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As guerras da água

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Rafael Santos

on 28 January 2014

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Transcript of As guerras da água

As guerras da água
A água como recurso natural
A água é um recurso natural essencial à vida no Planeta.
Por ser um bem de sobrevivência, geram-se conflitos em torno da sua distribuição, pois não é um recurso que está igualmente repartido por todo o mundo em termos de qualidade e quantidade.
Existem conflitos na gestão das águas salgadas (mares e oceanos) e na gestão das águas doces (glaciares, rios e águas subterrâneas).
Conflitos associados à partilha e gestão das bacias hidrográficas
Os conflitos na partilha e na gestão das bacias hidrográficos ocorrem principalmente na gestão de rios internacionais, sendo aos causas deste conflitos variados:
Escassez de água;
Poluição das águas;
Demarcações fronteiriças
Aridez;
Excesso de precipitação.
Exemplos disto são os rios Amudária, Sirdária, Nilo, Ganges e Bramaputra.

As bacias dos rios Amudária e Sirdária
A bacia do rio Nilo
A bacia dos rios Ganges e Bramaputra
Rio Sirdária, 2212 km de comprimento, 219000km2 de área da bacia e a sua foz situa-se no Mar de Aral
Rio Amudária, 2400 km de comprimento, 534739km2 de área da bacia e o seu delta situa-se no Mar de Aral
As duas bacias localizam-se na Ásia Central, uma região em que as condições climatéricas, o volume de água per capita é reduzido e a grande importância da agricultura irrigada criam vários conflitos.
Os países desta zona são novos estado emergentes que estão marcados por tensões étnicas, por crises políticas e sociais. Estando ainda em crescimento económico, a agricultura é um setor bastante importante. Existindo também problemas ambientais como a procura crescente de água(para irrigação), elevados níveis de poluição de água, erosão e degradação do solo e poluição atmosférica(devido à indústria).

