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Barroco em Portugal

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by

Sarah Medeiros

on 4 January 2013

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Transcript of Barroco em Portugal

Barroco em Portugal Origem Não há um consenso quanto a origem do Barroco. A mais aceita diz que o termo deriva da palavra Barróquia, nome de uma região da Índia. O Barroco surgi na Italia no final do século XVI e meados do século XVIII e alcança vários países europeus e algumas de suas colônias, como o Brasil. Desenvolveu-se dentro de um período de calamidades, a Europa vivia em tempos de transição de mentalidade, época de crise, turbulência e incertezas que serviu de inspiração para uma arte dinâmica, violenta, perturbada que era o Barroco. Momento Histórico Em Portugal, o Barroco, tem como marco inicial a Unificação da Península Ibérica sob o domínio espanhol em 1580 e se estenderá até por volta da primeira metade do século XVIII, quando ocorre a Fundação da Arcádia Lusitana, em 1756 onde se inicia Arcadismo. O Barroco se encontre em um período europeu de grande turbulência político-econômica, social, e principalmente religiosa. A incerteza e a crise tomam conta da vida portuguesa. Fatos importantes como: o término do Ciclo das Grandes Navegações, a Reforma Protestante liderada por Lutero (na Alemanha) e Calvino (na França) e o Movimento Católico de Contra-Reforma, marcam o contexto histórico do período barroco em Portugal. Características do Barroco Dualismo Fé x razão; corpo x alma; Deus x Diabo; vida x morte, (...) Fugacidade Pessimismo É a concepção barroca de que no mundo tudo é passageiro e instável: as pessoas mudam, as coisas mudam, o mundo muda. O autor barroco tem a consciência do breve tempo de existência. Essa consciência do mundo passageiro conduz frequentemente à idéia de morte, tida como a expressão máxima da fugacidade da vida. A incerteza da vida e o medo da morte fazem da arte barroca uma arte pessimista, marcada por um desencantamento com o próprio homem e com o mundo. Feísmo Tensão religiosa No Barroco encontramos uma atração por cenas trágicas, por aspectos cruéis, dolorosos e grotescos. As imagens frequentemente são deformadas pelo exagero de detalhes. Há nesse momento uma ruptura com a harmonia, com o equilíbrio e a sobriedade clássica. O barroco é a arte dos contrastes, do exagero. Intensifica-se no Barroco, aspectos que já vinham sendo percebidos no Humanismo e no Classicismo:
ANTROPOCENTRISMO
X = Tensão religiosa
TEOCENTRISMO

A igreja católica, através da Contra-Reforma, tenta recuperar o teocentrismo medieval (Deus como centro de todas as coisas) e o homem barroco não deseja perder a visão antropocêntrica renascentista (O homem como o centro de todas as coisas), assim o Barroco tenta atingir a síntese desses valores, ou seja, tenta conciliar razão e fé, corpo e alma, espiritualismo e materialismo. Influencia Barrocas O Barroco apresenta duas faces: Cultismo Conceptismo O cultismo também é chamado de Gongorismo, por ter sido muito influenciado pelo poeta espanhol Luís de Gôngora. O conceptismo também é chamado de Quevedismo, por ter sido muito influenciado pelo também espanhol, Francisco Quevedo. Figuras de Linguagem O trabalho literário do barroco está centrado no uso elaborado dos recursos da linguagem, os autores do período exploram várias figuras de linguagem e jogo de palavras. Esses jogos de linguagem e de construçao, feitos para provocar o espanto do leitor, acabavam por tornar os textos mais complexos. Figuras de Linguagem presente nas obras barrocas: Metáfora;
Antítese;
Paradoxos;
Hipérboles;
Sinonímia;
Antonímia. Obras do Barroco Esculturas A escultura barroca é marcada por um intenso dramatismo, pela exuberância das formas, pelas expressões teatrais e pela luz e movimento. As figuras que exibem dramatismo, faces expressivas e roupas esvoaçantes. Em Portugal, destacaram-se António Ferreira e Machado de Castro foram os escultores de maior relevo. A escultura barroca contraria a ideia anterior do Renascimento: a sobriedade e racionalidade das formas. Estátua do Rei D. José I na Praça do Comércio, Lisboa. (Joaquim Machado de Castro) O Êxtase de Santa Teresa. (Gian Lorenzo Bernini) Pinturas A pintura barroca foi a corrente dedicada à exploração especialmente dramática dos contrastes de luz e sombras. Os intensos contrastes dão um aspecto extraordinário aos personagens, e embora sendo exagerada, a iluminação aumenta a sensação de realismo. A literatura moderna se originou depois das guerras, dos conflitos sociais e religiosos na primeira parte do século XVII. Na Itália, surgiu a corrente Marinista liderada por Giambattista Marino. Já na Península Ibérica e colônias americanas se desenvolveu o cultismo e o conceptismo de Luís de Gôngora, Francisco Quevedo, Padre Antônio Vieira e Gregório de Matos. Literatura O Sermão da Sexagésima é de autoria do Padre Antônio Vieira. Pregado na Capela Real (Lisboa), em março de 1655, o Sermão da Sexagésima abre a série de quinze volumes que enfeixam as peças oratórias do Padre Antônio Vieira, e serve-lhes de prólogo, ao mesmo tempo que encerra uma teoria da arte de pregar, inspirada em moldes conceptistas. Ele versa sobre a arte de pregar em suas dez partes. Nele, Vieira usa de uma metáfora: pregar é semear. Invocação de São Mateus. (Caravaggio) Falo uma noite negra,
e tão negra que parece
que de paixão preto
o luto preto vem. Luís de Gongora "Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome não importa nada, ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidas que é?" Padre Antônio Vieira “Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome não importa nada, ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidas que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. Antigamente convertia-se o mundo, hoje por que não se converte ninguém? Por que hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se as palavras e obras. Palavras sem obra são tiro sem bala; atroam mas não ferem. A funda de David derribou ao gigante, mas não o derribou com o estalo, senão com a pedra (...) As vozes da harpa de David lançaram fora os demônios do corpo de Saul, mas não eram vozes pronunciadas com a boca, eram vozes formadas com a mão (...) Por isso, Cristo comparou o pregador ao semeador. O pregar, que é falar, faz-se com a boca; o pregar, que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, basta palavras; Para falar ao coração, são necessárias obras”. Sermão do Sexagenario. (Padre Antônio Vieira) "Peregrino, equivocada doente
em uma noite escura, com pé incerto
confusão trilhando o deserto,
inutilmente deu vozes, passos, de forma imprudente. (...)" Luis de Góngora " Convém viver na consideração de que se há de morrer. A morte sempre é boa; se, às vezes, parece má é porque é mau quem morre. " Francisco Quevedo “Oh, quanto, distraído o homem erra: que em terra teme em ver tombar a vida e não vê que, ao viver, caiu por terra!” Os Enganos do Viver – Francisco Quevedo.
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