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As duas ondas de declínio de fecundidade

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Giovana Pereira

on 30 April 2013

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Transcript of As duas ondas de declínio de fecundidade

As duas ondas de declínio de fecundidade Por Göran Therborn Therborn, G. Casais, bebês e estados. Sexo e Poder: A família no mundo, 1900-2000. 2006. O papel do Estado no controle da Natalidade a partir da década de 1950 Segunda Onda de Declínio da Fecundidade Desenvolvimento Societário – afetado pelas políticas públicas na África, Ásia e América Latina Planejamento familiar pelo Estado – movimento político amplamente controverso Anos 1950: Movimentação dentro da Demografia Americana e Economistas Desenvolvimentistas – na defesa da intervenção estatal no controle da natalidade no “Terceiro Mundo”
Controle da Natalidade Como Política Pública Nacional:
Índia e Sri Lanka
Resistência da ONU e da OMS Anos 1960: Controle da natalidade passa a ser mais amplamente difundido pelos estados nacionais.
- Foco: Planejamento Familiar
- Ásia e África árabe-mulçumana Coréia do Sul
Taiwan
Hong Kong
- Amplo Acesso e uso de métodos anticoncepcionais Anos 1970: Ampla difusão do controle da natalidade subsidiado por políticas estatais Estados: disponibilizam de maneira bastante ampla serviços de planejamento familiar para a população.

Cingapura
Ações governamentais a fim de estimular o planejamento familiar e o controle da fecundidade.
China
1979: Política do Filho Único África Dificuldade na implantação de políticas de planejamento familiar
Declínio da fecundidade tardio: pós-1980
Fatores que colaboram: melhoria significativa nos níveis de educação e serviços de saúde.
Destaques:
África do Sul
Nigéria: 1989 – Política Pública nacional sobre o controle da fecundidade

- Anos 90
A contracepção e a promoção de métodos modernos assumem papel importante nas agendas nacionais africanas, sobretudo a partir da década de 1990. América Latina Programas Governamentais: Papel SecundárioPlanejamento Familiar na agenda latino-america desde o final dos anos 1960
Queda da Fecundidade: Resultado direto de processos de Transformação Cultural
Brasil
Queda da Fecundidade a partir dos anos 1970
Resultado da melhoria no grau de escolarização da população, da urbanização acelerada, dos processos de migração interna e do desenvolvimento dos meios de comunicação em massa. Além da ampliação do uso e do acesso a métodos contraceptivos modernos Costa Rica e Chile: forte redução da natalidade a partir dos anos 1960;

Venezuela, Porto Rico, República Dominicana e Caribe: reduções significativas.

Paraguai e México apresentaram declínios mais tardios e graduais, intensificados no México após a criação de um programa público do controle da natalidade. América Latina: Desigualdades Sociais intensas retardam o processo de declínio da fecundidade:

