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IDEOLOGIA, ANÁLISE DO DISCURSO E MARCAS IDEOLÓGICAS DO TEXTO

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Olivier Chopart

on 16 October 2013

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Transcript of IDEOLOGIA, ANÁLISE DO DISCURSO E MARCAS IDEOLÓGICAS DO TEXTO

Pensadores
Análise do discurso
A Análise do Discurso é uma prática da linguística no campo da Comunicação, e consiste em analisar a estrutura de um texto e a partir disto compreender as construções ideológicas presentes no mesmo.
O discurso em si é uma construção linguística atrelada ao contexto social no qual o texto é desenvolvido. Ou seja, as ideologias presentes em um discurso são diretamente determinadas pelo contexto político-social em que vive o seu autor. Mais que uma análise textual, a análise do Discurso é uma análise contextual da estrutura discursiva em questão.

Sujeito, Discurso e Sociedade
Universidade de Brasília - UnB
Instituto de Letras - IL
Departamento de Línguistica, Português e Línguas Clássicas - LIP
Disciplina: Leitura e Produção de Textos - Português Instrumental 1
Professora: Flávia de Oliveira MAIA-PIRES

IDEOLOGIA, ANÁLISE DO DISCURSO E MARCAS IDEOLÓGICAS DO TEXTO
Ideologia: o que é ?
Conceitos
Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica.
No senso comum, o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário, contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas.
Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.
Foucault e a Ordem do Discurso
Marx
Gramsci
Althusser
Paul Ricoeur
Paulo Freire
Marilene Chauí
Michel Foucault descreveu a Ordem do Discurso como uma construção de características sociais.

A sociedade que promove o contexto do discurso analisado é a base de toda a estrutura do texto, atrelando, deste modo, todo e qualquer elemento que possa fazer parte do sentido do discurso.

O texto só pode assim ser chamado se o seu receptor for capaz de compreender o seu sentido, e isto cabe ao autor do texto e à atenção que o mesmo der ao contexto da construção de seu discurso. É a relação básica para a existência da comunicação verbal: emissão – recepção – compreensão.
Karl Marx desenvolveu uma teoria a respeito da ideologia na qual concebe a mesma como uma consciência falsa, proveniente da divisão entre o trabalho manual e o intelectual.

Nessa divisão, surgiriam os ideólogos ou intelectuais que passariam a operar em favor da dominação ocorrida entre as classes sociais, por meio de ideias capazes de deformar a compreensão sobre o modo como se processam as relações de produção.

Neste sentido, a ideologia (enquanto falsa consciência) geraria a inversão ou a camuflagem da realidade, para os ideais ou interesses da classe dominante.

Por isso, a ideologia cria uma "falsa consciência" sobre a realidade que tem como objetivo reforçar e perpetuar essa dominação.
Ambientalismo

Autoritarismo

Anti-semitismo

Anarquismo

Capitalismo

Centrismo

Comunismo

Comunitarismo

Conservadorismo

Democracia cristã

Direita política

...
Esquerda política

Etnocentrismo

Feminismo

Individualismo

Islamismo

Liberalismo

Materialismo

Machismo

Marxismo

Monarquismo

Nacionalismo

Social-democracia

Socialismo

Racismo

...

Gramsci
Já para Gramsci, a ideologia não é enganosa ou negativa em si, mas constitui qualquer ideário de um grupo de indivíduos; em outras palavras, poder-se-ia dizer que Gramsci rejeita a concepção crítica e adere à concepção neutra de ideologia.
Os processos de constituição dos sujeitos, compreendidos como seres sociais construídos a partir de uma identificação mediante uma interpelação, um discurso, ou seja, um efeito de sentido entre outros sujeitos, que se dá ideologicamente pela sua inscrição numa dada formação discursiva (ORLANDI, 1999).

