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Tempo - Memorial do Convento

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Cátia Candeias

on 23 May 2013

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Transcript of Tempo - Memorial do Convento

O Tempo em Memorial Do Convento Tempo da História Trata-se do tempo em que decorre a ação (28 anos) Tempo Histórico A obra o "Memorial do Convento" evoca a história portuguesa do reinado de D.João V, em pleno século XVIII. É a época do apogeu da corte em Portugal, que procura imitar o luxo da corte francesa de Luís XIV. O Absolutismo e o Iluminismo caracterizam este século como o "Século das Luzes", marcando-o com os seus gostos e mentalidades de uma forma decisiva, assim como o obscurantismo da população e o medo do poder da inquisição. Tempo do Discurso O tempo do discurso é revelado através da forma como o narrador relata os acontecimentos. Referências Cronológicas 1711 1739 38 37 36 35 34 33 32 31 30 29 28 27 26 25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 A benção da primeira pedra do Convento de Mafra. Casamento de D.José com Mariana Vitória e de Maria Bárbara com D.Fernando (VI de Espanha). Inicio da narrativa (1711) : O rei tinha casado há quase três anos com D.Maria Josefa, casamento esse que teve lugar em 1708. Final da narrativa (1739): «D.Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos...» Na realização de um auto-de-fé onde são mortos António José da Silva (personagem referencial) e Baltasar Mateus (personagem ficcional). «De três sei eu (...) António José da Silva, dos mais não ouvi falar.» Fluir do tempo: É sugerido pelas transformações sofridas pelas personagens e por alguns espaços e objetos ao longo da obra. «Para D.Maria Ana é que lhe vem chegando o tempo. A barriga não aguenta crescer mais por muito que a pele estique...» «Enferrujam-se os arames e os ferros, cobrem-se os panos de mofo, destrança-se o vime ressequido, obra que em meio ficou, não precisa envelhecer para ser ruína.» D.João V Contextualização histórica na obra Em Portugal, D.João V deixa-se influenciar pelos diplomatas que o cercam - intelectuais estrangeirados (que trazem ideias iluministas) - e pela riqueza vinda do Brasil. O projeto Palácio Convento foi do arquiteto alemão, Ludwig. O rei exigiu que a sagração da basílica se fizesse em 1730, no dia do seu aniversário. Enquanto o rei se centrava no esplendor da corte, a Inquisição ocupa-se com a ordem religiosa e a moral, estendendo a sua ação aos campos culturais, sociais e políticos. O dramaturgo António José da Silva que o autor, José Saramago, refere no fim de Memorial do Convento, é uma das vítimas. Memorial do Convento é uma narrativa histórica que percorre este período de aproximadamente 30 anos da história portuguesa, no reinado de D.João V, entrelaçando personagens e acontecimentos verídicos com seres ficcionais. Saramago fundamenta-se na realidadade da Inquisição, da família real, do padre Bartolomeu Lourenço Gusmão (inventor da passarola) e de muitas figuras da intelectualidade e da política portuguesa, embora ficcionasse a sua ação. Linearidade e respeito pela cronologia e pela datação dos eventos históricos. O narrador principal, heterodiegético e afastado temporalmente da intriga que organiza e controla. Utiliza com alguma insistência anacronias. Analepses (recuos no tempo): As analepses explicam, geralmente, acontecimentos anteriores, contribuindo para a coesão da narrativa. "onde há menos de um ano foi enterrado um rapazito..." "Mas Agosto também não é bom, como ainda o ano passado se viu..." "na grande entrada de onze mil homens que fizemos em Outubro do ano passado e que terminou com perda de duzentos nossos..." Prolepses (ações futuras): A antecipação de alguns acontecimentos serve os seguintes objetivos: "Quando calha, vem o padre Bartolomeu Lourenço..." - referência ao número de bastardos do rei D.João , fruto das conhecidas ligações que mantinha com religiosas, sendo a mais famosa a madre Paula do convento de Odivelos; "Sete-Sóis atravessou o mercado do peixe..." - antecipa um episódio sobre Baltasar, anunciando que irá trabalhar no açougue por onde passa quando chega a Lisboa. "Enfim, chegou o dia da inauguração..." "Ai o dia seguinte, passado que foi, (...), dezassete de Novembro deste ano da graça de mil setecentos e dezassete, aí se multiplicaram as pompas e as cerimónias no terreiro." "Porém ainda se encontram famílias felizes. A real de Espanha é uma. A de Portugal é outra. Casam-se filhos daquela com filhos desta, da banda deles..." No dia 22 de Outubro, o dia do 41º aniversário do rei, realiza-se a sagração do Convento de Mafra "Enfim, chegou o mais glorioso dos dias, a data imorredoira de vinte e dois de Outubro do ano da graça de mil setencentos e trinta, quando el-rei D.João V faz quarenta e um anos e vê sagrar o mais prodigioso dos monumentos que em Portugal se levantaram." Dá-se o desaparecimento de Baltasar Procura de Blimunda por Baltasar Momento em que Blimunda vê Baltasar a ser queimado em Lisboa num auto-de-fé (final da obra) "De três sei eu (...) António José da Silva, dos mais não ouvi falar." Correspodem, muitas vezes, ao tempo da história (referências a Baltasar e Blimunda) e ao tempo histórico (referências ao reinado de D.João V.
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