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Métodos de pesquisa em Psicologia Social

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on 18 January 2013

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Métodos de investigação em Psicologia Social Universidade Federal de Pernambuco
Disciplina: Psicologia Social Prof. Dr. Jorge Lyra
Estagiária docente: Élida Dantas Sketches Métodos de investigação em Psicologia Social Recife - 2013 Objetivo: Oferecer alguns subsídios teóricos para auxiliar os alunos na elaboração do projeto de pesquisa proposto como uma das atividades da disciplina. Sobre a aula Textos básicos: MINAYO, M. C. S. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, M. C. S. O (Org.). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. p. 9-29;
DESLANDES, Suely Ferreira. O projeto de pesquisa como exercício científico e artesanato intelectual. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.).Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. p. 31-60. GÜNTHER, Hartmut. Métodos de pesquisa em Psicologia Social. In: TORRES, Cláudio V.; NEIVA, Elaine R. (orgs.). Psicologia Social: principais temas e vertentes. Porto Alegre: Artmed. 2011, p. 58-76. SPINK, Mary Jane P. A ética na pesquisa social: da perspectiva prescritiva à interanimação dialógica. Psico, Porto Alegre: v.31, n.1, 2000, p.7-22. O desafio da pesquisa social Ciência e cientificidade A ciência se estabeleceu como hegemônica, na medida em que respondeu questões técnicas que se colocaram com o desenvolvimento industrial e, além disso, ela estabeleceu uma linguagem fundamental através de conceitos, métodos e técnicas para compreender o mundo, os fenômenos, os processos e as relações;

Embate entre ciências sociais X ciências naturais. Peculiaridades das Ciências sociais O objeto das Ciências Sociais é “histórico”;
Nas Ciências Sociais existe uma “identidade entre sujeito e objeto”;
As Ciências Sociais são intrinsecamente ideológicas;
O objeto das Ciências Sociais é “essencialmente qualitativo”. Quatro elementos importantes para a pesquisa nas Ciências Sociais Pesquisa;
Teorias;
Proposições;
Conceitos. Minayo (2007) descreve a pesquisa como uma atividade basilar da ciência que indaga e constrói a realidade, e que mesmo sendo uma prática teórica ela vincula o pensamento e a ação. Qualquer pesquisa é iniciada com uma pergunta, uma dúvida, que para ser respondida se coloca a necessidade de articular conhecimentos anteriores ou então criar novos conhecimentos. “(...) construída para explicar ou para compreender um fenômeno, um processo ou um conjunto de fenômenos e processos.” (MINAYO, 2007, p.17), e que tem como funções esclarecer melhor o objeto de pesquisa, fornece elementos para questionamentos e o estabelecimento de hipóteses, colabora na organização dos dados com mais nitidez e, guia a análise dos dados. São as hipóteses comprovadas;
Devem ser claras e de fácil entendimento;
Apresentarem as relações abstratas;
Nortear para questões reais. São os termos mais significativos de um discurso científico;
São eles que focalizam e delimitam o tema de estudo, são carregados de sentido, já que uma mesma palavra pode ter conceitos diferentes em teorias distintas;
Minayo (2007) aponta três características do conceito que devem estar claras para o pesquisador, o conceito tem que ser: Valorativo (explicitação da corrente teórica onde os conceitos foram concebidos);
Pragmático (descrição e interpretação da realidade);
Comunicativo (nítidos, inteligíveis, abrangente e específico ao mesmo tempo). Existem três tipos de conceitos que são:
Teóricos (compõem o discurso da pesquisa); Observação direta (definem os termos para serem trabalhados em campo ou nas análises documentais);
Observação indireta (relacionam o contexto da pesquisa com os conceitos da observação direta). Pesquisa Qualitativa A pesquisa qualitativa “[...] trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações, das crenças, dos valores e das atitudes” (MINAYO, 2007, p.21);
Não deve existir uma hierarquia entre os dois tipos de pesquisa, pois a diferença entre elas refere-se a natureza da pesquisa. As divergências sobre esses tipos de pesquisa geralmente ocorrem no debate entre as correntes do pensamento, Minayo (2007) cita quatro delas. Correntes de pensamento O “positivismo” utiliza de conceitos filosóficos e matemáticos para explicar a realidade, e se utiliza de fundamentos quantitativos nas ciências sociais iguais aos utilizados nas ciências naturais;
A “objetividade” defende o método quantitativo como suficiente para explicar a realidade social, com instrumentos padronizados e “neutros”. Segundo Minayo (2007) o “compreensivismo” que manifesta-se na fenomenologia, na etnometodologia, no interacionismo simbólico, considera a subjetividade o fundamento da vida social e que é inerente à construção da objetividade nas Ciências Sociais.
O marxismo considera a historicidade, as condições sócio-econômicas, as contradições sociais. Possui uma abordagem dialética, e teoricamente faria um “desempate” entre o positivismo e o compreensivismo. A dialética trabalha tanto com quantidade como com qualidades. Ciclo de uma pesquisa qualitativa É um processo em “espiral”, pois se inicia com uma pergunta que ao ser respondida cria novos questionamentos e dúvidas;
O processo de trabalho de uma pesquisa qualitativa divide-se em três partes:
A primeira é a fase exploratória, quando o pesquisador se prepara para entrar em campo, definindo o objeto, organizando teórica e metodologicamente, cria hipóteses, descreve os instrumentos de trabalho, pensa o cronograma e faz os procedimentos para a definição do espaço e da amostra;
A segunda fase é o trabalho de campo, quando combinas os instrumentais de observação, comunicação, levantamento de dados, confirmação ou não da hipótese;
A terceira etapa é a analise e tratamento do material empírico e documental, quando ocorre a compreensão e interpretação dos dados levantados na segunda fase, articulando com a teoria, ou seja, ordenam-se os dados, classifica-os e então ocorre a análise propriamente dita. O projeto de pesquisa como exercício científico e artesanato intelectual Um projeto é fruto do trabalho vivo do pesquisador. Para isso, ele vai precisar articular informações e conhecimentos disponíveis, usar certas tecnologias, empregar sua imaginação e emprestar seu corpo ao esforço de realizar a tarefa;
O projeto é construído artesanalmente por um artífice através do trabalho intelectual. Dimensões de um projeto de pesquisa Quando escrevemos um projeto, estamos definindo uma cartografia de escolhas para abordar a realidade. Isso porque o projeto científico trabalha com um objeto construído.
Ao elaborarmos um projeto científico estaremos lidando, ao mesmo tempo, com pelo menos três dimensões importantes que estão interligadas:
Técnica;
Ideológica;
Científica. Os propósitos e a trajetória de elaboração de um projeto de pesquisa Segundo Deslandes (2007) fazemos um projeto de pesquisa para esclarecer a nós mesmos qual a questão que estamos propondo investigar, as definições teóricas de suporte e as estratégias do estudo que utilizaremos;
O projeto ajuda a mapear um caminho a ser seguido durante a investigação;
O “meio de comunicação” reconhecido no mundo científico é o projeto de pesquisa;
A pesquisa é uma prática dinâmica. A trajetória do projeto de pesquisa é marcada por atividades e atitudes: 1) De pesquisa bibliográfica:
a) Disciplinada – porque devemos ter uma prática sistemática, um critério claro de escolha dos textos e autores;
b) Crítica – porque precisamos estabelecer um diálogo reflexivo entre as teorias e outros estudos com o objetivo de investigação por nós escolhidos;
c) Ampla – porque deve dar conta do “estado” atual do conhecimento sobre o problema.