"O declínio da fecundidade latino-americana começou tarde na escala temporal do desenvolvimento social, 150 anos após a independência nacional e já em níveis de PIB, desruralização, urbanização e alfabetização muito mais altos do que na Ásia e na África. [O que se deve em grande parte pelas] severas desigualdades da região" (THERBORN, 2004). Segunda Onda do Declínio da Fecundidade na Europa e América do Norte – Último Terço do Século XX Fecundidade abaixo do nível de reposição populacional Condicionada pelas mudanças em curso:
Ampla difusão de anticoncepcionais mais modernos e eficazes;
Ascensão do feminismo e dos movimentos sociais que afetavam diretamente as estruturas familiares patriarcais remanescentes;
Expansão da educação feminina e o aumento da participação das mulheres na força de trabalho – sobretudo, vislumbrando a independência financeira e a construção de carreiras mais consolidadas.
Conseqüências: problemas sociais de extrema importância, como o envelhecimento da população, necessidade de ajustamento dos custos nacionais e falta de mão de obra para suplantar a economia européia Declínio da Fecundidade: Processo complexo e heterogêneo
Colabora para delinear modelos e padrões de famílias cada vez mais diferenciados, em que as estruturas normativas tendem a ser suplantadas pela maior liberdade e autonomia nas escolhas das trajetórias de vida. Conclusão: Aspectos Conclusivos: A Primeira e a Segunda onda do Declínio da Fecundidade Obrigado! A Política e a Sociologia do Controle de Natalidade Cenário:
Segunda Metade do Século XX
Trajetória da fecundidade fora do "Ocidente", em especial, no que diz respeito à Segunda Onda
Interação: Sistemas Familiares versus Políticas Públicas de População
Influência:
Estruturação socioeconômica,alfabetização, urbanidade e (des)igualdade. Pós Segunda Guerra Mundial Desenvolvimento Econômico
Desenvolvimento da Medicina] Aumento da Fecundidade Queda dos Tabus Pós-Maritais Melhores condições de fertilidade Fonte: RADCLIFFE-BROWN, Alfred R. (1973). Elaboração Própria. América Latina Família Criola-Latino Americana Simboliza o encontro: Família Ibérica, Indígena e "Escravidão Africana"
Variante da latinidade europeia do "Novo Mundo"
Estrutura Social Desigual
Abarca do Chile/Brasil ao México Variante Afro-Americana da Família Crioula Normativamente Rudimentar
Controle de Parentesco fraca - Mais matrifocal do que patriarcal
Fundamentalmente Instável
Instabilidade das uniões sexuais = Limite à fecundidade
Caribe / Negros Americanos Ásia Família do Sudeste Asiático Sistema Normativo relativamente permissivo
Principios Budistas e traços malaio-muçulmanos
Matrimônio: Possibilidade de divórcio versus Prática de casamento por escolha
Mulheres relativamente instruídas Famílias do Leste Asiático Base histórica solidificada
Fortemente Patriarcal
Barreiras escassas de controle de natalidade
Mias pragmático do que os demais sistemas.
Fecundidade não é um valor maximizado (aborto; infantícidio) "O casamento era obrigação com os ancestrais, mas não uma instituição sagrada, como no catolicismo ou no hinduísmo" (THERBORN, 2006) Casamentos Arranjados versus Trocas Matrimoniais
Poucos representantes/especialistas da estrutura normativa
Abertura para a influencia do Estado é problemática
Contudo, as mulheres jovens dispõem de recursos (idade e, alfabetização).
Neste sentido, a maior escolarização e alfabetização permitie aos jovens casais novos recursos e senso de domínio Japão Simboliza o 'elo' entre as duas ondas de fecundidade
Distingue-se entre as culturas do leste asiático, em razão de seu sistema familiar
Mulheres Japonesas: Casam-se já adultas (1920: 21 anos)
Altas taxas de escolarização e analfabetização x Leste Asiático
Baixas taxas de fecundidade desde 1960.
Transformações: Disseminação de práticas contraceptivas versus políticas de população de pós-guerra não europeía (EUA) e mistura do sistema europeu Sistema Familiar Árabe-Muçulmano e Africano Altamente resitente à mudança de fecundidade
Alianças familiares: Simbolizada pela transferência do preço da noiva
Fecundidade = Valor em si mesmo
Alfabetização versus Traços Culturais
"O mundo mulçumano e a civilização indiana eram certamente letradas, mas de um tipo muito elitista, e a civilização africana era sobretudo oral". (THERBORN, 2006) Pesquisas Mundiais de Fecundidade: Anos 1970:
Apesar das transformações ocorridas em nível mundial, o número desejado de filhos na África Subsaariana e no mundo arábe-mulçumano é discrepante das outras regiões.
Valor das Crianças (Posição Especial x Possibilidade de "Alianças". Possíveis Mudanças à caminho? 30 a 37% das mulheres africanas e do oeste da Àsia não possuem suas necessidades contraceptivas atendidas.
Famílias Árabes: 1 a cada 10 mulheres usa métodos anticontraceptivos modernos. Segundo o Fundo de Populações das Nações Unidas (em 2011): A ambivalência de comportamento é dada pelo "(...) temor dos efeitos colaterais, preocupação com a reação do marido, conflitos em relação aos papeis familiares e responsabilidade cultural em criar filhos." (UFPA, 2012: 31) Bibliografia:

BERQUÓ, E. (2001) Demographic evolution of the brazilian population during the twentieth century. In: HOGAN, D. J. (Org.). Population change in Brazil: contemporary perspectives. Campinas: Nepo/Unicamp, 2001.
LESTHAEGUE, R. (2010). The Unfolding Story of the Second Demographic Transition. Population and Development Review, 36 (2), June: 211–251;
RADCLIFFE-BROWN, Alfred R. (1973). “O Irmão da Mãe na África do Sul”. In: A.R. Radcliffe-Brown. Estrutura e Função na Sociedade Primitiva. p. 27-45. Petrópolis. Ed. Vozes.
THERBORN, Göran (2006) Casais, bebês e estados. In:_____ Sexo e Poder: A família no mundo, 1900-2000. São Paulo: Editora Contexto, p. 333-427.
UNFPA. Relatório sobre a situação da População Mundial. 2012. Declínio da Fecundidade Europa
América-Latina
Países Afro-asiáticos Sistemas
Familiares Países Industrializados Indo-Criolo Declínio da Fecundidade = Resultado da Transição Demográfica Transição Demográfica “Passagem de um sistema de baixo crescimento com alta fecundidade e mortalidade a um sistema de baixo crescimento, com baixa fecundidade e baixa mortalidade”(Therborn, 2006:336). Transição Demográfica Teoria da Modernização Impacto das políticas de desenvolvimento
Irregularidades na transição demográfica
Formas de controle da fecundidade Direta
Indireta 3 perguntas fundamentais Nível de Fecundidade Baixo: Fenômeno da Europa Ocidental (não dos países ocidentais)
Declínio da Fecundidade: Influência de Instituições Sociais (participação dos indivíduos)
Planejamento Familiar na Europa: Entre os séculos 17 e 18 (Exclusivo às famílias mais privilegiadas)
Início da queda da fecundidade: Noroeste da França (Séc. 18); EUA, Austrália e Canadá (Séc. 19) As duas ondas de declínio da Fecundidade Primeira Onda 1880 à 1930
Movimento da sociedade civil contra a Igreja
Reforçada pela difusão do conhecimento de contraceptivos Segunda Onda Final do século XX, mais precisamente na decáda de 1960
Movimento efetuado pelo Estado
Precursores: Cingapura, Coreia do Sul, Taiwan, Barbados e Porto-Rico
Mudanças significativas nas famílias da América Latina, em varias regiões da Asia e da Africa do Norte ao redor de 1980 China Uma experiência ainda mais dramática ( Sua taxa de fecundidade passou de 5.8 a 2.3. em apenas 10 anos. Lee e Wang (1999: 85 apud Therborn, 2006:348)
“A diferença na velocidade entre as duas ondas demográficas é muito menor do que, digamos, a diferença entre a máquina a vapor ou telegrafo e o avião a jato ou e-mail” (Therborn, 2006: 348).
Número de filhos: Maior parte do mundo dois a três filhos em 2000 ( exceção: África Subsaariana e parte norte da Ásia do sul).
Países que permaneceram fora dessas transformações: Alguns países da África e da Ásia, também alguns da América Latina (sistema familiar indo-crioulo). Número ideal de filho: Europa, América do Sul e do Norte: cerca de dois filhos.
Ásia do sul e do Sudeste, América Latina, Caribe: três filhos.
África (fora): com quatro, seis, oito segundo o país. Sistemas Familiares e Fecundidade Segunda onda de queda da fecundidade começou, mas a primeira ainda é um enigma...
Não há resposta para a questão: porque os europeus ocidentais e os colonos europeus ocidentais decidiram limitar radicalmente o número de filhos, apesar das pesquisas sofisticadas disponíveis
Não foi a industrialização e a urbanização que iniciaram o movimento (França e EUA – pioneiros – eram países, predominante, agrários);
Tampouco processo de escolarização em larga escala
Também não foi conduzido pela mortalidade Contribuição da Demografia Histórica nos proporciona um quadro significativo: [embora] um quadro de interpretação é mais modesto que uma teoria explicativa É um compósito de lógica social e de um conjunto de hipóteses plausíveis e variadas (tem verificação cuidadosa, mas limitada, da evidência).
Focalizar as motivações dos indivíduos, dos casais e dos membros da família, inseridos no fluxo da história: porque mudar o comportamento seguidos pelos seus pais e restringir a sua fecundidade?
