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Sexo, gênero, corpo, desejo e práticas sexuais

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by

Gilmaro Nogueira

on 14 May 2012

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Transcript of Sexo, gênero, corpo, desejo e práticas sexuais

Sexo
Gênero
Desejo
Práticas Sexuais
Linha Coerente
Diferença sexual = diferença material;
Diferença sexual (para Butler) = diferença material + práticas discursivas;
O desejo é natural?
Parte da natureza humana?
Porque desejamos alguns corpos
e não outros?
Sexo (biologia/natureza) X gênero (cultura). O sexo é dado; o gênero é construído;
Se o desejo é natural, porque algumas
categorias desvalorizadas socialmente, são
desejadas?
Como a mídia, a publicidade, instiga o desejo?
Sexo: ideal regulatório (Foucault).
Foucault refuta a possibilidade de uma sexualidade subversiva;
Para Butler, sexo e gênero são construídos.
Por isso, a visão binária (dois sexos)
também é construída discursivamente.
Não há limite de representação de gênero.
O sexo não é pré-discursivo,
pois não existe nada fora da linguagem;
"O 'sexo' é, pois, não simplesmente aquilo que alguém tem ou uma descrição estática daquilo que alguém é: ele é uma das normas pelas quais o 'alguém' simplesmente se torna viável, é aquilo que qualifica um corpo para a vida no interior do domínio da inteligibilidade cultural." (BUTLER, 2003, p. 111).
Austin e a performance enunciativa
Atos Sexuais idênticos =
sentidos diversos
enunciados de constatação - o gato saiu de casa.
enunciados performáticos - Você está bonita!
Toda ação enunciativa será performática,
pois não apenas descreve, mas produz aquilo
que nomeia.
Discurso performático:
produtor de sentidos, significações.
Papéis de Gênero
Homem penetra – domina
Mulher é penetrada – dominada

O homem que penetra outro
homem, não perde o status social de masculinidade.

O homem que é penetrado sacrifica sua masculinidade = bicha
Homens e Bichas / Papéis de Gênero
Existe um sujeito?
O "sujeito" do feminismo - produzido pela cultura
Crítica à Simone de Beauvoir
Crítica ao "sujeito ontológico"
Entendidos
A partir de 1960 em São Paulo e Rio de Janeiro.
Propõe uma liberdade em relação a passividade e atividade.
Relações igualitárias
O gênero é uma complexidade cuja totalidade é permanentemente protelada, jamais plenamente exibida em qualquer conjuntura considerada.
Entendidos
Que indivíduo é esse?

Não curtimos caras 100% Ativos neuróticos nem os carentes nem os paranóicos, preferimos os equilibrados, MACHOS VERSÁTEIS, que curtam tomar roladas ou troca-troca entre picudos (Perfil Manhunt, 2012 )
TROCA-TROCA
Um ato que significa dominação é cancelado por outro no sentido contrário.
Modelo Médico Séc. XIX
Os termos heterossexual e homossexual foram utilizados pela primeira vez pelo escritor austro-húngaro Karl Kertbeny em 1869.
Teóricos posteriores insistiram na gênese biológica da homossexualidade, que produziria um sexo intermediário.
Modelo Médico
Transtorno de Gênero
DSM-IV - Uma forte e persistente identificação com o gênero oposto.
CID-10 - O uso de roupas do sexo oposto durante parte da existência para desfrutar a experiência temporária de ser membro do sexo oposto, mas sem qualquer desejo de uma mudança de sexo mais permanente ou de redesignação sexual cirúrgica associada. Nenhuma excitação sexual acompanha a troca de roupas, o que distingue o transtorno de transvestismo fetichista (F65.1).
Entendimentos...
Sujeitos e Práticas
Uma pessoa que acima de tudo seja homem macho de fato... que não seja afeminado... homem macho passivo e discreto...goste de um cara ativo e aprecie uma boa pica.

