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Pensamento e obra de Peter Brook

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by

Hugo Gama

on 18 December 2013

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Transcript of Pensamento e obra de Peter Brook

Método
A relação de Peter Brook com as
Artes Plásticas vai-se explorando ao longo do trabalho.
O vazio é a chave do seu teatro.
Objetivos
Aprofundar o conhecimento.
Alguns aspetos
sobre a obra de Brook
O Teatro de Peter Brook e a contaminação das Artes Plásticas
Um olhar a partir de "Uma Flauta Mágica
O clima posterior à II Guerra
Mundial muda a noção de espaço
baseada nos estímulos psicológicos do
indivíduo e inicia o processo de revisão
baseado no retorno aos dados empíricos.
Articulação, mente, emoção e
corpo.
O "Dasein" ou o "ser espacial"
de Brook
Esta obra com o nome original "Die Zauberflöten" foi encenada por Peter Brook em 2010 no Bouffes-du-Nord e veio a Portugal em 2011. Assistimos a esta encenação no auditório do Centro Cultural Vila Flor, para ver e "sentir" um dos exemplares da sua obra, o culminar de todo um processo de trabalho desenvolvido pelo encenador. A obra foi adaptada por Brook no sentido da sua simplificação, criando uma harmonia entre a representação, o canto e a música.
Para Brook, o espaço tanto é físico
como formal.
"Uma Flauta..." conta a história de um amor entre dois elementos da aristocracia que terão de passar por provas para se juntarem (Tamino e Pamina). Há um outro amor a ser superado entre duas personagens pertencentes a um estrato social mais baixo (Papagueno e Papaguena). Estes representam a comicidade da peça e ajudam o desenrolar da ação principal. O poder está nas mão da Rainha da Noite e de Sarastro.
Braque e Picasso procedem
a uma síntese de todos os dados obtidos a partir da análise das formas.
Pensamento e Obra de Peter Brook
Relação teatro/interpretação (ato crítitco).
Dialética entre compreensão e interpretação.
Concretização de uma experiência material.
Emergir na obra com distância necessária à autonomia do objeto.
Avançar com uma leitura pessoal.
Perceber os mecanismos do processo.
Desvendar o conceito de dualidade do seu teatro.
Começar com a experiência direta
e com o exercício da teoria e da crítica
sobre teatro.
Analisar a sua relação com Paul Klee, Wassily
Kandinsky, Pablo Picasso e com os movimentos
do existencialismo, minimalismo e arte
processual.
Descortinar no seu teatro o espaço existencial
e o sentido de lugar.
Não queremos chegar a nenhuma verdade
sobre a obra de Peter Brook.
Seleccionámos ideias estruturantes.
Impusémo-nos a definição de limites de estudo regidos por critérios objetivos.
Fizémos uma seleção limitada de obras.
Pretende sublimar a vida através da sua
estetização.
A leveza é um dos traços da sua obra.
A obra de Peter Brook
A sua obra move-se, está viva, anda
num avanço e retorno perpétuo.
Encenador, realizador, crítico,
investigador, pedagogo e ator.
Procurámos uma sequência de interpretações.
Não se limita à identificação da forma como meio de aceder ao conteúdo, mas como forma expressiva ou representativa.
A sua obra vai experimentando transformações à medida que a sua vida se vai desenrolando.
Peter Stephen
Paul Brook
Começou cedo o seu interesse pelo
teatro e pelo cinema.
Em 1943 montou a sua primeira peça "Dr Faustus".
Do seu percurso destacam-se
as adaptações que fez dos
clássicos de Shakespeare.
Conhecer a intenção artística do
criador.
O seu teatro é profundamente intemporal.
Próximo da metodologia processual,
Brook incita uma reflexão sobre o "fazer
artístico" enquanto instrumento. A essência da
obra consiste em explicar os seus próprios mecanismos.
A poética de Brook
O conceito de poética é o que
define a intencionalidade artística (segundo Argant).
Compreende todos os fatores que
concorrem para a operação artística concreta.
A noção de espaço como categoria própria
emerge na cultura moderna da Europa Central.
Ao mesmo tempo, o espaço deixa de ser
algo fixo e imutável (declínio dos modelos
geométricos euclidianos).
Associação do espaço ao tempo
(Einstein).
Relativisação do espaço artístico (Adolf von
Hildebrand)
Obras de arte vistas mais como o desejo de uma
vontade (Alois Riegl - noção de Kunstwollen).
Espaço como objeto de invenção artística (de Adolf Behne a Marcel Duchamp).
Os lugares destacam-se do espaço pela incidência
da marca humana através do tempo.
Lugares são "contentores de memória" que
abrangem uma dupla paisagem: visível e invisível.
O conceito de espaço vazio é utilizado por
Brook para designar o que ele próprio definiu como espaço cénico.
Um campo de possibilidades onde tudo pode
acontecer - uma "plataforma" do ser.
Um espaço de construção a partir dos gestos e ações dos atores.
Um espaço aberto e intemporal.
O vazio de Brook também tem um duplo
sentido: espaço cénico/ator.
O vazio de Brook é um "não vazio", porque só
existe quando não é ocupado por corpos.
A ideia anímica do terror do "horror vaqui" é também o medo que os atores sentem de um espaço vazio.
