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TERRITÓRIO CULTURAL DA CONSOLAÇÃO

Fruto de uma parceria entre o Instituto Moreira Salles e a Ação Educativa, o "Território Cultural da Consolação" é um projeto que busca (re)conhecer o potencial cultural e econômico de uma área central da cidade de São Paulo.
by

Aluizio Marino

on 30 November 2016

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Transcript of TERRITÓRIO CULTURAL DA CONSOLAÇÃO

atividades culturais
imaginários urbanos
conflitos
resistências
Fruto de uma parceria entre o Instituto Moreira Salles e a Ação Educativa, o "Território Cultural da Consolação" é um projeto que busca (re)conhecer o potencial cultural e econômico de uma área central da cidade de São Paulo, bem como mapear e estimular a colaboração entre agentes culturais, coletivos independentes, empreendimentos criativos, instituições privadas e equipamentos públicos.

Primeiramente, foi feito um esforço para a definição do recorte de análise territorial, compreendido como um "pedaço", conceito cunhado pelo antropólogo José Guilherme Cantor Magnani, que remete a noção de pertencimento. O "pedaço" é o espaço intermediário entre a casa e a rua, é um lugar onde as pessoas se encontram e identificam. Para tanto, levou-se em conta os fluxos e encontros existentes na região, e com isso o recorte escolhido compreende o Baixo Augusta, a Praça Roosevelt, grande parte da Rua da Consolação e do bairro Vila Buarque.

A fase inicial do projeto, que durou cerca de quatro meses (julho-outubro de 2016), contou com a colaboração do pesquisador Aluízio Marino e da produtora cultural e militante Bea Andrade. A dupla foi responsável por um processo de pesquisa que contemplou duas etapas. A primeira delas teve como resultado um mapa digital, onde encontramos a localização geográfica e informações relevantes de espaços, coletivos, escolas, hubs, entre outros atores locais. Para tanto, foi utilizada a plataforma carto. A segunda etapa consistiu no desenvolvimento de mapeamentos colaborativos, envolvendo os agentes culturais locais.

Destaca-se nesse levantamento a grande quantidade de coletivos culturais independentes. Foram identificados 19 grupos atuantes nas mais diferentes áreas (artes cênicas, artes visuais, mídia livre e direito à cidade). Outra característica que chama atenção é a quantidade de empreendimentos criativos identificados, 15 no total. Entre eles produtoras, ateliês e galerias privadas.

A existência de grupos independentes e empreendimentos criativos, somada a diversificada programação cultural também identificada no mapa (teatros, cinemas, batalhas de mc's, slams de poesia, centros culturais, entre outros), evidenciam o enorme potencial cultural e econômico existente. Ao mesmo tempo, são poucos os indícios de articulação, ou seja, estamos inseridos em um território com um potencial latente, que pode ser explorado ainda mais a partir da colaboração entre os atores locais.

Link do mapa:
https://marinoprojetosculturais.carto.com/builder/4083093c-5c21-11e6-8f2c-0e233c30368f/embed
território cultural da consolação
sobre o projeto
A segunda etapa do projeto envolveu a mobilização um grande encontro, que aconteceu no dia 08 de novembro de 2016 no auditório da Ação Educativa. Estiveram presentes aproximadamente 80 pessoas, entre artistas, pesquisadores, representantes de instituições e coletivos. A programação foi dividida em dois momentos: pela manhã, houve falas de gestores públicos e coletivos culturais acerca das possibilidades e limitações de um novo instrumento previsto no Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo, os Territórios de Interesse Cultural e da Paisagem (TICP). Cabe destacar que um dos TICPS já definidos pelo PDE é o território Paulista/Luz, onde está inserido o "pedaço" do projeto Território Consolação.
mapeamento colaborativo
No período da tarde, os presentes participaram de um exercício de mapeamento colaborativo. Tal exercício foi orientado pela metodologia da cartografia social, que privilegia a dimensão intangível do território. Sua construção levou em consideração o acúmulo da primeira etapa da pesquisa, junto a um esforço de coleta de memórias, imagens, representações visuais e registros históricos. Como resultado, foram elaborados quatro mapas distintos. Tais mapas funcionam como "camadas" que se sobrepõe em um mesmo recorte geográfico. Representações que expressam diferentes olhares sobre um mesmo território.


