascarididae

Subfamília – Ascaridinae

Gênero – Ascaris

Espécies – A. lumbricoides

Macho
Mede de 15 a 20 cm por 2 a 4 mm de diâmetro.
Apresenta um testículo filiforme
canal deferente
canal ejaculatório
cloaca
O macho difere ainda mais da fêmea por apresentar um enrolamento ventral na cauda
Na cauda, observam-se ainda grossas espículas de quitina

Fêmea
Mede cerca de 25 a 40 cm de comprimento, por 3 a 6 mm de diâmetro e mais robusta que o macho.

Apresenta 2 ovários filiformes, úteros, vagina e vulva.

O aparelho genital feminino apresenta cerca de 25 milhões de ovos e cada fêmea põe em média 200 mil a 240 mil ovos por dia, durante 1 ano.

Ovos
Medem cerca de 50µm de diâmetro

Cor castanho

3 Membranas:
externa “mamilonada” mucopolissacarídeos
média quitina
interna proteínas e lipídeos. Impermeável a água.

Ovo fértil
Ovo infértil
Ovo embrionado
Embrionamento no meio exterior
Temperatura adequada, umidade e oxigênio
Embrionados em 15 dias
Larva de primeiro estágio (L1) do tipo rabditóide
Em uma semana muda para L2
L3, filarióide, forma infectante
Habitat
Formas adultas habitam o intestino delgado humano (principalmente jejuno e íleo), podendo estar fixado à mucosa intestinal através dos lábios ou em migração pela luz intestinal.

Infectividade e Resistência
Epidemiologia
Grande produção de ovos pela fêmea

Viabilidade do ovo infectante por meses ou anos

Grandes concentrações de indivíduos em condições precárias

Hábito de defecarem no chão próximo a domicílios

Temperatura média anual elevada

Umidade ambiental elevada

Dispersão dos ovos através de chuva, vento, poeira e insetos

É um dos parasitos mais frequentes nas áreas tropicais, estimado em 30% da população mundial.

Incide mais intensamente em locais com condições higiênicas precárias

Mais frequente em crianças de 2 a 10 anos

1,38 bilhão de pessoas infectadas, sendo 250 milhões com patogenia e 60 mil mortes em 1997.

A mortalidade por ascaridíase na América Latina, África e Ásia ocupa o 17ºlugar como causa infecciosa, a frente da poliomielite, leishmaníases e doença do sono

No Brasil, em 1950, estimou-se que em uma população de 70 milhões de habitantes, cerca de 50 milhões albergavam o parasita.

Diagnóstico
Realizado quando há presença de ovos do parasita nas fezes do indivíduo.

As técnicas mais indicadas para a realização do exame parasitológico de fezes são os de sedimentação como Lutz, Faust e Kato-Katz devido ao fato de os ovos de áscaris serem pesados.

A análise do hemograma demonstra
eosinofilia freqüente
na fase de invasão larvária





Profilaxia e Tratamento
Profilaxia:
Controle da transmissão dos ovos do parasita

Medidas de higiene pessoal

Educação sanitária

Melhorias das condições de saneamento

Tratamento adequados dos doentes.
Tratamento:
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda apenas 4 medicamentos:

-
Albendazol
– 200mg e 400mg, suspensão oral 100mg/5ml, dose única;

-
Mebendazol (panthelmim)
– 100mg e 500mg, suspensão oral 100mg/5ml, dose única;

-
Levamizol (ascaridil)
– 40mg, dose única de 2,5mg/kg, utilizado a partir do segundo trimestre de gestação;

-
Pamoato de pirantel (piranver)
– 250mg, dose única oral de 10mg/kg

-
Ivermectina (revectina)
– dose única de 0,1-0,2mg/kg

Tratamento de formas complicadas:
-
Oclusão ou suboclusão intestinal
:
> Paciente em jejum,
> SNG
> Hexaidrato de piperazina – 100mg/kg, máximo 6g
> 50ml de óleo mineral
> Tratamento cirúrgico, caso for inficaz

-
Obstrução das vias biliares
:
> CPRE
> Após a resolução clínica da obstrução, uso de anti-helmintos.

Adams Girão
Breno de Alencar
João Marcos Lucena
José Ribamar Alves
Leonardo de Moura
Luiz Gustavo Delgado

Parasitológico
Hemograma
Não é muito utilizado devido ao elevado número de reações cruzadas com outros nematelmintos

Imunológico
Raio-X
Casos Clínicos
Ciclo Biológico
Ovos pós-ingeridos
Percorre o trato gastrointestinal


São resistentes ao ácido clorídrico (HCl)
Intestino Delgado
Fatores que viabilizam a eclosão dos ovos:

Agentes redutores, temperatura, pH básico e principalmente [CO2]
Sintomas
Normalmente brandos como dor abdominal, diarréia, vômitos e anorexia.
A infecção pode ser assintomática
REY, 2001
Ceco
Assim como os nutrientes, as larvas são absorvidas e atravessam a parede intestinal.

Atingem a corrente sanguínea ou vasos linfáticos
Caminho após absorção
Caminho: Veia porta-hepática > fígado > VCI > Coração (AD) > Pulmões > Deglutição > Alojamento no intestino > Vermes tornam-se adultos
Pulmões
Podem romper capilares dos alvéolos pulmonares
Síndrome de Loeffler:
Infiltrados pulmonares migratórios > Penetração nos alvéolos > Larvas > passam a L5 > sobem pela árvore brônquica > traquéia > faringe > Deglutição ou expectoração > Fixação no IG.
NEVES et al, 2001
Intestino Delgado
Irritação da superfície da mucosa

Enterite crônica

Lipotímia e perturbações visuais

Quando o número de vermes excede 20: cólica intestinal, anorexia e náuseas
Eosinofilia, urticária e asma

Interferência no estado nutricional do hospedeiro

Podem causar obstrução do intestino ou promover ação perfurativa (peritonite aguda)
Obstrução intestinal
Ascaris Errático (habitat anormal)
Hepatobiliar:

No ducto de Wirsung pode causar pancreatite aguda.
Ductos biliares e fígado há desintegração de seu corpo e liberação de ovos.
Consequência: colangite, colecistite, pileflebite e obstrução biliar
Acaris obstruindo o esfíncter de Oddi
Ascaris errático
Outros locais ectópicos onde pode haver a ocorrência do verme:

Rins, cavidade nasofaríngea, ducto lacrimal, orofaringe, trompa de eustáquio, ouvido médio, membrana timpânica, meato acústico externo.
Ascaris errático
Vermifugação periódica
Vermifugação periódica propicia melhora do estado nutricional?


Vermifugação periódica provoca resistência aos antiparasitários?


Vermifugação periódica pode provocar alergias?


Vermifugação periódica melhora o desempenho cognitivo?

Diretrizes da OMS: Disponibilidade de água potável, saneamento básico, educação para a saúde e vermifugação periódica.

Referências
NEVES, D.P. Parasitologia Humana. 10. Ed.- São Paulo : Atheneu, 2004.



BERKOW, R. ; FLETCHER, A.J. Manual Merck de medicina : diagnóstico e tratamento. 16. ed. São Paulo : Roca, 1995.



COURA, J.R. Síntese das doenças infecciosas e parasitárias. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.



REY, L. Bases da parasitologia médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.



IMIP. Pediatria ambulatorial. 1. Ed. Pernambuco: Medbook, 2008.
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