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"Os Maias" - Episódio do Hotel Central

Caracterização das personagens e do espaço, aspectos da sociedade criticados, relação com a intriga central.
by

Rodrigo Almeida

on 24 February 2011

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Transcript of "Os Maias" - Episódio do Hotel Central

"Os Maias" de
Eça de Queirós Episódio do Hotel Central Relação com
a intriga central Caracterização Personagens Espaços Aspectos debatidos Carlos da Maia vê pela primeira vez Maria Eduarda Carlos da Maia é apresentado à sociedade Lisboeta Carlos chega da sua viagem à Europa João da Ega Jacob Cohen Tomás Alencar Carlos Eduardo da Maia Cruges Craft Dâmaso Salcete Hotel Central “... Entravam então no peristilo do Hotel Central - e nesse momento um coupé da Companhia, chegando a largo trote do lado da Rua do Arsenal, veio estacar à porta. Um esplêndido preto, já grisalho, de casaca e calção, correu logo à portinhola; de dentro um rapaz muito magro, de barba muito negra, passou-lhe para os braços uma deliciosa cadelinha escocesa, de pêlos esguedelhados, finos como seda e cor de prata; depois apeando-se, indolente e poseur, ofereceu a mão a uma senhora alta, loira, com um meio véu muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea. Craft e Carlos afastaram-se, ela passou diante deles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem-feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos de oiro, e um aroma no ar. Trazia um casaco de veludo branco de Génova, e um momento sobre as lajes do peristilo brilhou o verniz das suas botinas. O rapaz ao lado, esticado num fato de xadrexinho inglês, abria negligentemente um telegrama; o preto seguia com a cadelinha nos braços. E no silêncio a voz de Craft murmurou: Très chic.” Os Maias Boémio, excêntrico, exagerado, caricatural, anarquista e sem moral, é leal amigo de Carlos desde os tempos de Coimbra (onde estudou Direito muito lentamente). É "…o respeitado director do Banco Nacional…”; Judeu e banqueiro, "…com aquele sorriso indulgente de homem superior…", é um indivíduo politicamente muito influente. Poeta, camarada, tradicional, generoso e patriota, Alencar tivera antes de seguir o caminho da literatura, uma vida de adultérios, lubricidades e orgias. "belo cavaleiro da Renascença"; culto, bem-educado, corajoso e frontal, diletante (incapaz de se fixar num projecto sério). Cruges é maestro e pianista, velho amigo de Maria Monforte; …um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio" Craft é um inglês rico, culto e boémio que, representa o homem correcto, incorruptível e "…de hábitos rijos, pensando com rectidão…" ; "simplesmente a melhor coisa que havia em Portugal..."; “homem baixo, louro, de pele rosada e fresca, e aparência fria.” Exibicionista (de uma reputação que não tem), parasita, provinciano e cobarde. "Chique a valer" Literatura Realismo Romantismo vs Egocêntrismo, “eu” romântico, subjectivismo, idealização, sentimentalismo exacerbado. Que é pois o Realismo? É uma base filosófica para todas as concepções do espírito - uma lei, uma carta, uma guia, um roteiro do pensamento humano na eterna religião do belo, bom e do justo (...); é a negação da arte pela arte, é a proscrição do enfático e do piegas. É a abolição da retórica considerada como arte de promover a comoção (...); é a análise com fito na verdade absoluta. Por outro lado, o Realismo é uma reacção contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem (...) para condenar o que houver de mau na sociedade” Eça de Queirós na Conferência do Casino Defendido por Ega não distingue literatura de ciência Eça elogia Ega Apoiado por Alencar apoia o amor ilegítimo e a vida de excessos Carlos e Craft opõem-se ao realismo defendido por Ega Eça recusa o ultra-romantismo de Alencar, recusa também a distorção do naturalismo contido nas palavras de Ega Afirma uma estética próxima de Craft; Defende estilos novos, tão preciosos (focalizados no detalhe) e tão dúcteis (maleáveis) Finanças “Os empréstimos em Portugal constituíam hoje uma das fontes de receita, tão regular, tão indispensável, tão sabida como o imposto. A única ocupação mesmo dos ministérios era esta – “cobrar o imposto” e “fazer o empréstimo”. E assim se havia de continuar…[dizia Cohen]” Cohen é descrito como calculista e cínico. Confiante do cargo que ocupa na administração pública, não se importa quanto ao destino de Portugal. Política Alencar teme a invasão espanhola e defende o romantismo político “Se as coisas chegassem a esse ponto, se se pusessem assim feias, eu cá à cautela, ia-me raspando para Paris…[disse Dâmaso]” “Raspar-se, pirar-se…era assim que de alto a baixo pensava a sociedade de Lisboa…” Ega defendia uma revolução e uma ligação a Espanha (para acabar com a monarquia e com o constitucionalismo) Cohen apoia a solução de Ega Carlos é indiferente No final do jantar instala-se a confusão, insultos e ofensas (luta entre Ega e Alencar),existe o contraste do início (jantar de luxo, requinte, hotel) Representa o esforço frustrado de uma certa camada social para assumir um comportamento digno As limitações culturais e morais não se ocultam à custa de ementas afrancesadas, divãs de marroquim e ramos de camélias
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