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Ciências sociais e políticas 23

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on 2 January 2017

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A Perspectiva Revolucionária

Texto para discussão:
- Marx e Engels

Manifesto do Partido Comunista (Parte I: Burgueses e Proletários).

A Perspectiva Revolucionária
Karl Marx
(1818-1883)

Friedrich Engels
(1820-1895)

Contextualização Histórica
do Manifesto Comunista
A Liga dos Comunistas, composta por alemães exilados na Inglaterra e na França, dentre os quais Marx e Engels, os designou, no final de 1847, para redigir seu manifesto, que ficou pronto em fevereiro de 1848.

Embora feito em colaboração, acredita-se que a redação final seja de Marx. Ele tinha 30 anos, Engels, 28, e não eram ainda intelectuais e ativistas de grande projeção. A Liga dos Comunistas seria dissolvida em 1852.

Os autores preferiram usar o termo “comunista” ao invés de “socialista” para distinguirem-se das diversas correntes socialistas da época, que consideravam “utópicas”. Com o passar dos anos, no entanto, Marx e Engels usarão indistintamente “comunismo” e “socialismo”.

O Manifesto é um dos textos mais lidos na história da humanidade.

É um panfleto politicamente engajado, que defende com clareza uma causa.

Foi publicado no início de 1848, às vésperas de levantes populares que ocorreram em Paris e em outras capitais europeias.

O Manifesto, no entanto, não teve nenhuma influência direta sobre esses movimentos.

Na primeira parte do Manifesto, “Burgueses e proletários”, Marx e Engels expõem a visão comunista sobre a história.

O ponto fundamental, afirmado com clareza logo na primeira frase, é que: “A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história da luta de classes.”

Luta de Classes
Através da história, opressores e oprimidos sempre estiveram em oposição, em luta, ora aberta, ora disfarçada.

Essa luta sempre terminou ou com “uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta”.

Burguesia e Proletariado
A forma atual de organização da sociedade – a sociedade burguesa – tem como característica diferencial o fato de ter simplificado os conflitos de classe, por reduzi-la a duas, diretamente opostas entre si: burguesia e proletariado.

As “camadas médias” também acabam se proletarizando.

A Burguesia de Revolucionária a
Conservadora
A burguesia teve, no passado, um papel revolucionário desde seu surgimento, no interior da sociedade feudal.

Ela é produto de um longo processo de desenvolvimento, de uma série de revoluções nos modos de produção e troca.

O modo de exploração feudal foi substituído pela manufatura, de propriedade da pequena burguesia.

A divisão do trabalho deixou de se dar entre as diversas corporações de ofícios, passando para o interior de cada oficina.

Depois, em função do crescimento dos mercados, a manufatura foi substituída pela grande indústria moderna, de propriedade de industriais milionários.

Em consequência, o poder político do Estado moderno tornou-se nada mais que “um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa”.

Esse processo histórico levou a que a exploração, antes mascarada, passasse a ser franca, aberta e despudorada.

“Tudo que é sólido se desmancha no ar”
“Essa revolução contínua da produção, esse abalo constante de todo o sistema social, essa agitação permanente e essa falta de segurança distinguem a época burguesa de todas as precedentes. Dissolvem-se todas as relações sociais antigas e cristalizadas, com seu cortejo de concepções e de ideias secularmente veneradas; as relações que as substituem tornam-se antiquadas antes de se ossificarem. Tudo o que era sólido e estável se esfuma, tudo o que era sagrado é profanado, e os homens são obrigados finalmente a encarar com serenidade suas condições de existência e suas relações recíprocas.”

Um Mercado Mundial
A burguesia criou um mercado mundial, deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países e enfraqueceu a indústria nacional:

“Os baixos preços de seus produtos são a artilharia pesada que destrói todas as muralhas da China e obriga a capitularem os bárbaros mais tenazmente hostis aos estrangeiros. Sob pena de morte, ela obriga todas as nações a adotarem o modo burguês de produção, constrange-as a abraçar o que ela chama civilização, isto é, a se tornarem burguesas. Em uma palavra, cria um mundo à sua imagem e semelhança.”

A burguesia criou um mercado mundial, deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países e enfraqueceu a indústria nacional:

“Os baixos preços de seus produtos são a artilharia pesada que destrói todas as muralhas da China e obriga a capitularem os bárbaros mais tenazmente hostis aos estrangeiros. Sob pena de morte, ela obriga todas as nações a adotarem o modo burguês de produção, constrange-as a abraçar o que ela chama civilização, isto é, a se tornarem burguesas. Em uma palavra, cria um mundo à sua imagem e semelhança.”

Um Mercado Mundial
Como resultado desses processos históricos, a burguesia, após apenas 100 anos de domínio de classe, criou “forças produtivas mais numerosas e mais colossais que todas as gerações passadas em conjunto”.

Mas isso, se foi a sua força, também será, para Marx e Engels, as causas de sua derrota.

Da mesma forma que as forças produtivas medievais precisavam ser despedaçadas e o foram, a moderna sociedade burguesa também o será.