Como foi possível indivíduos e casais tomassem essas decisões intimamente privadas, aproximadamente ao mesmo tempo em que milhares de outros indivíduos e casais?
Necessário relacionar as motivações íntimas às mudanças sociais de grande escala. Hipótese de Therborn é que o controle da natalidade pelos próprios progenitores potenciais tem duas pré-condições para virar “fenômeno de massa”
O que define como controle preventivo da natalidade, controle por alguém, afirma o seu poder de modelar o próprio futuro, cultura moderna/ modernização;
-Sentido de domínio pessoal, o controle da fecundidade é uma manifestação de modernidade;Senso dos benefícios de se ter menos filhos: a percepção dos custos benefícios dos filhos tem que mudar para que ocorra a mudança da fecundidade As duas variáveis chave são modeladas por três conjuntos de determinantes, ou três níveis de determinação Familiar: sistema familiar define direitos e deveres, cargas, benefício da família;
Estrutural: estrutura social: organiza as pessoas em posições em um sistema econômico e político (em classes e conecta essas posições com as familiares);
Cultural: determinações culturais se referem principalmente à modelagem dos significados da vida, perspectivas, objetivos, por meio das posições familiares e estruturais, ou em desafio a elas... Dos três determinantes o mais estável é o sistema familiar: Instituições familiares moldadas pelos sistemas normativos, mas também incluem as variantes introduzidas pelo costume local (inércia da configuração familiar)
Sistemas familiares divergem na abertura à mudanças externas
Família é o principal regulador do produto da sexualidade humana
Todas as mudanças importantes de fecundidade devem ocorrer através do sistema familiar Sistema familiar da Europa Ocidental produziu três fatos primeiros do controle da natalidade Primeiros grupos sociais modernos a reduzir significativamente sua fecundidade (patriciados urbanos de das cidades italianas; famílias reinantes da Europa, alta aristocracia francesa
Primeiras duas nações de considerável decréscimo da fecundidade: França e Estados Unidos taxas descendentes cerca de 1830, antecipando meio século ou mais outros países
Primeira onda internacional de massa de controle da natalidade: entre 1880 e 1930 onda totalmente europeia de declínio da fecundidade, primeira internacional no mundo Fatores que contribuem para os “fatos primeiros” do controle da natalidade FAMÍLIA Classe Revolução Movimentos Sociais Onda de mudança da fecundidade é mais entendida se relacionada ao vasto movimento social “pedindo e praticando” mudança social Movimento trabalhista central nesse movimento
Movimento de dissensão e de abandono da religião
Busca de conhecimento
Partidos políticos do liberalismo
Movimentos de fazendeiros e camponeses
Nacionalismo popular na Europa oriental
Emergência dos jornais de circulação de massa e acesso das massas Para Göran Therborn: o sistema familiar da Europa ocidental, o movimento continental de escolarização pública e o tradicionalismo normativamente fraco da periferia ortodoxa, aparentemente, respondem pela primeira onda internacional de controle da fecundidade no mundo. Nova e positiva política de população dos anos 1930, teve três eixos de implementação: 1) Fascismo e expansionismo imperialistas: renovação da velha ideia de que o tamanho da população era a base crucial do poder do Estado (p.369 ex. da Itália e Mussolini), também exemplo do Japão, Nazismo alemão;
2) Política de família => estímulo ao familismo, autoritário, anti-moderno e nacionalista, frequentemente com argumentos racistas; fortalecimento do patriarcado – pai como chefe, proibição do divórcio, mulheres fora do mercado de trabalho e restrição da educação das meninas;
3) Política de família natalista, parte de um programa de reforma e de engenharia social (exemplo sueco desenvolvido, p.371). O estímulo governamental à natalidade não deixou de ter efeitos, mas foram relativamente modestos. As políticas opostas, de controle de natalidade, frequentemente tem sido mais eficazes!
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