O primeiro mapa ilustra os "imaginários urbanos". Conceito do filósofo colombiano, Armando Silva, que congrega a paisagem urbana, seu skyline, edificações, ruínas, graffitis, "pixações", lambes, stickers, publicidades, entre outros elementos estéticos. Nele, encontramos lugares como a "passagem literária", a forte presença da "pixação" e do graffiti, além dos imaginários criados a partir da re-significação do espaço público, fruto de ocupações distintas como o "Buraco da Minhoca", a "Batalha Racional" e a "Casa Amarela".

O segundo e terceiro mapas representam, respectivamente, as relações conflituosas e os processos de resistência. Os dois possuem uma conexão visível, pois muitos dos elementos se repetem.
No mapa onde estão inseridos os conflitos, observamos: práticas de cerceamento físico e simbólico dos espaços públicos, tais como as tentativas de impedir a utilização da Praça Roosevelt pelos skatistas; os interesses das construtoras em conflito com a função social da terra, perceptível por exemplo nos embates sobre o futuro do Parque Augusta; e a militarização e recorrente repressão/violência policial a manifestações sociais e intervenções culturais.
A representação das resistências gerou um mapa repleto de elementos. Nele podemos verificar processos que correspondem a tempos distintos. No final dos anos 1960, a "Batalha da Maria Antônia ", no final dos anos 1990 o "Movimento Arte Contra a Barbárie", e em tempos mais recentes a marcha das vadias, as lutas contra o aumento das tarifas do transporte público, a ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas, entre outros.
O último, mas não menos importante, representa espaços, coletividades e atividades culturais. Deixa visível a diversidade de ações culturais existentes, tais como: batalhas de MC, slams de poesia, intervenções teatrais e circenses, atividades de ensino e pesquisa. Destaca-se ainda a concentração de atividades, grupos e instituições na região do baixo centro da cidade, em especial a região da Praça Roosevelt e o bairro da Vila Buarque.


Até o momento o projeto conseguiu realizar um diagnóstico aprofundado do território, contemplando as dimensões objetiva e subjetiva. Além disso, o encontro com os atores locais se configura como ponta-pé inicial para o desejo do Instituto Moreira Salles e da Ação Educativa em estimular a colaboração entre os atores locais. Durante o encontro, principalmente no momento em que as pessoas construíam os mapas coletivamente, houve um intenso compartilhamento de ideias e histórias. Possivelmente outras parcerias irão surgir dessa experiência.

considerações preliminares
ficha técnica:
Instituto Moreira Salles
Ana Luiza Nobre

Ação Educativa
Antônio Eleilson Leite
Melissa Gonçalves

Consultores
Aluízio Marino
Américo Córdula

Mapeamento colaborativo
Coordenação: Aluízio Marino
Facilitação: Aluízio Marino e Bea Andrade
Fotos: Victória Sales

Textos
Aluízio Marino
Américo Córdula
síntese do encontro
Conhecer e mapear toda a produção cultural do nosso pedaço requereu em um primeiro instante contar com a capacidade de articulação das instituições e de parceiros que transitam por essa região, bem como comas ferramentas de busca e redes sociais.

O resultado preliminar foi o mapeamento de mais de 230 atividades culturais entre manifestações de movimentos sociais, grafiteiros, estudantes e coletivos como skatistas, Praça Augusta, coletivos, militantes, produtores, artistas, grupos, agentes culturais, pesquisadores, universidades e ONGs que participaram de uma oficina antecedida por falas inspiradoras como a da Secretária Municipal de Cultura Maria do Rosário Ramalho e do vereador Nabil Bonduki, que apresentou o marco legal que constitui o TICP Território de Interesse Cultural e da Paisagem, mecanismo presente no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo com previsão de execução até 2030. Também tivemos a apresentação de como será a nova sede do IMS na avenida Paulista, com uma proposta ousada de dialogar com a cidade, e facilitar o acesso a suas coleções e exposições .

O militante Soró, do coletivo Quilombaque, nos revelou o Mapa do Território Cultural de Jaraguá/Perus, que contempla a história, conflitos, conquistas e a produção cultural da periferia noroeste da cidade, além de preocupações ambientais. Neste caso trata-se de um anel verde que circunda o território, que tem uma longa história que começa com a colonização e resistência do povo Guarani, passando por veios de ouro, quilombos até a implantação da primeira fábrica de Cimento de São Paulo. Mesmo com esse desenvolvimento, Perus mantém uma paisagem verde que envolve e é percebida por todos. O mapa ,entre outras coisas, apresenta os fatos históricos, as reservas ambientais, os equipamentos culturais do município e muitas atividades e grupos que produzem uma cultura que antes de mais nada prioriza o pertencimento a este território e se preocupa para que o avanço da cidade, com seus empreendimentos imobiliários, não destrua este “pulmão” da cidade.

