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SALA DE AULA, ENSINO DE GÊNEROS TEXTUAIS E REDES SOCIAIS: É

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by

Renata Marques

on 4 September 2014

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Transcript of SALA DE AULA, ENSINO DE GÊNEROS TEXTUAIS E REDES SOCIAIS: É

A presente pesquisa, com base na concepção de Projeto Didático de Gênero (PDG), tem como objetivo analisar a aplicação de um PDG , refletindo sobre as novas possibilidades de ensino da língua materna por meio dos gêneros textuais notícia e entrevista, desenvolvendo práticas discursivas, as quais também estarão ancoradas no letramento digital e o desenvolvimento das capacidades de linguagem, utilizando como suporte a rede social Facebook.
Qual é a proposta de um PDG?
Conforme KERSCH E GUIMARÃES (2011), representa:

Uma co-construção de conhecimentos para uma prática social, por meio de gêneros textuais ;

Uma aprendizagem significativa para o aprendiz e o docente;

Uma concepção de linguagem como forma de interação: trabalho coletivo, social e historicamente situado;

Um trabalho de leitura numa situação dialógica, numa atitude responsiva ativa (Bakhtin,2003)
Como se estrutura um PDG?
São cinco etapas essenciais:

1ª Situação comunicativa - Prática social;
2ª Produção Inicial;
3ª Oficinas de leitura, escrita, estudo do gênero e atividades linguísticas;
4ª Produção final;
5ª Avaliação , Reescrita da Produção final.

Apoio teórico na aplicação de um PDG
:

Segundo Schneuwly e Dolz (2009), as capacidades de linguagem estão ligadas aos níveis de dificuldade que as
operações de linguagem oferecem na materialização de um gênero textual:

Capacidades de ação (contexto social);
Capacidades discursivas (infraestrutura geral do gênero a ser trabalhado);
Capacidades linguístico-discursivas (operações de textualização: conectores, coesão nominal. coesão verbal, escolhas lexicais)
Metodologia do PDG Profissão Repórter na Brás
Conhecer o modelo didático
dos gêneros Notícia e Entrevista
Conforme Costa (2009), a notícia caracteriza-se por apresentar relato de fatos, acontecimentos, informações, recentes ou atuais, do cotidiano, ocorridos na sociedade, os quais têm grande importância para a comunidade e o público leitor, ouvinte ou espectador;
Ela é veiculada em jornais, revistas, rádios, televisão, internet, e caracteriza-se pela impacialidade frente ao fato noticiado;
Sua estrutura apresenta : manchete, lide e corpo do texto.
A função do gênero deve ser bem esclarecida para o aluno.

Metas do PDG Profissão Repórter na Brás
Concepção de linguagem como interação;
Gênero como objeto de estudo;
Projeto vinculado à prática social;
Desenvolvimento de atividades de leitura de jornais, escrita, estudos linguísticos, expressão oral e uso das tecnologias na produção das notícias (imagem, vídeo e rede social);
Desenvolvimento das capacidades de linguagem;
Aprendizagem significativa;
Contextualização
Escola municipal - 1500 alunos- 80 professores- situada em bairro periférico - 02 laboratórios de informática sem internet;
Aplicação do PDG com duas tumas do Projeto Seguindo em Frente: alunos em distorção série/idade (15 a 17 anos, multirrepetentes de 5ª a 7ª série, concluintes do EF,); autoestima baixíssima quanto ao seu aprendizado;

"Professora, se tivesse que fazer, faria tudo de novo!" Projeto didático de gênero: novas possibilidades para o ensino da língua materna
Renata Garcia Marques- UNISINOS
re.garciamarques@hotmail.com

Programa Observatório de Educação
"Por uma formação continuada cooperativa para o desenvolvimento do processo educativo de leitura e produção textual escrita no Ensino Fundamental", Unisinos, RS.
Profª orientadora Dorotea Frank Kersch

Estudos de letramento
digital
Segundo SOARES, (2002, p.145) “a tela como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas também novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e escrever, enfim um novo letramento”.
Estudos de letramento
Conforme KLEIMAN (2007, p. 4), “partem de uma concepção de leitura e de escrita como práticas discursivas, com múltiplas funções, e inseparáveis dos contextos em que se desenvolvem”.
Sequências didáticas
Estudos sobre gêneros textuais, atividades de linguagem, por meio das sequências didáticas, conforme os teóricos SCHNEUWLY E DOLZ (2004).
Aplicação do PDG:
Duas turmas: 50 alunos;
26 oficinas (Seminário na Unisinos com jornalistas);
Leitura de jornais, principalmente o jornal "Enfoque", veiculado na Vila Brás;
Inserção dos alunos na situação comunicativa (debate sobre temas e fatos que ocorrem na comunidade e na escola, os quais poderiam ser transformados em notícias).
Objetivo: Produzir notícias sobre a
comunidade escolar e o bairro.
Duração do PDG: dois mese e meio.
.
Atividades linguísticas
As oficinas de atividades linguísticas,
a partir da PI, possibilitaram estudar:
- pontuação recorrente no gênero notícia;
-presença da 1ª e 3ª pessoa;
-características e estrutura da notícia;
-linguagem adequada ao gênero;
-revisão ortográfica;
-tempos verbais recorrentes no gênero notícia ;
-referenciação;
- coerência textual.