O maior conflito é a maneira como a água é utilizada por cada estado.
O Tajiquistão valorizou a produção hidroelétrica através da construção da barragem Nurek que alterou o curso do rio que originou uma grande falta de água no verão e cheias artificais no inverno nos estados vizinhos.
Visto que estes países são bastante dependentes da agricultura irrigada, os seus vizinhos ficam prejudicados.
O funcionamento e a existência destes “canais” fluviais poderão estar mesmo em perigo, dado que o Tuqueministão e o Usbequistão reivindicam um aumento suplementar dos caudais dos rios Amuária e Sirdária, de forma a elevar o nível das águas do mar Aral.
Enquanto esta dupla bacia esteve sob gestão da URSS, a distribuição das águas foi mais igualitária. Actualmente, com a independência destes Estados, os que se encontram situados a montante passaram a exercer maior controlo sobre as águas, colocando os Estados a jusante em situação desfavorável.
Rio Nilo, 6650 km de comprimento, 3349000km2 de área da bacia e o seu delta situa-se no Delta do Nilo
O rio Nilo é o rio mais longo de África, desde o Lago Vitória até ao mar Mediterrâneo.
No Egipto 98% do território é deserto tendo o rio Nilo uma grande importância.
Apesar dos “direitos adquiridos” sobre o uso das águas só se ter iniciado nos anos trinta do século XX, a ligação entre o rio Nilo e o Egipto é milenar.
Em 1929, altura em que os ingleses iniciaram a cultura do algodão no Sudão e impuseram a seguinte divisão de água: 4km3 para o Sudão e 48km3 para o Egipto, surgiu o problema da repartição das águas.
Com a independência do Sudão, em 1959, foi revista a anterior divisão das águas, passando a ser de 55,5 km3 para o Egipto e 18,5 km3 para o Sudão.
Os Estados Ribeirinhos, como a Etiópia, não foram tidos em conta no acordo de 1959, o conflito estava instalado.
O Egipto construiu a barragem de Assuão para superar o dilema de falta de água, conquistou terras ao deserto, e libertou-se da chantagem exercida pelos países situados a montante.
O Sudão construiu a barragem de Roseires e o Canal de Jonglei que permitiu a irrigação e a produção de energia hidroeléctrica para o Sudão e Egipto.
Com a vaga de independência dos anos 60, a luta pela água tornou-se uma questão de sobrevivência e de desenvolvimento. O rápido crescimento demográfico, a pobreza extrema, os movimentos forçados da população, as situações de guerra civil, a instabilidade política e as tensões étnicas que se vivem em alguns países da bacia do Nilo apontam para relações de grande conflito que poderão ser exacerbadas se tivermos em conta os índices de vulnerabilidade hídrica.
Rio Bramaputra, 2290 km de comprimento, 651334km2 de área da bacia e junta-se ao Rio Ganges
Rio Ganges(ou Benares), 2500 km de comprimento, 907000km2 de área da bacia, o seu delta situa-se no Delta do Ganges e a sua foz situa-se no Golfo de Bengala
O rio Ganges nasce nos Himalaias e desagua na bacia de Bengala sob a forma de um extenso delta.
O caudal do Ganges, está marcado por uma forte dualidade climática: o período seco de Novembro a Abril e a época da monção (maior precipitação) de Maio a Outubro.
A bacia hidrográfica do rio Ganges é considerada uma das áreas com maior densidade demográfica a nível mundial.
Devido a atravesar diversas áreas urbanas que estão intensamente povoadas e a população depende das águas do rio Grages tornando estas águas intensamente poluídas.
Na Índia por ano registam-se mais de 18 milhões de nascimentos, também a criação de gado e a agricultura empregam quase 80% do total da população, tornando a necessidade da água bastante elevada.
O rio Ganges também tem um grande potencial hidroelétrico, o que lhe confere uma grande importância económica.
No momento em que a Índia decidiu construir a barragem de Farakka, causou muita tensão com o Bangladesh, devido à barragem ser perto da fronteira.
Com a construção da barragem o Bangladesh protestou que a barragem iria provocar graves danos na agricultura, na indústria e na ecologia do país.
A Índia com a construção da barragem também construíu um canal de 38 km para desvir a água da barragem de Farakka para o rio Hooghly, deixando o Bangladesh sem água suficiente para irrigar as terras, nem para manter o nível da toalha freática. Desta forma no tempo de seca´a água ficaria do lado indiano, enquando no período de cheias era enviada para o Bangladesh.
Em 1976 o Bangladesh colocou o assunto à Assembleia-Geral da ONU, que sugeriu que os governos chegassem a acordo, mas cada Governo produziu um plano perfeitamente incompatível com o do seu adversário.
Em 1996 foi assinado um tratado em que ambos os países se comprometeram em colaborar um com o outro, mas apesar do acordo a oposição indiana critica este acordo dizendo que existe pouca água para o funcionamento correto do Porto de Kolkata e da barragem hidroelétrica. Já a oposição do Bangladesh defende que a Índia fica com água excessiva enquando a água que o Bangladesh recebe é injusta e insuficente.
O desvio do percurso do rio Ganges causou um aumento da sedimentação e da desflorestação de algumas zonas e também o aumento da saliniedade da água que levou à desertificação de algumas zonas, no Bangladesh a saliniedade da água e a poluição já se tornou um problema de saúde pública.
Conflitos associados á partilha e gestão de águas subterrâneas
O aprovisionamento das águas subterrâneas é necessário em países como os países do Norte de África (áreas desértica) em que existe uma particular necessidade de extrair água do subsolo.
Em 1983 a Líbia apresentou um projeto de construir o Grande Rio Artificial para transferir reservas de água subterrânia que se encontrava no subsolo desértico no Sul do país.
A construção deste rio não era economicamente viável, devido à utilidade deste rio ser agricola.
A construção deste rio servirá para fomentar a cultura do trigo que lhe permitirá a redução da dependência alimentar.
A construção deste Grande Rio Artificial desencadeou o conflito Líbio-Argelino, devido a que a maioria do aquífero que iria alimentar o Grande Rio Artificial encontrava-se em teritório argelino.
Trabalho elaborado por:
João Síopa
Mariana Pedro
Rafael Santos
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