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O Defunto

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by

Beatriz Faria

on 13 May 2013

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Transcript of O Defunto

Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria

Português - 9ºAno Apresentação Oral do Conto

"O Defunto", de Eça de Queirós Trabalho realizado por:
Ana Beatriz Faria 9ºB Nº1 Resumo Ação Espaço Tempo Personagens Narrador Modos de apresentação / representação da narrativa Recursos estilísticos Crítica pessoal Delimitação:
Fechada Estrutura:
Completa - situação inicial (Parágrafos 1 a 12 - 1ºCapítulo), desenvolvimento (Parágrafos 13 a 140) e desenlace (Parágrafos 141 a 167) Organização das Sequências:
Encadeada - Estão por ordem cronológica Físico:
Espanha - Segóvia e mansão do lorde, em Cabril Social:
Nobreza Psicológico:
Paixão Cronológico:
Entre 1474 e 1475 Histórico:
Século XV, fim da Idade Média Relevo:

Principal:
D. Rui de Cardenas

Secundárias:
Enforcado, D. Leonor e D. Afonso de Lara

Figurantes:
Aias, lacaios, mendigo, velha, intendente, moço de cavalariça, ... Caracterização:

Física (Direta)

D. Rui: " cavaleiro moço, de muito limpa linhagem e gentil parecer", " nobre parecer, muito pálido, com grandes olhos negros e quentes", "vinte e cinco anos", "airoso", "gibão de veludo roxo e um ramo de cravos na mão"

D. Leonor: "cabelos cor de sol claro, e colo de garça real", "compridas pestanas", "dedos finos, fina toda ela e macia, e branca", "linda", "formosa"

D. Afonso: "todo grisalho", "barba grisalha", "grenha crespa erriçada para trás", "idade grisalha e feia", "enrugado e taciturno". Psicológica: (Direta e indireta)

D. Rui: "bravo e alegre", "audaz", "muito discreto", "desventuroso", "ternurento" crente, apaixonado

D. Leonor: "fria e desumana" - segundo D. Rui no início do conto; preocupada, triste

D. Afonso: violento, ciumento, rancoroso, desabrido No ano de 1474, um cavaleiro chamado D. Rui de Cardenas foi viver para uma terra chamada Segóvia, onde tinha herdado uma casa e uma horta de seu tio. A sua casa ficava ao lado da igreja da Nossa Senhora do Pilar, a quem D. Rui tinha uma grande devoção e onde ia todos os dias rezar. Aos domingos, também uma bela senhora chamada D. Leonor, esposa de D. Afonso de Lara, um homem muito ciumento que apenas deixava a mulher sair de casa para ir à missa, lá ia rezar e D. Rui apaixonou-se tresloucadamente.

Tentou várias vezes, discretamente, fazer com que D. Leonor reparasse nele, mas tal esforço foi infrutífero.

Porém, a aia de D. Leonor, que sempre a acompanhava à igreja, ficou desconfiada de um romance entre os dois e depressa contou ao Senhor de Lara as suas suspeitas. Como era muito ciumento, o marido decidiu que no dia seguinte partiriam para a herdade de Cabril, para que os dois não se pudessem ver. No entanto, chegados lá, o Senhor de Lara continuava desassossegado e ordenou a D. Leonor que escrevesse uma carta a D. Rui, pedindo-lhe para se dirigir a Cabril e encontrar-se com a donzela no seu quarto. Mas D. Leonor percebeu que o seu marido tinha a intenção de matar D. Rui e ficou desesperada, pois nada podia fazer para salvar o jovem cavaleiro.

Ao receber a carta, D. Rui ficou entusiasmadíssimo e preparou tudo para partir nessa mesma noite. Tomando o caminho para Cabril, parou quando chegou ao Cerro dos Enforcados. Aí, em quatro pilares de pedra estavam quatro enforcados e, quando D. Rui se preparava para voltar ao caminho, um dos enforcados falou e disse-lhe que tinha de ir com ele até Cabril. E, embora receoso, D. Rui aceitou levar o enforcado consigo.

Chegados a Cabril, o enforcado pôs-se no lugar de D. Rui, vestindo a sua capa e pondo o seu chapéu, e, contra a vontade de D. Rui, subiu as escadas que davam para a janela do quarto de D. Leonor. E, sem se aperceber de quem o fizera, o enforcado caiu para o jardim, com uma faca espetada no coração. Percebendo que era uma armadilha, D. Rui pegou no enforcado e fez o caminho de regresso a casa e parou no Cerro dos Enforcados, onde deixou o Enforcado, por sua vontade, tal como o tinha encontrado e voltou para casa, ainda a pensar no sucedido.

No dia seguinte, o D. Afonso procurou o corpo de D. Rui por todos os jardins e, muito desconfiado por não o ter encontrado, foi até à aldeia. Lá, havia um grande rebuliço, pois um dos enforcados fora encontrado com uma faca espetada no coração e estava sujo de terra. D. Afonso resolveu ir ver o enforcado, já desconfiado de que iria encontrar a sua adaga espetada no corpo do enforcado. E realmente estava, o que levou D. Afonso a isolar-se em Cabril e a enlouquecer, acabando por morrer um tempo mais tarde.

D. Leonor herdou todos os bens de D. Afonso e, sabendo então quem a realmente amava, acabou por casar, em 1475 com D. Rui de Cardenas. Presença:
Não participante/heterodiegético

Posição:
Objetivo

Focalização:
Interna - em relação a todas as personagens

Omnisciente - apenas em relação ao Enforcado
Ex: " Não mo negueis, senhor, que se vos fizer grande serviço, ganharei grande mercê!" Monólogo
" Tentou contra a virtude dela, tentou contra a minha honra... É culpado por duas culpas e merece duas mortes! Diálogo
" Senhora - disse - quero que me escrevais aqui uma carta que muito me convêm muito escrever... " Narração
" Uma noite em que D. Leonor, no seu quarto, rezava o terço com as aias, à luz duma tocha de cera, o senhor de Lara entrou muito vagarosamente, trazendo na mão uma fôlha de pergaminho e uma pena mergulhada no seu tinteiro de osso. " Descrição
" ... dos seus viçosos pomares, dos jardins, para onde abriam, rasgadamente e sem grades, as janelas dos seus aposentos claros: aí ao menos tinha largo ar, pleno sol, e alegretes a regar, um viveiro de pássaros e tam compridas ruas de loureiro ou teixo, que era quási a liberdade... " Metáfora:
" ... para atirar o coração pelos olhos..." Anáfora:
" Quem sabe o que é a vida? Quem sabe o que é a morte? " Aliteração:
" ... não vos vades, voltai, chegai aqui!... " Hipérbole:
" ... de olhos mais abertos e duros que os de uma coruja... " Apóstrofe:
" Oh! mal avisado, que não me entendeste! " Comparação:
" ... como uma estrêla que nas alturas gira e refulga... " Adjetivação:
" ... linda e nobre... " Enumeração:
" ... amava as armas, a caça, os saraus bem galanteados..." Conceção:
D. Rui: Plana
D. Leonor: Modelada
D. Afonso: Modelada Na minha opinião, este conto tem uma história cativante e original, pois é diferente dos contos que estamos habituados a ler. E a forma como Eça de Queirós nos transmite as emoções dos personagens faz-nos sentir que estamos realmente a viver a ação, razão pela qual se torna tão interessante.
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