Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Técnicas para manter uma comunicação eficaz com o utente

No description
by

Cristina Brito

on 18 February 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Técnicas para manter uma comunicação eficaz com o utente

Técnicas para manter uma comunicação eficaz com o utente
A comunicação é uma actividade humana básica sendo a necessidade de comunicar inata e universal. Podemos dizer que comunicação e existência são conceitos inseparáveis, a comunicação é essencial à vida.
A comunicação é um processo de passar informação e compreensão de uma pessoa para outra, sendo um fenómeno dinâmico, em que os acontecimentos e as relações agem uns sobre os outros, cada um influenciando os demais. Na realidade comunicar faz parte da nossa vida desde que nascemos e por vezes fazemo-lo tão espontaneamente que nem reflectimos no modo como o fazemos, ou seja, a comunicação não acontece só quando é intencional e consciente. A comunicação existe sempre, quer naquilo que se faz ou até no que não se faz.

Em contexto de cuidados de saúde, o fornecimento de informação é uma questão essencial. Temos por um lado os doentes que necessitam de informação, tentando adquiri-la de variadas formas e do outro a obrigatoriedade dos profissionais de saúde em informar os doentes sobre o seu estado clínico.
“Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.”

Saint-Exupery
“…A simples possibilidade de se exprimir só por si alivia a pessoa; com efeito um sofrimento comunicado, é um pouco como um sentimento dividido…” Cheveau
A palavra informação pode ter dois sentidos diferentes, sendo que um está relacionado com o conteúdo da mensagem e o outro com a forma como se processa a comunicação. A informação em contexto de saúde é a mensagem, com o seu conteúdo e aspectos semânticos, e a comunicação consiste no processo pelo qual a informação é transmitida entre emissor e receptor.


As dificuldades de comunicação entre profissionais de saúde e doentes têm a ver, entre outros aspectos com a transmissão de informação pelos técnicos de saúde e com a capacidade dos doentes para perceberem a informação que lhes é fornecida.
Relativamente à transmissão de informação, esta pode ser insuficiente, imprecisa ou ambígua, ou excessivamente técnica.

Por outro lado, o tempo que é dedicado ao fornecimento de informação é escasso, uma vez que as consultas e as intervenções dos profissionais de saúde, centram-se mais neles próprios e nas tarefas que têm que desempenhar, do que nos doentes.
O baixo nível de conhecimentos sobre saúde pode induzir nos doentes sentimentos de inibição resultantes do embaraço e medo do ridículo.











Toda a comunicação é um acto social que envolve um conjunto de processos que permitem realizar trocas de informações e significações, entre os indivíduos, numa determinada situação social. Em contexto de cuidados de saúde estes processos podem estar alterados, nomeadamente perante doentes que não conseguem comunicar verbalmente. Nestas situações o conhecimento e a utilização de todos os tipos de comunicação serão essenciais para que a comunicação seja eficaz.
Reconhecer a importância da comunicação não verbal na relação profissionais de saúde / doentes, permitirá compreender melhor os doentes, estando atento aos gestos, às mímicas faciais, às posturas corporais, que nos poderão dar indicações, “pistas”, sobre os estados emocionais desses doentes. Os profissionais de saúde, em contexto hospitalar, valorizam sobretudo os cuidados físicos aos doentes e os tratamentos, adquirindo e desenvolvendo competências técnicas nesta área, para poderem estar aptos a corresponder às necessidades físicas dos doentes.
No modelo tradicional da comunicação médico / doente, o médico é o especialista detentor da sabedoria, que transmite os seus conhecimentos ao doente, que o educa e trata, com o objectivo de resolver um problema de doença. Este processo comunicativo pode ser melhorado, quando se adopta uma postura de partilha, centrada no doente, promovendo um maior empenhamento, uma melhor adesão ao tratamento ou terapêutica e maior nível de satisfação.

Três objectivos na comunicação médico doente: “Criar uma boa relação interpessoal; trocar informação clínica; tomar decisões terapêuticas”.
O tratamento afetivo, ajuda a lidar com a doença, reduz os estados depressivos, o stress e a ansiedade, preserva a dignidade e o respeito, promove a satisfação, o sentimento de segurança, aumenta a adesão e o compromisso, a aceitação dos procedimentos terapêuticos e a responsabilidade do utente/doente.
O técnico de sáude deve desenvolver capacidades para ouvir e compreender o doente, deve mostrar-se atento ao seu comportamento, incluindo todas as atitudes que o mesmo demonstra, quer sejam verbais ou não verbais, visto que a linguagem não verbal transmite-nos tanto ou mais do que a linguagem verbal.





O olhar
As relações interpessoais iniciam-se com o contacto visual recíproco que assinala o desejo e a intenção de interagir. Durante a comunicação verbal os intervenientes, poderão só trocar olhares de vez em quando.

Se “as nossas caras são a nossa identidade” (ditado popular); então a nossa expressão facial pode transmitir estímulos positivos ou negativos para o doente. O técnico de saúde deverá esforçar-se por ser congruente, tendo sempre presentes princípios como a sinceridade e a honestidade.
O acenar da cabeça
O técnico de sáude poderá também usar o acenar da cabeça, como sinal de atenção ou de aceitação, o que encorajará o doente a continuar a transmitir o que pretende. O acenar da cabeça funciona como reforço positivo, como recompensa para o doente pois é sinal de que o técnico de saúde percebeu a sua mensagem.

A escuta activa
Para melhorar a comunicação com o doente o técnico de saúde deve desenvolver e valorizar a capacidade de escuta como atitude essencial ao estabelecimento de uma comunicação eficaz, que estará na base de uma verdadeira relação de ajuda. “Escutar não é sinónimo de ouvir. Escutar é constatar e também aceitar, deixar-se impregnar pelo conjunto das suas percepções tanto exteriores como interiores.”
O toque
O tacto é a mais básica de todas as respostas humanas.
Nos cuidados de saúde acredita-se que o uso do toque é benéfico para a maioria dos doentes e nomeadamente em doentes ventilados, pode ser usado pelo técnico de saúde durante o contacto verbal ou quando este se torna difícil ou impossível, visto que o toque transmite apoio e em certas situações poderá ser a atitude comunicativa mais eficaz. No entanto mais uma vez o técnico de saúde tem que estar atento ao que o doente lhe transmite, para perceber se o toque tem o efeito desejado, visto que pode também ser sentido como ameaçador.

O técnico de saúde deverá também promover momentos de boa disposição e descontracção com conversas informais, que contribuem para um fortalecimento da relação, e são também promotoras de uma comunicação eficaz. O humor é também um tipo de comunicação verbal, que pode facilitar a relação dos técnicos de saúde com a pessoa que cuidam.
Cidália Gonçalves
Cristina Brito
Francisco Malheiro
José Afonso
As necessidades de informação dos doentes devem ser interpretadas, distinguindo entre as que são expressas por estes e as normativas, ou seja, as que são consideradas desejáveis para o indivíduo e situação em causa. Os problemas que podem ocorrer na transmissão de informação podem ter origem no doente ou nos profissionais de saúde.
Full transcript