Por quê?

Porque as forças produtivas que a burguesia libertou já não podem mais continuar em contínuo desenvolvimento.

Elas tornaram-se poderosas demais para serem contidas pelas relações burguesas de propriedade. Tornam-se disfuncionais, gerando crises que põem em risco a existência da propriedade burguesa.

A imagem a que Marx e Engels recorrem é a do “feiticeiro que já não pode controlar as potências infernais que pôs em movimento com suas palavras mágicas”.

A Magia contra o Feiticeiro
As mesmas armas de que a burguesia se valeu para destruir o feudalismo voltam-se agora contra ela: “A burguesia, porém, não forjou somente as armas que lhe darão morte; produziu também os homens que manejarão essas armas – os operários modernos, os proletários.”

O Proletariado,
Coveiro da Burguesia
Na mesma medida em que se desenvolve a burguesia, desenvolve-se também o proletariado, transformado em uma mercadoria como qualquer outra. O trabalho do proletário é totalmente dependente do capital, e ele torna-se um simples acessório da máquina.

O desenvolvimento do proletariado passa por diferentes fases:

- operários isolados;

- operários de uma mesma fábrica;

- operários de um determinado ramo da indústria.

Da Luta Isolada ao
seu Partido Político
Muitas vezes, seus ataques eram contra o alvo errado: não contra as relações burguesas de produção, e sim contra os próprios instrumentos de produção – as máquinas – ou contra mercadorias estrangeiras.

Com o desenvolvimento da indústria, vão-se concentrando em massas cada vez maiores, e com isso sua força aumenta.

As condições de existência no interior do proletariado igualam-se cada vez mais, e começam a surgir os sindicatos e outras associações operárias.

Cada vez os operários vão ficando mais unidos e se dando conta de que toda luta de classes é uma luta política.

Por isso, a classe operária organiza-se também em partido político – o Partido Comunista.

Durante o processo de “dissolução” da classe dominante, frações dessa classe e as camadas médias vão sendo lançadas no proletariado.

No entanto, todas as classes que se opõem à burguesia são, em realidade, conservadoras, porque querem fazer a “roda da história” parar ou retroceder: “Apenas o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária.”

Por quê?

Só o Proletariado
é Revolucionário
“Nas condições de existência do proletariado já estão destruídas as da velha sociedade. O proletário não tem propriedade; suas relações com a mulher e os filhos nada têm de comum com as relações familiares burguesas. O trabalho industrial moderno, a sujeição do operário pelo capital, tanto na Inglaterra quanto na França, na América como na Alemanha, despoja o proletário de todo caráter nacional. As leis, a moral, a religião são para ele meros preconceitos burgueses, atrás dos quais se ocultam outros tantos interesses burgueses.”

Lembrar a definição marxista de “ideologia”.

O proletariado não
tem nada a perder
A dominação do proletariado começará com a derrubada violenta da burguesia, isto é, por meio de uma revolução e da abolição da propriedade privada.

Não há alternativa: ou sobrevive a burguesia, ou a sociedade; a coexistência das duas tornou-se incompatível.

A Revolução
Essa parte do Manifesto termina com as seguintes palavras: “A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.”

Observar a noção de inevitabilidade histórica presente na concepção de Marx e Engels.

A Revolução
“Os comunistas recusam-se a ocultar suas opiniões e suas intenções. Declaram abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados com a derrubada violenta de toda a ordem social até aqui existente. Que as classes dominantes tremam diante de uma revolução comunista. Os proletários nada têm a perder nela a não ser suas cadeias [outras traduções: seus grilhões]. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos!”

(Este é o final do Manifesto, que não está na parte do texto selecionado.)

Palavras Finais
do Manifesto
A classe operária industrial, em que Marx e Engels apostavam como o elemento dinâmico da revolução comunista, era uma classe nova na época, surgida da Revolução Industrial. Hoje, a indústria continua crescendo, mas o operariado industrial é decrescente em termos numéricos e em importância econômica, devido às novas tecnologias. O setor que mais cresce é o de serviços. Também há uma grande diferenciação entre os “assalariados” ou “trabalhadores” em geral e mesmo entre os “operários”. Será possível tratar esse conjunto heterogêneo de segmentos como uma “classe” com interesses comuns?

Temas para Discussão
A fase histórica atual, descrita geralmente como de “globalização” sob o domínio do capitalismo, é parecida com a descrita por Marx e Engels há mais de 150 anos?

Seria mais fácil hoje o fortalecimento de laços internacionais (ou transnacionais?) entre trabalhadores?

Temas para discussão
Uma adaptação do Manifesto utilizando-se de personagens da Disney foi feito pelo cineasta independente Jesse Drew em 1995. Uma versão legendada em português (com cerca de 8 minutos) encontra-se no YouTube:

(Se o link não estiver ativo, buscar pelas palavras manifesto – comunista – disney)
Manifesto comunista
no YouTube
Robert Michels, Sociologia dos partidos políticos, p. 15-28 e 219-243.

Texto para a próxima aula
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