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[ÉTICA - Aula 07] Hans Jonas e o Princípio Responsabilidade

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by

Carlos Moiteiro

on 2 July 2016

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Transcript of [ÉTICA - Aula 07] Hans Jonas e o Princípio Responsabilidade

photo credit Nasa / Goddard Space Flight Center / Reto Stöckli
Hans Jonas e o Princípio Responsabilidade

Problematização
"Temos o direito de trazer crianças a um mundo como este?"
Hans Jonas
- Nasce em 1903, em Mönchengladback, na Alemanha.
- Segue as aulas do filósofo alemão Martin Heidegger.
- Combate na II Guerra Mundial, pela brigada judia do exército britânico.
- Transfere-se em 1945 para o Canadá e, em 1955, para os Estados Unidos.
- Morre em New York, EUA, em 1993.
Contextualização
* Vulnerabilidade da natureza diante da capacidade crescente e projetada ao infinito da intervenção do homem.
* Alcance global das ações causais dos sujeitos não isolados no destino futuro, capazes de provocar consequências inesperadas.
Teses
Princípio Responsabilidade
Fins
- Tornar a presença do homem no mundo um objeto do dever, justamente pela capacidade que o homem possui de por fim a esta presença.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Disciplina de Ética
Prof. Carlos Renato Moiteiro

“Somos tentados a crer que a vocação do homem se encontra no contínuo progresso desse empreendimento, superando-se sempre a si mesmo, rumo a feitos cada vez maiores” (JONAS, 2006, p. 43)
Contraposições
Características das éticas anteriores:
* Centradas na polis – a cidade cerca, por toda a história da civilização até agora, o perigo da astúcia do homem, e o restringe.
* Por ser imutável, a natureza não era vista como objeto da responsabilidade humana.

Ética Aristotélica:

“Submete teu bem pessoal ao bem comum”.
Ética Kantiana:

“Nunca trate os teus semelhantes como simples meios, mas como fins em si mesmos”
Teoria Marxista:

A ação no presente é ratificada pelo benefício futuro, e de lá provém seu fundamento. É justo sacrificar a humanidade presente em vistas da humanidade futura.
- A manutenção da Vida, e da autêntica vida, e a afirmação de que o homem deve estar no mundo, é um imperativo incondicional.

- Não se trata apenas do destino do homem, mas da imagem do homem: integridade de sua essência – o que há de Humano no Humano, e não apenas de sua sobrevivência física.

- Podemos arriscar a nossa própria vida, mas não a da humanidade inteira.
“Aja de modo a que os efeitos de tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma verdadeira vida humana sobre a Terra” (JONAS, 2006, p. 47)
- Modelos paradigmáticos:
responsabilidade parental, contratual e política.
Atividade de Mobilização:

Vídeo - "Pálido ponto azul"
Debate

Vídeo 1 - "Uma verdade inconveniente":
Referências
JONAS, Hans.
O princípio responsabilidade:
ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Trad. de Marijane Lisboa e Luiz Barros Montez. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006.



BRUSEKE, Franz Josef. "Ética e técnica? Dialogando com Marx, Spengler, Jünger, Heidegger e Jonas."
Ambiente e sociedade
, 2005, vol. 8, n. 2, pp. 37-52.

SANTOS, Robinson dos; OLIVEIRA, Jelson; ZANCANARO, Lourenço (orgs.).
Ética para a civilização tecnológica:
em diálogo com Hans Jonas. São Paulo: Centro Universitário São Camilo, 2011.

Vídeo 2 - "A história das coisas":






(frase ouvida por Jonas de um casal de amigos, imigrantes judeus de origem alemã, nos EUA, década de 50)
Principais obras:
- "O fenômeno da vida: fundamentos para uma biologia filosófica" (1963)
- "O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica"(1979)
- "Técnica, medicina e ética: praxis do princípio responsabilidade" (1985)
*A magnitude desproporcional dos impactos em relação aos possíveis benefícios e a irreversibilidade dos primeiros.
* Prevalência do "homo faber" sobre o "homo sapiens".
* O perecer da totalidade agora está no horizonte das possibilidades.
* A
techné
vista como neutra, dado o limite da intervenção do homem sobre o mundo, à época.
* É essencialmente
antropocêntrica
.
* Os objetivos do agir humano são próximos, espacialmente e temporalmente:
bem
e
mal
não requerem um planejamento a longo prazo – ética do “aqui e agora” (JONAS, 2006, p. 36)
Fundamentar a ética em uma
heurística do temor
: "in dubio pro malo".
- Direito das gerações futuras, pelo não atendimento do princípio da reciprocidade.
- Direito prévio da biosfera sobre si mesma.
Previsibilidade: o saber previdente deve sobrepor-se ao saber técnico.
- Contra todo utopismo, a heurística do temor deve levar à capacidade de assumir, como primeiro imperativo, a condição da existência humana:
Que exista uma humanidade.
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