Busco cara ATIVO/ CEM % ATIVO (AQUELE QUE É ATIVO CONVICTO), que saiba pegar outro macho de jeito. E, principalmente que seja SUPER DISCRETO, macho no jeito e na voz! Pois prezo pela discrição!
PROCURO POR PESSOAS SERIAS QUE SEJA DISCRETO E PACIENTE COM SEXO,POIS ESTOU COM VONTADE EXPERIMENTAR E SENTIR O GOSTO QUE TEM DE DAR A BUNDINHA. SOU VIRGEM NUNCA DEI E VOU EXPERIMENTAR MAS NAO VAI SER COM QUALQUER UM. TEM QUE SER UM CARA ESPECIAL PRA TIRAR MEU CABAÇO. CHEGOU MINHA VEZ DE DAR.TENHO UMA BUNDA GORDINHA E CARNUDA SUPER DELICIOSA É O QUE DIZ MINHA MULHER, E VOU DAR PRA ALGUEM E PRONTO.
meto duas . DUAS GOZADAS.SO DE CARTAO DE VISITA! FODO MUITO DEMORO,MUITO METENDO,FAÇO D ETUDO P- NAO GOZAR, SO P- FUDER SEUN CU POR MAIS TEMPO .METO FORTE,MONTO,CAVALGO,SOCO.SOCO FUNDO. FICO LOUKO EM CIMA DE VC!CAVALODOIDO! BOTO O CU P- SUAR,UIVAR,DESMAIAR! QUE NAO TREPE DE MEIA!
QUERO MACHOS COMO EU PARA transa SEGURA BEIJO NA BOCA E OS MAIS DE ANOS SÃO MAIS BENVINDOS ,MESMO OS BROCHAS ADORO ....SEM PENETRAÇÃO , MAS COM MUITO BEIJO NA BOCA , SARRAÇÃO ETC....
Gênero inteligíveis: mantêm relações de coerência e continuidade entre sexo, gênero, prática sexual e desejo.
Matriz da inteligibilidade.
Quem são esses sujeitos
O que essas práticas dizem deles?
Como essas práticas podem questionar nossas categorizações?
Os gênero inteligíveis darão origem aos gêneros performativos: produzidos, impostos e reinterativos pelas práticas reguladoras da consciência do gênero;
Mais importante que o sexo do parceiro, é o papel no ato
sexual.
"[...] a performatividade deve ser compreendida não como um 'ato' singular ou deliberado, mas, ao invés disso, como a prática reiterativa e citacional3 pela qual o discurso produz os efeitos que ele nomeia.” (BUTLER, 2001, p. 111);
Se os gêneros são construídos
por qual motivo devem permanecer
em número dois?
Mulher que enraba homens
Identidade / Prática
Corpo
Sujeito
Identidade
Multidões Queer
Política Queer
"A nomeação é, ao mesmo tempo, o estabelecimento de uma fronteira e também a inculcação repetida de uma norma.” (BUTLER, 2001, p. 116).
Sujeito Moderno:
Iluminista, pautado numa “garantia” de unidade e coerência da existência humana; o sujeito moderno é “essência”;
Sujeito pós-moderno (identitário):
fragmentado pelas múltiplas identidades. Não há mais essência, pois o sujeito é instável, momentâneo e fluído.
Butler critica ao sujeito identitário:
a identidade aprisiona os sujeitos numa redoma retórica e de representação;
Critica o sujeito do feminismo: o sujeito do feminismo é uma formação discursiva (Foucault);
O sujeito do feminismo não subverte a lógica estrutural de opressão e poder, pois não questiona o núcleo do problema, ou seja, não desloca a constituição do sujeito marcado por uma binária e heterossexual.
“a ‘coerência’ e a ‘continuidade’ da ‘pessoa’ não são características
lógicas ou analíticas da condição de pessoa, mas, ao contrário, normas de inteligibilidade socialmente construídas e mantidas” (BUTLER, 2003, p. 38).
Sujeitos queer:
vivem na fronteira;
não se enquadram à norma;
Discurso do corpo determinado pela biologia.
Foucault: corpos dóceis
Corpo - regulado pelo sexo - ideário regulatório
Os corpos serão regulados por meio das instituições disciplinares.
A norma nunca consegue regular completamente os corpos, pois os corpos nunca se conformam, totalmente, com a regulação imposta;
Os corpos que não
se conformam
- abjetos.
Corpos são materializados
Por que os
nossos corpos
deveriam
terminar na pele?
a construção dos "sexos"
materializam corpos
por meio de práticas regulatórias
que reinteram normas
produzem gêneros performáticos
As práticas subversivas põem em xeque a “naturalidade” da norma, e cria o ser abjeto;
“O abjeto designa aqui precisamente aquelas zonas "inóspitas" e "inabitáveis" da vida social, que são, não obstante, densamente povoadas por aqueles que não gozam do status de sujeito, mas cujo habitar sob o signo do "inabitável" é necessário para que o domínio do sujeito seja circunscrito.” (BUTLER, 2001, p. 112).
O medo da abjeção fará com que esta seja constantemente negada.
Síndrome do "machão", da "patricinha"...
"Admitir" a inegabilidade do
"sexo" ou sua "materialidade"
significa sempre admitir alguma versão de "sexo", alguma formação de "materialidade". BUTLER, 2001, p. 119
Corpo é lido pela cultura
Produção da concepção do corpo sec. XIX
mulher - homem
inverso x oposto

