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Uma análise por Roxane Rojo (IEL/UNICAMP)

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Roxane Rojo

on 16 October 2014

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Transcript of Uma análise por Roxane Rojo (IEL/UNICAMP)

A Plataforma do Letramento
Uma iniciativa da Fundação Volkswagen e do CENPEC, a Plataforma é um ambiente virtual de aprendizagem “democrático, colaborativo, com conteúdos de acesso livre que busquem apoiar políticas, projetos e práticas relacionadas à ampliação do letramento de crianças, adolescentes, jovens e adultos ” que tem por objetivo ser um espaço para a reflexão, formação, disseminação e produção de conhecimento sobre o letramento, que “pretende criar uma comunidade de referência para educadores, professores, gestores e demais profissionais que têm se dedicado a assegurar o direito ao pleno acesso ao mundo da escrita para todos os brasileiros, como garantia do aprendizado ao longo da vida e da participação ativa e autônoma nas diversas esferas do mundo social” .
Uma análise por Roxane Rojo (IEL/UNICAMP)
Muito bem estruturada e com espaços multimídia variados de distribuição de conteúdos, colaboração e aprendizagem
online
e publicação de conteúdos, a Plataforma atende a três projetos principais do CENPEC/Fundação Volkswagen:
visa a trabalhar com alunos com defasagem idade-ano escolar, tendo como proposta reintegrar crianças e jovens que estão fora da idade escolar adequada, ao ciclo regular do Ensino Fundamental. Trabalha com a correção de fluxo escolar, propondo ações de formação para classes específicas de alunos que apresentam defasagem de no mínimo dois anos em relação à idade esperada para o ano escolar e propostas para o contraturno
tem como proposta promover a reflexão sobre a concepção de infância e adolescência, tendo o brincar e o letramento como temas centrais. É voltado para educadores que atuam com crianças e adolescentes em instituições de educação, como escolas, creches, ONGs etc. A proposta engloba ações de formação presencial e a distância para professores, gestores de escola e técnicos de secretarias municipais de ensino, com objetivo de formar e preparar educadores para trabalhar com as temáticas da cultura da infância e do letramento
tem por objetivo formar profissionais para atuarem como mediadores de leitura e é voltado para profissionais de Ensino Fundamental, de bibliotecas e de outras instituições, tendo como objetivo promover, por meio de ações articuladas, o gosto pela leitura e a formação de leitores nos espaços em que atuam e no seu entorno.
espaço interativo e colaborativo para Cursos, Oficinas online e Debates Virtuais (Fóruns de Discussão), além de link para os Materiais dos Projetos
Mas a Plataforma vai muito além e é bem mais variada e complexa do que simplesmente um AVA, que é como ela inicialmente se apresenta.
vídeo de animação multissemiótico extremamente bem feito, que define letramento e apresenta as funcionalidades da Plataforma.
Definindo letramento
O vídeo de animação define “letramento” de maneira bastante contemporânea por meio de suas imagens:

“prática social organizada e mediada pela cultura letrada; práticas de leitura e escrita que ocorrem nas mais diferentes esferas (no trabalho, na família, no lazer, na comunidade, na escola – que trabalha intencionalmente com o ensino da leitura e da escrita)”,
as imagens da animação não deixam de lembrar todo o tempo que esses são
letramento da cultura da escrita (manuscrita) e do impresso – “letramentos da letra”
– assim como da
cultura de massa (TV, rádio)
e da
cibercultura – “novos letramentos ou letramentos digitais”
, que se dão por meio de
diferentes dispositivos
(computadores,
laptops
e
netbooks
, lousas digitais e projetor multimídia, dispositivos móveis).

Logo, a visão de letramento apresentada é bastante contemporânea.
Funcionalidades da Plataforma
Os Acervos são compostos por diferentes tipos de repositórios distribuídos pelas páginas/abas:
Dicas Letradas, Especial, Experimente, Materiais dos Projetos
e
Para Aprofundar
.