Numa escala menor, o território da Consolação enfrenta problemas semelhantes como o Parque Augusta, com um micro pedaço da Mata Atlântica, onde existe a nascente do Rio Saracura e que enfrenta problemas com o desenvolvimento imobiliário.

Se estamos falando de um “pedaço” nobre de nossa cidade que é a região da avenida Paulista, centro de referência econômica desde os tempos do ciclo do café, nessa proposta procuramos dialogar com a parte do território que contempla o centro da cidade, no quadrilátero limitado pelas avenidas Consolação e Augusta, que abrange até a Praça Roosevelt , incluindo a Vila Buarque.

A Ação Educativa, que está presente nesse território, tem uma função importante, por organizar ações que contemplam a periferia e se configurar como um elo de ligação com os territórios periféricos e ao mesmo tempo como um canal de reverberação e aproximação dessa produção.

Identificamos que a produção cultural no Território da Consolação é significativa nos campos das artes cênicas e visuais, audiovisual, formação e articulação de políticas culturais, além de contar com uma diversidade expressiva de gênero, sexo, racial e imigrantes. Essa potência precisa ser articulada para contemplar novas produções, por meio de fomento, políticas, patrocínio e colaborativamente. Nesses tempos de escassez, novos arranjos produtivos precisam ser inventados com o intuito de permitir a sobrevivência e caminhar de maneira mais perene.

Na oficina de mapeamento afetivo, pudemos externar nossa relação com o território por meio de cinco mapas elaborados por Aluizio Marino e equipe.

Ao final do exercício de mapeamento, os participantes se apresentaram, indicaram sua interação com os mapas, suas necessidades e potencialidades. Um dos assuntos que chamou atenção foi a necessidade de registrar e reforçar a memória dos acontecimentos dessa região, desde espetáculos, restaurantes, artistas, causos até a história da construção da Universidade Mackenzie, passando por conflitos, passeatas, Parada do Orgulho LGBT, movimento pela proibição dos espigões na Praça Augusta e Existe Amor em São Paulo na Praça Roosevelt.

Com a nova gestão do município, que inicia em 2017, devemos apresentar o potencial cultural do nosso território e nos articular para que políticas possam contemplar os projetos e que esses possam aglutinar iniciativas de forma colaborativa. Também precisamos buscar articulações com empresas, fundações e iniciativas privadas que se identifiquem com esse território e que possam viabilizar projetos que fortaleçam sua identidade.

O próximo passo é criar novos encontros e formar novas alianças, incorporando, se possível, outros parceiros potenciais que não participaram do primeiro encontro.

Aguardemos as novas convocações e até a próxima.


atividades culturais imaginários urbanos conflitos resistências
Utilize o "zoom" para explorar o mapa
Utilize o "zoom" para explorar o mapa
Utilize o "zoom" para explorar o mapa
Coletivos e instituições participantes:
Abong
Ação Educativa
Agô Performances Negras
Amigos do Samba
Arrua
Associação África do Coração
Associação Brasileira Pelo Direito de Brincar e à Cultura - IPA Brasil
Associação de Arquitetos do Brasil
Balangandança Cia.
Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
Bodega do Brasil
Bruraco da Minhoca
Caixa Belas Artes
Caminhada Noturna
Casa Amarela
CCPC
CENPEC
Centro de Pesquisa Teatral Antunes Filho
Centro Histórico e Cutural Mackenzie
Cia. do Feijão
Cia. Luis Louis
CMNE Grardiãs
Consolação em ação
Cubo Produções
Elinaldo Meira (após o meio dia)
Eric Andrade
Escola de Governo
Espaço Arterial
Falso Coral
Frente Nacional Mulheres no Hip Hop
Fundação Escola de Sociologia e Política
Grupo XPTO


Instituto Moreira Salles
Instituto Polís
Intervozes
Jornal Centro em Foco
Kush Crew Co. (Batalha Racional)
La Stupenda Produções
Locomotiva Cultural
Matilha Cultural
Mbeji
Memória Viva - Cemitério da Consolação
Monica Rizzolli
Museu da Cidade de São Paulo
Museu Pau-Brazyl
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Teatro Aliança Francesa
Teatro Commune
TUSP
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