Zonas Erógenas
zonas erógenas = órgãos reprodutivos
pênis
vagina
ânus
Políticas Anais
O heterossexual é castrado de ânus
o corpo é limitado - gerido
Guy - "meu cu é revolucionário"
Preciado - Revolução Anal
1) ânus é universal
2) zona passiva
3) não reprodutiva
O cu tem gênero!
Sex0
Gênero
Desejo
Práticas Sexuais
inteligibilidade do sujeito
Não há correspondência entre homem e masculino
A masculinidade e feminilidade não são efeitos naturais
Processo pedagógico no corpo
Gênero é uma camisa de força
Ninguém é exclusivamente
masculino ou feminino
são aproximações grosseiras
Somos os dois e...
tran-sexuais
nenhum ao mesmo tempo
Berenice Bento
..."um mundo sem gênero"
patologização através do gênero
A bicha afeminada
A lésbica masculinizada
Imitações heterossexuais?
"Cópia da cópia"
masculinidade não pertence ao homem
feminilidade não pertence à mulher
Masculinidade e feminilidade são efeitos artificiais.
Romper com a ideia que estudar o “masculino”
é estudar homem branco.
Marimacho = menina levada
Butch=
Mulheres heterossexuais masculinas
Invertidas
Safistas
Transgênero
Atletas
Mulheres com barba
...é ordenado a se enquadrar numa ordem de oposição.
O corpo...
Uma pessoa que acima de tudo seja homem macho de fato... que não seja afeminado... homem macho passivo e discreto...goste de um cara ativo e aprecie uma boa pica.
Perfil, Manhunt
Introdução à Teoria Queer
Heterossexual é castrado
Produção de novas
categorias
humanidade
singularidades
Esfacelamento identitário
um risco da teoria queer?
As pessoas não assumem os lugares
por determinação teórica
Política sem identidades
religiosos
centralizar no objetivo (opressão)
e não na identidade
Política Convencional
Politica Queer
ênfase
identidade/igualdade
leis
homofobia institucional
Positividade / Normalidade
Prática
diferença
Cultura
homofobia + heteronormatividade
singularidade
Teoria + Prática
trans do equador
Desejo é potência
Não há um objeto definido
A cultura limita o desejo
a heterossexualidade e a monogamia
objetos valorizados socialmente
desejo é fluxo
...nunca é tarde para despertar!
Intervenções
MULTIDÕES QUEER
Matriz de Intelegibilidade heterossexual
Heterossexualidade compulsória:
obrigatoriedade do exercício da heterossexualidade.

Heteronormatividade:
assumir um comportamento heterossexual, podendo ser ou não hétero.
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