Dito de outra forma, consideramos que o sujeito ocupa uma posição no espaço social e, como tal, produz um discurso determinado por um lugar e tempo histórico, que vai situar-se em relação aos discursos do outro.
Althusser
Para Althusser, que recupera a ótica marxista, a ideologia é materializada nas práticas das instituições, e o discurso, como prática social, seria então “ideologia materializada”.
Paul Ricoeur
No capítulo “Ciência e ideologia” de Do texto à ação, Paul Ricoeur analisa o conceito de ideologia, relacionando ideologia com verdade: a questão é saber qual o valor epistemológico do saber ideológico, isto é, se é possível existir um conhecimento objetivo quando há um compromisso com a prática nas condições sociais em que o sujeito se insere, e por outro lado, se é possível um ponto de vista sobre a ação que esteja liberto da “condição ideológica do conhecimento comprometido com a praxis”.
Michel Foucault
Karl Marx
Paulo Freire
Para Paulo Freire, a ideologia tem a ver com a ocultação da verdade dos fatos, com o uso da linguagem para encobrir a realidade.
Marcas ideológicas, implícitos, subentendidos no discurso
Exemplos de campos de pesquisa da Análise do Discurso
Discurso político
Discurso midiático
Discurso jornalístico
Discurso publicitário
Discurso educacional
Discurso acadêmico
Discurso sócio-educativo
Discurso econômico
Discurso literário
Discurso racista
Discurso hidtórico
Discurso antropológico
Qualquer discurso quotidiano ...

Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás, porque luz e gás não
consumiam. Não reclamavam contra falta d'água, raramente observada por baixo de pontes.
Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo
em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam
debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da ponte. (...)

Analisar os implícitos no discurso é uma prática que consiste em identificar as verdadeiras opiniões do indivíduo subentendidas no texto, e também um campo da linguística e da comunicação
especializado em analisar construções ideológicas presentes em um texto, midiático ou não.

A análise do discurso pode ser feita também no dia a dia, pois, de forma geral, as pessoas maquiam suas verdadeiras vontades, opiniões, ideias, sentimentos e preconceitos, porém, as marcas linguísticas textuais, quando percebidas podem apontar aquli que realmente se quer dizer.

Leitura analítica
do texto de
Carlos Drummond de Andrade
Três níveis de leitura: o nível fundamental, o nível narrativo e o nível discursivo
O nível discursivo é o nível em que podem ser identificadas e analisadas marcas textuais, que revelam aspectos diversos do contexto histórico e social em que o discurso é produzido:

Estruturas sociais reveladas: pobreza, miséria / em oposição à riqueza: "os debaixo da ponte" e "os de cima".
Impessoalidade da pobreza: os personagems não possuem nomes, revelando a indiferença da sociedade e invisibilidade da pobreza.
Temporalidade eternizada pela forma verbal "morravam debaixo da ponte, situação que perdura, não muda.
Estrutura cíclica do texto em torno da vida e da morte, renovando-se até "as vagas debaixo da ponte"
Dramaticidade narrativa tem função discursiva: expressa uma denúncia feita pelo autor, dirigida a sociedade que assiste, passiva ao drama.
Morte dos "de baixo": acidental ou provocada? De quem é a responsabilidade. O enunciador também se oculta perante os fatos, apontando para a atitude habitual de indiferença da sociedade, cúmplice de certa maneira.
Debaixo da ponte
Carlos Drummond de andrade
Referências
CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia? (1ª Ed. 1980) São Paulo: Brasiliense, 1991.

GREGOLIN, Maria do Rosário Valencise. A análise do discurso: conceitos e aplicações. Alfa, São Paulo, 1995.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes, 1999.

REGO, Ivoneide Aires Alves do. Análise das marcas ideológico-discursivas presentes na introdução e na conclusão das monografias de alunos da graduação do curso de Letras/UERN. Dissertação de Mestrado Acadêmico em Letras, Departamento de Letras, UERN – CAMEAM, Pau dos Ferros, 2012.

SANTOS, Raldianny Pereira dos. Sujeito, discurso e ideologia: a constituição de identidades na cultura midiática. Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba, Vol. II, n. 1 – jan./jun./2009.

SELLAN, Aparecida Regina Borges. Valores ideológicos e culturais desvendados pelo discurso literário. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 200?.

SYLVESTRE, Ana Paula Melo. O Eu e o Outro Online. Discurso, Poder e Identidade nas Redes Sociais. Programa de Pós-Graduação em Linguística – PPGL, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas – LIP , UnB. Brasília, 2013.

Sítios na internet: http://www.labeurb.unicamp.br/endici/endici/claupfe/intencionalidade1.html

Marilene Chauí
Para Marilena Chauí, a ideologia “é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (idéias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar, o que devem valorizar e como devem valorizar, o que devem sentir e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer.