2) De articulação criativa: seja na delimitação do objeto de pesquisa, seja na aplicação de conceitos. 3) De Humildade, porque todo conhecimento científico tem sempre um caráter:
a) Aproximação;
b) Provisório;
c) Inacessível em relação à totalidade do objeto;
d) Vinculado à vida real;
e) Condicionado histiricamente. Fase exploratória Essa fase compreende várias etapas da construção de uma trajetória de investigação:
a) Escolha do tópico de investigação;
b) Delimitação do objeto;
c) Definição dos objetivos;
d) Construção do marco teórico conceitual;
e) Seleção dos instrumentos de construção/coleta de dados;
f) Exploração de campo.

A elaboração do projeto demarca a conclusão dessa fase. Os elementos constitutivos de um projeto de pesquisa O que pesquisar?
Para que pesquisar?
Por que pesquisar?
Como pesquisar?
Por quanto tempo pesquisar?
Com que recursos?
A partir de quais fontes? Definição do tema e escolha do problema O tema de uma pesquisa indica a área de interesse ou assunto a ser investigado;
Ao formularmos perguntas ao tema estaremos construindo sua problematização. Um problema decorre de um aprofundamento do tema. Ele é sempre individualizado e específico;
A definição do problema ou objeto de pesquisa é a razão da existência de um projeto. Características do problema:
Deve ser formulado como pergunta;
Deve ser claro e preciso;
Deve ser delimitado a uma dimensão viável. Formulação de hipóteses As hipóteses são afirmações provisórias ou uma solução possível a respeito do problema colocado em estudo;
Características de uma “hipótese aplicável”:
1) Deve ter conceitos claros;
2) Deve ser específica;
3) Não deve se basear em valores morais;
4) Deve ter como base uma teoria que a sustente. Definição do quadro teórico Segundo Minayo (2006) e Severino (2002) o quadro teórico de um projeto representa o conjunto de princípios, definições, conceitos e categorias que articulam entre si formam um sistema explicativo coerente. Objetivos
Buscamos com a formulação dos objetivos responder ao que é pretendido com a pesquisa, que propósitos almejamos alcançar ao término da investigação;
Geralmente se formula um objeto geral, de dimensões mais amplas, articulando-o aos objetivos específicos.
Justificativa
Trata-se da relevância, do por que tal pesquisa deve ser realizada;