Análise dos resultados
Letramento digital
Edição dos textos no Br-office Writer;
Produção de fotos para notícia (ângulos);
Produção de vídeos;
Publicação na rede social Facebook;
Interação e leitura das notícias no ambiente virtual (alunos e professores).
Produção inicial
+atividades linguísticas+ leituras+debates+estudos
Produção final
+ grade de avaliação
Reescrita da produção final
Digitação e edição da notícia (revisão)

Para o professor, este PDG proporcinou:
Autonomia , interação e criatividade para adequar os conteúdos ao seu projeto, vivenciando e aprimorando letramento digital dos alunos;
Uma nova prática metodológica eficaz no ensino de gêneros e da língua materna;
Resultados significativos na aprendizagem e interesse dos alunos (todos alunos realizaram o trabalho!);
Compreensão e valorização da prática social para explorar os gêneros em sala de aula.
E para o aluno?

Interação e participação ativa na busca do seu conhecimento;
Resultados significativos na aprendizagem quanto ao estudo e produção dos gêneros vinculados à prática social;
Autoconfiança, autonomia e trabalho coletivo;
Aprimoramento no processo de leitura e escrita (criticidade na produção do gênero notícia sobre a comunidade escolar e o bairro);
Uso efetivo das tecnologias (imagens, vídeos, edição dos textos, rede social, interação no ambiente virtual);
Reconhecimento do seu aprendizado pela comunidade escolar;
Desenvolvimento e aprimoramento das capacidades de linguagem ativadas entre a PI, PF e Reescrita.

Aprendiz e docente ganham quando há uma co-construção do conhecimento voltada para uma aprendizagem significativa e interativa;

Os alunos modificaram-se ao perceber o envolvimento do professor ao seu lado para o êxito do projeto, que tem bem definido um ponto de partida e um ponto de chegada (PI e PF).
.
Eles tiveram uma atitude responsiva durante todo o trabalho, envolveram-se com a produção de sua notícia;

Os alunos, ao participarem da rede Facebook, interagiram com os demais colegas de forma positiva. A "tela" possibilitou uma nova maneira de ler, escrever, interagir e valorizar as notícias dos alunos, as quais foram reconhecidas e apreciadas pelos colegas e professores.
A falta de interrnet na escola pública não impede o letramento digital;

O aprimoramento das capacidades de linguagem(ação, discursiva e linguítico-discursiva) ocorreu no desenvolvimento das produções dos alunos. A aprendizagem foi totalmente significativa,
Aliar as tecnologias ao ensino da língua materna, valorizando o ensino do gênero e o relacionado com a prática social, possibilita ao aluno mais engajamento, participação e aprendizado na aulas de LP.
Entrevista
A entrevista caracteriza-se por apresentar:
introdução (apresentação sobre o tema e o entrevistado),
perguntas do(s) entrevistador(es), ordenadas de maneira lógica, e respostas do(s) entrevistado(s),

A entrevista é, geralmente, precedida por
um título e, por vezes, por um subtítulo.


Considerações finais:
Produções realizadas:
GUIMARÃES, Ana Maria de M.; CASTILHOS, Daiana Campani; DREY, Rafaela Fetzner. Gêneros de Texto no Dia-a-Dia do Ensino Fundamental. Campinas: Mercado de Letras. 2008
 
GUIMARÃES, Ana Maria de M.; KERSCH, Dorotea. Projetos didáticos de gêneros na sala de aula de língua portuguesa: caminhos da construção. Campinas: Mercado de Letras. 2012.

KLEIMAN, A. B. Letramento e suas implicações para o ensino de língua materna. Signo (UNISC). Santa Cruz do Sul, v. 32 n 53, p. 1-25, 2007..

OLIVEIRA, Maria do Socorro. Projetos: uma prática de letramento no cotidiano do professor de língua materna. In: KLEIMAN, Angela B.; OLIVEIRA, Maria do Socorro (Org.). Letramento múltiplos: agentes, práticas, representações. Natal/RN: EDUFRN, 2008. p. 93-118.

SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educação e Sociedade: Campinas, vol.23, n.81, p.143-160, dez. 2002.

SCHNEUWLY, B.; J, DOLZ. Os gêneros escolares – das práticas de linguagem aos objetos de ensino. In: SCHNEUWLY, B.; J. DOLZ. Gêneros Orais e Escritos na Escola. Mercado de Letras.
Referências:
Capacidades de linguagem
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