Ela é, portanto, um corpo explicativo, de representações e práticas (normas, regras e preceitos) de caráter prescritivo, normativo, regulador, cuja função é dar aos membros de uma sociedade dividida em classes uma explicação racional para as diferenças sociais, políticas e culturais, sem atribuir tais diferenças à divisão da sociedade em classes.

Pelo contrário, a função da ideologia é a de apagar as diferenças, como as de classes, e de fornecer aos membros da sociedade o sentimento de identidade social, encontrando certos referenciais identificadores de todos e para todos, como, por exemplo, a humanidade, a liberdade, a igualdade, a nação, ou o Estado.” (Marilena Chauí, O que é ideologia?, 1980).

Obrigado!
Ouçam Cazuza em Ideologia
Intencionalidade e ideologia
Na Análise do Discurso, temos repetido incessantemente que não trabalhamos com a ordem da intencionalidade do indivíduo. Nossa compreensão é da ordem da constituição dos sentidos, isto é, do modo como a memória do dizer se instaura no dito.

Tomar o sujeito pelo indivíduo já é efeito ideológico, tal como mostra Orlandi (1999) quando diz que “uma vez interpelado em sujeito, pela ideologia, em um processo simbólico, o indivíduo, agora enquanto sujeito, determina-se pelo modo como, na história, terá sua forma individual(izada) concreta: no caso do capitalismo, que é o caso presente, a forma de um indivíduo livre de coerções e responsável, que deve assim responder, como sujeito jurídico (sujeito de direitos e deveres), frente ao Estado e aos outros homens.

Nesse passo, resta pouco visível sua constituição pelo simbólico, pela ideologia. Temos o sujeito individualizado, caracterizado pelo percurso bio-psico-social. O que fica de fora quando se pensa só o sujeito já individualizado, é justamente o simbólico, o histórico e a ideologia que torna possível a interpelação do indivíduo em sujeito” (p.25). Não tratamos pois dos indivíduos empiricamente, mas das práticas discursivas que lhe conformam.

Fonte : http://www.labeurb.unicamp.br/endici/endici/claupfe/intencionalidade1.html

Rafael Pereira 13/0130745
Raphael de Araújo 13/0131253
Thiago Costa Valcácio 13/0135518
Olivier Chopart Streit 11/0134702

Qual é a sua ?
Linguagem e ideologia
A linguagem não é transparente, não é neutra. Carregada de um conteúdo simbólico, através dela nos confrontamos cotidianamente com o mundo, com os outros sujeitos, com os sentidos e com a história contribuindo, com o nosso pensamento e ação, para reproduzi-los ou transformá-los (ORLANDI, 1999).

Para a AD, a linguagem é linguagem porque faz sentido, e só faz sentido porque se inscreve na história, funcionando como uma mediação entre o homem e a realidade natural e social. “Essa mediação, que é o discurso, torna possível tanto a permanência e a continuidade quanto o deslocamento e a transformação do homem e da realidade em que ele vive”. (ORLANDI, 1999)

Análise do discurso e ideologia
Um dos aspectos principais da AD é o significado dado à noção de ideologia a partir da consideração da linguagem. Trata-se de uma definição discursiva de ideologia, ou seja, a compreensão de que a ideologia “é a condição para a constituição do sujeito e dos sentidos” (ORLANDI, 1999) na medida em que, diante de qualquer objeto simbólico, o homem é levado a interpretar, a buscar o sentido das palavras e das coisas.

Ora, não há sentido sem interpretação, portanto, sem ideologia. E não temos como não interpretar. Logo, não temos como escapar da presença da ideologia em nossas vidas. “Assim considerada, a ideologia não é ocultação mas função da relação necessária entre
linguagem e mundo” (ORLANDI, 1999).
Discurso e ideologia
O DISCURSO é um suporte abstrato que sustenta os vários TEXTOS (concretos) que circulam em uma sociedade. Ele é responsável pela concretização, em termos de figuras e temas, das estruturas semio-narrativas.

Através da Análise do Discurso é possível realizarmos uma análise interna (o que este texto diz?, como ele diz?) e uma análise externa (por que este texto diz o que ele diz?).

Ao analisarmos o discurso, estaremos inevitavelmente diante da questão de como ele se relaciona com a situação que o criou. A análise vai procurar colocar em relação o campo da língua (suscetível de ser estudada pela Linguística) e o campo da sociedade (apreendida pela história e pela ideologia).

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