Dicas Letradas
tem efetivamente um caráter de repositório, composto por indicações linkadas de
sites
, livros, animações, games e outros recursos para “incrementar o trabalho em sala de aula ou serem usados em diferentes ações educativas relacionadas a práticas de leitura e escrita” .
O acervo
Especiais
, talvez a melhor e mais desafiadora ideia da Plataforma, é composto por “infográficos interativos e conteúdos multimídia que possibilitam uma imersão do educador por temáticas relacionadas a práticas de leitura e escrita e à questão da alfabetização e do letramento” . No momento, o acervo Especiais conta com dois infográficos interativos multimídia, extremamente bem feitos:
a)
Aprendizado inicial da escrita: uma proposta de sistematização
, que, de acordo com a perspectiva psicogenética de alfabetização, esclarece as principais fases e hipóteses sobre a escrita por que as crianças podem passar, a partir de diferentes palavras; e
b)
Das primeiras letras aos multiletramentos: caminhos na história brasileira
, um infográfico interativo multimídia de linha do tempo que esclarece as principais mudanças históricas no ensino da língua escrita (linha 1 - verde); nas políticas públicas brasileiras (linha 2 - rosa) e nas propostas acadêmicas (linha 3 - azul).
Este último infográfico ainda poderia ser bem mais complementado. Nesse sentido, algo que talvez falte ao acervo Especiais seja informação sobre como pesquisadores, acadêmicos e designers podem colaborar para enriquecer este acervo.
O acervo
Experimente
é um repositório de propostas didáticas variadas (de jogos a planos de aula) sobre diferentes aspectos envolvidos na escrita, alfabetização e letramentos. Aqui também falta uma orientação mais detalhada sobre como professores, pesquisadores e designers podem publicar, incrementando o acervo e os critérios de curadoria, que tornariam o acervo mais colaborativo.
No acervo
Materiais dos Projetos
, como o título indica, pode-se baixar os fascículos com materiais pedagógicos produzidos para os Projetos antes mencionados e os que já foram encerrados. São publicações que “trazem propostas de oficinas, jogos, entre outras atividades, assim como sistematização de metodologias e conhecimentos” . O problema neste acervo é que de fato ele não é um acervo de livre acesso e sim um acervo restrito aos participantes dos Projetos (com
login
e senha) e, logo, não deveria entrar na aba Acervos, mas estar restrito talvez ao espaço Formação online, para evitar desapontamentos de navegabilidade (como o meu, por exemplo).
O acervo
Para Aprofundar
disponibiliza
links
para documentos extremamente relevantes para a discussão dos letramentos – e muito bem selecionados – tais como: a) o recém publicado “Glossário Ceale − Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita para educadores”; b) o documento da UNESCO sobre “O futuro da aprendizagem móvel”, em português e em inglês; c) a coleção “Ensinar e Aprender no Mundo Digital”, produzida em 2011 pelo CENPEC que contém propostas didáticas para incorporação das TDIC ao currículo escolar; d) a publicação “Por que ler?” que “reúne artigos escritos por pesquisadores, educadores, escritores, ilustradores, contadores de histórias e outros profissionais que atuam na área de letramento, convidados do I Fórum do Espaço de Leitura, que ocorreu em abril de 2013, na cidade de São Paulo” e assim por diante. É um acervo organizado de um para muitos, que disponibiliza material recente e atualizado.
Comentários e observações
Dois comentários a fazer:
Acervo
foi o único espaço em que encontrei o único
link
quebrado de toda a minha navegação na Plataforma, referente ao Fascículo 3 da Coleção “Ensinar e Aprender no Mundo Digital” – Sujeitos, espaços e meio ambiente: redes virtuais, que, diferentemente dos outros, disponíveis em PDF e que podem ser baixados, está publicado no
issuu.com
e, logo, somente pode ser visionado e lido na tela, mas não baixado, o que limita muito o número de leitores àqueles que dispõem de boa banda para leitura na tela e que dispensam o artigo em PDF. O problema fica resolvido ao se fazer um caminho mais longo para o
link
, clicando em “Para acessar a coleção, clique aqui.”, que remete ao Portal do CENPEC, em que se tem acesso a toda a coleção e basta clicar em “Baixar PDF” para se acessar o
download
em PDF do Fascículo 3. Enfim, o que quero dizer é que este espaço precisa ser uniformizado, oferecendo em todos os casos e de maneira regular, como faz o Portal do CENPEC, acesso
online
e acesso para
download
ao usuário.
Creio que o nome do acervo, “Para Aprofundar”, deve ser repensado, pois ele faz supor que todos os outros acervos se destinam a um leitor novato no tema, o que não é o caso. O acervo “Especiais” por exemplo requer do leitor um conhecimento dos temas bastante avançado.

Sugestões
Para uma Plataforma tão bem composta, há poucas sugestões a dar, mas eu gostaria de fazer duas:
A primeira é de que se
amplie esse mecanismo de linkagem em Rede para Redes Sociais e de Mídia
, para, por exemplo, Twitter,
Tumblr, Skoob
, Picasa, etc. Especialmente o Tumblr e Skoob são ferramentas de rede social e curadoria de interesse para o campo dos letramentos. Sei bem que isso aumenta muito o trabalho de manutenção dos acervos e
sites
, mas ao mesmo tempo, aumenta muito também a
presença e a pervasividade da Plataforma nas nuvens
.

A segunda é que a Plataforma, após um ano de funcionamento e de montagem árdua e trabalhosa de acervos, assuma como seu desejo no apagar da velinha de aniversário, mais incisivamente, suas intenções de
colaboratividade
. Embora se apresente como colaborativa, a Plataforma, até o momento, está bem mais estruturada ao estilo da
Web 1.0 – de um para muitos
. Creio que em seu segundo ano, poderia esforçar-se para funcionar mais ao estilo da
Web 2.0
, abrindo mais
possibilidades de publicação
(que não seja de comentários, pois isso há em todos os espaços)
de acervos por parte dos usuários
. Claro está que isso depende da criação de uma
política e de regras claras, bem definidas e divulgadas de curadoria de conteúdo
. Também depende da
implementação de ferramentas de publicação
. Talvez se possa começar com um espaço destinado a pesquisadores e designers, como é o caso de Especiais, e com um espaço destinado a propostas de docentes, como é o caso de Experimente. Talvez se possa começar de maneira mais controlada, com concursos para publicação, por exemplo. De todo modo, o que quero dizer é que
o caráter colaborativo da plataforma poderia ser acentuado
.

Em Revista
abriga espaços multimídia específicos – de acordo com os gêneros discursivos – da disseminação de informação jornalística de divulgação científica sobre os temas da Plataforma: Colunas, Entrevistas, Notícias e Reportagens. Em
Colunas
, há alguns colunistas regulares, abordando temas variados de interesse do campo dos letramentos, tais como José Miguel Marinho, Richard Romancini e Antônio Augusto Gomes Batista. As
Entrevistas
com autores relevantes para os temas da Plataforma (Lúcia Santaella, César Calligari, Cláudia Vóvio, Magda Soares, dentre outros) encontram-se disponibilizadas transcritas – algumas acompanhadas por vídeos.
Notícias
e
Reportagens
, como os próprios nomes dizem, disponibilizam e reblogam notícias e reportagens recentes e relevantes para os temas da Plataforma.
O usuário ainda conta com ferramentas de cadastro – na plataforma e para recebimento de Newsletters –, de pesquisa, de contato e de acesso a perfis e canais da Plataforma em duas redes sociais/de mídia – Facebook e YouTube.
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