O espaço está intimamente ligado ao homem carnal, "corpo físico", estando comprometido
com os espaços que constrói e habita.
Da mesma forma que para Brook, para Klee a arte é
comunicação intersubjectiva.
Klee ensinou que o projetista projeta sempre para
a vida, tal como Brook parte da experiência do
dia-a-dia (oficina de teatro).
Brook procura a síntese começando
por distinguir um teatro vivo (do sagrado) de um teatro mortal (do aborrecimento).
O teatro mortal é identificado com a crise e com
o "mau teatro": esqueceu a sua função de elevar o
espírito e educar, ou simplesmente proporcionar prazer.
Os modelos imaginários que se foram transmitindo no tempo criaram uma forma histriónica de dizer o texto (sobretudo nas tragédias).
O sentido das suas revisitações parece encontrar-se na forma como encara a arte e o teatro.
A noção de silêncio, de vacuidade ou de vazio têm origem na Filosofia Zen.
A sua componente teórica e fundamentalmente
pedagógica explicita-se no Dasein ou “ser
espacial”.
bola 9
Peter Brook é um pensador,
um homem de ideias, mais do que um encenador ou realizador.
Antepõe a ideia à materialidade da peça.
Para Brook deve haver uma transmissão do sentido sem haver uma imitação (Teatro Noh).
Brook fala do perigo de
desatualização da "bolsa de valores
invisível", mais do que o da datação
de adereços, cenários e figurinos.
Da mesma forma, um texto não deve imitar
seja o que for, mas antes definir a sua função.
O dramaturgo ideal, segundo Brook, é o que
consegue juntar aquele que explora a sua
experiência interior e o mundo exterior
(Shakespeare).
19
Brook explora o conceito de
Teatro do Sagrado, o qual designa de "Teatro-do-Invisível-que-se-torna-Visível"
(Artaud e Grotowsky).
O invisível é uma subcamada do ser humano
(ator), tal como para Klee a existência humana
é tornar extrinsecas as motivações
inconscientes e impulsos não conhecidos
("tornar visível o invisível").
Assim, Brook defende que a palavra é uma
pequena parte visível de uma formação
muito maior que não se vê (conjunto
de significados e intenções).
Criou o Centre Internationale
de Recherche Théâtrale em 1970.
Um centro de pesquisa teatral com um grupo internacional de artistas (experimentalismo).
Foi com esta companhia que viajou durante c.
3 anos pelo Médio Oriente, África e E.U.A., onde
reuniu experiências que quis comunicar.
O seu teatro-oficina, ou de laboratório, muda
assim o seu foco: de uma pesquisa mais fechada
para performances abertas ao público.
É a nova fase do "Centro" que coincide com a sua mudança para o Théâtre des
Bouffes-du-Nord que estreia com
uma grande produção em
1974.
Traz para o presente os movimentos de vanguarda que
viam no teatro a possibilidade de comunicação direta com
o público (Meyerhold e Piscator).
Depois de África, Brook considera ter começado
do "ponto zero" do teatro (Grau zero da arte
dos anos 60)
A obra -Uma Flauta Mágica
"cenário" de luzes simples, constituido
por ciclorama, luz geral e pontuais.
Concentração e envolvimento dos atores.
Movimentos subtis das personagens e dos
atores.
Personagens e atores unidos na forma de representar.
Ator é dirigido para encontrar a sua própria forma: "ação". Ator criador. Ele é o ponto de
partida.
Wassily Kandinsky reflete sobre o seu
próprio ato de criação.
Analisam e decompõem as figuras
sobrepondo diferentes planos de observação e análise.
Brook, Kandinsky e os cubistas representam
formas em ação.
O teatro de Brook é um teatro para o ator (o
encenador apenas indica uma direção).
"Uma Flauta..." mostra a construção
dos espaços/lugares onde a ação decorre. São os (in)cenários.
Esta é uma ação tão importante quanto as outras
(das personagens).
O ator criador
Tanto na "criança" de Klee como na de
Kandinsky, a ingenuidade e "primitividade"
resultam de um experimentalismo, tal
como em Brook a criação do ator
utiliza como metodologia ativa
a improvisação.
O espaço, campos variados
Os dois atores manipulam canas de bambú por
forma a criar espaços diferenciados, ou pelo
menos, a sugestão para os mesmos.
Brook pretende pôr a imagética do público
a funcionar.
É um "espaço vazio" mas estruturado
que procura a síntese do tema "less is more"
(minimalismo).
O geometrismo na ocupação do espaço em
"Uma Flauta..." também é reconhecível no
minimalismo.
O espaço em Brook ganha forma com a presença dos atores e do público, do mesmo
modo que a folha branca de Kandinsky
não tem valor sem os signos que nela
são representados.
Opera-se a substituição da noção de espaço pela
de lugar.
O teatro como
produção plástica
A iluminação varia conforme o estado seu de
espirito.
Liga-se no mundo de emoções.
Luz de fundo sempre presente, em constante devir
que juntamente com as restantes nos remete para
ambientes diferentes.
Cores predominantes: o azul e o vermelho fortes, o branco, o preto e o amarelo.
Criam fortes contrastes cromáticos na
forma como são usadas.
Apresentação de Ana Melo
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