Justificativa de ordem acadêmica;
Justificativa de ordem prática;
Justificativa de ordem pessoal. Metodologia
Descrição formal dos métodos e tecnicas a serem utilizados, indica as conexões e a leitura operacional que o pesquisador fez do quadro teórico e de seus objetivos de estudo;
A seção de metodologia contempla a descrição da fase de exploração de campo, as etapas do trabalho de campo e os procedimentos para análise. A metodologia, geralmente, é estruturada da seguinte forma:
Tipo de pesquisa;
Campo de observação;
Sujeitos incluídos na pesquisa;
Técnicas e instrumentos;
Procedimentos de análise. Cronograma Orçamento
Este item estará completo somente nos projetos que pleiteiam financiamento para sua realização;
Geralmente o orçamento é subdividido em três categorias de gastos: pessoal, passagens e diárias e material permamente. Citações e Referências
Num projeto muitos autores e dados são citados. Há uma enorme variedades de fontes que um projeto pode utilizar. Como citar estas fontes tão diversas?
Existem vários modelos que regulam as regras de citação:

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) www.abnt.org.br
American Psychological Association (APA) http://www.apa.org/
Vancouver
http://pt.scribd.com/doc/36675782/Manual-Vancouver Questões éticas do projeto de pesquisa Comportamentos antiéticos:
Plágio;
Fraude.

Garantia do anonimato;

Comitê de ética. A apresentação de um projeto de pesquisa Elementos pré-textuais: capa, folha de rosto, sumário.
Elementos textuais: introdução (apresentação do tema e do problema), hipóteses, objetivos, justificativa, referencial teórico, metodologia, cronograma, orçamento.
Elementos pós-textuais: referências bibliográficas, apêndices e anexos. De acordo com Spink (2000) a ética é a ciência que tem como objeto os julgamentos de apreciação sobre os atos considerados bons ou maus. Já a moral é tida como o conjunto de prescrições aceitas e/ou reconhecidas em uma época e sociedades determinadas.

Spink (2000) elaborou a distinção entre a ética prescritiva, decorrente da moral contratual, e ética dialógica, pautada na competência ética. O dialogo é o conceito central para a construção da noção de ética dialógica. Sendo qualitativa por excelência, passam a ser três os cuidados éticos essenciais da pesquisa construcionista:
1) Os consentimentos informados;
2) A proteção do anonimato;
3) O resguardo do uso abusivo do poder na relação entre pesquisador e participantes. De acordo com Gunther (2011) existem três caminhos principais para estudar e compreender o comportamento humano no contexto da Psicologia Social empírica:
1. Observar o comportamento que ocorre naturalmente no âmbito da vida real;
2. Criar situações artificiais e registrar o comportamento diante de tarefas definidas para estas situações;
3. Perguntar as pessoas sobre o que fazem, pensam, ou experienciam acerca de algo. Pesquisa Quantitativa Segundo Gunther (2011) esse tipo de pesquisa tem como objetivo central confirmar uma teoria já existente, repesentando, assim, um processo dedutivo. Leitura básica
GÜNTHER, Hartmut. Métodos de pesquisa em Psicologia Social. In: TORRES, Cláudio V.; NEIVA, Elaine R. (orgs.). Psicologia Social: principais temas e vertentes. Porto Alegre: Artmed. 2011, p. 58-76.
DESLANDES, Suely Ferreira. O projeto de pesquisa como exercício científico e artesanato intelectual. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. p. 31-60.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. p. 9-29.
SPINK, Mary Jane P. A ética na pesquisa social: da perspectiva prescritiva à interanimação dialógica. Psico, Porto Alegre: v.31, n.1, 2000, p.7-22. Referências Leitura complementar
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O planejamento de pesquisas qualitativas. In: ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira. 1998, p. 147-178.
LUNA, Sérgio. A revisão da literatura como parte integrante do processo de formulação do problema. In: LUNA, Sérgio. Planejamento de pesquisa: uma introdução. São Paulo: Educ, 2009, p. 85-114.
SPINK, Mary Jane P. As múltiplas faces da pesquisa sobre produção de sentidos no cotidiano. In: SPINK, Mary Jane P. Linguagem e produção de sentidos no cotidiano. Porto Alegre: PUCRS, 2004, p. 53-76.
SPINK, Mary Jane; MENEGON, Vera M. A pesquisa como prática discursiva: superando os horrores metodológicos. In: SPINK, Mary Jane (Org.) Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, 1999, p. 63-92.
THIOLLENT, Michel J. M. O processo de entrevista. In: THIOLLENT, Michel J. M. Crítica metodológica, investigação social e enquete operária. São Paulo: Polis. 1987, p. 79-99. Obrigada!
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